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5.10.21

Cantigas de Maio

 

Cantigas de Maio
Concerto

Fomos ver este concerto no Fórum Romeu Correia. Trata-se de um agrupamento que se dedica a cantar canções de intervenção e outras relacionadas, passando por diversos artistas, desde José Afonso, a Fausto, até mesmo a Amália Rodrigues.

Os arranjos funcionam lindamente, com um agrupamento jazzístico de contrabaixo (líder), piano, guitarra e voz. A voz do rapaz é fantástica e dá toda uma textura actual e diferente a estes clássicos portugueses.

Assim, foi um concerto mesmo interessante e bonito, mesmo quando atrás de mim estava uma senhora a cantar todas as músicas. Foi um sucesso tal que a banda teve de fazer três encores!

Gostei mesmo muito e recomendo esta banda!

CinePlay Setúbal 2021

 

CinePlay Setúbal 2021
Evento

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que já falei bastante deste evento, que voltou a abrir o calendário de eventos após um ano inteiro de pausa. No entanto, não podia deixar de falar um pouco dele aqui, por escrito, no lugar habitual.

Falarei primeiro do espaço: este lugar onde aconteceu o evento foi um auditório estreado a cores e em directo com este evento, construído na fase de campanha do PCP em Setúbal. Como auditório, este lugar é uma nulidade: não tem backstage, não tem espelhos. O espaço exterior tinha muito pouca coisa, e era quase tudo coreano.

De resto, em termos de organização houve algumas falhas de que já falámos, nomeadamente terem perdido a minha mala no tempo e no espaço, e também a prioridade extrema dada a elementos das embaixadas. Nos outros eventos os elementos diplomáticos andam por lá normalmente, mas aqui foi feita uma espécie de espectáculo privado, em que os participantes ficaram impedidos de entrar enquanto as pessoas importantes lá estavam.

Sobre o concurso, também a organização falhou bastante, para grande desespero dos técnicos que não sabiam o que haviam de fazer com aquilo. Não havia cabos suficientes para passar vídeo e som ao mesmo tempo, pelo que houve algumas pessoas que ficaram sem skit. No entanto safaram-se muito bem, com muita coragem. O meu skit correu muito bem, adorei fazê-lo, dancei imenso e gritei e saltei e PALMINHAS CARALHO, foi mesmo muito giro. Ainda não o vi, mas quem o viu comenta que eu não tenho um pingo de sensualidade, que pena. Mas foi óptimo para tirar o pó e agora sinto-me mesmo muito motivada para fazer mais cosplay!

Só tirei uma foto no evento, mas por motivos políticos não a irei partilhar. Fica uma foto de mim própria! Obrigada!



Exposição Peças Lego

 

Exposição Peças Lego
Exposição

Mesmo na última semana, fomos a esta exposição, sobretudo porque tinha uma secção do corpo humano que eu queria muito ver.

A criatividade destas pessoas é fascinante! A exposição começava com uns mundos criados em Legos Duplos, que são aqueles maiorizinhos para crianças, e prosseguia com modelos de Star Wars, um Titanic enorme que até tinha pessoas lá dentro e assim por diante. 

A parte que mais gostei foi um mundo de fantasia florestal, cheio de detalhes, com árvores e plantas lindíssimas. Também havia recriações de diversos mundos de jogos e séries famosas. Entretanto, a parte do corpo humano desapontou-me um pouco, não só porque tinha coisas incorrectas como porque não era tão detalhado como eu estava à espera.

Passamos a uma secção com cidades, que tinha até comboios que andavam de um lado para o outro e paravam nas estações. Achei giríssimo que numa das cidades estava a haver uma manifestação, com os manifestantes todos muito zangados e polícia e tudo! Depois vimos alguns legos robóticos, mesmo muito giros, incluindo um cavalo de lego que corria no ar!

Também estavam lá recriações em tamanho real de algumas pessoas, como o homem mais alto do mundo (2 metros e 70!), Chopin, Copérnico e pessoas do desporto que eu não sabia quem era. Para o contexto havia algumas placas com a história do Lego ao longo do tempo, mas estavam inatingíveis: à sua frente estava um espaço para que todos pudessem brincar com Legos e montá-los, que estava populado por crianças pequenas.

Foi mesmo muito divertido, e depois voltámos de Alcântara ao Cais do Sodré a pé, que foi menos divertido... Caso esta exposição volte, recomendo!

15.9.21

A Ideia do Teatro

 

A Ideia do Teatro
José Ortega y Gassét
1966
Teoria do Teatro

Este livro é curioso porque é a transcrição de uma palestra que o autor deu em Lisboa. Assim, tem uma série de referências à cidade que são muito engraçadas.

O autor usa esta palestra para falar um pouco da definição e história do teatro, definição esta material, emocional e activa. No entanto, os exemplos que utiliza são antiquados e - isso foi o que mais detestei - profundamente machistas.

