30.4.17

Bakuman.

Bakuman.
Kasai Kenichi - J.C. Staff
Anime - 25 + 25 + 25 Episódios
2010
6 em 10


Há algum tempo li o manga que deu origem a este anime e fiquei cheia de vontade de o ver. Agora, finalmente, surgiu a ocasião. Infelizmente, terei de comparar o anime com o manga, coisa que não costumo fazer, mas já verão porquê.

Para começar, este anime é uma adaptação fiel, pois cena a cena repete o manga em quase toda a exactidão. A parte que mais gostei, aliás, foram as vozes: eram exactamente como tinha imaginado! Existem muitos momentos giros em que o anime reproduz o manga que estão a fazer no manga (lol), com vozes próprias e numa sequência diferente e muito dinâmica.

No entanto, pareceu-me que o anime decidiu focar-se demasiado no aspecto da competitividade entre mangakas. Por exemplo, não há tanta referência à dificuldade social de se ter um anime, tal como há muita insistência em arcos com personagens que no manga não teriam assim tanta importância.

Não temos grandes momentos de acção e animação, sendo que penso que poderiam ter animado alguns dos mangas que eles estavam a fazer, em vez de mostrar só as imagens. Isto é, gostei disto, funciona, mas podiam ter aproveitado e feito de outra maneira.

A música é bastante regular para este tipo de anime.

É um anime curioso porque, não tendo heróis tipicamente shounen, tem uma estrutura que não pode ser outra coisa.

Alegria Breve

Alegria Breve
Vergílio Ferreira 
1965
Romance
Mais um livro que trouxe da LFL da Quinta das Conchas. Este trouxe-o porque sempre gostei imenso da maneira de escrever deste autor. :)

Este é um livro denso, contemplativo, que toca num assunto que continua, até aos dias de hoje, em grande debate: o abandono das aldeias do interior e o isolamento dos idosos que continuam a viver por lá. De uma forma quebrada, sem ordem cronológica, o autor mostra-nos um pouco da vida e das perspectivas de Jaime, um antigo professor primário que se vê sucessivamente abandonado pelos habitantes da sua aldeia.

Existem cenas de elevada violência emocional, sobretudo aquelas relacionadas com os cães, mas este livro é sobretudo um exercício de um personagem que nunca descobrimos se é realmente louco, se enlouqueceu devido à solidão ou se simplesmente aceita as situações desta forma inusitada.

Adorei a forma como o livro está escrito, simples mas sem ser absolutamente directa.

Mais uma vez, este autor não desaponta!

28.4.17

Enamoramento e Amor

Enamoramento e Amor
Francesco Alberoni
1979
Ensaio

Trouxe este livro da LFL da Quinta das Conchas, quando lá me fui encontrar com o seu steward por outro propósito qualquer. Enfim, não resisti a trazer alguns livros, que servem de compasso de espera antes do meu próximo projecto TBR, que revelarei a seu tempo. Este volume foi-me pessoalmente recomendado pelo steward.

No entanto, não me suscitou tanto interesse como estava à espera. Trata-se de um ensaio em que o autor debate as diferenças entre as noções de enamoramento, enquanto paixão, e amor propriamente dito. Refere vários pontos que fazem todo o sentido, mas forma como tudo isto está explicado parece-me demasiado redutora: afinal um sentimento, uma emoção, não podem ser minimizadas para caberem dentro da ideia de conceptualização de um autor.

Apesar de tudo, gostei muito do facto de o autor raramente falar de géneros e sexos biológicos, permitindo a existência do enamoramento (e, posteriormente, do amor) em todas as suas formas e qualidades. Apenas no final ele começa a esticar um bocadinho a corda, com noções plenamente desactualizadas sobre o papel feminino no ambiente familiar.

Regressará à casinha em ocasião breve. :)




Mardock Scramble: The Third Exhaust

Mardock Scramble: The Third Exhaust
Kudou Susumu - GoHands
Anime - Filme
2012
  6 em 10
 
Chegou, então, a altura de ver o terceiro filme de Mardock Scramble

Este filme é melhor que o anterior, mas ainda assim tem elementos em que n~ºao consegue ultrapassar o primeiro, se quisermos comparar. Para começar, a cadência narrativa está bastante desequilibrada, o que torna um filme um pouco sacrificante. Os primeiros quarenta minutos do filme são, essencialmente, a continuação do segmento do casino, que toma proporções muito entediantes. Existe aqui um certo desenvolvimento da personagem de Balot, mas a forma como essaws revelações influenciam as suas relações interpessoais acaba por ficar bastante incompleta.

