31.7.13

Ai no Kusabi 6 - Metamorphose

Ai no Kusabi 6 - Metamorphose
Rieko Yoshihara
Light Novel 
1986

Para saberem mais sobre o anime e os volumes anteriores consultem a tag.

Este é o volume final. Deixa-me triste, porque a história deveria ter continuado. O volume deixa-nos num impasse: o que vai acontecer com Riki? Será que a relação entre ele e Iason vai florescer de forma ainda mais bizarra? E Kirie? Onde está ele?

No entanto, acho que com a construção da história e do universo ao longo dos volumes anteriores, este é de longe o melhor. Riki volta a Eos como pet e ficamos a saber mais sobre o funcionamento desse universo dos pets. Também é revelado mais sobre Iason e sobre os sentimentos que ele tem em relação a Riki, mais do que um "Master - Pet" e mais uma relação de poder e pressão emocional.

Em conclusão, achei a série de Light Novels bastante inferior ao OVA de 1992, que foi o meu ponto de partida. Isto é raro, o filme ser melhor que o livro, mas é verdade, pois a condensação do OVA não transmitiu a maneira de escrever do livro, que é bastante inferior às minhas expectativas. No entanto, o mundo de Tanagura é fascinante e muito original. É uma ideia excelente, que infelizmente só foi explorada até meio.

Esta novel é um clássico do universo BL e toda/o fã que queira ter um conhecimento mais abrangente (isto é, mais do que Gravitation e Junjou Romantica) deve, impreterivelmente, lê-lo. É uma obra da maior importância, mesmo que a sua qualidade em termos literários não seja muito grande. No entanto isto pode sempre ser um problema da tradução.

Para quem não quiser ler, há sempre o primeiro OVA, obra clássica de referência.

28.7.13

Truancy

Truancy
Isamu Fukui
Romance
2007

Finalmente o último livro da Feira do Livro. Precisava de quatro para ter um desconto e este só custava 3€, por isso lá foi ele. O autor é Japonês (mas vim a descobrir que é só o nome, o jovem é Americano) e pareceu-me cyberpunk, por isso lá fui eu. Estava enganada, mas o livro não deixa de ser engraçado.

É sobre uma escola opressiva num regime totalitário e os revolucionários - Truancy - que se opõem a ela. Recheado de cenas de acção com facas de cerâmica e espadas de cerâmica, e rockets, e granadas, e pistolas, e pontapés, e rotativos... Todas elas um pouco aborrecidas... O livro transmite um ambiente interessante que poderia ter estado melhor desenvolvido.

Mas convenhamos que o autor tinha 15 anos quando escreveu isto, pelo que a escrita é desde logo um pouco imatura. Há uma repetição constante de conceitos, nomeadamente o "estudantes são gado", que se torna um pouco aborrecida, pois o universo poderia ter sido descrito de forma mais contundente e perturbadora. Porque realmente a escola deste mundo totalitário não parece assim tão má, nem se demonstra no livro como é que ela realmente afecta o comportamento dos adultos, que parecem ser todos desinteressados mas ainda assim com uma vivência, coisa que num mundo Orwelliano não faz assim muito sentido (apesar de eu ainda não ter lido a sua grande obra, alguém ma vai emprestar um dia, espero eu)

A ideia está muito gira e poderia ter sido melhor aproveitada, de forma mais eficaz para impressionar o leitor, se tivesse sido escrita com menos raiva. Até existe o chamado personagem auto-inserido, que tem um papel de mentor todo-poderoso, com os ideais "correctos". Isto é, uma escrita típica de adolescente. Espero que o autor tenha evoluido, embora eu não o vá procurar. Talvez se o encontrar por acaso o volte a ler.

No entanto, é uma leitura muito divertida e fácil, eu fiquei colada ao livro. É para partilhar!

