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15.8.18

Bande À Part

Bande À Part
Jean Luc Godard
Filme
1964
8 em 10
Filme representativo da Nouvelle Vague do cinema francês, foi também a minha estreia neste género. E é fantástico!

Com uma visão simples e bem disposta, vemos a aventura policial de três jovens que planeiam roubar uma grande soma de dinheiro numa casa. A forma como eles se interrelacionam e o seu diálogo, tanto o falado como o físico, tudo isso é como se estivessem num outro filme e que o que estamos a ver tivesse sido apanhado apenas por acaso.

Mas como apanhar uma sucessão de cenas e entender os sentimentos dos personagens apenas por acaso? É o fingimento da casualidade do olhar do autor o que fascina neste filme. A ausência de cor, mas a manipulação da sombra, o trabalho do actor em conjugação com a visão discreta.

Um filme excelente, engraçado, talvez um pouco simples mas completamente fascinante!

Fiquei cheia de vontade de ver mais do género!

Mudbound

Mudbound
Dee Rees
2017
Filme
5 em 10

Um filme sobre aquela parte da história americana que tentamos esquecer: aquele lugar estranho entre a emancipação dos direitos civis e o final da escravatura.

Uma família muda-se para o campo, onde tem alguns terrenos alugados a famílias de negros. A relação entre duas famílias torna-se mais tensa aquando a chegada de seus filhos pródigos, que tinham ido para a Europa lutar na segunda guerra mundial. Porque, entre eles, não existe o racismo.

Pessoalmente, senti-me desapontada com o filme desde o início. A forma narrativa é aborrecida e datada, com diversos narradores que, no fundo, acabam por não ter nada que dizer que seja realmente importante para a história. Esta, é confusamente trágica, com um recurso à violência pouco claro e talvez precipitado.

Os actores apagam-se uns aos outros, pois as suas personagens têm pouco conte´do onde se agar5rar.

Mais uma produção Netflix: uma coisa boa, pois vemos que o cinema começa finalmente a chegar à produção do pequeno ecrã. Mas ainda terá de ser melhor trabalhado.

O Arquipélago da Insónia

O Arquipélago da Insónia
António Lobo Antunes
2008
Romance

Mais um livro de António Lobo Antunes, desta feita o último da minha corrente lista. Parabéns eu, terminei a corrente lista de leitura! =D Agora começarei uma nova, com ajuda do Kobo.

Conforme havíamos discutido anteriormente, eu sinto que - ao longo do tempo - Lobo Antunes tem estado a escrever sempre a mesma história. Este livro não é excepção. O mesmo tipo narrativo, a mesma estrutura, os mesmos temas. Mas há uma diferença: desta feita o ambiente é rural.

O autor, que possivelmente nunca viu o ambiente rural, faz uma caracterização deste meio como uma fonte de ignorância, maus tratos e desprezo pelas coisas vivas, como o próprio autor despreza. Digo isto porque cada vez que planta ou animal aparece nos seus livros é para se fazer uma comparação bacoca aos cuidados de saúde humanos, utilizando o mau trato do animal enquanto elemento narrativo para provar um ponto que não tem qualquer relação com isso.

Temos uma infância e uma velhice misturadas, com uso de personagens que - vejo agora - têm sempre os mesmos nomes. Ou serão as mesmas pessoas?

Este é o vigésimo livro do autor e, volvidos dez anos, já deve ter escrito outros tantos. Mas penso que é o último que vou ler durante um longo, longo tempo.

City of Illusions

City of Illusions
Ursula K. LeGuin
1967
Ficção Científica

Comprei este livro na Lourinhã, em jeito de homenagem ao recente falecimento da autora. Dela, só tinha lido as fantásticas histórias de Terramar, que muito me comoveram na altura, pelo que estava bastante ansiosa por saber o que viria desta "Cidade de Ilusões".

Esta história passa-se num planeta Terra longínquo, num futuro em que a humanidade já perdeu a sua capacidade de viajar pelo espaço e conhecer novos indivíduos e, agora, se reúne em pequennas tribos na floresta, atemorizados pela presença de umas estranhas entidades, os Shing Um homem misterioso é encontrado pelos habitantes da Terra e educado como um deles: havia perdido a memória e a sua própria identidade. Agora, irá viajar até à cidade dominada pelos Shing para poder recuperar o seu próprio eu.

Escrito de uma forma muito calma e ponderada, a autora demora o seu tempo a contar-nos a história de Falk e dos seus companheiros. Aproveita o caminho do personagem para nos mostrar esta versão da Terra, tão futurista que voltou às suas raízes orgânicas. Ficamos a conhecer os vários povos humanos que habitam estes locais e é explorado em detalhe algum folclore de cada uma das estruturas sociais.

Já o personagem em si recebe uma boa dose de desenvolvimento ao longo do livro, especialmente na parte final e que finalmente recupera a memória. Neste momento existe um confronto dentro do próprio eu que se torna muito interessante, sendo a resolução da história tanto lógica como emiocionante.