No entanto, na última parte do filme são explicadas secções da história que tinham ficado para trás, sendo que achei que a resolução estava muito bem pensada e, de certa forma, muito impressionante em termos morais e éticos. Finalmente temos as cenas de acção pelas quais todos esperávamos, mas estas acabam por ficar um pouco atrás da expectativa: o inimigo é demasiado forte, a luta é muito desequilibrada e, assim, as coreografias parecem não ter relevância no meio desta troca de tiros.
 
Também os cenários foram reduzidos ao essencial, sendo esta terceira instância mais baseada em interiores que, graças ao tratamento digital, aparecem muito pouco realistas.

Musicalmente, não existe nenhum tema identificável, como no primeiro filme.

Ainda assim, penso que foi uma excelente conclusão. Recomendo esta trilogia!

Neruda

Neruda
Volodia Teitelboim
1991
Biografia

Para completar o meu projecto de conhecer Pablo Neruda antes de ver o filme de Pablo Neruda, uso uma chave de ouro: uma biografia escrita por um dos seus mais íntimos amigos.

Este é um livro muito bem escrito, embora estruturalmente confuso. Apesar de o autor relatar a vida de Neruda por ordem cronológica aparecem muitos elementos futuros misturados com coisas do passado e vice versa. Isto é muito bom para caracterizar Neruda enquanto pessoa, mas pode tornar a leitura um pouco confusa.
 
De resto, descobri uma série de coisas da vida pessoal e política do autor, algumas muito interessantes e outras muito perturbadoras. É curioso ver como um homem que escreve tão belos poemas de amor tem uma vida amorosa tão atribulada e, de certa forma, injusta para as intervenientes, desprezadas, traídas ou simplesmente substituídas por figuras mais jovens. É admirável como elas continuam a afazer parte do círculo íntimo do autor depois destes maus tratos.

O livro tem muitas citações poéticas, que me ajudam também a completar um pouco da minha percepção sobre Neruda, sobretudo porque muitas destas citações vêm seguidas de uma explicação do seu contexto.

Um livro precioso, pelo qual agradeço muito o empréstimo!

La La Land

La La Land
Damien Chazelle
2016
Filme
4 em 10

Considerando que este foi o filme que mais nomeações recebeu para os óscares do ano passado, arrebatando não poucos, considerámos necessário vê-lo pare percebermos o que se passou. Aquilo, então, que eu percebo é que ou Hollywood gosta muito de cheirar o seu próprio ânus ou alguém pagou muito bem aos críticos para falarem deste filme. Porque é a coisa mais inana que vi nos últimos tempos.

A história é vulgar: uma aspirante a actriz apaixona-se por um pianista de jazz que tem o sonho de abrir um bar. Fartam-se de cantar e dançar, corre tudo mal mas depois corre tudo bem. E então? Temos personagens sem conteúdo: a caracterização é fraca e o desenvolvimento é praticamente nulo. Não se compreende como Emma Stone ganhou um óscar perante uma personagem tão plana.
 
Existe um esforço para caracterizar o mundo Hollywoodesco, utilizando para isso referências infinitas a outros filmes do passado, clássicos com demasiada qualidade para serem simplesmente colocados aqui às três pancadas, quer através do jogo de cores e luzes quer pelo próprio diálogo. Este é infeliz, pois - tal como as personagens que o dizem - não tem conteúdo mental e é, simplesmente, corriqueiro.
 
Salvam este filme as partes musicais? Não. Apenas o perturbam ainda mais. As músicas são repetitivas, exageradas e existem demasiadas a toda a hora. As danças não estão especialmente bem coreografadas. Sobretudo, os momentos em que as canções aparecem não fazem sentido dentro do contexto.
 
Ia dar um 6 a este filme, que é o que eu dou ao que me deixa indiferente. Mas o Qui convenceu-me a mudar a nota: afinal, não gostei nem de uma gota deste filme. Na verdade, só queria que ele terminasse rápido para poder ir dormir.

23.4.17

Mardock Scramble: The Second Combustion

Mardock Scramble: The Second Combustion
Kudou Susumu - GoHands
Anime - Filme
2011
  6 em 10
 
Depois de vermos o primeiro filme desta saga, o Qui ficou cheio de vontade de ver a continuação. Assim, lá fomos nós em busca dela pelo mundo da internete :> 

Infelizmente, este filme é bastante inferior ao primeiro. Pode quase dizer-se que se trata de um filme de transição. Pegando precisamente onde a primeira instância nos deixou, começam buscas e salvamentos que, curiosamente, correm sempre demasiado bem. Temos muito menos cenas que potenciem acção e, assim, momentos de animação mais dinâmicos. Os personagens também parecem sofrer um retrocesso no seu desenvolvimento: fará sentido que, depois das acções que vimos anteriormente, esteja simplesmente "tudo perdoado"?

