31.1.17

Nação

Nação
Terry Pratchett
2008
Romance Fantástico

Até agora, só havia lido alguns livros do Discworld, deste autor. Assim, aproveitei a oportunidade de experimentar algo diferente, através de um Ring do BookCrossing. :>

Dizem rumores, por aqui e por ali, que antes da sua morte (em 2015), Terry Pratchett estava resguardado, devido ao avançar de uma demência ou alzheimer, sendo que os livros eram narrados por ele e escritos pela sua filha através das ideias que o autor conseguia transmitir no seu estado. Este livro parece-me um desses. Achei que o estilo era bastante diferente do que conheço do autor e, para além disso, está ali uma dica nos direitos de cópia. Assim, não sei se seria justo dizer "é uma obra de Pratchett", assim como não sei se a existência deste livro abona muito em favor das pessoas que o rodeavam.

Mas adiante!

Passado num universo paralelo muito semelhante ao mundo do século XIX, conta a história de um indígena (Mau) que se vê sozinho na sua ilha (Nação) devido a uma onda gigante que destruiu toda a sua aldeia e as das ilhas circundantes. Para além disso, está na ilha uma rapariga inglesa (Daphne), que terá de se adaptar a esta nova realidade enquanto a família dela não a ecncontra.

É um livro engraçado, que fala na dificuldade de comunicação e em como esta é ultrapassada quando se tem um objectivo em comum. Mas também fala muito da forma como os deuses antigos podem influenciar as nossas vidas e a forma como o folclore local pode alterar a visão de cada um. Também é uma espécie de despertar da idade, em que os personagens crescem progressivamente até uma apoteose final plena de uma descoberta de nova maturidade.

No entanto, os aspectos cómicos do livro estão um pouco mal encaixados, o que torna a leitura um pouco enfastiante, como se estes estivessem lá para que seja "apenas" mais um livro do autor. Também achei que algumas atitudes dos personagens estão pouco pensadas, como o elemento da morte que aparece no final e que aparenta não ter qualquer consequência para a evolução emocional das pessoas.

Foi um livro engraçado e muito fácil, que se poderia recomendar para um jovem. Mas sei que me sairá rapidamente da memória.

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