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20.10.17

Yuri Kuma Arashi

Yuri Kuma Arashi
Ikuhara Kunihiko - Silver Link.
Anime - 12 Episódios
2015
5 em 10

Este anime foi criado e realizado por um senhor que conhecemos bastante bem de excelentes trabalhos, nomeadamente Revolutionary Girl Utena. Este anime segue-se numa linha semelhante em termos simbólicos mas acabou por ser uma experiência desapontante.

Neste universo, os seres humanos conviviam normalmente com ursos. Mas os ursos tornaram-se selvagens e agora as estudantes de uma escola dedicam-se a destruí-los. Duas raparigas, apaixonadas amantes, ingressam nessa escola. Mas o reino dos ursos ainda tem muito para revelar.

Para mim, o problema principal deste anime é que, até muito tarde, ele não se leva a sérrio, sendo uma sucessão de cenas lesbo-eróticas que, de uma forma ou de outra, terminam sempre com as raparigas a lamber-se umas às outras. O simbolismo existente é inconsequente porque não existe uma base de caracterização narrativa ou de estrutura de personagem que a suporte, acontecendo precisamente o contrário: os símbolos é que tentam transmitir a evolução da história, sendo eles mais importantes que esta.

No episódio final tudo isto se junta e acabamos por ter uma excelente conclusão, mas até lá não existe nada que nos cative neste anime, a menos que tenhamos uma necessidade intrínseca de ver miúdas a lamberem-se.

A arte está bastante capaz, sendo que os designs das personagens são muito simpáticos e cativantes e temos, em alguns episódios, algumas cenas bastante surrealistas em termos de mistura de formas e cores. As cenas de acção existentes não têm uma animação espectacular, apesar de funcionarem.

Musicalmente, temos uma banda sonora bastante fraca, da qual se distingue apenas a OP.

Um anime um pouco estranho, que não apreciei devidamente.

O Príncipe

O Príncipe
Nicolau Maquiavel
1532
Teoria Política

É raro encontrar livros tão antigos que continuam a ser lidos nos dias de hoje e, sem dúvida alguma, a influenciar as actividades políticas de muitos líderes mundiais, que nele se baseiam como inspiração para a sua tomada de decisão.

Maquiavel ensina a um jovem príncipe italiano o que é, na verdade, ser um príncipe. E, com isso, acaba por explorar todos os temas políticos que envolvem a governação de um território. Quando nso referimos a "maquiavélico", falamos de algo malévolo, com consequências nefastas. Mas Maquiavel apenas deseja o melhor para o seu príncipe, mesmo que isso não seja uma coisa boa para aqueles que vivem debaixo do seu poder.

No fundo, Maquiavel indica que em qualquer ocasião devemos apenas confiar em nós próprios, estabelecer-nos nas áreas conquistadas e conquistar o povo, soldados e corte através de uma violência ponderada, que por vezes pode parecer terrível mas que é sem dúvida necessária. Impressionou-me, por exemplo, "para dominar o povo deves destruí-lo ou tirar-lhe os bens, sendo que esta opção é a melhor pois um homem esquece mais rapidamente a morte de um pai do que a perda da sua propriedade".

Este tipo de sentimento pode, hoje em dia, ser considerado desactualizado: nos dias de hoje, penso eu, há uma maior valorização da vida colectiva de um povo, sendo que a sua destruição, considerada inumana, tornaria o príncipe moderno num inimigo da humanidade como um todo.

Uma excelente leitura que muito nos ensina sobre a própria natureza do que é governar.

Turning Girls

Turning Girls
Otsuka Masahiko - Trigger
Anime - 7 Episódios
2013
5 em 10

Um animezinho que se vê em meia hora. Afinal, são sete episódios com cinco minutos cada um!

Fala, de maneira um pouco inespecífica, de quatro raparigas que estão num ponto de viragem da sua vida. Quase nos trinta anos, sem ainda terem conseguido cumprir com os seus objectivos, as únicas coisas que as podem aliviar são aquelas que lhes causam algum tipo de diversão.

Por um lado, este anime é bastante original por falar de um tema e de uma demografia pouco usuais no mundo da animação japonesa. Mas o valor de produção mínimo acaba por não ajudar muito e, apesar de as história e personagens estarem bem feitas e serem cativantes, o anime não consegue nem nunca pode vir a ser bom. No entanto, penso que o anime faz um bom trabalho em admitir isso logo ao início.