Em compensação, temos um cuidado extremoso nos cenários, com situaçlões muito belas e muito bem adaptadas ao universo que nos está a ser apresentado, sem nunca perder uma certa aura de cyberpunk.

É uma pena que este filme não tenha sido um pouco mais dinâmico e tenha muitos momentos que vão contra qualquer lógica.

Resta-nos ver o terceiro e saber o que vem daí.

21.4.17

Confesso que Vivi

Confesso que Vivi
Pablo Neruda
1974
Auto-biografia

Estou quase a finalizar o meu pequeno projecto de "conhecer Pablo Neruda e a sua obra antes de ver o filme sobre o Pablo Neruda". Um amigo BookCrosser fez-me o favor de me enviar este livro. Trata-se de uma auto-biografia do autor, em que ele fala de pequenos episódios da sua vida e como estes podem ter influenciado a sua poesia.

Neruda parece, através deste livro, uma pessoa muito simpática e disponível, que foi injustamente perseguida por ideais pelos quais nem sequer se manifestou violentamente: a única coisa errada que ele fez foi escrever poesia. Conta-nos neste livro episódios da infância e da juventude (por exemplo, não sabia que tinha sido cônsul chileno na Ásia), referido pessoas e eventos com os quais fez amizde e o marcaram de alguma forma.

No entanto, deve dizer-se que o autor escreve poesia muito melhor do que prosa. Existem, por exemplo, elementos que são enumerados num parágrafo para depois só um deles ser explicado no seguinte. E outros pequenos erros estilísticos.

Para além disso, há capítulos demorados em que o autor faz tanto o elogio como a depreciação de pessoas específicas que nós, não conhecendo, não poderemos achar relevante.
 
Foi uma boa maneira de ficar a conhecer a personalidade do autor. Agora só me resta uma biografia oficial, que já estou a ler, para fechar o meu mini-projecto. :)

As Asas do Desejo

As Asas do Desejo
Wim Wenders
1987
Filme
7 em 10

Celebrando o trigésimo aniversário deste filme, foi reposto no cinema da biblioteca aqui perto de casa. Fomos vê-lo e, diga-se, a sala estava cheia! Nunca tinha visto aquele auditório assim!

Os anjos andam entre nós, observando-nos, ouvindo os nossos pensamentos, documentando a humanidade desde o seu surgimento no planeta. Mas existe um anjo que, neste momento, não se consegue conformar. O seu maior desejo é sentir as coisas, poder agarrar nas coisas, poder descalçar os sapatos. Como se fosse um ser humano. A sua decisão torna-se cada vez mais forte quando toma um especial interesse por uma trapezista frustrada. Será que esta história de amor vai vingar?

É um filme pleno de detalhes que permitem leituras diversas e interpretações muito pessoais. Afinal, o que significam os anjos? Porque é que eles só vêm a preto e branco? Como sentem as emoções das pessoas, se a eles não é permitido ter emoções? É uma perspectiva um pouco assustadora, pensar que está sempre alguém aqui ao lado a ouvir os nossos pensamentos. Mas também é um pouco triste pensar que, estando eles aqui, não podem fazer nada. Não podem agir. Não podem intervir.

Os cenários são os do muro de Berlim antes da sua queda. Imagens tristes, decadentes, apodrecidas mas, apesar de tudo, muito contemplativas. O autor consegue mostrar-nos o mundo pelos olhos dos anjos e isso tem o poder de nos transportar para um universo que, existindo ou não, nos deixa um vazio no coração.

É um filme bonito mas, aparentemente, dividido em duas partes. Agora terei de ver a segunda.

O Sétimo Selo

 O Sétimo Selo
Ingmar Bergman
1957
Filme
9 em 10

Desde que ouvi dizer que havia um filme sobre um homem que jogava xadrez com a morte, tive logo imensa vontade de o ver. Esse momento aconteceu agora e, devo dizer, foi o filme mais brilhante que vi nos últimos tempos!

O tempo é o da peste. O homem é um cruzado que volta para o seu castelo após dez anos na guerra, acompanhado pelo seu escudeiro. No dia em que a Morte o visita, ele propõe-lhe um acordo: jogar xadrez. Se ganhar, a Morte o deixará em paz. Mas quem poderá ganhar contra a Morte?

Este é um filme com leituras diversas e uma complexidade narrativa tão rara como delicada. O homem busca o significado de deus, em busca do conforto que a vida ainda lhe poderá trazer, enquanto o jogo de xadrez não termina. Enquanto os dois homens viajam por aldeias consumidas pela peste e pelo medo dos demónios, conhecem uma série de pessoas que os acompanham, que os acompanham até à fatalidade.

Apesar de tudo, é um filme pleno de humor e pequenos detalhes que, como uma reflexão do que é negro e assustador, trazem um um brilho discreto aos personagens e às situações, que se sucedem num perfeito equilíbrio entre o horror pessoal e a ambição pela vida.

