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Gintama: Porori-Hen
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Gintama: Porori-Hen
Fujita Yoichi - Bandai Namco Pictures
Anime - 12 Episódios + 12 Episódios + Alguns OVAs e Specials
2017
5 em 10
Na tentativa de compeltar a minha nova PTW (que, para quem não sabe, consiste no Top 400 do MyAnimeList), fui ver algumas seasons e episódios soltos de Gintama que ainda não tinha visto. Este comentário inclui todos eles.
Porque, realmente, o que há mais para dizer sobre Gintama? Os personagens continuam exactamente iguais, talvez com menos piada do que ao início porque os seus tropes nunca mudam. Sempre o mesmo tipo de piada para cada um dos personagens e sempre o mesmo tipo de resposta para cada situação. A narrativa, que se faz passar por séria de vez em quando, aparenta começar muito bem e depois descai para a piada escatológica de espadas enfiadas analmente.
Questiono-me porquê esta divisão em seasons e episódios se não há qualquer distinção puramente factual entre todos os episódios desta série. Se nos primeiros 300 episódios havia algo de muito bom, algo de realmente genuíno, à medida que a série continua nota-se uma incapacidade de inovar e de se transfigurar, tornando-se os episódios numa repetição sempre constante das mesmas dicas e das mesmas referências.
No fundo, no fundo, Gintama tornou-se uma seca. Não gosto mais.
By : ladyxzeus
Panda-Z: The Robonimation
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Panda-Z: The Robonimation
Kanbe Mamoru - Bandai Entertainment
Anime - 30 Episódios
2004
4 em 10
Na tradição dos animes de mecha, surge uma comédia para crianças de três anos protagonizada por pandas e outros bicharocos amorosos. Cada episódio é uma aventura de dois minutos: a OP e a ED totalizam mais tempo que o episódio em si.
Este é o tipo de anime feito para entreter criancinhas que ainda não têm noção de profundidade. Assim sendo, não há nada de muito bom a apontar neste anime. Os diálogos estão feitos com kanjis difíceis, a animação é pouco surpreendente... Personagens não existem.
A verdade é que o único ponto forte deste anime é a banda sonora, mas muito rápido percebemos que a mesma guitarrada é utilizada exactamente da mesma forma em todos os episódios.
Felizmente, demora-se duas horas e meia a ver isto.
By : ladyxzeus
Flag
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Flag
Takahashi Ryosuke - The Answer Studio
Anime OVA - 13 Episódios
2006
7 em 10
Este anime já tinha aparecido várias vezes para ver no meu clube, mas eu sempre tinha adiado essa decisão por achar, por alguma razão inexplicável, que não ia gostar. Desta vez decidi, então, dar-lhe uma oportunidade e.... Não fiquei mesmo nada desapontada!
É um anime realizado de forma original e prática, com um contexto muito interessante para o qual estava preparada, talvez devido à recente leitura de Fúria. É um anime que segue um par de fotojornalistas Japoneses que estão a fazer a reportagem das comunicações de paz entre um país asiático (imaginário) e a NATO. Essa paz é simbolizada por uma bandeira - Flag - que é roubada por um grupo de activistas revoltosos. Os jornalistas acompanham, então, a recuperação de Flag por um grupo de soldados e inteligência, armados com mechas.
A história é altamente política, mas o anime não reforça nenhuma ideia de paz, cooperação ou mesmo guerra. é um anime sobre jornalismo e o tema acaba por se tornar irrelevante. Porque o que se torna válido são as atitudes dos personagens perante as situações e a forma como eles levam avante o seu trabalho sob todas as condições. Os personagens poderiam ter mais algum tipo de desenvolvimento, mas acabam por ser satisfatórios tendo em conta as suas acções.