Há aqui toda uma aura de comiket e doujinshi, como se esta animação não tivesse sido feita por um grande estúdio mas sim pelas próprias raparigas intervenientes no anime, nas suas casas.

Não se perde nada em vê-lo!

Big Fish and Begonia

Big Fish and Begonia
B&T
Filme
2016
7 em 10

Este é um filme de animação chinesa e a minha primeira experiência com animação deste país. Tem também produção coreana e japonesa e quase se pode caracterizar como anime.

No início, todas as pessoas eram peixes. Agora, são peixes que nadam por todo o mundo em busca de alguma coisa mais. No entanto, existe um outro mundo: o mundo dos seres que controlam a natureza. E as pessoas desse outro lugar têm de passar, aquando o seu décimo sexto aniversário, por um ritual em que visitam, sob a forma de golfinhos vermelhos, o mundo dos humanos e aprendem sobre ele. Uma rapariga, no entanto, sofre um acidente, sendo que é salva por um rapaz humano que morre no processo. Arrependida, ela fará tudo o que estiver ao seu alcance para lhe devolver a vida, mesmo que isso possa causar uma situação caótica no mundo da magia.

Este é um filme que nos mostra muito da cultura chinesa e do imaginário bestial deste país. Os designs são maravilhosos, curiosos e surpreendentes, sendo que existe um cuidado e atenção ao detalhe que em cada cena recebemos uma nova surpresa. Fique a nota que quero um daqueles rabos voadores! Também a aniamção está muito bem conseguida, com cenas de acção muito dinâmicas e com recurso a técnicas muito modernas, com uma mistura entre os elementos e os cenários que tem um resultado muito agradável à vista. Fique apenas a nota para o abuso de elementos digitais que estão muito desadequados, na medida em que nã se conseguem integrar com o resto dos cenários.

Se a história é muito simples, com personagens eficientes mas sem uma caracterização muito profunda, as acções dos personagens dentro deste universo levam-nos para sentimentos de pura magia e fascínio.

Já a música, perfeitamente adequada, adiciona muita emoção a cada uma das cenas. No entanto, enquanto peças singulares, não há nenhuma das músicas que me chame a atenção.

Gostei muito deste filme! Muitas boas coisas virão aí da China, certamente!

18.10.17

Blade Runner 2049

Blade Runner 2049
Dennis Villeneuve
2017
Filme
7 em 10

Trinta anos depois do Blade Runner original, vamos ao cinema para ver uma sequela que nos mostra a vida neste universo perdido no pó, também três décadas após o que aconteceu no original.

Agora, os replicantes mal fabricados são perseguidos e eliminados por outro tipo de Blade Runners: androides que funcionam perfeitamente e que foram fabricados por uma nova empresa que domina a terra devido à sua tecnologia de alimentação artificial. Neste filme seguimos a busca pela identidade de K, um androide sem nome, apenas o seu número de série, que após destruir um replicante muito antigo encontra algo que não devia dentro de uma caixa.

Novos conceitos nos são apresentados: para começar, os androides sem defeitos. Depois, alguns eventos como um grande "apagão" que destruiu todos os dados há muito tempo atrás. Tendo isso em conta, viajamos pelo mesmo tipo de cidade, atormentada por anúncios e publicidades invasivas, atormentada por uma identidade que se divide entre o que é real e humano e o que é a alma do andróide.

Quando vi o filme, não gostei muito de algumas partes, nomeadamente do argumento. Achei que foi forçado relativamente às personagens (note-se que eu lembro-me muito melhor do livro do que do primeiro filme) e que, por isso, não fazia muito sentido dentro do contexto. No entanto existem alguns elementos que, numa segunda análise, são preciosos: a relação do andróide com a sua inteligência artificial de estimação, o valor das memórias falsificadas... Tudo isso nos leva a que possamos explorar conceitos de identidade e da definição do que é realmente a humanidade. Não gostei da dica para a sequela, que tem todo o ar de vir a ser um filme de acção descerebrado. No entanto, o final ambíguo também nos dá um certo alívio.

