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  • Como funciona a ficção

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    Como funciona a ficção
    James Wood
    2008
    Manual

    Encontrei este PDF num grupo de escrita em que participo. Infelizmente este manual de escrita de ficção mostra muito pouco sobre a escrita de ficção propriamente dita.

    No fundo, este livro é uma colectânea de citações de livros que o autor gosta, com a sua própria interpretação de porque é que esses livros são bons. No entanto, muitas vezes ele analisa as citações de uma forma absolutamente subjectiva, encontrando coisas engraçadas em situações a que não acho graça nenhuma e afirmando que aquilo é que é a escrita ideal. Ora, eu não posso concordar com algo tão absoluto e fechado.

    Assim, o livro perde-se nesta miríade de exemplos, sem chegar a nenhuma conclusão e sem ensinar nada de relevante para um potencial escritor.

    Desapontou-me.

  • Escrever

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    Escrever
    Stephen King
    2000
    Não-Ficção 

    Quando entrei pela primeira vez na nova Bertrand de Almada fiquei fascinada. E logo ali, nos livros mais vendidos do mês, estava um que era mesmo a minha cara: considerações sobre escrita, pelo muito admirado Stephen King! Tinha de o ter! E aqui está ele!

    Infelizmente, foi um livro que me desapontou bastante. Stephen King é um grande escritor, mas ele começa imediatamente por desmotivar o leitor, afirmando algo como "o escritor mau nunca pode ser bom, o escritor bom pode ser melhor, mas nunca pode ser extraordinário". Como se o talento fosse uma coisa genética, que não podemos fomentar. Isso deixou-me desde logo triste, tal como algumas coisas que ele refere que odeia e muitos bons livros possuem (por exemplo, advérbios).

    Assim, o autor não nos mostra dicas e conselhos sobre escrever: mostra dicas e conselhos sobre como ser exactamente igual a ele, sobre como ser o Stephen King. Mas ele sabe também que nunca ninguém poderá a vir ser como ele, por isso o livro deixou-me desapontada e com vontade de deitar os meus textos ao lixo.

    Tem alguns bons conselhos, embora muitos deles não aplicáveis à língua portuguesa, mas a atitude perante a escrita *dos outros* está plena de preconceito, e disso não gostei.
  • Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"

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    Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"
     
    Hoje falaremos de algo um pouco diferente. Sexta feira que passou, após um dia de trabalho não extenuante (porque cancelado), dirigi-me à Oficina do Cego para o fabuloso lançamento de uma publicação altamente independente, de nome "Não Metas um Poeta Dentro de Água" .

    Contexto? Ora bem, já no ano passado, fui fazer um Curso de Escrita Narrativa, com o autor e mestre Rafael Dionísio (publicado pela Chili com Carne). Participaram também a Patrícia M. Noronha e o Rodrigo Prista, sendo que ficámos grandes companheiros literários depois de todo este processo criativo. Ora, com este curso vinha um bónus! A publicação dos contos realizados nesse âmbito, num conjunto de fotocópias com aspecto muito agradável.

    A Oficina do Cego é uma oficina de tipografia, sendo que foi lá que foi feita a capa, sob a mágica orientação da Patrícia (já que eu estava a trabalhar e o Rodrigo ausente sem licença). Foi feita em caracteres móveis, que incluem letras e um bonequinho a saltar para dentro de água. Onde arranjámos o título? Ora, estávamos falando sobre um poeta que gostava de natação e alguém, acho que eu, gritou... NÃO METAS UM POETA DENTRO DE ÁGUA! E, assim, ficou o nome.

    Neste lançamento, com muita comida e bebida, falámos um pouco sobre os nossos contos, que foram ilustrados de forma bastante macabra pelo mestre João Feitor. Eu cá gostei bastante da ilustração do meu conto, embora não tenha percebido o tema da aranha ;)
     
     

    Sobre os contos propriamente ditos, dissemos várias coisas. Farei mais um menos um resumo:


    Em "O Sonho de Matilde", da Patrícia, um professor de pintura morre de inveja do talento da sua aluna idosa, sendo que posteriormente acontece um crime. 

    Em "Carlos André ou Antifa", meu, um jovem metaleiro está dividido entre a sua paixão pelo moshpit e a sua paixão pelo jazz. Está sempre acompanhado pelo seu gato anti-fascista, o Antifa e, posso dizer, a história acaba bem. :)

    Em "Bequadro", do Rodrigo, falei eu um pouco, já que o referido rapaz está ausente em terras africanas até notícia em contrário. O Rodrigo é poeta e é um conto poético, no universo da música clássica, em que se prevê uma desgraça (mas não é um crime).

    Estive acompanhada pela minha mãe e pelo Rui (sua pessoa) e foi muito interessante estar com todos. Falei com muitas pessoas diferentes que me deram toda uma nova perspectiva sobre o mundo editorial, e para quem espero não ter parecido demasiado convencida sobre os meus talentos, que são quase nenhuns...

    De resto, fiquei com vontade de praticar mais a minha escrita (que podem acompanhar no meu blog paralelo O Bentivi Urbano), participar em mais cursos e, no fundo, escrever mais coisas. :) Fiquei com 15 mini livros para mim. Foram fotocopiados 50, 15 para cada um e 5 para a Oficina. Dos meus, estou a oferecê-los às pessoas mais próximas de mim, sendo que até já mandei um para o Brasil, para sermos internacionais! Qualquer um de vós que queira ler estes contos, poderei enviar pelo correio um dos volumes. Peço depois é que partilhem com as pessoas. :)


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