As imagens são de extrema beleza, um preto e branco maravilhoso que faz um uso perfeito da edição, dos planos e da variedade de sombras que se podem encontrar no mundo. Espantoso como como os recursos da época foi feita tão bela recriação de um ambiente tão antigo, com imagens emocionantes e tantas vezes comoventes.

Este é um filme que demonstra um equilíbrio perfeito entre todos os componentes que fazem o cinema. Um exemplo primordial do que ainda pode ser feito.

Circuito Habitual

Circuito Habitual
Teatro Extremo
2017
Teatro

Fui ao teatro com uma amiga! Esta peça está ainda no Teatro Estúdio António Assunção, pelo que recomendo vivamente que, havendo tempo, passem por lá para a verem. Afinal, foi uma peça surpreendente, de que gostei imenso!

Num ambiente de distopia, um pouco recordatório de 1984, um homem faz denúncias daqueles que se manifestam contra o sistema, encaminhando-as pelo "circuito habitual". Mas hoje ele é chamado pelo seu novo superior: afinal, existe uma quantidade inusitada de queixas redigidas contra o próprio denunciador!

O texto desta peça é interessantíssimo, assim como a forma como a encenação no-lo mostra. Temos um cenário minimalista mas muito eficiente e com alguma complexidade, que é usado na sua totalidade para transmitir um sentimento de opressão e, um pouco, terror. Também a sonoplastia contribui muito para este ambiente: se ao início parece estranha, como se houvesse algum erro a nível do sistema sonoro, rapidamente se entranha e dá toda uma outra dimensão à peça.

Achei apenas que os actores poderiam ter tido uma melhor prestação, sobretudo o mais jovem. A sua dicção não era muito boa, pelo que se perdeu um pouco de detalhe do texto.

De todos os modos, até gostava de ir ver esta peça outra vez, com outras pessoas! Recomendo vivamente!

Dom Casmurro

Dom Casmurro
Machado de Assis
1899
Romance

Fui à Quinta das Conchas encontrar-me com um editor de uma revista e aproveitei para levar alguns livros para a pequena biblioteca que lá está (a Little Free Library da Quinta das Conchas). Aproveitei para trazer este livro, que já queria ler há imenso tempo. Afinal, é um dos epítomos da literatura brasileira e já o devia ter lido há que tempos!

Infelizmente, não gostei muito. Temos de admitir que o livro está muito bem escrito. Machado de Assis escreve melhor português do que qualquer residente em Portugal. Começa logo por aí. Mas a história, apesar de simples, directa e bastante bem-humorada, está descrita de uma maneira que me levou ao sono demasiado frequentemente.

Para começar, há uma insistência por demais nas situações do seminário, que se arrastam durante quase toda a narrativa e que, no fundo, não têm grande interesse para a caracterização dos personagens. A revelação final é absolutamente inesperada, pois antes disso não há qualquer referência a uma desconfiança ou sequer suspeita.

Os personagens também não sofrem muita caracterização, o que torna um pouco difícil de os identificar.

O principal prazer deste livro é a forma como está escrito. Mas fiquei um pouco triste por não ter gostado tanto como pensava.

Mardock Scramble: The First Compression

Mardock Scramble: The First Compression
Kudou Susumu - GoHands
Anime - Filme
2010
7 em 10

Este é um filme que está dividido em três partes, cada uma lançada em momentos distintos.

Uma prostituta de quinze anos é brutalmente assassinada pelo seu protector. Mas a história não acaba aqui, porque um cientista encarregado de apresentar casos do género em tribunal lhe oferece um novo corpo e um ratinho dourado que se pode transformar em qualquer objecto. Assim começa uma história de perseguição e obsessão, com personagens plenos de força e histórias passadas bastante perturbadoras.

O desenvolvimento dos personagens, feito através de flashbacks, é muito intenso e ajuda muito na sua caracterização. São pessoas perturbadas, estranhas e com traumas que não poderão ser apagados em tão pouco tempo. Balot, a personagem principal, conhece muito pouco da vida e as suas perspectivas sobre o amor e amizade, conceitos um pouco desconhecidos para ela, são tão frias como assustadoras. Não podemos deixar de sentir uma certa pena por esta rapariga.

O universo, um pouco cyberpunk, está bem identificado e caracterizado, através de cenários muito ricos, embora haja um certo abuso das técnicas digitais que se nota bastante. Temos cenas de acção variadas, com inimigos assustadores e uma óptima produção no respeitante à animação. As coreografias são interessantes, apesar de simples e, sobretudo, eficientes.

Musicalmente temos peças variadas dentro do universo industrial, que acabam por ficar bem mas que se notam pouco. A ED veio pouco a calhar.