O aspecto mais curioso deste OVA (saiu na internet, pela Bandai) é a forma como está filmado. Todas as acções são vistas pela lente de uma câmera, seja de filmar, seja fotográfica. Assim, ficamos a conhecer muito mais para além do simples conflito que dá o mote ao anime, mas também muitas coisas sobre todos os intervenientes na recuperação de Flag, que acabam por se tornar eles próprios símbolos de uma espécie de liberdade política e religiosa. As imagens fotográficas, em si, são perfeitos exemplos de bom fotojornalismo, sendo fortes e impressionantes dentro do contexto que, apesar de imaginário, é suficientemente realista para o podermos recolocar no nosso mundo.
A banda sonora é interessante e original, remetendo-nos para esse país asiático pleno de mitos e crenças. Poderá ser, por vezes, um pouco repetitiva, mas parece-me que vale a pena tirá-la para a ouvir com mais atenção (é o que farei).
Assim, este anime revelou-se uma excelente surpresa e terá, sem qualquer dúvida, a minha recomendação.
By : ladyxzeus
Gangsta.
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Gangsta.
Murase Shukou - Bandai Visual
Anime - 12 Episódios
2015
5 em 10
Considerado por todos o melhor anime da temporada, do ano e da década, tenho a dizer que... Non. Está certo que esta season só vi dois animes. Um era normal. O outro era mau. O outro era este.
A intro engana. Vamos ao engano para este anime convencidos que teremos um hard-boiled action cheio de estilo, cheio de sexo, drogas e rock'n'roll. Mas é mentira. Na verdade este anime é uma sucessão de machos reprodutores que têm umas lutas mas que, aparentemente, estão lá apenas para gáudio e felicidade de um grupo específico de senhoras.
Mas vamos ao início: a história. Não é muita coisa. Dois fulanos (muito, muito giros...) fazem pequenos serviços (muito, muito perigosos...) para variadas pessoas (muito, muito estranhas...). Depois encontram uma rapariga que, segundo consta, é prostituta. A partir daí encontram mais pessoas muito, muito estranhas e fazem outras coisas muito, muito perigosas, sem grande insistência numa progressão narrativa, num objectivo para a história ou algo que, simplesmente, ligue os acontecimentos numa massa coesiva. Assim, o anime resume-se a lutas entre vários personagens, que aparentam querer muito caracterizar este universo como violento e terrível, a dog eats dog world, mas que - no fundo, no fundo - é absolutamente inconsequente.
Poderíamos ser salvos pelos personagens, já que este anime se foca sobretudo no seu desenvolvimento. Mas este é feito de forma tão óbvia, em alguns casos, ou tão errática, em outros casos, que estes homens acabam reduzidos às suas cicatrizes e aos sofrimentos que passaram em eventos passados. Penso eu que factores traumáticos no passado poderiam ter algum interesse se fossem, bem... Mais intensos. Podem argumentar que um cigarro no olho não é intenso, mas a violência física é bastante limitada, no respeitante ao que existe por aí em termos de eventos traumáticos em anime.
Sucedem-se outras personagens psicóticas, em maior ou menor escala, que procuram matar tudo e todos numa guerra de gangs intemporal que não tem objectivo definido, nem qualquer sentido. Estes personagens secundários não sofrem qualquer tipo de exploração, ficando muito aquém das expectativas e limitados apenas à sua sociopatia.
A arte não é boa. A arte é limitada. As coreografias são simples, a animação é estática. Esta cidade tem interesse, eu admito que tem interesse. Mas os cenários pouco mostram dela e é tudo muito redutor. Tudo é simples, as texturas digitais simplesmente não funcionam, e as sombras estão exageradas nos lugares errados. É uma confusão artística que acaba por tornar toda a narrativa em algo ainda menos coesivo.
Finalmente, a música. Haja algo a favor! Temos a tal intro que é muito interessante e, dentro do parênquima (que, apesar de tudo, é muito silencioso. Não no bom sentido) temos alguns beats que, apesar de simples, carregam de intensidade estas cenas mal conseguidas.
Portanto, fiquem com os senhores muito muito giros. Bem vindos ao mundo do Bara. Divirtam-se.
