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17.1.18

Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith

Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith
George Lucas
2005
Filme
6 em 10

E assim termina a minha educação no universo cinemático da Guerra das Estrelas! =D

Este filme é sinceramente melhor do que os anteriores. Agora temos um Anakin mais ou menos adulto, uma Padme secretamente grávida e um Obi Wan mestre Jedi. É finalmente a fase em que o poderoso mas muito infantil (ainda) Anakin é tentado pelo lado negro da força. Claro que a revelação de quem é o mestre Sith é muito previsível, mas enfim, deixem estar.

Este é um filme que permitiria um desenvolvimento imenso do personagem de Anakin não fosse a qualidade do actor ser tão terrível. Ele transmite a sensação de que os terrores que acontecem ao personagem são apenas fitas e birras, com lágrimas e gritos, de uma criança mal comportada. E isto é uma pena, porque havia aqui um real potencial para termos um filme brilhante.

Os efeitos especiais também estão um pouco melhores e mais realistas, com um orçamento muit equilibrado ao longo de todo o filme. Muito infeliz é a utilização de efeitos de transição saídos de um Power Point primário em todas (todas!) as cenas. Temos tudo, desde o rodopio contra relógio até ao efeito persiana. Simplesmente não consegui deixar de dar atenção a isso!

Mas enfim, agora finalmente vi todos os filmes de Star Wars. Já sou fixe agora? ;p

Star Wars - Episode II: Attack of the Clones

Star Wars - Episode II: Attack of the Clones
George Lucas
2002
Filme
5 em 10

Vamos ao episódio II da Guerra das Estrelas

Passou-se algum tempo. Anakin agora é um rapaz crescido, Padme é senadora, Obi-Wan está na dele. O primeiro é enviado para tomar conta da segunda e apaixonam-se. O outro pobre triste é enviado para descobrir coisas. Descobrem que há um exército de clones.

Este episódio é ligeiramente melhor que o anterior, nem que seja pelo facto de o Jar Jar Brinks falar muito poucas vezes. Mas tem aqui uma aura de filme dirigido a uma adolescência obsoleta que fica mal e irrita. A história de amor está muito mal contextualizada e os personagens não são realistas dentro delas. No fundo, não se entende sequer porque é que eles se esforçam por dar conteúdo a este conjunto de pessoas, porque não há volta a dar: estes actores não permitem que se possa levar a sério o que os personagens estão a fazer.

Assim, o filme tem uma grande componente de novela que não era de todo necessária. As cenas de acção aparecem pelo meio, mas pouco mais nos é oferecido. Mais interesse tem a aventura de Obi Wan no mundo dos clones e as descobertas que vai fazendo. A batalha final está bastante bem feita.

Nota para o guarda roupa de Padme: se no primeiro filme era altamente complexo, verdadeira alta-costura de rainhas e princesas, aqui encontra-se um pouco mais prático mas igualmente fascinante.

E assim me aproximei mais um passo de ser uma geek verdadeira.

Rei Ubu

Rei Ubu
Alfred Jarry/Teatro na Gandaia
Texto - 1896/2017
Teatro

Perdi a primeira oportunidade de ver esta peça pois, pelo título e pelo cartaz, me havia convencido de que era uma peça infantil um pouco ridícula. Vim depois a saber, que embora seja admitidamente uma peça um pouco ridícula, é um clássico essencial da nossa cultura teatral, escrito no século XIX por Alfred Jarry. Por isso, não perdi a segunda chance: fui ver a peça ao Teatro-Estúdio António Assunção, ali ao fim da rua.

Este é um texto violento e bizarro, que nos mostra como um incapaz pode estar agarrado ao poder como se de um parasita se tratasse, envolvendo-se em injustiças e guerras não justificadas com o único pretexto de conseguir cada vez mais riqueza para si, riqueza essa que não tem consequência para o futuro do personagem. Enquanto crítica social, esta peça é altamente rica em momentos que, sendo absurdos, não me pareceram altamente cómicos.

Na verdade, confesso que me senti um pouco desconfortável com a abordagem que a encenação fez ao texto. O texto é, já de si, um pouco ridículo, com uns laivos de non-sense, mas pleno de uma agressividade não contida e apenas disfarçada pelo facto de os personagens serem tão bizarros. Mas a forma como o palco estava organizado, figurinos e a própria interpretação dos actores deu ao texto todo um contexto infantilizante que me pareceu um pouco gratuito e que tornou o texto ainda mais bizarro, mas de uma maneira que me chocou um pouco.

Ainda assim, valeu a pena ir ao teatro nem que fosse para conhecer um texto clássico.

13.1.18

Monumentos de Portugal: Leiria

Monumentos de Portugal: Leiria
José Saraiva
1929
História

Uma nova edição de antiga colecção sobre os monumentos portugueses. Este volume dedicado a Leiria.

