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  • It's Alive! 2025

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    It's Alive! 2025
    Evento

     

    Juntei-me a este evento completamente diferente para ter a oportunidade de escrever um pouco, de trabalhar na minha história grande, que está mais ou menos em águas de bacalhau há alguns anos. Esta maratona criativa, em que podíamos escrever ou desenhar, foi organizada pela Imaginauta, e foi toda a gente super amiga e simpática.

    Num café-livraria encantador, a sala estava decorada com temas assustadores, pois estávamos próximos da data Halloweenesca. Foi só esperar que viesse toda a gente e ESCREVER.

    E ESCREVI! Enquanto bebia um cappuccino delicioso e, mais tarde, um café americano todo artesanal coiso.

    Foi muito divertido, mas tive pena de não dar para ficar à conversa e conhecer novos escritores. 

  • Como funciona a ficção

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    Como funciona a ficção
    James Wood
    2008
    Manual

    Encontrei este PDF num grupo de escrita em que participo. Infelizmente este manual de escrita de ficção mostra muito pouco sobre a escrita de ficção propriamente dita.

    No fundo, este livro é uma colectânea de citações de livros que o autor gosta, com a sua própria interpretação de porque é que esses livros são bons. No entanto, muitas vezes ele analisa as citações de uma forma absolutamente subjectiva, encontrando coisas engraçadas em situações a que não acho graça nenhuma e afirmando que aquilo é que é a escrita ideal. Ora, eu não posso concordar com algo tão absoluto e fechado.

    Assim, o livro perde-se nesta miríade de exemplos, sem chegar a nenhuma conclusão e sem ensinar nada de relevante para um potencial escritor.

    Desapontou-me.

  • Escrever

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    Escrever
    Stephen King
    2000
    Não-Ficção 

    Quando entrei pela primeira vez na nova Bertrand de Almada fiquei fascinada. E logo ali, nos livros mais vendidos do mês, estava um que era mesmo a minha cara: considerações sobre escrita, pelo muito admirado Stephen King! Tinha de o ter! E aqui está ele!

    Infelizmente, foi um livro que me desapontou bastante. Stephen King é um grande escritor, mas ele começa imediatamente por desmotivar o leitor, afirmando algo como "o escritor mau nunca pode ser bom, o escritor bom pode ser melhor, mas nunca pode ser extraordinário". Como se o talento fosse uma coisa genética, que não podemos fomentar. Isso deixou-me desde logo triste, tal como algumas coisas que ele refere que odeia e muitos bons livros possuem (por exemplo, advérbios).

    Assim, o autor não nos mostra dicas e conselhos sobre escrever: mostra dicas e conselhos sobre como ser exactamente igual a ele, sobre como ser o Stephen King. Mas ele sabe também que nunca ninguém poderá a vir ser como ele, por isso o livro deixou-me desapontada e com vontade de deitar os meus textos ao lixo.

    Tem alguns bons conselhos, embora muitos deles não aplicáveis à língua portuguesa, mas a atitude perante a escrita *dos outros* está plena de preconceito, e disso não gostei.
  • Barton Fink

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    Barton Fink
    Joel e Ethan Coen
    1991
    Filme
    7 em 10
    Faltava-me ver este filme dos irmãos Coen e veio a revelar-se uma grande surpresa. Afinal, grassa sobre um tema que eu gosto muito, o dos escritores.

    Um dramaturgo famoso em Nova York é convidado para fazer parte da grande indústria de Hollywood, sendo imediatamente contratado para escrever um filme sobre Wrestling. Instala-se num hotel um pouco decadente, mas não consegue escrever a sua história por nada deste mundo. A sua busca pela história perfeita dá o mote para uma série de acontecimentos bizarros que lhe vão sucedendo, levando-o a um estado de semi-inconsciência e desespero absoluto.
     