Outro aspecto que não apreciei foi o uso e abuso de efeitos digitais. Estão, realmente, muito bem disfarçados. Mesmo muito bem. Mas da chuva à neve, não há maneira de dizer que não são falsos. De todos os modos, é um filme contido, com cenas de acção apenas utilizadas nos momentos chave, rápidas e eficientes.

Os actores fizeram todos um excelente trabalho, embora a caracterização física dos androides seja estranha, pois estão estruturalmente demasiado ligados à humanidade. A banda sonora não é de todo tão intensa como a do primeiro filme, sendo utilizada de maneira errática e, muitas vezes, induzindo as emoções do espectador em erro.

No entanto, é um filme que vale a pena ver, sobretudo para aqueles fãs do primeiro.

Gals!

Gals!
Fujii Mihona
Manga - 40 Capítulos/10 Volumes
1999
  4 em 10
 
Os pequeninos sobreiros que me acompanham há mais tempo, saberão que em tempos li o terceiro volume deste manga, para o qual cheguei a fazer um comentário. Na minha decisão de tornar Plan to Read todos os mangas e novels que tinha empatados, chegou a altura de ler os dez volumes por inteiro.

Não poderia eu ter ficado mais horrorizada. Vejamos:

Kotobuki Ran é uma GAL, palavra que - na época - definia as moças que se vestiam de maneira histericamente vistosa. Também uma palavra para "prostituta". Ora, Ran é efectivamente histericamente vistosa. É precisamente em Ran que o manga falha em todos os aspectos.

A história mostra-nos a vida diária das Gals de Shibuya, que por sinal estão quase todas na mesma escola e que, por sinal, tem o seu interesse resumido a ir às compras, salvar pessoas em apuros e desesperar sobre namorados. Parece uma vida adolescente perfeitamente normal, excepto pelo facto de que estas adolescentes são as personagens mais insuportáveis que vi nos últimos tempos. O seu diálogo é, como dizem os brasileiros, "abobrinha". Só abobrinha. Nada do que elas dizem tem interesse, valor ou consequência. Tudo acaba bem em todos os momentos. Estas raparigas, sobretudo Ran, não têm qualquer tipo de objectivo nem rumo na vida, sem ser o de "divertir-se até ao fim, porque somos jovens". Também a sua história pregressa, embora a autora a tente desenvolver, peca por falta de realismo e por forçar situações demasiado trágicas para que o leitor se sinta emocionado por elas.

A arte, que eu achava fofa, é na verdade pouquíssimo detalhada. As caras são todas iguais e muitas vezes é difícil de distinguir as personagens quando a autora usa sombras diferentes do habitual para os cabelos. As roupas, que deveriam ser uma parte integrante e muito importante deste manga, aparecem pouco acentuadas e não há qualquer tipo de apontamento ou referência a estas pelos intervenientes da história.

Todo este manga falha por tentar cativar uma adolescente que nunca existiu em mim. Se calhar só sou eu, apesar de tudo. Mesmo assim, não conseguiria recomendá-lo a ninguém.

15.10.17

Guardiões da Galáxia Vol.2

Guardiões da Galáxia Vol.2
James Gunn
Filme
2017
7 em 10

Repare-se que nunca vi o primeiro filme. O Qui prometeu-me que não seria difícil compreender este sem ver o anterior.

Os Guardiões da Galáxia são um grupo de aventureiros do espaço que, mais uma vez, se metem em problemas. Um deles encontra o seu pai perdido, um alienígena que o deixou na Terra, sendo que descobrimos que se trata de EGO, o planeta humano. Vão ter de encontrar uma solução apra que o universo não seja destruído na totalidade.

Para além disso, é um filme que se esforça por abordar as relações familiares e de amizade entre os personagens, com uma forte componente moral no respeitante a este assunto.

Filme muito divertido, cheio de pequenas piadas e auto-referências que só funcionam dentro do contexto. A parte mais espectacular são sem dúvida os efeitos especiais, que têm uma animação bastante realista e muito detalhada, com um valor de produção sem dúvida excepcional. Também a banda sonora tem imensos elementos referenciais e conjuga-se muito bem com as batalhas que vamos encontrando.

É entretenimento leve, muito divertido, sem grandes qualidades mas também sem nenhum especial defeito. Filme pipoca para pipocar. Pipoquemos.