Um filme que deixa vontade de ver o resto da trilogia!

14.4.17

Red Garden

Red Garden
Matsuo Kou - Gonzo
Anime - 22 Episódios + 1 OVA
2006
6 em 10

Um anime que parece um shoujo mas que não é de todo um shoujo.

Quatro raparigas acordam um dia sem se lembrarem de nada do que se passou nessa noite. Quando chegam à escola, ficam sabendo que uma das suas clecas se suicidou. Quando vão o funeral, conhec em uma pessoa misteriosa que lhes diz: afinal vocês também morreram, portanto agora têm de lutar contra monstros para reaverem os vossos corpos.

Este conceito lembra-me muito, e lembrou-me durante todo o anime, Gantz. Com muito menos violência e sexualidade, é certo, mas o tema é muito semelhante. A forma como este é utilizado acaba por ter algumas diferenças, mas a forma como o desenvolvimento de personagens é feito também se torna muito parecido. Fora isto, é um anime interessante, com um mistério cativante e imprevisível e personagens que, não sendo perfeitas, servem perfeitamente os objectivos do anime.

O desenvolvimento é simples e numa perspectiva muito feminina, de lutar pela vida normal e pelo amor. Os designs são muito originais e bem feitos, fazendo uso de um guarda roupa muito variado, o que acaba por ser quase uma novidade.

Temos alguns momentos em que a animação poderia ser espectacular, mas o anime contém-se muito nesse aspecto. Existe também uma utilização frequente de meios digitais que, apesar de tudo, não se coadunam muito bem com o espaço. Também este e cenários são pouco detalhados e, no fundo, pouco importantes para a história.

A música é interessante, emocionante, com OP e EDs muito marcantes.

No geral, um anime bom que é grande fonte de entretenimento. Quase dá vontade de fazer um cosplay, devido aos designs, fossem os personagens um pouco mais desenvolvidos.

Neruda - Antologia Poética

Neruda - Antologia Poética
Pablo Neruda
Anos 20 - 50
Poesia

Continuo o meu pequeno estudo sobre a obra de Neruda, por forma a poder acompanhar o Qui no visionamento de um filme.

Esta é uma antologia poética bilingue, com tradução brasileira, que contempla excertos de todas as principais obras poéticas do autor. É uma antologia boa na medida em que nos mostra um pouco de todas as fases criativas do autor, sendo que se nota uma certa evolução, tanto estilística como temática, até ao final do livro, que marca o final da sua produção literária.

Rapidamente Neruda entrou no meu coração para se tornar num totem pessoal do meu universo poético. As suas imagens são fortíssimas, originais, belas, com uma utilização certeira das palavras, comparações e analogias, revelando uma grande capacidade de trabalho, por forma a encontrar a forma perfeita de dizer coisas que, muitas vezes, são tão simples.

Todos os poemas me marcaram e inspiraram muito, mas talvez o que me tenha cativado mais tenha sido uma simples ode: Ode à Cebola. Passo a citá-lo :)

Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona

e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.
 

Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada

Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada
Pablo Neruda
1924
Poesia

O Qui queria que víssemos um filme sobre o Pablo Neruda, mas eu nunca tinha lido nada do autor. Não gostaria nada de ver o filme sem saber nada sobre ele! Então, pedi no BookCrossing se alguém faria o favor de me ceder uns livros para ficar a conhecê-lo melhor. Prontificaram-se logo para me ajudar e, assim, comecei por este!

Este é um conjunto curto de poemas, numa edição bilingue com tradução brasileira, que tratam sobre o amor apaixonado e a celebração do corpo feminino, sempre associado a uma imagética natural relacionada com plantas e elementos aquáticos, de que o autor parece gostar muito.

São poemas um pouco imaturos, escritos na juventude, muito directos ao tema da sexualidade feminina e da paixão que o autor revela por esta e pelo materialismo da mulher como objecto.
 
 Como primeira leitura, pareceu-me bem, embora o tema seja um pouco comum ou mesmo vulgar.

Spice and Wolf (7)

Spice and Wolf (7)
Isuna Hasekura
2006
Light Novel

Sobre os volumes anteriores, carreguem aqui. ;)

Este sétimo volume da saga de Holo e do seu companheiro foi a maior irritaação que apanhei nos últimos tempos. Porque o sétimo vlume não avança de todo com a história. Se no volume anterior já tinhamos tido a crise de voltarmos para trás quando já estávamos quase chegados ao destino, este não vai nem para trás nem para a frente. É uma pausa.

É um volume que reúne uma novela e duas histórias curtas. Mas estas não acrescentam nada à caracterização dos personagens, nada que já não soubéssemos antes, limitando-se a insistir nos conceitos, que se começam  a tornar muito repetitivos.