By : ladyxzeus
Kashimashi ~Girl meets Girl~
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Kashimashi ~Girl meets Girl~
Bandai Visual
Anime - 12 Episódios + 1 OVA
2006
5 em 10
Nesta vida de desocupada os animes vêm-se rápido.
Isto começa de uma maneira estranha, mas poderíamos ter perdoado se o resto do anime se elevasse a um melhor nível de qualidade. Um rapaz vai passear pela montanha e é atingido por uma nave alienígena. Os aliens reconstroem o seu corpo, mas enganam-se e transformam-no numa rapariga. A partir daí, entramos dentro de um triângulo amoros entre meninas.
O primeiro erro de tudo isto é o facto de o rapaz não ter passado por um processo de adaptaçao antes de se habituar ao seu novo corpo e às expectativas relativas a ter um sexo diferente. Este menino era, desde o início, tímido e delicado, certas características tipicamente femininas nos animes. No entanto, a mudança de fazedor de xixi deveria ter tido mais impacto, sendo que teria sido muito mais interessante se houvesse um certo nível de dúvidas e de ansiedade antes de prosseguirmos para a história de amor triangular. Nesta, parece que são as outras raparigas que tomam o lugar de força motriz masculina na relação, enfantizando a falta de lógica na transformação inicial. A história em si, tem pouco de invulgar e de original, sejam rapazes ou raparigas.
Existem momentos emocionantes e de grande beleza, quer em termos de história do momento quer em termos gráficos. No entanto, é superior a falta de imaginação e de graciosidade que têm todos os momentos cómicos que pululam em todas as situações de fatia-de-vida, protagonizadas quer pelos pais do personagem principal, por uma professora histericamente ninfomaníaca ou pelas entidades alienígenas que, por alguma razão muito mal enjorcada, decidem acompanhar a vida e obra da sua criação. Este momentos quebram o ritmo e têm uma animação por demais horrível, assim como efeitos sonoros que - tendo intenção cómica - caem mal nos meus delicados ouvidos.
Meus delicados ouvidos gostaram, no entanto, da música utilizada ao longo dos momentos sérios e da OP e ED. São músicas bastante bonitas e, quando bem aplicadas, trazem um efeito com grande capacidade emotiva.
Na verdade, é o tipo de shoujo ai que poderia ter perfeitamente sobrevivido com personagens de sexos diferentes. Aparenta apostar nas relações femininas pelo simples prazer de romantizar uma situação que nada tem de romântica. Como não exploram os elementos mais interessantes que esta história poderia trazer, simplesmente é falho e, portanto, não o posso recomendar. Dentro do género (que pouco conheço) ou fora dele.
By : ladyxzeus
Toaru Hikuushi e no Koiuta
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Toaru Hikuushi e no Koiuta
Suzuki Toshimasa - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2014
5 em 10
Não sei porque comecei a ver este anime. Talvez tenha sentido que ver aviões seria uma coisa boa. Mas nem por isso. Aliás, acabei de ver ontem, mas vejam a vontade que eu tinha de escrever que até estou aqui nas minhas interdições a fazê-lo só para não me esquecer... Hahaha
No fundo, este anime tem uma história muito simples. Poderia mesmo dizer "básica". Não passa de uma história de amor, pontuada por vingança e oposta por um ódio inerente vindo do passado. Mas eles não querem que esta seja a história principal. O desejo é que isto seja um meta-assunto e que o foco sejam os aviões e a guerra. Mas isso é impossível: primeiro porque a guerra se passa num contexto escolar, com crianças. Depois, porque o inimigo está mal definido e todos aparentam estar a lutar com o único objectivo de mostrar lutas de aviões. Finalmente, porque a trama política está muito simplificada, certamente de forma a agradar à faixa mais jovem de público.
Assim, o anime está preso numa área amorfa que não é nem o tema de guerra nem o tema amoroso, mas algo indefinido e com um rumo inconclusivo. Tem de acabar tudo bem, por isso é assim que termina, mas ficam assuntos pendentes para dar abertura a uma próxima season que... Não sei se valerá a pena.
