12.12.14

Tubo de Ensaio Parte II

Tubo de Ensaio Parte II
Bruno Nogueira e João Quadros
2009
Crónicas

Boa tarde minhas abéculas húmidas! Hoje tentarei escrever este comentário elevando-o ao imenso nível de piada que este conjunto de crónicas tem! Mas não conseguirei... Porque eu, oh!, eu, não tenho um pingo de veia cómica! O Bruno Nogueira também não, diga-se de passagem. Sempre embirrei com ele e não foi depois de ler isto que deixei de embirrar.

Este livro reúne um conjunto de textos seleccionados do programa da manhã da TSF, o Tubo de Ensaio, em que o respectivo autor faz diversas tentativas de gozar com diversas coisas diversas, como por exemplo anões. Deve ser um trauma que ele tem de ser muito alto, mas aparece este aspecto dos anões em demasiadas crónicas. Quase um fetiche. Muito bem, está no seu direito.

Existem vários conceitos que, realmente, poderiam ter sido engraçados. Por exemplo, o John Lennon cantar com um buraco na cabeça como as baleias teria piada, se ele tivesse levado um tiro na cabeça e não três no peito. Simplesmente o jovem, coitado, não está muito bem informado acerca dos assuntos sobre os quais poderia fazer piadas. Como a cor dos lavagantes. Nunca terá visto um lavagante, o que será compreensível.

Sugeria ao jovem que estudasse um pouco o seu livro de gramática, porque o livro está cheio de erros surrealistas, que seriam admissíveis se isto fosse um quadro do Miró e não um livro. Sabem, os livros têm palavras. Convém estarem escritas correctamente.

Para mais, há coisas com que é chato gozar. Isto é, é engraçado gozar com o pessoal a morrer lá em sítios onde ninguém vai. Mas acho que o jovem não acharia tanta piada ao cancro se a mãezinha dele tivesse um no pulmão (ou no lóbulo da orelha).

De resto, é uma escrita sebosa que só me fez rir de vez em quando, o que não é normal para um livro de comédia. Lembre-se o jovem de que eu conheço o gajo que o ensinou a ter esta personagem que ele possuiu para toda a vida como uma segunda identidade. É melhor usarmos a primeira, pelo menos essa é genuína.

Beijos no atlas, primeira vértebra cervical.

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