27.12.14

Ao Encontro de Mr. Banks

Ao Encontro de Mr. Banks
John Lee Hancock
Filme
2013
6 em 10

Depois começou este e ficámos a ver. A meio do filme abrimos os presentes.

Confesso que nunca vi inteiro o filme da Mary Poppins. Para mais, nunca li o livro, apesar de o ter oferecido à minha irmã-macaca, que depois (certamente) mo emprestará. Ainda assim, quando ouvi falar deste filme fiquei com vontade de o ver. Aparentemente, é a primeira vez que alguém caracteriza Walt Disney depois da sua morte e isso, já de si, é especial. Porque o senhor foi realmente importante. Não por ter criado toda uma indústria maléfica de volta do reino encantado dos filmes de animação. Mas porque criou coisas verdadeiramente bonitas.

Este filme conta a história de como Walt Disney convenceu P. L. Travers, a autora de Mary Poppins, a ceder-lhe os direitos para o filme e como esta contribuiu para a sua criação. Para isso, é mostrada a sua infância e o mote para a criação de Mary Poppins. Será esta a parte mais fantasiosa do filme.

Agora, para pessoa que criou algo tão engraçado como a Mary Poppins, a autora é uma pessoa absolutamente intragável. Isto está caracterizado perfeitamente por Emma Thompson, que transmite uma aura de mágoa e de antipatia constantes ao longo de todo o filme. Mesmo na parte final, em que finalmente se comove, percebemos que ela nunca ficou totalmente convencida com a criação de Disney.

Também ficamos a conhecer um pouco mais sobre este senhor, protagonizado por um Tom Hanks atípico e bastante convincente. Sobretudo interessante é saber as razões pelas quais ele, pessoalmente, queria tanto adaptar o livro ao cinema, falando também do seu passado e infância.

É um filme muito musical, com músicas que já todos conhecemos mas interpretadas de forma mais livre e espontânea.

Foi agradável de ver e quase comovente no final. Para os fãs, será certamente recomendado.

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