Em termos de animação, pareceu-me muito incongruente. Se por um lado temos paisagens do céu muito bonitas, também temos personagens muitas vezes desproporcionais em relação aos objectos e, atrevo-me a dizer, com as feições tortas a ponto de nem o brilho narigudo as resolver. Gostaria muito de dizer que as cenas de luta entre avionetas estão excelentes, mas nem tudo é o que aparenta. A verdade é que o CG nota-se e nota-se bastante, apesar de já se notar uma grande evolução em relação à sua utilização há uns anos atrás.
Musicalmente, mais uma falha: a ED e OP não se adequam nada ao teor do anime, insistindo na má definição do objectivo de que falei anteriormente. Parenquimatosamente, nada fora do comum, podendo cair no vulgar nas cenas mais intensas.
Um anime que podia ter sido muito mais do que aquilo que foi e que espero que não tenha tido sucesso suficiente para uma próxima season.
By : ladyxzeus
Uchouten Kazoku
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Uchouten Kazoku
Yoshihara Masayuki - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Muita gente considerou este anime como único e especial. A mim... Não me cativou.
É um anime sobre uma família de tanukis (acho que é um guaxinim) e as suas relações com outras criaturas misteriosas que vivem em Kyoto. Existe uma história que se arqueia sobre estas interacções, que é quase uma coisa sobre a máfia, mas sobrenatural. É uma história simples, leve, com a sua graça, mas poderia ser mais interessante se fosse apoiada pelo personagem principal. Está tudo bem com os outros personagens, têm a sua personalidade. Mas o principal é simplesmente execrável, começando logo pelas roupinhas. Talvez tenha sido por ele que não consegui entrar a fundo dentro da série e não a apreciar devidamente.
A arte é original, muito geométrica e com cores vivas. No entanto creio que o design dos tanukis (não dos outros animais) ficou demasiado infantilizado. No entanto o efeito, aliado ao efeito sonoro, é interessante.
Falando no sonoro, se a OP pode ser considerada dentro do normal, achei a ED muito boa, sobretudo quando associada à imagenzinha bonita. Muito bonita.
Enfim, um anime que se calhar eu deveria ter apreciado melhor, mas que não consegui.
By : ladyxzeus
Karneval
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Karneval
Suganama Eiji - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Continuando, estação da Primavera... Quem sou eu para recusar ver um anime cheio de entidades masculinas bonitas? Sou o eu de agora: a partir de Karneval vou passar este tipo de anime de agora em diante. Porque já não tenho vagar para estas coisas. E estas coisas são o chamado "fujoshi pandering". O que é este conceito? É quando um anime tem uma palete de gajos giros por onde escolher, que fazem coisas de gajos giros e têm uma certa tendência subliminar meio homoerótica (mas não completamente, muito discreto), mas que são giros e como são giros as gajas babam-se e as gajas gostam e as gajas papam. Pois que eu não seja gaja se vou papar isto! Porque depois de já ter passado toda a minha adolescência a papar isto e a delirar com isto e a babar-me para os gajos dos bonecos que são tão giros... Eu cresci e eu estou FARTA. Eu quero anime BOM. Se o anime for BOM e tiver gajos giros: ÓPTIMO. Yang Wenli todos os dias da minha vida. Kusuriuri aos fins de semana.
Mas vamos ver, porque é que eu tenho esta opinião sobre Karneval se todas as reviews que tenho lido, com excepção de uma ou outra, lhe dão um retumbante dez em dez?
Comecemos pela história. Confesso que me perdi, porque ela realmente não faz muito sentido. Então temos um gajo (giro) que está preso e outro gajo (giro) que o liberta, então vão juntos e são perseguidos, então vão parar a um sítio que os defende que é um circo e que tem coelhos e então eles lutam e procuram um outro gajo (que deverá ser giro) que está perdido, mas lutam contra o mal de qualquer forma, porque se são os personagens principais (e são giros) é porque devem ser boas pessoas. Não, sentido está em falta, cadê sentido? Alô?
