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17.6.18

Música e Emigração

Música e Emigração
Concerto
Depois da Festa do Japão, comemos umas pizzas e seguimos para a biblioteca local, onde iria haver um concerto de Olga Prats (piano) e Alejandro Erlich Oliva (contrabaixo).

Fomos surpreendidos por um repertório muito moderno, obras escolhidas de artistas que "migraram", isto é, que viajaram no espaço tempo, tendo isso influenciado a sua obra. Ao início, todos pensávamos ser um concerto um pouco conservador, porque a peça inicial era bastante clássica. Mas assim que passamos às música seguintes, descobrimos que vamos ter muito mais do que o proposto!
 
Explicando com muita paixão e bom humor o significado de cada obra, ouvimos obras contemporâneas de uma artista de Espanha, radicada em Portugal, como prato de entrada. Foram peças misteriosas e oníricas, muito complexas e cheias de perguntas. Depois, passámos para algo mais tradicional, "Uma Lágrima para Violoncelo" de Rossini, uma peça muito bonita. Depois, abordaram um artista romeno, peças chamadas "Sísifo" e "Sísifo Feliz", obras terríveis e negras e também muito complexas. Finalmente, os artistas arriscaram-se em alguns tangos de Piazzola. E, claro, como não podia deixar de ser tivémos uma peça humorísatica de Fernando Lopes-Graça! 
 
Ambos os instrumentistas demonstram a sua experiência e a capacidade de manipular o instrumento, retirando deles sons muitas vezes estranhos e difíceis com um sentido de limpeza e simplicidade que só encontramos naqueles que conhecem a fundo a arte da música.
 
um concerto divertido e exemplar!

Festa do Japão 2018

Festa do Japão 2018
Evento
Há muitos anos que não ia à Festa do Japão em Lisboa. Na verdade, durante este tempo todo sempre calhou em dias em que eu estava a trabalhar ou que simplesmente não podia (recordo ter havido um evento de cosplay no mesmo dia, um ano destes... xD). Este ano, tendo a minha folga bem patente e real na mente, não podia perder a oportunidade!

E, mais uma coisa... Uma novidade! Este ano fiz cosplay na Festa do Japão. Por norma, nunca tinha apreciado cosplayers nesta festa, que pouco ou nada tem a ver com cosplay, mas entretanto acho que - através de algumas palavras de amigos e conhecidos - que até é encorajado, desde que dentro do tema. Isto é, havia pessoas que não estavam dentro do tema, mas eu tentei ir. Portanto, levei o meu fato de Vampire Princess Miyu, que foi fonte de frescura e conforto. :)
 
 

Acordámos tarde, por razões meramente acidentais, mas correndo contra o tempo chegámos ao Parque das Nações. Ainda não tinha estado neste evento desde que mudou de localização (de Belém para o referido Parque), portanto não sabia bem o que haveria de esperar. Deparei-me com um espaço muito bem aproveitado, com imensas bancas e com comidas variadas e, certamente, uma série de actividades para fazer. Logo à entrada encontrei a Ana-san, que estava a fazer um workshop de coisinhas. Encontrei também a Mafalda-san que estava a trabalhar numa distribuição de folhetos que, por acaso, decorria no mesmo local e na mesma hora da Festa do Japão. :p

Começámos por ver as bancas e o ambiente em geral. Parecia estar tudo bem disposto, algumas bancas com muita gente e todas com algo de diferente para oferecer. É certo que não compreendo bem qual o sentido de vender Pops numa festa cultural, mas alguém há-de me explicar isso um dia. De resto, havia imensa oferta de coisas para conhecer, nomeadamente as diversas associações de amizade Portugal-Japão, várias agências de viagens com boas ofertas e vários clubes desportivos de artes marciais e outros desportos tipicamente Japoneses. Não havia, infelizmente, os livros usados, nem as coisas em segunda mão, o que me causou grande pena. Também não havia muitas actividades típicas de feira, como os balões com água ou os peixinhos, como em outros anos.
 







 

Entretanto, falando com várias pessoas queridas e amigas aqui e além, apercebemmo-nos que o desfile de cosplay já estava no fim. Fiquei com pena, mas logo a seguir tive a sorte de apanhar vários cosplayers que, finalizada a sua função, se espraiavam por todo o lado, apanhando sol e sombra. Aproveitei para os fotografar (vejam mais adiante), tirar selfies e belfies e crelfies e filmar esta moça:




Assistimos a um pedacinho de um concerto de shamisen e flauta. Fiquei com pena de não ter apanhado a parte do koto, que é um instrumento que aprecio imenso! Mais tarde, assistimos a um concerto de tambores tradicionais, que foi pleno de energia!
 
 
 
 
Finalmente, começou a bater a fome e não resisti a ficar na fila do Bonsai para comer uns takoyakis e um dorayaki. Os primeiros estavam óptimos, embora já ligeiramente arrefecidos, mas o pobrezinho do dorayaki devia viver naquela embalagem de plástico há anos.

