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10.12.17

Dan Doh

Dan Doh
Oomori Hidetoshi - Tokyo Kids
Anime - 26 Episódios
2004
6 em 10

E que tal um anime de desporto sobre... Golf? Pois é, o desporto mais improvável de sempre tem o seu próprio anime!

Dan Doh é um miúdo que, após pouco sucesso em outros desportos, acaba por ganhar a paixão do golf e decide que será o melhor jogador de sempre. Competindo com vários oponentes, confiará sempre na sua "bola do sorriso", na qual confia plenamente para conseguir a vitória a pouco e pouco.

No fundo, este é um anime um pouco infantil que apenas nos tenta converter para ganhar um certo interesse no desporto. Apesar de, no meu caso, o projecto tenha saído frustrado, penso que algumas crianças mais impressionáveis possam ficar com vontade de jogar, o que é sempre uma coisa muito boa. Temos personagens muito simples, estereótipos que funcionam sempre bem neste tipo de contexto, sem grande caracterização além do desejo de jogar cada vez melhor e sem desenvolvimento sem ser, precisamente, o facto de jogarem cada vez melhor.

Em termos desportivos, é um anime que faz um bom trabalho em explicar as regras do jogo e algumas estratégias simples que podem exercer sobre o tal público impressionável um certo fascínio. Não temos uma animação especialmente forte para acompanhar isto mas, para todos os efeitos, funciona suficientemente bem para que o jogo seja compreendido, sem haver grande exagero nas dimensões do cenário nem nos talentos dos participantes, um dos principais defeitos de animes de desporto.

A banda sonora é animada e saudável, com um ritmo pop um bocadinho viciante.

Um bom anime para crianças.

Sinais de Fogo

Sinais de Fogo
Jorge de Sena
1979
Romance

De volta aos livros físicos, começo a ler aqueles que recebi pelo meu aniversário. Este foi-me oferecido depois de eu muito ter gabado um livro de contos deste autor.

Romance incompleto, escrito ao longo de vinte anos da vida de Jorge de Sena, conta uma história com laivos autobiográficos. Um jovem (Jorge), recém entrado na vida adulta e estudante universitário, vai passar férias com os tios à Figueira da Foz. Lá, mete-se numa série de aventuras de cariz sexual, envolvendo grande variedade de prostitutas e descrições altamente detalhadas dos acontecimentos, tendo por pano de fundo o início da revolução republicana em Espanha, que depois teria como consequência o regime franquista. O tio de Jorge acolhe na sua casa dois foragidos espanhóis e o nosso personagem terá de os ajudar a escapar do país, utilizando para isso a ajuda dos seus amigos, que consegue através de uma série de mentiras.

O livro acaba, no entanto, por se tornar um pouco aborrecido. A ideia que Jorge de Sena dá é que os jovens dos anos 30 não fazem outra coisa senão ajudar à profissionalização do negócio do sexo. O pior é que são feitas descrições muito demoradas e exactas de toda a actividade sexual desta gente, que é muita gente, sendo que Jorge enquanto personagem acaba por se tornar progressivamente mais execrável. As suas dúvidas morais e existenciais, que culminam com a sua admissão de que é um apaixonado da poesia, são desviadas e pouco coerentes, revelando aqui uma injustiça remetida à figura feminina que rapidamente se torna insuportável. A falta de respeito pelas mulheres é, aliás, um dos temas centrais deste livro. Não como crítica, mas como algo de valor. Isso tira-me do séria.

Apesar de bem escrito, este livro também tem o defeito de ser incompleto. Isto é, não é tanto a história que tem o problema de estar incompleta. Tivesse eu de ler mais seiscentas páginas de actividades prostibulares acho que dava em doida. O problema aqui é que o livro não teve edição. Assim, existem bastantes incoerências narrativas, não só em mudanças de nomes de personagens mas até na própria caracterização destes, que num momento são de tal maneira e no outro já são diferentes.

Um bom livro para acrescentar ao conhecimento mas, pessoalmente, não foi dos meus preferidos.

