22.11.16

Kubo and the Two Strings

Kubo and the Two Strings
Travis Knight
Filme
2016
7 em 10

Vimos este filme no Domingo à tarde, algo pouco habitual (pois vemos mais filmes à noite). Do mesmo estúdio que já nos entregou coisinhas fantásticas, como Os Monstros das Caixas, temos aqui um filme com uma aura asiática que surpreende pela sua brutal animação.

Kubo é um rapaz que conta histórias mágicas com o seu shamisen e folhas de papel que se dobram sozinhas. No único dia em que fica na cidade à noite, é atacado pelas suas duas tias, que tencionam levar o seu "outro olho" (Kubo só tem um). Nessa altura remete-se a uma viagem em busca de três objectos mágicos, acompanhado por um macaco que costumava ser uma estatueta de madeira e, mais tarde, por um guerreiro amaldiçoado a ter a forma de um besouro. No meio das suas aventuras Kubo vai descobrir o que é o verdadeiro amor familiar.

A história é bonita, mas acaba por ser um pouco previsível, apesar de todos os simbolismos envolvidos (nomeadamente "as duas cordas"). Por todo o lado há uma aura de dualidade (pai, mãe, noite, dia, etc.) e os personagens estão bem caracterizados dentro do seu contexto. Existem alguns erros narrativos, nomeadamente quais as verdadeiras intenções do avô ou como é que aparece o samurai de papel se [spoiler].

[Não funciona o spoiler, claro, mas se o disser estraga o filme todo]

Mas o realmente fantástico é a animação. É feita num misto de stop-motion com cor digital, sendo que os animadores fazem um extraordinário trabalho nos seus modelos, na aplicação de cor, cenários e objectos. As cenas do barco são surpreendentes, por exemplo. Em termos de qualidade de animação, este filme ultrapassa um certo número de barreiras, pelo que espero que venha a ser reconhecido quando for altura de se atribuir prémios.

Um filme excelente sobre relações familiares, que recomendo para qualquer serão. :)

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