E foi assim, um dia muito bem passado, na companhia de muitas pessoas giras! Falando nelas... Estão prontos para as...

FOTOSFOTOSFOTOS
 
 










Obrigada a todos pelo excelente dia! =D

Kick-Ass

Kick-Ass
Matthew Vaughn
2010
Filme
6 em 10

Apanhámos este filme na televisão e ficámos a vê-lo. Sobre a BD podem ler aqui. :)

Esta é uma adaptação que funcionaria lindamente se o original não existisse. Isto porque esta obra em específico irá mostrar um pouco do original mas debaixo de um filtro de fantasia juvenil e de aventura inconsequente. O que fazia a BD especial não pode, claramente, aparecer num filme dirigido a um público infantil que apenas espera uma boa dose de porrada no ecrã.

Tudo começa na escolha do casting, em que todos os miúdos têm uma aura de felicidade. Os dados como o abandono parental, no início e no fim, são totalmente suprimidos, sendo que esse era um dos temas principais que eu esperava ver. Assim, toda a sensação de trauma que poderíamos ter se transforma numa espécie de conto de fadas com sangue, em que tudo fica bem quando acaba bem.

Talvez a única coisa que eu realmente gostei neste filme tenha sido a caracterização de toda uma era, aquela em que havia Myspace. Fica a nota também para o guarda roupa, simples e funcional e, certamente, bastante baratinho.

Fiquei de ver a sequela.

Polina

Polina
Bastien Vivès
2011
Banda Desenhada

Tinha muita curiosidade sobre este volume, editado o ano passado pela nossa Levoir, mas nunca o tinha encontrado a bom preço. Foi muito bom ter tido a oportunidade de o ler através do BookCrossing, onde o recebi num ring. :)

O tema da dança e da escola artística são, desde logo, situações que me interessam. No entanto, esta narrativa acaba por ser muito mais introvertida do que o que seria de esperar.

Com uma estrutura muito normativa, o autor leva-nos pelos corredores da escola de dença, observando os acontecimentos sob o olhar de Polina, uma jovem talentosa que percorre o seu próprio caminho enquanto bailarina. Existe uma estranha relação com um professor extremamente difícil, que a tenta levar sempre mais longe.

No fundo, esta é a história de amor entre Polina e a dança, entre a procura da identidade e o regresso ao âmago passado. Nesse aspecto, é uma história bonita. No entanto, a narrativa acaba por se tornar bastante confusa precisamente devido ao estilo clássico adoptado para a distribuição de vinhetas. Muitas vezes, passam-se anos dentro da mesma página, sem qualquer indicação anterior. Como os designs dos personagens são todos muito semelhantes, sendo por vezes difícil distinguir a diferença de idades, a leitura torna-se emperrada e misteriosa.

Também a própria textura dos desenhos nos remete para um lugar perdido no passado, em que nada funciona muito bem. Apesar de haver grande dinâmica nos movimentos, as manchas negras e brancas no sempre cinzento ambiente podem tornar-se muito confusas.

Noutra nota, fiquei a saber que fizeram um filme desta BD. Deixo-vos aqui o trailer :)


15.6.18

Kaichou wa Maid-sama!

Kaichou wa Maid-sama!
Sakurai Hiroaki - J.C. Staff
Anime - 26 Episódios
2010
5 em 10

Sei que, na época em que surgiu, este anime veio a ser muito popular entre uma faixa masculina, devido à gireza da personagem principal e de ser uma personagem principal gira numa história de amor. Este é um anime de romance que experimenta atirar em todas as direcções, sem conseguir atingir nenhuma.

A primeira rapariga presidente da associação de estudantes da sua escola tem um terrível segredo: trabalha como maid, num café de maids. É descoberta pelo tipo mais giro da escola e aí começa uma relação de poderes que, mais tarde ou mais cedo, se transforma em amor. Retrato estranho do amor, este, em que os personagens se abusam mutuamente e odeiam tudo o que o outro faz, coisa que vem a ser definida como "não compreendo mas gosto de ti".

Para além disso, o anime acaba por ser - mais que um romance - uma sequência de situações em que a personagem principal se vê humilhada para logo depois ser salva pelo seu interesse amoroso que, infelizmente, tem a atitude mais irritante de sempre. Também temos bastantes episódios com roupinhas variadas e até uma secção toda passada na praia, porque bikinis são smepre necessários.

A arte é fraca, com designs cheios de brilho mas com pouca correcção na anatomia e uma animação quase minimalista, em que as cenas se sucedem com planos de observação em vez de com movimentos.

A música é bastante irritante, porque não combina nada com o que se está a passar. Apesar de tudo, a OP é um bocadinho viciante.

Enfim, talvez se eu tivesse visto este anime em 2010 tivesse amado milhões. Mas agora sou sábia e experiente e não amei milhões.