No Direction Home

No Direction Home
Martin Scorcese
2005
Filme
6 em 10

Como parte da minha terapia de conversão, a ver se vou ver o concerto no próximo ano, o Qui mostrou-me este documentário sobre os primeiros anos de Bob Dylan como artista, realizado por Martin Scorcese. Dividido em duas partes, o realizador conta-nos, através de uma profusão de imagens de arquivo, o contexto histórico do panorama musical em que Dylan aparece e a sua transição para um universo artístico revolucionário, para a época, fazendo uso de instrumentos eléctricos e juntando o típico folk ao famigerado rock.

O filme é uma grande lição de história, em que aprendemos uma série de nomes e artistas que vieram a influenciar Dylan ou que foram os seus pares na exploração de novas texturas musicais. Com o próprio artista a dar a sua perspectiva sobre as situações e entrevistas a colegas e amigos, o filme conta-nos uma história: de onde veio, para onde foi. Termina precisamente num evento marcante da vida do artista.

Infelizmente, em termos de cinematografia, o filme para mim exibiu alguns defeitos. Nomeadamente, a transição entre cenas de arquivo e as entrevistas, era como se cada arquivo fosse um detalhe de uma cena que nunca era completado até ao fim, deixando-nos com desejos de saber como é que esse pequeno filme dentro do filme acabava.

Ainda não me convenceu que tenho de ir ao concerto, mas foi uma boa experiência.

Samurai Gun

Samurai Gun
Sonoka Hideki - Studio Egg
Anime - 12 Episódios
2004
6 em 10

Vi este anime ao engano, a pensar que era um outro, ainda por cima com dobragem americana. Mas acabou por ser uma surpresa agradável e um bom exercício de visionamento.

Estamos na dobragem da revolução industrial e o Japão não lhe fica atrás. Neste mundo que só agora se começa a separar do feudalismo, novas armas e novos tipos de luta começam a surgir. E é assim que temos um grupo de mulheres que são samurais com armas de fogo e que as usam para fazer prevaler a justiça.

Para mim, o aspecto mais interessante deste anime é a caracterização inicial dada às personagens, que têm uma história pregressa forte e sólida que irá influenciar em muito as suas atitudes e a interacção entre elas ao longo da narrativa. Temos personagens que vêm de um passado violento e que agora o utilizam como força e mote para a acção.

Esta, tem os seus momentos de interesse, mas muitas vezes peca por exagero e pelo facto de os antagonistas não terem a tal forte caracterização dos protagonistas. Na verdade, grande parte deles até parece um pouco ridículo na sua motivação. A animação não tem nada de extraordinário, tenndo até uns poucos erros evitáveis, mas funciona para o efeito.

O mesmo acontece com a música que, oferecendo um certo twist moderno, se conjuga apenas o suficientemente bem para que o anime funcione.

Não recomendaria à primeira instância, mas foi um anime engraçado na mesma.

3.12.17

Yakitate!! Japan

Yakitate!! Japan
Aoki Yasuhiro - Sunrise
Anime - 69 Episódios
2004
4 em 10

Apresenta-se-nos um shounen de batalha com um ligeiro twist. É que este anime é uma luta contra oponentes cada vez mais fortes, fazendo uso de poderes e talentos especiais, mas que consiste em falar sobre... Pão.

Pois é. Temos aqui um conjunto de personagens que enfrentam, ao longo de sessenta e nove sofríveis episódios, outras equipas de padeiros em concursos de pão, em que eles buscam o poder das "mãos douradas", que lhes dará a capacidade de fazer o melhor pão de sempre e, assim, salvar a sua empresa panificadora. Vemos pães de todos os géneros e feitios, desde aqueles que provavelmente existem até àqueles que provavelmente são inventados porque nunca ninguém no mundo teria uma ideia tão absurda para fazer um pão.

