15.9.17

Festival Urbano 2017

Festival Urbano 2017
Festival

E, afinal, este foi o meu plano pós- Spring It. :)

Existe, em Almada, uma zona chamada Romeira, constituída por fábricas abandonadas e algumas quintas. É zona bem conhecida por ter uma exposição permanente de arte urbana e graffitis, sendo que hoje em dia até há tuk-tuks maléficos a cirandar por ali para mostrar as maravilhas da chungaria aos turistas incautos. Aliás, tão incautos são que espero sinceramente que um dia uma dessas coisas seja raptada pelos ocupas, para ver se desaparecem da minha vida para sempre.

Ora, este ano decidiram dar uma renovação ali ao espaço e acrescentar alguns murais novos. Foi isso o que fomos ver. Quando chegámos, já um pouco ao fim do dia, ainda estavam a pintar algumas coisas, com as pessoas elevadas em escadotes com as suas tintas de spray. Existem graffitis sobre tudo, sobre a vida social, sobre a vida emocional ou mesmo sobre a vida pessoal de cada um dos artistas ou dos colectivos que os realizaram.

No centro, existia um pequeno palco ladeado pela suposta "street-food" disponível, que era só uma roulotezinha com umas sandes sem pão de cima. Nesse palco, assistia-se a uma competição de dança, que consistia em duas pessoas dançarem num tempo definido ao som de um beat, sendo que aos 5-4-3-2-1 troca, uma das pessoas parava e a outra começava. Depois havia outro 5-4-3-2-1 e okokokok e um júri escolhia, por maioria de votos, quem devia passar à ronda final. Assim, a pessoa que ganhava tudo podia perder no fim e a pessoa que tinha ganho no fim podia voltar a perder até haver um vencedor definitivo. Gravei um pequeno vídeo:

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Depois, foi tocar uma banda de funk chamada "Os Compotas", da qual só assistimos à primeira música e à apresentação dos artistas (que são bons artistas). Também gravei um vídeozinho. :



Depois fomos para as festas da Cova da Piedade, onde vimos uma série de tralhinhas desinteressantes à venda. Compensou-nos muito mais a ida ao festival, porque conseguimos um envelope com postais. No entanto, acabei por jogar numa tombola do grupo de pesquisa arqueológica e ganhei um lápis! Ao início calhou-me uma revista, que eu não queria, mas estava esgotada, então pude rodar outra vez. Vimos também um espectáculo enorme de sevilhanas, do qual (surpresa!) também fiz um vídeo:

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Foi uma tarde bem passada e oportunidade de tirar umas fotos! :)
































Spring It Con 2017

Spring It Con 2017
Evento

Confesso que, desta vez, estava ansiosa por ir a este evento. Aconteceram uma série de confusões, claro. Acontecem sempre. Mas, bem ou mal, tudo se conseguiu resolver e fiquei autorizada a colocar-me dentro do bólide automóvel para e dirigir ao IST e participar naquele que, para mim, se tornou no melhor evento do ano até agora!

O dia começa com um despertar atrasado, após intensa noite de actividades de elevado teor intelectual. Despacho-me. Correndo, correndo. Afinal, estava eu convencida de que a minha pré-avaliação para o concurso de cosplay era antes da uma da tarde. Abano o Qui, o Qui acorda. Gritamos um com o outro que nem duas gaivotas completamente perdidas. Transporto todas as minhas tralhas, desde o cosplay aos props e aos cenários, e cinco viagens até ao carro, convenientemente estacionado à porta de casa. Corro em círculos sem saber o que fazer, acompanhando este sábio exercício com gritos de pânico e bracinhos no ar. E, finalmente, estamos a caminho, comigo transmutada numa perigosíssima condutora que grita a todos os outros viajantes que são lesmas estrambólicas.

