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  • Quixotte

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    Quixotte
    Salman Rushdie
    2019
    Romance

    Começo a ler as minhas prendas de Natal, que incluem o mais recente livro de Salman Rushdie. Este é um livro extremamente actual, crítica ao vício televisivo, ao racismo integrado na sociedade Americana e às idiossincrasias da emigração indiana para este país.

    Um caixeiro viajante, viciado em programas de televisão, apaixona-se perdidamente por uma apresentadora viciada em opióides. Decide dar a si próprio o nome de "Quixotte" e, através da sua imaginação, cria Sancho, um filho que procura ter a sua própria independência - apesar de ser apenas imaginado.

    Com um ritmo frenético, cheio de humor negro, Rushdie aborda todos estes temas, desenvolvendo cuidadosamente cada uma das personagens até as conhecermos como se fossem parte do nosso círculo de conhecimentos. Isto torna a história, que é plenamente fantasiosa, em algo muito palpável e verosímil.

    À medida que a narrativa vai avançando, tudo começa a ficar com contornos bastante absurdos, mas está escrito de tal forma natural que aceitamos tudo e partilhamos do humor do autor.

    Recomendo bastante.

  • Fúria

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    Fúria
    Salman Rushdie
    2001
    Romance

    Gosto imenso de Salman Rushdie. Já li uma série de livros dele, nunca tendo ficado desapontada. Assim, quando apareceu este ring no BookCrossing, fui logo a primeira a inscrever-me! Acabei por ser também a única, mas isso já é outra história.

    Infelizmente, este livro não correspondeu de todo às minhas expectatvias. NEsta história seguimos a vida de um artista indiano, que faz bonecas e tem uma muito famosa, que decide fugir do seu sucesso e da sua família e refugiar-se em Nova York. Aí, vê-se envolto numa espiral depressiva em que ele começa a duvidar da sua própria sanidade mental, entregando-se à "fúria" e acabando por se colocar em situações desagradáveis.

    O livro acaba, então, por ser uma espécie de enumeração constante de figuras populares da agitação da cidade, em que se torna muito difícil de distinguir quais são os elementos reais dos que foram inventados pelo autor. O livro move-se a toda a velocidade, espetando farpas em todas as coisas que o americano regular poderia amar, sem mesmo passar pela perspectiva do personagem. Parece um manifesto da fúria do autor, ao invés de ser a da personagem, o que seria menos estranho.

    Este acaba por se ver no meio de uma estranha guerra civil, que acaba por ser a parte mais curiosa pois demonstra todo o ilógico que existe por trás de uma guerra, revelando sem parar factos e argumentos sem nexo.

    O personagem evolui de certa forma, num final que se poderá tornar inesquecível, mas a sua caracterização está tão diluída que toda a zanga em relação à família, à cidade, às pessoas, ao mundo, torna-se inconsequente e bastante cansativo.

    É com muita pena que não irei recomendar este livro, de um autor que gosto tanto...

  • Luka e o Fogo da Vida

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    Luka e o Fogo da Vida
    Salman Rushdie
    2010
    Romance

    Já li este livro há algum tempo e pensava que tinha escrito um comentário para ele. De repente lembrei-me e não, não escrevi. Por isso, aqui fica!

    Eu gosto muito de Salman Rushdie, pela sua imaginação insidiosa, narrativa louca e sonhadora e pela beleza das suas imagens. Mas este livro não tem nenhum dos elementos Rushdianos que eu adoro e foi um desapontamento.

    Escrito como prenda de aniversário para o seu segundo filho, este livro conta a história de um mocito que gosta de jogos de computador e que entra no mundo da magia para salvar o seu pai, vítima de uma contra-maldição que o está a fazer desaparecer. O livro está organizado tal como um jogo, com saving points, com vidas para apanhar e com bosses intermédios e finais. O que torna a coisa um bocado estranha, porque quando imaginamos um menino a viver numa aldeia indiana não o imaginamos a jogar Mario Kart.

    Cada pequeno mundo tem graça e originalidade, mas a maneira como está descrito, cheio de Definições-Tipo-Estas e Pessoas-Chamadas-Assim, é aborrecido e infantil, o que tira o charme de isto ser uma história para crianças.

    Os personagens ganham força ao longo da história, mas todos os acontecimentos são demasiado convenientes.

    A prova de que até os génios podem falhar, mesmo quando têm a melhor das intenções
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