27.7.13

Ryo

Ryo
Chigira Kouichi - Gonzo
Anime - Filme
2013
5 em 10

Estava tudo a correr tão bem com o projecto Anime Mirai... Mas tudo tão bem... Por isso tinha uma grande expectativa para este terceiro projecto, sob alçada da Gonzo, um pequeno filme sobre samurais. O resultado é um desastre.

Comecemos pela história e personagens: o filho de um samurai perde os pais nuim ataque Inglês e torna-se guarda-costas (porquê e como não se percebe, porque é um miúdo pequeno) de um outro samurai. Isto poderia ser interessante, não fosse a comédia perfeitamente despropositada que povoa toda a narrativa e que destrói por completo qualquer laivo de seriedade que o anime poderia ter. Desenvolve-se uma certa amizade entre os dois samurecos, mas o final (ou início) parece forçado e pouco realista.

Esse é o mote: pouco realista. Começando nos pentados e terminando nas acções dos personagens, nada apropriadas à época em que se está a viver.

A animação tem certos momentos interessantes, mas não é nada de extraordinário, parecendo um desperdício que o governo japonês tenha gasto um yen que fosse a fazer isto. Poderia perfeitamente ter sido feito pelo estúdio isoladamente, pois se gastaram esse dinheiro todo nisto... Não se nota,

Enfim, de todo o projecto este foi claramente o que teve piores resultados e não se espera grande coisa deste realizador no futuro.

26.7.13

Ai no Kusabi 5 - Darkness

Ai no Kusabi 5 - Darkness
Rieko Yoshihara
Light Novel
1986

Finalmente o quinto volume de Ai no Kusabi. Miraculosamente encontrei-o a 25€ no E-bay e não hesitei em comprá-lo. Apenas demorei um pouco a chegar até ele, porque tinha uma grande lista de livros para ler. Para saberem sobre os quatro primeiros volumes, vejam a tag para Ai no Kusabi (que também tem os animes)

Creio que este volume está ligeiramente melhor escrito (ou melhor traduzido) do que os primeiros. É um volume intermédio, que não fala de Iason mas antes insiste no dilema de Riki enquanto pet e numa perseguição da polícia de Midas dentro de Ceres, à procura de Kirie.

Aprendemos um pouco mais sobre Guardian, de uma maneira ligeiramente abstracta mas que dá para tirar a conclusão de que algo de errado se está a passar ali (ainda mais errado do que o que já sabíamos, haha)

E, finalmente, um elemento surpresa, algo completamente inesperado, mesmo no final!

Assim, pode-se dizer que gostei bastante deste volume, apesar de ser um momento de transição na história. Deixa-me com a impressão de que o último volume, o sexto, que já tenho em minha posse, vai deixar a história por concluir. Aliás, ouvi dizer que é mesmo isso o que vai acontecer e que o final do primeiro OVA (vejam a tag anterior) foi criado numa fanfiction, enviada por carta para a revista onde este folhetim foi publicado.

Ficarei a saber em breve, pois tenciono lê-lo na viagem de regresso.

Quando Dom Quixote Morreu

Quando Dom Quixote Morreu
Andrés Tropiello
Romance
2008

Yay, tenho net no hostel! Estou no Porto e creio que esta é a minha primeira mensagem fora de terras mouras. Merece uma celebração, que será feita a dormir!

Enfim, comprei este livro na Feira do Livro porque me pareceu um conceito muito interessante: a continuação da história de D. Quixote, o que aconteceu a todos os personagens extra, para além do Quixote propriamente dito. Mas cometi um erro fatal, que não devem cometer: não ler o D. Quixote original. Isto é, evidentemente, uma falha imperdoável. Porque apesar de conhecer a história, como todos conhecemos, não conheço os detalhes, nem a maneira de escrever de Cervantes. Confesso que o podia ter lido em certa altura da minha vida, mas que não o li porque o livro (que o meu pai tinha) era positivamente gigantesco, uma edição A4, capa dura, com ilustrações.