Claro que isto poderia ser compensado com personagens fortes, que estariam no meio de uma história tão circense por mero acaso do destino. Não. Não é o caso. Todos os personagens, sem excepção, são uns coitadinhos. O das orelhas é um coitadinho, o ladrão é um coitadinho, as gajas são muita carismáticas mas continuam todas a ser umas coitadinhas, o médico é um coitadinho, toda a gente é coitadinha. Tenho tanta pena deles. Tanta. Imensa. Assim deste tamanho: (...)
No parênquima sonoro nada que se distinga da normalidade. Vamos admitir que a OP está interessante e que se o anime correspondesse à animação da OP teríamos algo muito mais fascinante. E vamos admitir, vamos mesmo, porque é verdade, que a arte está bastante boa. É colorida, é vívida, os designs dos monstros e das roupas estão muito interessantes. E reparo com este anime que os 10s têm uma nova tendência no design shoujo. Observemos:
Um coitadinho qualquer
Cabelos separados em madeixas, cada uma com a sua sombra, pestanas longas (back to the 70s?) e olhos mais apertados em personagens adultas, nariz comprido e linha do maxilar longa e forte. Mãos típicas de BL, grandes e poderosas (ler com sotaque brasileiro).
Não desgosto desta tendência, por acaso, só achei curioso e achei por bem reparar nela neste post.
Enfim, Karneval pode ser medíocre, mas aprendi uma grande lição com ele: não mais ver anime quando a única razão para o ver é "tem gajos giros". Vamos ser um pouco mais selectivas, não vamos Lady? Afinal, se quiseres ver um gajo giro já não precisas de ver anime!
By : ladyxzeus
Itazura na Kiss
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Itazura na Kiss
Yamasaki Osamu - Bandai Visual
Anime - 25 Episódios
2008
5 em 10
Não sei o que se passa com a minha sina, mas isto anda a ser uma injecção de fatia-de-vida que já me cansa um bocadinho. E, garanto-vos eu, eu vejo o anime da minha pasta de maneira aleatória, não escolho o que vou ver a seguir.
Bem, Itazura no Kiss (ou "o beijo badalhoco") é só mais uma história de amor. Simples, fofa, eficiente. Kotoko Aihara é uma pequena entidade cavalar que, sem razão aparente, se apaixona por mais elevada entidade, Naoki Irie. Este não lhe passa cartão, até que passados diversos anos e diversas investidas (fomentadas pelo facto de - POR PURA COINCIDÊNCIA - começarem a viver na mesma casa) finalmente há enrolação. Aliás, corrijo, beijam-se e (spoiler) casam-se.
E aí vem o bom deste anime! É que neste anime a vida continua para além da escola secundária. E continua para além do casamento. Vemos a sua passagem pela universidade, Kotoko (spoiler) torna-se enfermeira para seguir os passos do seu novo marido que se torna médico, vemos o amor a acontecer (felizmente de maneira pouco gráfica), vemos novos amigos cujas histórias de amor se vão desenvolvendo paralelamente, vemos uma (spoiler) criança a nascer. O que é bom. No entanto, apesar de terem tempo (sim, porque de repente, 4 ANOS DEPOIS! ou SEIS MESES DEPOIS?) os personagens em si continuam sempre iguais a si próprios. Irie(-kun) é um crápula abusador (e, realmente, o que se passa na cabeça destes Japoneses para resolverem todos os problemas conjugais à chapada?) e Kotoko é uma inútil que tem ciúmes até da sua própria filha. Enquanto isto é uma boa fuga para a comédia não funciona bem em termos qualitativos de caracterização.
Arte bastante má para uma coisa com tão poucos anos de idade, OP e ED apropriadas mas pouco salgadas.