Para além disso são referidos elementos que, não vindo a ser usados em volumes futuros, mostram uma incapacidade de planeamento atroz pela parte do autor.

Vamos ver como é o oitavo volume, senão...

Cartas da Guerra

Cartas da Guerra
Ivo M. Ferreira
2016
Filme
4 em 10

Este filme esteve no cinema aqui ao pé e queria muito ir vê-lo, mas não foi possível na altura. Assim, quando vimos que estava disponível por streaming, decidimos vê-lo em casa.

Um desapontamento completo.

Inspirado nas cartas de António Lobo Antunes para a sua esposa durante a sua estadia na guerra colonial em Angola, este filme é uma sucessão de textos, narrados por uma voz feminina (que se pensa ser a esposa), acompanhados por cenas a preto e branco daquilo que seria a guerra colonial em Angola.

Apesar de termos paisagens muito belas para ilustrar, o filme acaba por ser um aborrecimento indescritível: as cartas estão descontextualizadas, já que não existe qualquer tipo de caracterização dois personagens (ainda por cima, tendo em conta que existem mesmo e estão vivos). O resto dos diálogos é muito fraco e as interpretações não merecem grande destaque. De todos os modos, o argumento não o permite, pois são palavras que se sucedem a palavras e perdem rapidamente o seu sentido.

Um filme que ficou muito aquém das expectativas.

12.4.17

Hush, Hush

Hush, Hush
Becca Fitzpatrick
2009
Fantasia
E, para variar um pouco, que tal um livro horroroso para jovens horrorosos? =D Sobretudo quando a tradução foi feita por fãs brasileiros e é igualmente horrorosa? =D

Nora é uma miúda normal, com hábitos normais e um aspecto normal, que se apaixona por Patch (que raio de nome), que é um anjo caído.
 
Claro que até se descobrir isto estamos cerca de 200 páginas com Nora a ser perseguida por entidades maléficas. Nora faz muitas coisas interessantes, como virar a cabeça, pestanejar, olhar para os sapatos, corar e comprar sutiãs. Todas estas actividades essenciais para o desenvolvimento da história são descritas com todo o detalhe. Afinal, Nora é tão normal!
 
É uma história tão simples como previsível. Todos os elementos são muito vagos e não há o mínimo de pesquisa cultural sobre o mito dos anjos para suportar estas ideias.
 
Um romance adolescente patético.

Ghost in the Shell - Agente do Futuro

Ghost in the Shell - Agente do Futuro
Rupert Sanders
2017
Filme
6 em 10

Depois do anúncio deste filme, houve um ataque colectivo de histeria dentro da comunidade. Ai que não vai ser filosófico, ai que vai ser como o Arise (nunca viram o Arise -_- ), ai que a Major é asiática, ai as minhas hemorróidas! Pois bem, a minha decisão foi, então, ir ver o filme como uma perfeita tabula rasa: só vi um teaser, não vi trailers, não vi reviews, não vi nada.

E até o achei bem interessante!

Temos de, primeiramente, ter em conta de que este filme não é um remake do filme de Mamoru Oshii. Trata-se de uma reinterpretação, com um toque muito americano, do que se passa no universo de Ghost in the Shell. Assim, temos alterações estruturais muito fortes, sobretudo no que respetia à concepção dos personagens. Tendo isto em conta, não é de todo um filme detestável-.é um bom filme de cyberpunk,. com lindos cenários, efeitos surpreendentes e muita acção.

A parte final foi um pouco estranha, com aquele momento de inimigo ultra poderoso e a revelação da história passada da Major. Fora isso, achei que estava tudo muito bem pensado e que, na realidade ocidental dos dias de hoje, toca em assuntos bastante pertinentes, como a busca pela identidade (humana e mesmo sexual) e as actividades revolucionárias, uma espécie de contra-o-sistema que tem uma aura sempre presente.

Portanto, parece-me uma excelente introdução do universo no mundo do cinema americano. Não tenta ser mais que isso e não é mais que isso. Puro entretenimento, que também faz falta.

Anicomics Lisboa 2017

Anicomics Lisboa 2017
Evento
No fim de semana que passou foi altura para um dos eventos mais icónicos do nosso circuito português: o Anicomics! Falarei agora da minha experiência nos dois dias do evento, com muita alegria, muita foto e, sobretudo, muita complexidade! =D
 
Para mim, tudo começa na sexta feira anterior: afinal, para participar no concurso geral do Anicomics, achei por bem ir ao ensaio que seria nesse dia. Havia recebido um e-mail informando que estaria tudo disponível para os nossos ensaios a partir das 21:00. Mas, quando lá chego com o Qui, vejo tudo fechado... Mmmm, o que se passará aqui? Encontro a Manon à porta, que me diz que ninguém ensaiou. Depois, aparecem o Mário e a Fátima (os pais do Anicomics) que me dizem que fiquei esquecida: os ensaios tinham sido adiantados para as 19:00 e ninguém me tinha dito. Oh não! O drama! O horror! Vamos todos gritar!
 