A toda a pressa, dirijo-me para o evento. E a recepção não me agrada, de todo. Para começar, anuncio-me como participante do concurso de cosplay, que é o que, naturalmente, faço sempre que participo. Ao que um grupo de voluntários, ligeiramente enojado por uma cota horrorosa ter interrompido sua mui importante conversa, me responde que tenho de pagar bilhete. Respondo que sei e que são dois. Ao que ficam a olhar para mim como se eu tivesse sido "sei, são mil e quinhentos". Mas lá se resolveu. 

Desta feita, a entrada para o evento estava colocada de uma forma muito mais inteligente: o acesso era feito directamente para a zona de lojas, sendo que só posteriormente encontraríamos o auditório e o espaço exterior do campo de jogos. Assim, tornou-se muito mais fácil de ver as lojas logo à partida, o que também deve ter sido muito vantajoso para estas. :) Felizmente, o balneário ainda estava no mesmo sítio. E aqui, outro momento desagradável: anuncio-me ao voluntário do bengaleiro, para que me possa abrir a porta. Ele olha para mim e duvida sinceramente que eu seja um ser humano. Pergunta-me: "mas você está vestida?" Claro que a resposta foi: "Mas eu pareço-lhe vestida?" Eu sei que é uma experiência alucinante estar rodeado de adolescentes e de repente aparecer uma passa toda enrugada a participar nas mesmas actividades, mas confunde-me plenamente este tratamento por "você", que de respeitoso não tem nada dentro deste contexto específico. Depois de grande análise à lista dos concorrentes, lá me deixaram entrar.

Vesti o fato, em alta velocidade. E vou à procura do local da pré-avaliação! Afinal, na minha cabeça, já estava atrasada! Arrepanho uma voluntária que, pobre inocente, me tentou ajudar na melhor das suas possibilidades. Ao que apareceu um membro da organização que, com toda a delicadeza, me diagnostica uma dislexia numérica profunda: o horário que recebi dizia, muito especificamente, que só tinha de estar pronta às 15:10. Não às 13:45.

Insira-se aqui uma expressão de profundo alívio.

Portanto, foi tempo para ver o evento, com calma e como deve ser.

Primeiramente, observámos a cafetaria. Muito completa, com café e refeições quentes a preços bastante agradáveis, descobrimos só ao fim do dia que, ao contrário do que nos tinha sido dito numa outra ocasião sem relação, também serviam jolas. Para o ano, já sei por onde começar o meu dia. :) Depois, passámos às lojas. Fiquei muito agradada por ver a variedade imensa de artigos disponíveis, com lojas que não são de todo comuns neste tipo de eventos (havia uma que até tinha rissóis e chamuças!). Eu, por mim, queria quase tudo. Adorei umas placas de madeira gravadas:havia uma que tinha o meu nome. Mas o bacano que as fazia não tinha cartão... Alguém sabe quem é? :o  Havia uma banca gigante da Ribonita, que se te vindo a tornar uma das minhas artistas portuguesas preferidas. Eu, por mim, queria tudo, mas não tinha dinheiro suficiente. Estava lá a Dr. Kartoon com u,a variedade muito bem escolhida de banda desenhada. Muitas bancas com jóias de suprendente beleza. Action figures e docinhos japoneses. Fiquei encantada! Aqui fica o meu loot de vitória:



Enquanto isso, comecei o meu plano maléfico. Porque, desta vez, não me quis limitar a fazer um skit! Quis fazer de todo o evento uma grande performance. Assim, a cada pessoa a que tirava fotografia, entregava um folheto. O que continha o folheto? Informação sobre prevenção do suicídio. Porquê? Falaremos disso mais tarde. :)

Agradeço desde já a todas as pessoas que aceitaram e leram o meu folheto, que espero que tenha sido propositado e esclarecedor. Um pequeno abracinho a todos!

