Uchuu no Hou: Elohim-hen
Uchuu no Hou: Elohim-hen
Imakake Isamu - HS Picture Studios
Anime - Filme
2021
3 em 10
E, finalmente, chegámos ao último filme da nossa seita predilecta, a última oportunidade para descobrir a verdade, apenas a verdade e toda a verdade.
Mas algo terá acontecido aqui, porque o nosso querido El Cantere saiu de cena e foi substituído por um tal Elohim, que seria - portanto - o deus da terra. Também há uma esfinge que também é uma deusa. Portanto, este filme fala-nos de um mundo utópico dominado por estes dois deuses, em que toda a gente canta e dança (incluindo os animais, para minha grande diversão). Neste mundo utópico o único conflito será o da nossa persoangem principal, uma guerreira universal (?) que está muito convencida dos seus próprios poderes.
Enfim, este filme acaba por ter uma narrativa um pouco estranha, e em termos de hilariedade religiosa também não ultrapassa os outros que já vimos anteriormente. Assim, acabei por lhe dar uma nota infeliz, mas devo dizer que a aventura de ver estes filmes todos foi o grande gosto das minhas segundas feiras dos últimos tempos.
Versailles no Bara
Versailles no Bara
Yoshimura Ai - MAPPA
Anime - Filme
2025
8 em 10
Um remake do meu anime preferido de sempre, agora na forma de um filme musical, masca o meu regresso - durante férias - à intensa escrita de reviews. Digam olá a eu. :)
Este filme conta com uma animação renovada e uma série de canções quase vindas de um takarazuka, que caracterizam e nos mostram esta maravilhosa história clássica da Rainha Maria Antonieta e da sua general e protectora, Oscar de Jarjayes.
Os elementos principais da história estão aqui presentes, evidentemente eliminando alguns elementos que - sendo muito importantes - nunca iriam caber num filme com uma hora e meia. As músicas novas caracterizam o ambiente do palácio de Versailles, e a estranha forma de vida que lá se fazia, mas logo logo temos os elementos trágicos, com a descoberta das injustiças perante o povo pela parte de Oscar e a revolução propriamente dita.
Esta história é maravilhosa e trágica, assim como a realidade, e coloca muitos elementos da verdadeira história misturados com fantasia, que foi o que sempre me encantou neste anime. Agora com um estilo completamente diferente e uma arte renovada, a história volta a ser mostrada a um novo público, para que todos possam conhecer este maravilhoso clássico.
Assim, apesar das diferenças patentes do original, recomendo vivamente este filme, quer para os fãs antigos quer para os novos
Primavera Sound Porto 2025
Primavera Sound Porto 2025
Festival
Fomos de fugida ao Porto para ver alguns concertos do Primavera Sound.
O espaço estava um pouco diferente daquilo que eu conhecia de anos anteriores, e os patrocínios também mudaram, deixando de ser a NOS para ser a Vodafone e o maldito banco Revolut. A compra dos bilhetes foi muito muito complicada, porque para ter desconto nos bilhetes tinhamos de fazer uma conta na porra do banco e, consequentemente, começar a pagar juros. O que me parece uma forma muito sketchy de fazer business, mas ok, cada um faz conta no banco que entender.
As bebidas caríssimas, comida pouco variada, pequenas quantidades e muito caras também. Mas passemos aos concertos (fora algumas bandas que vimos só alguns minutos):
Fountaines DC foi um excelente concerto, muito emocionante, animado e revolucionário, com muitos gritos a favor da Palestina. Havia apenas alguns fãs espalhados pelo público, que não estava especialmente motivado sem ser mesmo lá à frente. Também a banda não comunicou muito, tocando as músicas umas a seguir às outras e sem encore (nada teve encore, o que é estranho)
Anohni foi o pior concerto, e o pior é que a culpa nem foi da senhora. A culpa foi dos técnicos de som, que puseram um concerto intimista num volume tão baixo que por mais atenção que déssemos, não dava, simplesmente não dava. Queríamos ouvir a Dona Anohni e nada, silêncio cá atrás.