Todos os Nomes

Todos os Nomes
José Saramago
1997
Romance

Recebi este livro do Saramago numa actividade do BookCrossing, que confesso já não recordar qual era. Já há algum tempo que o queria ler, pois um amigo mo havia recomendado muito vivamente. Li-o de uma assentada e penso que, não sendo dos melhores do autor, é uma obra distinta.

Neste livro, que é sobre todos os nomes, só há uma pessoa com nome: o Sr. José. O Sr. José trabalha na conservatória do registo civil e vive numa casa pegada a este edifício, ao qual pode aceder por uma porta no seu quarto. Um dia, durante o seu trabalho, encontra um verbete de uma mulher que o fascina. Passará o resto das páginas em busca dessa pessoa, comentendo crimes inusitados e muito inesperados.

No fundo, este é um livro sobre a identidade e que fala sobre uma questão que eu gosto de discutir: a definição que um nome dá à nossa identidade. Afinal, o que é um nome? Para que serve um nome? O nome da mulher misteriosa, que tanto apaixona o Sr. José, acabará por significar alguma coisa? Os nomes que as coisas têm, significam alguma coisa? O próprio nome de José...

Escrito com a simplicidade que tanto caracteriza o autor, é um livro que brota de uma inocência simples, observando de forma quase infantil a progressão da vida e as significâncias da morte. E, no fundo, porque chamamos as coisas como chamamos?

Agora estará disponível para novas viagens! :)

88ª Feira do Livro de Lisboa

88ª Feira do Livro de Lisboa


Como sempre, não podíamos perder a Feira do Livro! Desta vez fomos no último dia e com uma grande contenção de custos. O Qui ordenou que eu me controlasse. Eu tinha de me controlar! Terei conseguido?

Desta vez, pela primeira vez, fomos de carro, pelo que entrámos na Feira pelo lado oposto, isto é, o topo do Parque Eduardo VII. Assim, visitámos a feira ao contrário, começando na parte de cima direita e dando a volta por baixo. Isto, de certa forma, foi uma coisa boa, pois evitei perder a cabeça com os alfarrabistas e aproveitar outras boas promoções em editoras de que gosto realmente.

Este ano, a Feira estava um pouco diferente, com mias espaços de comidas e bebidas. Infelizmente, a água que pedi num café por lá estava bem quentinha, pelo que foi difícil aliviar o calor solar que se fazia sentir fora da sombra.

Para começar, encontrei logo um livro que me agradou na Relógio de Água. Depois, o meu objectivo era ir até ao stand da Porto Editora, pois eu desejava um autógrafo do Mário de Carvalho, que estaria disponível nesse local a partir das quatro e meia (já tinha passado um quarto de hora).

Escolhi um dos seus livros (eu não li muitos, mas achei que devia aproveitar a opirtunidade) e ele autografou-o com um cordial abraço. Estranhou que eu só tivesse um nome (não queria que ele soubesse o meu apelido) e ainda partilhou uma piada ou outra. Um senhor muito sim+pa´tico! A sua assinatura parece, no entanto, uma quebra de linha. :p


Eu e o Senhor Mário de Carvalho com o seu livro! :)
 
Desta feita não parámos para cervejas nem para mais nada. Só para ir à casa de banho que, deve dizer-se, estava um nojo. Entendo que ter maçanetas nas portas seja um perigo, por causa dos ladrões de maçanetas, mas dava muito jeito para pendurar a mala e as compras!
Só voltámos a parar na Saída de Emergência. Antes dela, alfarrabistas com livros caríssimos! Estavam ali livros que as pessoas nem os querem dados e estavam a vendê-los a 5€! Achei chocante. Da mesma forma, achei chocante o espaço imenso que foi dado a uma série de editoras vanity, com os seus escritores sozinhos e infelizes. Numa outra banca, aliás, tinha visto um senhor com um livro chamado "SALAZAR" que se estava a sentir imensamente só. Quase tive vontade de comprar o livro só para lhe dar o gosto... :< Tadinho...
 
Portanto, vejamos qual foi o resultado desta Feira do Livro!
 
 
  • "O Tumulto das Ondas", de Yukio Mishima, um autor que amo de paixão
  • O livro do Mário de Carvalho, que me irá ensinar a escrever e a escrever bem! =D
  • "Com a Cabeça na Lua", uma antologia de contos sci-fi passados na Lua! Adoro estas colectânias da Saída de Emergência!
  • Um leque e uma coisinha promocional
  • Uma ceninha para por nomes em malas promocional também
Fica também a nota para o excelente sumo compal, super fruta ou o que é, que tinha um sabor maravilhoso e que eu quero para sempre! Adoro laranjas ;__;

FAh sim, e ficámos a saber que o Parque se prolonga por ali em diante e que há muitos mais lugares giros par ver e estar, mesmo que não haja Feira!

Acho que me consegui conter... Não acham? ;) Para o ano há mais!