Depois fomos para o andar superior, onde estava o auditório e os artistas (que são bons artistas). Estava lá um senhor dos comics com desenhos absolutamente fantásticos. Infelizmente, não me pareceu que os estivesse a vender, porque ficariam mesmo bem na minha casa... Aproveitámos e fomos pedir o nosso almoço. Ora, houve aqui um desapontamento profundo: primeiro tinham dito que havia pizzas para todos, graças a um acordo genial que fizeram com a Pizza Hut (o que, de resto, estava muito bem organizado); depois disseram que só havia fatias; depois só havia fatias para os cosplayers, que partilhariam com os helpers; depois só havia DUAS fatias; e depois só havia de fiambre, o que se torna complicado para pessoas como eu que essencialmente não comem carne. Eu bem pedi uma pizza vegetariana. Mas não havia. Era pegar ou largar. Portanto, o nosso almoço foi: para o Qui uma fatia com extra-fiambre; para mim uma fatia com sub-fiambre a apenas queijo. Portanto, foi esgazeados de fome que procedemos a relaxar pelo evento afora. Sugiro que, para a próxima, o pagamento do bilhete pela parte dos participantes seja compensado com uma refeição completa (prato+bebida+sobremesa+café) na cafetaria. :>

Repare-se que eu insinuei que, sobrando fatias depois de todos terem almoçado, eu me oferecia para comer todas as que sobravam, deixando o fiambre de lado, claro. Mas não deixaram que o meu lado animal viesse ao de cima, o que até é uma coisa boa, pois estou gorda que nem um ouriço do mar.

Finalmente, chegou a hora da pré-avaliação. Ainda tivemos de esperar algum tempo, que aproveitei a tirar fotografias a todas as pessoas e a participar nos passatempos, mas lá nos dirigiram para uma misteriosa "Sala de Folhas". Com o meu inglês macarrónico, falei com as juradas. Foram muito simpáticas e reviraram todos os pontos do meu fato, enquanto eu explicava os defeitos reconhecidos e as partes boas e como as tinha feito a todas. Infelizmente, o tecto era demasiado baixo para que se visse o meu remo em todo o seu esplendor, mas achei muito engraçado o ar de surpresa quando lhes disse que tinha feito o stencil das letras com tinta de caneta Posco, hehehe. Aproveitei para entregar os meus folhetos às meninas, no momento dos agradecimentos pela atenção (volto a agradecer muito!). Afinal, tudo isto fazia parte do skit.

Depois, recrutei dois voluntários que, um pouco baralhados mas muito simpáticos, nos ajudaram a transportar todos os cenários para dentro do evento. Mandaram-me fechá-los num sítio chamado "a gaiola", onde os estivemos a montar. Queridos voluntários que me ajudaram a carregar as tralhas, deixo aqui o meu muito obrigada. Eu não sei o vosso nome, mas sei a vossa cara!



Aliás, falando em voluntários, deve dizer-se que - fora o atrito da entrada - estavam todos muito bem informados e foram sempre muito eficientes e delicados. Adorei a farda dos minions, que os tornava muito fáceis de identificar!

Montando o cenário, descobriu-se que as chaves de fendas que tinha levado eram demasiado grandes para os meus parafusos, pelo que tivemos de prescindir de uma série deles. Assim, o meu muito sólido cenário passou por mal construído, porque havia partes que se desequilibravam por falta de parafusos. :( Felizmente, nada caiu durante o skit! Os deuses dos skits estiveram do meu lado!

Quanto aos skits, uma organização fluída e célere (menos célere porque, por mea culpa, tinha deixado o cenário dentro da "gaiola") permitiu que tudo corresse dentro dos eixos e com toda a rapidez. Assisti aos skits quase todos, sendo que o meu preferido foi sem dúvida o da mocita que estava vestida de homenzarrão. O Qui gravou dois deles, aos quais poderão assistir em breve no meu muito renovado Canal de Youtube.

Quanto ao meu, foi o último. E a verdade é que correu tão bem que me surpreendi a mim própria. Quando entrei no palco, ajudando os voluntários a montar tudo, e me coloquei na posição inicial, parece que a minha alma tinha desaparecido do meu corpo. Fiz tudo conforme ensaiado, mas eu já não era eu. Eu era a Akari. E aqui vem o significado do skit: eu era a Akari que, chegada da sua gôndola a casa de um amigo, encontra a prova de que ele acabou de se suicidar.