Não posso dizer que tenha gostado muito. Achei que o livro tinha um excesso de diálogo e muito pouca narrativa. Esse diálogo, que poderá certamente ser o mesmo tipo de estilo adoptado pelo Cervantes, tinha muito poucas informações úteis e muito pouca caracterização dos personagens. Aparecem todos como sujos, feios, ignorantes e levemente estúpidos, sem excepção, o que não é muito agradável para quem lê: eu só desejava que se resolvessem com a história e que avançassem com a vida deles.

Além do mais, um terço do livro é a morte e enterro de D. Quixote, o que foi demasiado longo e moroso.

Ainda assim, como não li o original, o livro pode estar perfeito na adaptação e na imitação. O que me leva à conclusão de que devo, realmente lê-lo. É uma falha na literatura clássica, que eu tanto aprecio.

25.7.13

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2013
8 em 10

Quando falamos de regressos de séries ou filmes, há sempre um certo medo inerente. "Será que vão estragar?" "Será que vai ser bom?" Eu confesso que tinha esse medo. Quando vi os novos designs das personagens, com mais medo fiquei. Isto é, faz todo o sentido que Makoto Kusanagi tenha um design diferente, pois como sabemos (pelas outras instâncias de GitS), ela muda de corpo como quem muda de camisa, mas mesmo assim este design jovial não me agradava profundamente.

Veio a revelar este primeiro filme da série "Arise" que tudo faz sentido.

Tudo se passa antes da fundação da Section 9, era Kusanagi ainda uma menina no exército. São introduzidos outros personagens da Secção, mas não como pertencentes a ela: eles fazem parte de outras equipas e reúnem-se por força das circunstâncias. Essas circunstâncias são uma história muito bem contada, dentro do universo de GitS, um mistério cibernético com uma tonalidade surreal, envolvendo memórias e o dilema do "ghost" ao qual já nos tínhamos habituado, considerando que vimos todo o material anterior (coisa que recomendo) antes de pegar na prequela.

O que mais gostei foi a caracterização da Major, pois tendo-a em conta e tendo em conta o que sabemos do que vimos anteriormente, nota-se uma caracterização profunda e uma evolução espantosa. Espero que nos próximos filmes de Arise fiquemos a saber mais como esta "menina", inexperiente e quase com uma aura de inocência e candura, passou para a Major profissional e sem escrúpulos que todos conhecemos e amamos. Também gosto deste novo design porque com ele já posso fazer cosplay de uma das minhas personagens preferidas, pois se adequa mais ao meu corpo (o design original não se adequa de todo, demasiado alta, demasiado musculada, demasiado dotada, demasiado para mim...)

A animação está perfeitamente exemplar, com o CG muito bem integrado e cenas de luta que roçam o espectacular. As coreografias das lutas estão muito interessantes e tornam-nas agradáveis de ver, sendo que é muitas vezes difícil perceber quem vai sair vencedor, dado que as forças estão quase sempre muito equilibradas.

A música é adequada e bastante variada, mas gostei sobretudo da aura dada pela OP e pela ED (se é que num filme temos OP e ED), que é calma e abstracta, numa tonalidade tecnológica muito apropriada ao tema que estamos a tratar.

Recomendo e fico ansiosa à espera do próximo filme!

The Wolverine

The Wolverine
James Mangold
Filme
2013
6 em 10

Ganhámos bilhetes no Central Comics Con, como relatado. Então peguei no boy e lá fui eu para o Corte Inglés. Ainda encontrámos a Hota e o seu amigo, mas depois não a vi mais que fomos a correr apanhar o barco. Bem, eu não o apanhei, fiquei do meu lado.

Enfim, dos Homens X, o meu preferido é o Vôvôrine. Um filme sobre ele que se passa no Japão, mais divertido ainda! Mas o filme não é realmente muito bom... É normal.

São introduzidas ideias muito interessantes sobre a imortalidade, sendo que o desenvolvimento do personagem principal está bastante capaz. O Wolverine é um mutante muito interessante, pois tem um dilema interior muito forte. Essa é a melhor componente do filme.