Fiquei muito contente com este livro e espero ter oportunidade de ler mais oras da autora.

11.8.18

Nanatsu no Taizai

Nanatsu no Taizai
Okamura Tensai - A-1 Pictures
Anime - 24 Episódios
2014 
5 em 10

Este é o anime de todos os cosplays. Finalmente fico a saber quem são essas personagens que vejo pululando por toda a parte.

Uma rapariga procura os "Sete Pecados Mortais", um grupo de guerreiros temido pelos Holy Knights, organização que serve para procurar este grupo e o destruir. Ficamos a saber que essas pessoas são um grupo de criancinhas com quarenta anos de idade e um porco. Ficamos também a saber que - SURPRESA DAS SURPRESAS - eles é que são os bons.

Depois os bons lutam contra os maus, os maus afinal também são bons mas há um mau mais mau que os maus que são bons, então depois há cenas de acção.

Fora esta história previsível e perfeitamente enquadrada no cubículo do seu género, temos também uma animação pouco detalhada, um universo aborrecido feito de cadeias montanhosas relvadas e deesigns pouco enquadrados no universo. Também a paleta de cores e o próprio estilo tornam este anime numa espécie de farsa cómica, em que subitamente o monstro vem aí pelos ares e torna tudo sanguinolento.

É caso para dizer... Desapontada, mas não surpresa.

Toni Erdmann

Toni Erdmann
Maren Ade
2016
Filme
8 em 10

Este foi um nomeado para os Óscares de filme estrangeiro e que, talvez, terá perdido por uma mera razão política. Este foi o filme mais comovente e meio esquisito que vi nos últimos tempos.

Winfried é um velho professor de música que gosta de fazer piadas. A sua filha, Ines, trabalha numa empresa altamente competitiva e está cada vez mais afastada da sua vida familiar.A propósito de uma visita à Roménia, onde Ines está instalada, o pai fará todos os possíveis para lhe traze de volta um sorriso.

Uma narrativa plena de espaço para o desenvolvimento pessoal das personagens, elaborada com calma e solidez, permitindo aos actores a expansão do seu trabalho. Assim, temos uma caracterização decorada com belos relevos e detalhes, como uma peça fina de doçaria tradicional que se saboreia tão rápido como imediatamente se desfaz, ficando apenas a memória do açúcar e, talvez, de uma lágrima de rir.

Cinematografia simples mas altamente eficiente, este filme também pode funcionar como uma crítica ao mundo da alta roda empresarial, já que vemos muitos momentos desse universo. Contribuem também eles para o próprio desenvolvimento das situações e para empurrar a narrativa nos seus carris.

Um filme maravilhoso e sorridente.

7.8.18

Magi

Magi
Ochikoshi Tomonori -  A-1 Pictures
Anime - 25 + 25 + 13 Episódios
2012
6 em 10
Neste post falarei da minha experiência enquanto vi as três séries de Magi: Labirynth of Magic, Kingdom of Magic e Sinbad no Bouken. Já sabia algumas coisas sobre esta série, pois é bastante famosa e vários amigos são grandes fãs. Por um lado, gostei imenso de algumas partes. Por outro, fiquei bastante desapontada. 
O primeiro aspecto que me fascinou neste anime foi todo o universo de magia em que nos encontramos. Pegando numa inspiração médio-oriente, misturando a mitologia persa com os contos das Mil e Uma Noites, o autor mostra-nos um mundo cheio de mistérios mágicos e criaturas surpreendentes, que poderão trazer ou retirar poderes aos nossos protagonistas que, na maior parte do tempo, ainda estão a aprender como utilizar tudo o que o ambiente circundante tem para lhes oferecer.

Estes personagens são bastante cativantes na sua maioria, com problemas e questões pessoais que vão sendo resolvidas ao longo do tempo. Cada um deles vem de uma situação de diferente precariedade e terão de ultrapassar as suas limitações fazendo uso da magia e, também, do poder que os une uns aos outros. Temos designs interessantes na sua maior parte, embora muitas vezes sejam um pouco exagerados, sobretudo quando há a manifestação dos objectos mágicos. Também é nesse aspecto que a animação peca, na generalidade, já que temos cenas de acção muito efusivas contrabalançadas por momentos de pouca riqueza visual.

Mas aquilo que me deixou chateada foi, precisamente, a falha de quase todos os animes shounen de acção que estão disponíveis por aí. Chateia-me MUITO quando começam a explicar a maiga e a categorizá-la em caixinhas. Uma razão pela qual a magia é mágica é, precisamente, a dificuldade na nomenclatura e categorização, a dificuldade de ensinar e aprender através de elementos teóricos. E nisso o anime desaponta muito.

Temos OPs e EDs interessantes, embora um pouco perdidas na sua era (penso que seriam músicas melhor localizadas há uma década).

Foi uma experiência satisfatória mas, por causa dessa situação que me chateia, acho que não vou querer saber mais desta série. Não existirá um cosplay.