Só que o livro não fala exactamente dos monumentos de Leiria. Isto é, descreve-os mais ou menos e tem diversas ilustrações, mas no fundo no fundo, o que o autor realmente queria e gostava e efectivamente faz, era provar definitivamente que Alexandre Herculano escreveu tudo errado sobre o castelo de Leiria.

Portanto, dedica grande parte deste livro, pretensamente educativo, a deitar por terra os dados históricos apresentados pelo dito, tendo como base científica e prova evidente alguns documentos que só ele sabe quais são (o livro não tem exactamente bibliografia). Portanto, este livrinho trilingue, que poderia ter sido tão interessante, acaba por se tornar em mais uma reportagem em tom conspiratório do canal História.

Não vale a pena.

O Segredo de Joe Gould

O Segredo de Joe Gould
Joseph Mitchell
1964
Reportagem

Este livro compõe-se de duas reportagens escritas para jornal por Joseph Mitchell, repórter durante os anos 30 em Nova Yorque. São dois "retratos", ou "perfis", de um vagabundo boémio da cidade nessa época, Joe Gould. Este "Professor Gaivota" era uma figura recorrente nos bares e nos lugares de cultura, onde fazia novos amigos e conhecidos e lhes pedia dinheiro para uma série de necessidades básicas.

O autor fala-nos da sua experiência com Gould e a sua impressão pessoal da realidade em que vive esta pessoa. O retrato, assim, acaba por ter um cunho pessoal muito activo, que culmina na teria sobre o livro nemesis do vagabundo: "A História Oral do Mundo". 

Esta é suposto ser a obra prima de Gould, que já vem em milhões de palavras divididas por uma série de cadernos escolares que estão perdidos por diversos cacifos e armários por toda a cidade.

Acaba por ser uma obra interessante, mas perde um pouco a sua relevância. Penso que a maioria das pessoas pensaria que Gould é um tipo cómico, um tipo engraçado que não existe senão na fantasia do autor. Mas considere-se que ele existiu na realidade e o relato é muito triste, um pouco desrespeitoso e muito deprimente, pois ninguém deveria viver desta forma degradante.

Um Desastre de Artista

Um Desastre de Artista
James Franco
2017
Filme
6 em 10

Foi por esta razão que vimos o The Room. Porque fomos ao cinema ver um filme sobre como esse filme aconteceu.

Baseado no livro escrito pelo outro interveniente do The Room, este filme conta a estranha amizade entre Tommy e Dave, que se conhecem num curso de teatro e decidem que irão viver o sonho. Mas Tommy vem-se a revelar uma pessoa bastante estranha e misteriosa. Para começar, tem dinheiro infinito. Não sabe falar inglês convenientemente. E o seu sonho é estrelar num filme. Vendo-se recusado em todo o lado, o que há melhor do que fazer o seu próprio filme?

No entanto, esta obra acabou por me desapontar um pouco. Eu estava sinceramente à espera de que o filme fosse mais dedicado à gravação do The Room. Eu queria saber mais detalhes sobre o caos absoluto que aquilo deve ter sido e queria rir-me com isso. Mas não foi esse o foco principal. Na verdade "Um Desastre de Artista" é menos sobre o desastre e sobre o artista e mais sobre a relação de amizade fraterna entre os dois jovens que têm um sonho em comum e a forma como o The Room influenciou a sua relação.

Também não achei que o trabalho dos actores fosse excepcional e digno de prémio. Na verdade, acho sempre um pouco estranho quando o actor interpreta uma pessoa que está, efectivamente, ainda neste mundo e entre nós. E resta saber onde o trabalho deixa de ser pura imitação e passa a ser uma vivência pessoal: o transformar da pessoa em personagem.

Apesar de tudo, um filme divertido, apesar da experiência cinematográfica em si não ter sido das melhores aqui por razões...

Viola Delta XXXIII

Viola Delta Volume XXXIII
Edições MIC
1978
Poesia

Estranha edição fascicular que encontrei na minha lista de leitura corrente, com um poema de um familar de um familiar.

É uma antologia de poesia moderna, para os anos 70, na maior parte das vezes altamente politizante e surreal. A qualidade é bastante variada, pois temos autores muito diversos, sendo que alguns têm uma voz um pouco infantilizante enquanto que outros se imergem em imagens altamente sensuais e muito violentas.

É um livro bastante curioso devido à sua estrutura e ao seu conteúdo, que tem um contexto histórico altamente relevante no universo da edição independente e da zine enquanto publicação regular. Gostaria muito que este tipo de revista ainda fosse relevante nos dias de hoje.

Um excelente achado, do qual vos deixo a fotografia de um lindo poema, que se chama "Fase Oral":