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  • O Homem que Calculava

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    O Homem que Calculava
    Malba Tahan
    1939
    Romance

    Confesso que eu nunca gostei de matemática. Até houve uma vez que comprei um livro de exercícios de matemática (e o meu pai se zangou comigo porque era muito caro) mas não consegui resolver nenhum. Mas este "O Homem que Calculava" fez renascer uma paixão adormecida, uma paixão por contar (só sei contar até sessenta, acho eu) e por resolver desafios matemáticos.

    Romanceado sob a forma de um conto das arábias, o autor mostra-nos uma série de desafios que envolvem números, probabilidades e geometria. O autor ensina sem nunca aborrecer e ficamos sempre ansiosos para saber como o personagem vai resolver aquela conta, aquele exercício. As imagens do livro são cativantes e belas, com descrições preciosas sobre a paz e luxuosidade do médio oriente. O autor é justo para com este povo normalmente desprezado e hoje em dia colocado em xeque, homenageando esses que foram os criadores de muitas regras numerais a que obedecemos ainda hoje em dia.

    No final, há uma explicação para todos os exercícios utilizando uma linguagem mais técnica. Para além disso, o livro tem ilustrações muito interessantes, que nos fazem mesmo acreditar que este é um romance escrito naquela terra e naquele tempo.

    Recomendo vivamente!

  • Pi

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    Pi
    Darren Anofsky
    Filme
    1998
    7 em 10

    Sábado passado, dia 14 de Março de 2015, processou-se um dia muito especial para mim: o dia do Pi! Em inglês, este dia relata-se como "3.14.15", o que é o valor do número Pi. :) E eu gosto do Pi. Acho-o super fofinho e adoro dizer PIPIPI. Pi. Tinhamos planos de ir a uma festa com o pessoal depois de jantar, mas acabámos por ficar em casa. Apesar de tudo, celebrámos o dia do Pi vendo este filme. Não o terminámos e acabei por o rever no dia seguinte depois do jantar.

    Um thriller intenso e misterioso, conta a história de um génio da matemática (repare-se na temática deste fim de semana) que tenta encontrar padrões nos valores da bolsa. Embrenhando-se cada vez mais na paranóia dos números e de uma doença mental que o assola, acaba por se envolver com um grupo de cabalistas (misticidade judaica) que procuram um número de 216 dígitos na Tora. Para mais, é perseguido por uma entidade governamental que quer também este valor de 216 dígitos. Que número é este? 

    É um filme altamente stressante, sobretudo devido à opção estilística. O filme é todo a preto e branco, com as sombras extremamente carregadas, o que dá todo um ar de misticidade à narrativa. Isto é complementado por uma banda sonora repetitiva, enervante e desconcertante, conjunto de ruídos que são incomodativos tanto para nós como para o personagem.

    Este está caracterizado muito bem, embora as suas acções acabem por ser um pouco limitadas ao sofrimento da paranóia.

    No final, acabamos por não saber qual é o número nem o que ele faz, sendo que nos são dadas informações ambíguas sobre o destino do nosso personagem. Mas, segundo me pareceu, ele não precisa de sofrer mais, o que me deixa aliviada.

    E assim terminaram as nossas celebrações Piicas. :)
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