Um bom entretenimento, mas não o recomendo nem para os maiores fãs de shoujo. Porque só me apetecia entrar ali e dar pontapés na boca a toda gente (menos aos cães)
By : ladyxzeus
Hanasaku Iroha
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Hanasaku Iroha
Ando Masahiru - Bandai
Anime - 26 Episódios
2011
6 em 10
Por uma vez um anime que me manteve atenta do início ao fim! Uma experiência muito agradável, mas que ainda assim possui uma série de defeitos que me impedem de lhe dar um rating mais alto (mas estive bastante dividida entre o 7 e o 6)
Ohana é uma jovenzita de Tóquio sem grandes objectivos de vida que se vê confrontada com a situação de, por uma razão extremamente parva e desadequada, ter de ir viver para uma estância termal e trabalhar lá. Assim o anime decorre em termos de slice-of-life (acho engraçado este termo "fatia de vida") em que acompanhamos as pequenas aventuras diárias desta pequena e dos seus colegas e amigos.
Este género não tem história, apesar de em Hanasaku Iroha fazerem uma tentativa de desenvolvimento narrativo que cai um pouco por terra devido à fragilidade do próprio tema. Assim, tem de - necessariamente - se basear no desenvolvimento de personagens. À primeira vista este é feito de maneira leve e concentrada, dando a cada personagem alguns episódios para ser desafiado e para se desenvolver, mas eu encontro nisto uma falha. Não é um crescimento discreto e saboroso mas mais um "tira a tua senha". Ohana, que aparenta ser quem mais se desenvolve, revela a partir do primeiro momento os seus objectivos. No seu primeiro dia de trabalho é logo demonstrado todo o seu futuro e todos os seus novos sonhos. Depois, além do trio essencial, o resto da equipa termal tem apenas um desenho muito superficial. Fiquei curiosa em relação a eles mas não creio que nem com uma continuação sejam revelados os seus segredos.
A arte é bastante agradável à vista e, como o implica toda a modernidade, as cenas de acção são muito rápidas e fluídas. Não há grandes cenas paisagistas e insistem em mostrar sempre os mesmos lugares, quando poderiam ter feito algo de muito mais belo.
Existem algumas músicas bonitas ao piano, mas não o suficiente para me incentivar a tocá-las (não que eu possa tocar piano com estas novas unhas de gel cor de laranja fluorescente com brilhantes que o meu pai me ofereceu...) A OP e as múltiplas EDs são todas cantadas por uma vozinha de gato que me irrita solenemente e só são apropriadas em momentos pontuais.
Bonito e leve, é como uma barrita energética de chocolate dietético para o lanche. Como o seu equivalente alimentar, digere-se muito rápido e dentro de algumas horas só me irei lembrar que tenho fome.
By : ladyxzeus
Giant Robo: The Day the Earth Stood Still
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Original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=257048#msg14114009
E, numa nota separada, eu sinceramente não consigo levar a sério um anime em que uma gaja grita "TU NÃO PODES SER MEU PAI PORQUE O MEU PAI NÃO TINHA PODERES DE TELETRANSPORTE!!!" Pelamordasanta...
Giant Robo: The Day the Earth Stood Still
Iamagawa Yasuhiro - Bandai
Anime OVA - 7 Episódios
1992 a 1998
6 em 10
Original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=257048#msg14114009
Um quarto do ano passou e até agora o anime no topo para o prémio "Anime Mais Estúpido que Vi Este Ano" é este! :)
A sério. A sério. Eu queria mesmo ter gostado deste anime. Li montes de reviews de confiança e fiquei impressionada. Tinha ouvido falar deste anime e queria vê-lo porque era um clássico tão bom. E no primeiro minuto... wut?
Vamos começar com a história. Então, temos estes tipos a proteger o mundo, certo? Os melhores lutadores do mundo. E aquele a guiar o robot gigante, ie. a máquina de guerra, é um puto de 12 anos. Então temos esta conveniente fonte de energia que nunca acaba. E, por alguma razão, os maus querem-na. Então lutam. E fica feito um anime. Com toda a honestidade que me é característica, todo o anime é feito assim. Sem motivo. Sem razão. Sem lógica. Para algo ser distinguido, deve fugir desta fórmula.
