4.12.14

Sem Penas

Sem Penas
Woody Allen
Contos
1975

Recebi este livrinho num presente do BookCrossing e pensava que era uma peça de teatro. Afinal não. Trata-se de um conjunto de textos humorísticos e duas peças de um acto, Morte e Deus. Já conhecia Deus, pois no meu antigo grupo de teatro fizemos uma tentativa de a encenar (que saiu frustrada. O meu papel era "Mulher que levou uma facada")

Ora, como sabem eu tenho o grave problema de ter perdido o meu sentido de humor. No caso de Woody Allen, eu nunca lhe tinha achado muita graça. Gosto imenso dos filmes que ele escreve para outros actores, mas no caso não gosto nada quando ele é ele próprio. A sua neurose e desespero irritam-me em vez de me divertirem.

Assim, não consegui achar grande piada a este conjunto de narrativas. 

O meu sentimento é que Allen se esforça demasiado para ser absurdo. No entanto, mesmo as coisas absurdas têm de fazer sentido. E aqui seguem-se piadas e piadas que todas juntas não fazem sentido nenhum. Em todos os textos seguia-se uma linha de "Pessoa X fez Y. Depois a pessoa Z disse gato". Procurei em todos os textos algo que me inspirasse a fazer um skit de cosplay daqueles à minha maneira, mas nada foi obtido, pois não há uma linha conectiva que ligue o X ao gato e, assim, a piada perde-se no meio das coisas.

Ainda assim, gostei do único texto narrado por uma figura feminina e das curtas sobre animais fantásticos (achei genial, talvez a única coisa que achei genial o "animal que tem cabeça de leão e corpo de leão mas que não são do mesmo leão")

Quanto às peças, não tinha gostado muito de Deus quando a tentámos encenar e confirmou-se esse sentimento. Quanto a Morte, acho que tem demasiada gente para uma coisa tão curta. É o problema das pessoas famosas. Pensam sempre de forma exagerada.

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