Os personagens não têm muita caracterização, para além daquela que pode ser dada aos protagonistas e elementos secundários de um shounen. Existem alguns momentos em que a série os impele a ter algum tipo de desenvolvimento, mas a oportunidade que lhes dão é tão idiota que mais valia terem ficado quietos. Porque, afinal, como é que um palhaço se pode revelar o rei do Mónaco, quando Mónaco até é um principado? Em outras ocasiões, a série tenta acrescentar algo de lógico a uma sucessão de piadas (secas), mas existem erros narrativos tão crassos que se torna impossível levar isto a sério. Se ao menos as piadas fossem, efectivamente, engraçadas...

Outro aspecto é a arte. Um pavor. Erros de anatomia, erros de perspectiva, erros de animação, erros a seguir a erros, coisas básicas tortuosamente erradas e, no geral, uma dor para os bastonetes oculares do pobre que se dê ao trabalho de ver isto.

Finalmente, a música. Apesar de termos (algumas) EDs engraçadas como música singular, os efeitos sonoros são ridículos e a banda sonora baseia-se essencialmente numa mutilação de peças clássicas conhecidas de todos, sendo reciclada a toda a hora e todo o momento.

Portanto, horrível. E nem sequer aprendi a fazer pão.


2.12.17

Con Air

Con Air
Simon West
1997
Filme
3 em 10

Tenho estado doente por estes dias, portanto ontem optámos por ficar em casa a ver televisão. E quando se vê televisão, existe sempre a possibilidade de se apanhar um filme péssimo! =D

Con Air é um filme de acção inusitado, em que a grande estrela é Nicholas Cage cheio de cabelo, que consiste num grupo de presidiários de alto risco que são, por uma decisão altamente inteligente, colocados todos no mesmo avião. Após um breve motim, Nicholas Cage, que é boa onda, tentará fazer com que eles sejam vencidos, com ajuda de um polícia um pouco incompetente mas com boas intenções.

Tudo neste filme peca pela falta de sentido. Os diálogos são absurdos, as situações são demasiadamente improváveis. No arco final, editado por uma pessoa com as narinas cheias de branca, o filme finalmente admite que está a gozar consigo próprio, já que matam o mauzão cinco vezes seguidas num espaço de vinte segundos.

Os efeitos especiais são péssimos, com chamas e slow-motions em exagero, sempre acompanhados por uma emocionante banda sonora de solos de guitarra, que também deve estar em chamas.

Ao menos fartámo-nos de rir e, por isso, senti-me um pouco melhor. :>

29.11.17

Não é Física Nuclear

Não é Física Nuclear - Saúde para Homens
Christopher Lewis
2005
Saúde e Bem Estar

E então eu terminei a lista de leitura do Kobo (por enquanto), portanto voltei à lista de livros físicos, iniciando-a com um livro que fiquei reticente em ler, devido a uma mistura de vergonha e curiosidade. Afinal, acabou por ser uma leitura muito divertida e valer a pena, apesar de eu não ser grande apreciadora deste género de livros!

Para começar, aprendi a tomar conta dos meus testículos o livro divide-se em capítulos práticos sobe cada um dos sistemas e aparelhos do corpo humano. Estas partes acabei por ler um ppouco na diagonal, pois é conhecimento que obtive em grande detalhe na faculdade. Depois, o autor enumera as doenças de cada aparelho e formas simples e práticas de as evitar ao máximo.

É claro que o livro está escrito tendo em objectivo uma perspectiva puramente masculina, mas a maior parte dos conselhos podem ser extrapolados aos vários géneros. Essencialmente, os conselhos são: deixar de fumar, fazer exercício e tomar conta da alimentação. E, de certa forma, o livro está escrito de uma forma altamente motivadora, sem assustar mas também sem omitir as piores verdades!

Apenas achei que o autor cobriu muito mal a secção das drogas (talvez por falta de conhecimento) e que poderia ter dedicado um capítulo à doença neurológica propriamente dita, sendo que se ficou apenas pela depressão. Teria sido importante falar de alzheimer e de formas de o evitar, por exemplo, através de exercícios mentais e por aí em diante.

Mas foi uma leitura rápida, simples e muito divertida que me deixou com vontade de aplicar algumas das sugestões em mim própria, sobretudo no cuidado dos meus testículos, pois já estou na idade em que uma pessoa precisa de ficar um bocadinho paranóica com a saúde. ;)