 Sou eu a fazer um drama, façam todos comigo.
 
Portanto, não deu para ensaiar e não deu para deixar lá os meus cenários. Voltei para casa e bebi binho e jola e comi coisas. Depois dormi. No dia seguinte (oh!) acordei!

E assim se inicia o dia de 

Sábado

Cheguei por volta do meio dia e estacionei no parque. Só mais tarde descobri que os parquímetros só estão em actividade aos dias de semana, pelo que poderia ter poupado uma pequena fortuna. O local, já sabemos qual é: o Fórum Lisboa, na Avenida de Roma.

É um lugar espaçoso, com um grande auditório pleno de qualidades técnicas, circundado por um bonito jardim cheio de cães a rebolar. O espaço está bem dividido, se bem que este ano me pareceu que havia muito menos actividades a decorrer nos locais, nomeadamente o número de bancas de artistas (que são bons artistas). A maior parte do espaço é dominada por um stand enorme da Kingpin, onde está muita merch e, sobretudo, muita BD interessante a preços muito competitivos. Fiz uma compra que já queria fazer há imenso tempo, como veremos a seguir! Quanto ao auditório, temos um palco grande e o sistema de vídeo e som são perfeitos. Infelizmente não temos bandolinas nem backstage, o que pode tornar alguns elementos cénicos um pouco complicados. Nesse aspecto, o antigo espaço era perfeito! Mas, já que houve a mudança, temos de nos congratular pelas suas vantagens. Também estive um pouco sentada no auditório a assistir a coisas e as cadeiras são muito, muito, muuuuito confortáveis!
 
 Coisas que trouxe do evento:
  • A BD do Watchmen, que queria ler há imeeenso tempo
  • Um porta chaves novo, que me fazia falta
  • Folhetos diversos
  • Um cartão :)

Depois de dar uma voltinha para comprar coisas, fui colocar o meu fato. Afinal, iria participar no concurso regular do Anicomics, coisa que já queria fazer desde o ano passado e que não foi possível por motivos de trabalho. Agora, com o fim de semana livre, iria poder participar num dos meus concursos preferidos. :) Desta vez, estreei uma nova personagem: a Luna, a gatinha de Sailor Moon! Adorei usar este fato, pois toda a gente me elogiou imenso, apesar dos pequenos erros que ele tem.

Aliás, muita gente me perguntou porque é que eu não estava a participar no ECG. A resposta tem duas vertentes:

  1. Não me apetecia. Apetecia-me um dia relaxado, sem me preocupar com pre-judgings, sem nervos, sem complicações. :)
  2. O fato é demasiado simples. Apesar de poder parecer muito moroso, só houve duas partes que demoraram algum tempo. ;)
Andei por aqui e por ali, a jogar em rifas, a falar com as pessoas fofinhas e queridas, a tirar fotos às pessoas. Depois, enfiei-me no bckstage para o concurso. Estava com muito medo que nada do que eu tivesse planeado funcionasse. Mas, graças aos incansáveis voluntários, correu tudo como o esperado e senti que toda a gente gostou do sukito. :) Poderão ver todos os vídeos aqui (o meu é o sexto :) )

O sukito era simples e, no fundo, eu queria apenas mostrar esta música de que gosto tanto. Era um sukito que sonhava fazer há tempos e acabei por conseguir, com muita ajuda do Qui e do Zé Gato para construir a lua do cenário e um certo investimento. O essencial é que as pessoas se tenham sentido um bocadinho felizes e tenham sorrido um pouco com o sukito. Mais uma vez, obrigada aos voluntários, pois sem eles nada disto teria sido possível! <3 Vós sois os maioris! Digo também que o nosso técnico de som e luz, o Nhocas, foi um amor: quando não se pode ensaiar na sexta, pediu-me que enviasse um e-mail com indicações; como o mail se perdeu, foi de propósito ao backstage perguntar-me o que era para fazer! Obrigada!

Como é evidente, não estava à espera de passar à final. Na verdade, nem me dava jeito nenhum, pois queria ir ver um concerto de piano. Mas acabei por ser chamada, para minha grande surpresa, o que me deixou muito feliz! :) Na verdade, foi um sentimento agridoce: claro que fiquei ultra contente por ter passado à final. Isso para mim já foi mais que um prémio! Mas por outro lado gostaria de ter ido ver o concerto... Bem, que se há-de fazer? :p

Podemos por exemplo olhar para as 

Fotos de Sábado






















 Estas fotos meio desfocadas que se seguem são do backstage. Diga-se que a moça aqui em cima estava bela de morrer!