Charli XCX fez a festa sozinha, lançou os foguetes, apanhou as varetas, meteu-as nos olhos e ainda continuou a dançar por aí. A rapariga é louca, e dancei tanto, tanto, tanto que fiquei uns dias sem me conseguir mexer devido a bolhas nos pézes. Ainda assim, o público não estava nada motivado, ela até dizia "scream FUCK!!" Mas ela sozinha, sem dançarinos, sem banda, sem nada, teve uma energia tal que me cativou completamente.
Finalmente, Caribou para fechar a festa. Caribou está diferente, muito mais dançável e menos contemplativo. Dancei sentada.
Depois ainda tivemos um filme no dia seguinte a voltar para casa, por causa do mal cheiroso do Flixbus. Antes disso estivémos no Castelo do Queijo, que não é feito de queijo, não tem queijo, nem tem souvenires de queijo. Desapontante.
Final Destination: Bloodlines
Final Destination: Bloodlines
Zach Lipovsky & Adam B. Stein
2025
Filme
4 em 10
Adoro os filmes do Destino Fatal, porque me farto sempre de rir. Este coloca o conceito, que é sempre o mesmo, um pouco diferente: nos anos 50 uma rapariga teve uma previsão e salvou centenas de pessoas da queda de um edifício. Mas agora a Morte está atrás dessa gente toda, e também das pessoas que são suas descendentes, pois nunca deveriam ter nascido.
Claro que a parte gira destes filmes são as mortes completamente inusitadas e absurdas a que temos o gosto de assistir. Neste filme temos coisas muito giras, desde uma máquina de ressonância magnética até um cortador de relva. E tudo por causa de uma moedinha.
A violência é tão exagerada que só nos podemos rir. :)
Cão Preto
Cão Preto
Guan Hu
2024
Filme
7 em 10
Um ex-presidiário regressa à sua cidade para encontrar um mundo quase pós-apocalíptico, tudo abandonado e prestes a ser destruído para dar lugar a um novo projecto imobiliário, a propósito dos Jogos Olímpicos de Pequim.
As pessoas deixaram as suas casas e, com isso, os seus cães - que agora habitam um pouco por toda a cidade em grandes matilhas. Quando o nosso personagem conhece um cão preto e magro muito agressivo, a sua vida começará a mudar de forma muito discreta.
Com uma fotografia belíssima, um ambiente estranhíssimo de abandono e desespero, assim como uma narrativa muito bem feita, em que nos contam a história passada através das acções e não através das imagens. Este filme é um exercício sobre a liberdade, sobre a amizade e sobre a descoberta do eu perante a adversidade.
Ainda assim, achei toda esta subtileza tão discreta que tive de pensar bastante para poder tirar alguma conclusão.
A Court of Mist and Fury
A Court of Mist and Fury
Sarah J. Maas
2016
Fantasia
Se no primeiro livro tínhamos um fado sexy loiro, no segundo livro descobrimos o husbando do povo. Este livro foi excelente, cativante, viciante e muito, muuuuito sensual.
Rhysand é o fado sexy da noite perfeito e ideal, e a história de amor que se desenvolve, nos destroços de um stress pós-traumático, é absolutamente vibrante. De amigos a amantes, cenas de uma só cama, férias no campo, este livro tem todos os elementos para viciar os corações mais fracos, isto é, o meu.
Mas o melhor é que estes novos personagens são muito mais interessantes dos que os do livro anterior, com um bom desenvolvimento, uma boa história pregressa, e justificação para tudo o que fazem.
Agora até tenho vontade de fazer fanart, apesar de nem saber desenhar! Aaaa!
Palomar
Palomar
Italo Calvino
1983
Romance
Juntei-me a um clube de leitura, e este foi o primeiro livro que leio para esse grupo.
O Sr. Palomar é uma pessoa bastante simples que passa o tempo a observar o que o rodeia. Este livro é a partilha das observações deste personagem quase em branco, que serve como autor mas também como leitor. As pequenas observações da vida diária deste Palomar são contemplativas, por vezes um pouco tristes.
Apesar da beleza de alguns destes momentos, senti que o livro primava por uma grande simplicidade, e que não me trouxe grandes emoções.
Vamos ver o que tenho a dizer sobre ele no clube.



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