    Este filme mostra-nos um pouco do processo criativo falhado de um autor e a sua dependência da aprovação de entidades superiores que, por vezes, não percebem nada sobre a arte. Parece ser um filme um pouco autobiogbráfico da experiência dos irmãos em Hollywood. Mas também nos mostra uma excelente análise de uma personagem que, sem saber onde está metida, procura agarrar-se a conceitos que se não lhe aplicam e, com isso, consegue e não consegue escrever.
     
    É um filme pleno de simbolismos. Poderíamos mesmo analisá-lo como uma espécie de viagem no comboio dos infernos, em que Barton Fink se meteu por acaso.
     
    Um dos melhores filmes Coen, que recomendo.

  • Capote

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    Capote
    Bennett Miller
    2005
    Filme
    7 em 10

    "A Sangue Frio", de Truman Capote é uma obra maior da literatura norte americana. Este filme fala sobre como aconteceu, supostamente, o processo criativo deste livro, pelas mãos do seu autor, Truman Capote.

    Excelentemente interpretado, em todos os seus jeitos e maneirismos, por Philip Seymor Hoffman, Truman Capote é trazido à vida, tal como o seu interesse quase obsessivo pela história dos assassinos que cometaram um dos mais hediondos crimes da época.

    No entanto, penso que o filme falha precisamente na moderação do interesse pelo autor na vida dos criminosos, especialmente o mais tímido. Este, no livro, tem uma descrição tão detalhada que penso que o filme teria feito bem em explorar com mais profundidade a relação de confiança absoluta que se estabeleceu entre os dois.

    Capote aparece como uma figura manipuladora, estática e gelada cujo envolvimento na história passaria apenas num plano estritamente profissional. Mas não me parece que tenha sido assim. Não acreditei muito no filme.
  • Can You Ever Forgive Me?

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    Can You Ever Forgive Me?
    Marielle Heller
    2018
    Filme
    7 em 10
    Um filme encantador que nos conta a história real de Lee Israel, uma escritora de biografias que, para salvar a sua gatinha doente, começa a falsificar cartas de escritores famosos.

    Passado em meados dos anos 90, conta como esta escritora, numa luta contra a sua má-disposição, alcoolismo e falta de inspiração, tenta dar a volta por cima, para isso cometendo uma série de pequenos crimes, cada vez mais sofisticados. O filme tem uma estrutura simples mas muito sólida, com uma intepretação extraordinária de Melissa McCarthy, normalmente associada à comédia.

    É uma história que tem tanto de emocionante como triste, pois realmente nos unimos emocionalm ente a esta personagem e aos pequenos detalhes da sua personalidade. A sua incapacidade social, de fazer amigos e mesmo de os manter, torna-a desagradável aos olhos de muita gente mas também lhe dá toda uma humanidade que, neste filme, é reproduzido na melhor das possibilidades.

    Foi um filme que me fez rir e que me fez chorar. Recomendo vivamente.
  • Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão

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    Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão
    Mário de Carvalho
    2014
    Ensaio 

    Comprei este livor na Feira do Livro 2018, tendo tido a sorte de o ter autografado pelo autor. Trata-se de um ensaio que reúne algumas ideias sobre o que o novel escritor deve fazer para melhorar a sua arte e, assim, escrever com tanto prazer como qualidade.

    Atenção: este não é um livro que fala de escrever em quantidades astronómicas em muito pouco tempo (estou a falar da anormalidade que é o Nanowrimo). Também não é um livro que fala sobre publicar livros e ter sucesso pessoal e financeiro enquanto escritor.

    O que o autor faz é partir da sua própria experiência para dar alguns exemplos do que pode e deve ser feito enquanto se escreve e do que se deve evitar. Repare-se que a experiência principal a que se remete é a da própria leitura. Logo no primeiro capítulo, Mário de Carvalho insiste na importância da leitura enquanto objecto educativo e de pesquisa.

    Fascina-me que haja pessoas que queiram escrever e não gostem de ler.

    Durante o resto do livro, são-nos dados várias dicas de coisas giras que podemos utilizar e como o fazer sem cair na tentação do ridículo. No entanto, a prosa é muito dura, intrincada e um pouco difícil para um leitor menos avisado.

    Um livro muito útil e divertido!
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