Quanto ao ECG, cujos sukitos ainda não vi, devo dizer que me pareceu que os prémios foram perfeitamente merecidos. Vi os fatos ao vivo e a cores (e toquei-lhes!) no backstage e estavam maravilhosos. Sinto-me muito orgulhosa de todas estas meninas, sobretudo aquelas que conheço há mais tempo, pois são de um talento imenso que só tem vindo a evoluir!

Fui para casa toda contente e bebi binho e jola e dormi. E depois (oh!) acordei.

Para iniciar, desta feita na companhia do Qui, o dia de

Domingo

Chegámos por volta da uma, um pouco mais tarde, desta vez. Falei com o pessoal voluntário: tinha levado um sukito diferente! Na verdade, estava com tanto medo de que o meu skit da lua não funcionasse, que decidi fazer outro mais simples, só para prevenir. Como não estava planeado passar à final, decidi usá-lo. :)

Andámos por aqui e por ali, sobretudo envolvidos na actividade de tirar fotos e beber jolas. Um amigo mui simpático viu-me sem uma na mão e ofereceu-me uma das dele. Depois, voltei ao backstage para o ver absolutamente povoado com todas as pessoas do show. Estavam lá as minhas amigas pequeninas e estive a brincar com elas, pois estavam a sentir-se um pouco sozinhas. Depois fui fazer um xixi e uma delas abriu-me a porta da casa de banho D: Foi oportunidade para mjinistrar um educativo workshop de xixi. ^___^

Correu tudo óptimo: a ideia deste meu novo sukito era pedir para as pessoas se desdramatizarem um bocadinho, se desprenderem um bocadinho, amarem-se uns aos outros. Neste evento vi coisas muito chatas a acontecer e pessoas muito enervadas com as coisas chatas a acontecer. Mas acontece sempre em todos os eventos e, penso eu, mais vale uma pessoa não se aborrecer. Sejam todos felizes! :)

Breve, breve, colocarei aqui o vídeo que o Qui gravou. :>

A parte mais chata é que tivemos de esperar cerca de mil e duzentos anos para que o show da Bela Adormecida acabasse e soubéssemos quem tinha ganho para podermos ir todos para casa. Spoiler: não fui eu! =D Prémios bem merecidos, mais uma vez. Para além disso, o que faria eu com o prémio? :p Por acaso, estava a discutir isso ontem com o Qui: qual seriam os prémios ideais para um concurso de cosplay? Pessoalmente, eu não sou coleccionadora de merch, pelo que vales em lojas não significam muito para mim (apesar do vale do concurso em questão ser de um valor muito considerável, o que mostra apenas uma abertura e disponibilidade da organização para recompensar bem o bom trabalho). Assim, faço uma enumeração de prémios que acho que seriam giros:

  • Vale para bens de primeira necessidade (comida, água, luz, coisas dessas)
  • Vale para comprar materiais de cosplay NUMA LOJA À ESCOLHA (para o pessoal dos props não ganhar tecidos e vice versa)
  • Uma viagem
  • Bilhetes para outro evento
  • Vales para actividades giras e educativas, como workshops
 Se alguém pertencente a alguma organização de um evento vir isto, peço que o tenham em consideração! =D

Vi uma parte do show (antes do espectáculo principal) e stava engraçado, embor deva referir que, no primeiro skit, os intervenientes foram um pouco descuidados: atirar coca-cola e tomates esmagados para o chão para depois virem as senhoras limpar é um pouco chato. Um pouco muito chato.

 Mesmo no final, houve um anúncio trágico: o Anicomics vai acabar! Esta, pelos vistos, foi a última edição. Claro que ficou toda a gente imensamente triste, mas eu gosto de ter uma opinião positiva. Talvez o Anicomics acabe nestes moldes. Talvez termine o que vivemos sempre até agora. Mas acredito que, certamente, o Mário não irá desistir e dentro de algum tempo nos trará algo ainda maior e ainda melhor, noutro formato, com outro estilo, com outra vida! Por enquanto, ficam as memórias felizes. :) Quanto às suposições de porque é que a coisa acaba...? Bem, acho que isso não interessa. Pode simplesmente ser um motivo pessoal. Acho que não precisamos de saber ;)

Portanto, deixo-vos com as 

Fotos de Domingo 












Foi um evento calmo, cheio de momentos felizes. Sem implicâncias, sem chatices. E eu acho que gosto cada vez mais das coisas assim :) Portanto, agora marcámos um final em grande. Um dia destes, teremos um recomeço ainda maior!

Mantenham-se contentes e, em caso de dúvida, olhem para a lua! =D