O significado disto tudo foi uma nota breve para toda a comunidade: por vezes temos a nossa vida, feliz e contente, sem preocupações, sendo que não nos apercebemos que as pessoas à nossa volta podem estar mal. Depois, é demasiado tarde. Por isso, tomem atenção aos sintomas. Por isso, estejam lá para os vossos amigos. Quis fazer este skit porque, ultimamente, tenho visto tanta gente com pensamentos negativos nesta comunidade de cosplay, pessoas com pensamentos tóxicos e autofágicos que a qualquer momento podem perder a esperança. E quis fazer isto para lhes dizer que existe esperança. Ela está nas pessoas que vos rodeiam. <3

Quanto à música, devo dizer que me lembrei precisamente deste skit quando ouvi esta Barcarola de Tchaikovsky na rádio! :p Quem quiser ver o meu skit pode consultar a página do youtube supracitada e , para mais material giro, observar atentamente a minha Página de Cosplay. =D

Confesso que, no final, eu queria mesmo receber um prémio. Primeiro porque os troféus eram giríssimos e ficavam bem na minha casa. Segundo porque tinha livros incluídos. Terceiro porque queria que o júri tivesse gostado do meu fato, lol. Infelizmente, não me calhou desta vez. Mas não faz mal. As vencedoras eram claras, pois os seus fatos eram perfeitos para as técnicas utilizadas! Como disse, adorei o skit do terceiro lugar. Adorei o dragão do segundo lugar. E o corpete do primeiro lugar... Ui! Daqui, da orelhita! Quanto a mim, tiveram a delicadeza de me apoiar muito, dizendo precisamente quais os defeitos imperdoáveis do meu fato. Agradeço muito por este feedback, que será precioso para o futuro!

Desta feita houve prémios para toda a gente, com três lugares no pódio para três concursos diferentes, com prémios altamente apetecíveis (livros........ *_* ). Esta distribuição de prémios acaba por ser mais justa e satisfatória para todos, pois assim sentimos que também nós - os menos talentosos - têm alguma esperança, hahaha

Ah sim! Também consegui falar alguns minutos com a moça estrangeira: afinal, havíamos estado em frente uma da outra em Inglaterra, no Eurocosplay de 2015. Ela não se lembrava de mim, mas foi muito giro recordar as indiossincrasias desse concurso.

Já não me sobravam folhetos para distribuir, mas ainda tirei mais fotofotos. E aqui vos deixo todas elas! =D

FOTOFOTO








 Caixinha!!







Brilha, brilha, lá no céu...

JOJOOOOO




Damn, que este gajo era fascinante
 








 Quando o Qui foi entrevistado para saber quem deveria ser o próximo rei da Tuga

Quando EU É QUE SOU O PRESIDENTE DA JUNTA
 











Este pessoal dança demasiado bem para o meu sistema nervoso! :o
 


Desportivo
 


Juris, jurados e juristas
 
As vencedoras da scena toda! =D

E, no final, já estava plena de exaustão. Fui mudar de fato (o Qui ficou à porta, havia meninas nuas), fui arrumar o cenário e despedi-me de todos. Diziam-me que devia vir no dia seguinte, pois haveria prints e outras actividades, mas infelizmente já tinha planos. Ficam, portanto, as excelentes memórias, o bom ambiente, a competição tão séria como relaxada, a oportunidade de conhecer novas pessoas e a chance de falar um pouco com alguns velhos amigos. Pude ter conversas muito interessantes com completos desconhecidos. E pude conhecer um baby que ainda só tinha visto dentro da barriga! ^__________^

Ainda existem coisas a melhorar, claro. Mas, para mim, foi o evento mais agradável onde estive este ano. Gostava que fizessem outra vez duas versões no mesmo ano! Afinal, o que é bom... Nunca é demais!