Mais interessante é o Anexo I, em que o autor relaciona a existência da arte dramática com a religião dionísica, em que o teatro seria uma festa e a festa seria a celebração religiosa.

Um livro interessante, que peca muito pela sua data.

Out of Oz

 

Out of Oz
Gregory Maguire
2011
Romance

O quarto e último volume de "Wicked Years". Sinto que os dois últimos volumes existem apenas para dar contexto a este, que é significantemente melhor mas que ainda assim me desaponta.

Desta vez temos mais uma geração, a filha verde de Liir, a quem deram o nome de Rain. Oz está em guerra, e esta guerra é o foco principal do livro. Já não interessa ao autor falar das mitologias de Oz, dos hábitos e da geografia. Interessa falar da guerra megalómana. E isso é muito pouco interessante, porque tem muito pouca magia.

Também é estranho as personagens andarem de um canto para o outro do mundo tão rápido, demorando muito pouco tempo a chegar ao seu destino quando, nos livros anteriores, a distância era muito grande.

O final desaponta, porque acabamos por não ter uma conclusão concreta para os acontecimentos, quase como um resumo que foi feito à pressa mas de forma muito verbosa.

Assim, esta colecção vale sobretudo pelo seu primeiro volume.

The Green Knight

 

The Green Knight
David Lowery
2021
Filme
7 em 10

Fomos ver este filme ao cinema, por recomendação de uma amiga que já o tinha visto no grande ecrã.

Baseado num poema de cavalaria, este filme conta a história de Sir Gaiwan, um jovem que gosta de aproveitar as coisas da vida que é desafiado por um misterioso cavaleiro verde para um jogo: se ele o vencer em duelo, poderá ficar com a sua arma e ter grandes riquezas. No entanto, no Natal seguinte, terá de o visitar na Capela Verde, onde o cavaleiro verde devolverá o golpe que recebeu, seja um arranhão ou uma ferida no coração. Ora.... Sir Gaiwan corta-lhe a cabeça. E agora?

Seguimos este jovem, que ainda nem sequer é um cavaleiro a sério, numa viagem de 6 noites pelos campos verdejantes de Inglaterra. Durante a viagem, ele perderá muitas coisas, materiais e não, e encontrará fantasmas, figuras estranhas e pessoas com discursos bizarros. Este filme é pleno de simbolismo pagão e, confesso, houve muitas coisas que não consegui compreender. No entanto, penso que a ideia geral é que para obter um crescimento completo e a glória, devemos livrar-nos dos pesos do passado e enfrentar o destino de forma sincera e nua.

A conclusão é fantástica, embora estranha, e os vários símbolos reforçam esta minha ideia. Em termos cinematográficos temos paisagens fantásticas, numa mistura do real com o digital, embora os animais digitais não estejam tão bons como gostaria. Os efeitos práticos também são surpreendentes, assim como as referências arquitectónicas.

Um filme de fantasia perfeito, que só poderia melhorar se os efeitos digitais fossem, por vezes, menos evidentes.

91ª Feira do Livro de Lisboa

 

91ª Feira do Livro de Lisboa
2021
Feira

Como já é hábito, lá me fui perder no meio dos livros. Desta vez com extra-dor nas unhas dos pés, porque subimos a Avenida da Liberdade a pé desde o Cais do Sodré (e depois descemos, ao contrário).

Talvez por causa da pandemia, as entradas estavam limitadas e, por isso, havia uma fila que quase dava a volta ao parque. Felizmente andou bem rápido e logo entrámos. Rapidamente descobri a razão da fila: estava lá uma rapariga chamada Joana Criativa (ou algo assim) que escreveu um livro chamado "Guia para uma Adolescente em Pânico" (ou algo assim) e estava uma MULTIDÃO de crianças com o livro nas mãos para receber o autógrafo. Nenhum adolescente e penso que a tal Criativa deva ter a minha idade. Mas bom para ela, ter um mar de criancinhas a comprar o seu livro! Wow!

Desta vez decidimos entrar na Feira pelo lado oposto, isto é, pelas bancas C. Foi bom, porque assim fugi aos alfarrabistas e vi livros mais interessantes. Só comprei dois: "A Guerra dos Mundos", de H.G.Wells (5€!) e um pulp tão horroroso que tive de o ter: "O Estripador de Lisboa". Também só custava 50 cêntimos.

Talvez por ser o último dia, a zona das comidas estava muito cheia. Comi um churro com oreo, que estava muito bom, e bebemos uma cerveja, mas até achar lugar para sentar foi um filme. A variedade de comidas também era muita este ano, e diferente dos usuais hamburgueres no pão. Mas nós fomos comer ao Burger King, que é ao lado.

Fiquei satisfeita com esta feira, porque não comprei livros demais!