Agora, os personagens. Diziam-me que crescem de crianças para homens no espaço de 7 episódios. Tudo o que vi foi um puto chorão, baras chatos e uma (supostamente) gaja sexy que aparece vestida de Pai Natal. Eu consigo ver onde e como tentam desenvolver os personagens. "Omg, a gaja é irmã dele!" Que barato. "Omg, o meu pai deixou-me uma lição de vida comovente que é revelada pelo meu super robot gigante!" Que cliche. No fundo, nada que eu nunca tenha visto. Não é diferente de qualquer shounen idiota que esteja no ar neste preciso momento. Percebo que isto seja um regresso aos clássicos, mas se eles querem fazer um regresso não precisam de meter todas as coisas que tornaram os clássicos datados em vez de amados. Tudo é over the top, desnecessário e injustificado.
Mas este OVA também tem coisas boas, e por isso é que lhe dei um 6 em vez de um 4.
A música é fora do vulgar. Vozes estúpidas aparte, a OST é épica, combinando com a intensidade das cenas e dando-lhes mais. É muito apropriada e muito bem feita.
Tal como a animação. Mantendo-se fiel ao antigo estilo e designs, todos os movimentos são melhorados com a melhor produção dos 90s. A fluidez das cenas de acção torna-as muito interessantes, mas nenhum anime é feito apenas de cenas de acção.
No final, acho que me arrependo de ter perdido o meu tempo a ver isto. Ou talvez não, porque se eu não tivesse visto não o saberia. Não interessa. Talvez o objectivo deste OVA me tenha passado completamente ao lado, mas eu vi-o como desinteressante, desnecessário e um desperdício de recursos.
E, numa nota separada, eu sinceramente não consigo levar a sério um anime em que uma gaja grita "TU NÃO PODES SER MEU PAI PORQUE O MEU PAI NÃO TINHA PODERES DE TELETRANSPORTE!!!" Pelamordasanta...
By : ladyxzeus
Kimikiss Pure Rouge
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Kimikiss Pure Rouge
Kenichi Kasai - Bandai
Anime - 24 Episódios + 1 Special
2007
6 em 10
Em relação a esta série, há uma imensa questão que se coloca: porquê? Porque é que é má? Porque é que os personagens são todos idiotas? Porque é que as miúdas são todas atrasadas mentais? Porque é que eu vi isto? Aliás, porque é que eu tive vontade de ver isto?
Mas enfim, a resposta a todas estas dúvidas é misteriosa, e o que interessa mesmo é a razão pela qual eu faço estas perguntas. Kimikiss é um estranho híbrido entre um shoujo e um harem, com uma série de personagens principais que se relacionam umas com as outras da maneira mais infantil possível. A história começa com uma rapariga que vem de França para acabar os estudos no Japão (como se alguém fizesse isto, lol) e vai para casa do seu amigo de infância. Entretanto, todos arranjam namorados e namoradas e todos têm dúvidas em relação a esses amores. Mas a maneira como tentam encontrar soluções e a sua tomada de decisões é absolutamente idiota e insuportável para mim, que penso sempre na forma mais prática de resolver as coisas.
Um conjunto de personagens que roça o irritante e o inútil, em especial as miúdas mais novas taradas por sapos e soba, com estereótipos mal definidos para cada um e um desenvolvimento muito fraco e conclusões injustificadas.
Arte normal, graças a deus sem fanservice, com bastantes erros facilmente evitáveis mesmo com uma fraca produção.
Música desapropriada, sem grande intensidade, que não adiciona nenhum efeito positivo às cenas que ilustra.
Em resumo, um anime sobre pessoas anormalóides que fazem coisas anormalóides e que me irritam.
By : ladyxzeus