Tudo o resto é uma amálgama de fuga e cenas de acção confusas e pouco eficientes. Pelo trailer, esperava muito da luta em cima do TGV, mas a verdade é que ela foi apenas saltinhos e pouco mais. Desapontou-me.

A história era bastante previsível, apesar de eu nunca ter lido o comic: já sabia logo no primeiro ataque yakuza quem provavelmente estaria por detrás disso e assim que a Viper apareceu percebi logo quais as suas implicações.

O 3D, que veio oferecido com o bilhete para a ante-estreia, era perfeitamente dispensável e inútil.

Mas ao menos foi divertido. :)

22.7.13

Genshiken 2

Genshiken 2
Yoshimoto Kinji - Arms
Anime - 12 Episódios + 1 Special
2007
6 em 10

Vejam como é a minha memória. É como um peixe dourado, excepto que o peixe dourado tem uma memória de até três anos e eu não. Porque eu pensava que já tinha visto a segunda season de Genshiken e afinal não. Só me lembrei dela porque agora está a sair a terceira season e eu queria vê-la. Bem, como podem observar na review da primeira season eu não fiquei especialmente motivada para continuar com esta série. Mas admito agora que a segunda parte é substancialmente melhor.

Apesar de se manter o facto de não haver grandes cenas para animar e o anime se basear sobretudo na conversa, a arte está bastante melhor, mais luminosa e mais interessante de se ver. Mas o que tornou esta parte excelente para mim foram os temas abordados.

Desta vez vemos mais vezes eventos de anime, doujinshi e cosplay, o que é uma experiência narrativa curiosa. Os eventos no Japão são bem diferentes, mas ainda assim este anime trouxe-me vontade de ir ao próximo (devo falhar o do Algarve, mas em Setembro lá estarei) e, sobretudo, de vender num evento. Algo está em preparação, aviso. Também se focou um pouco mais no cosplay e o episódio que gostei mais foi precisamente aquele sobre a cosplayer e a sua relação com o cosmaker.

Também aborda o tema da busca do primeiro emprego, tema esse que estou a enfrentar de momento. Identifico-me perfeitamente com as personagens nesta altura e, por isso, gostei mais de ver as suas pequenas aventuras, simples como a vida real o é. Desta vez o realismo das personagens está bem patente, oferecendo-lhes uma densidade única que me faz acreditar que existem mesmo pessoas assim.

Apesar de a OP não estar conjugada com o ambiente do anime, a ED é bastante charmosa. As músicas do parênquima... Não se dá por elas.

Quanto ao Special "Menma etcoetera etcoetera", parece algo saído de uma Visual Novel, mas sem qualquer tipo de história lógica ou piada. Creio que eles quiseram dar algum som de fundo ao jogo de que eles tanto gostam na série, mas não me parece que tenha funcionado muito bem. Pelo menos a história da "Presidente" era um pouco mais complexa. Foi uma seca ver o especial.

21.7.13

The Life of Guskou Budori

The Life of Guskou Budori
Sugii Gisaburou - Tezuka Productions
Anime - Filme
2012
6 em 10

Mais um filme inspirado nas obras literárias de Miyazawa Kenji, autor que tenho de ler um dia. é outra história em que as pessoas são gatos e outra história passada nas mesmas cidades e nos mesmos sítios (Ihatov, sempre e sempre). Assim, é um pouco repetitivo tendo em conta que já vi dois filmes baseados em obras do mesmo autor. Isto não é problema do filme, claro, mas é problema do autor que, tendo imaginado um universo infantil inteiro, nunca saiu dele.

A história é muito simples e só poderia ter sido suportada se o personagem principal, Guskou Budori, fosse um pouco mais completo. O rapaz é diligente e honesto, tem as características ideais de um protagonista, mas não vai para além disso. Sendo que se passou algum - ou bastante, não se percebe bem - tempo entre a primeira tragédia e o culminar dos seus conhecimentos que levam a que o mundo seja "salvo", por assim dizer... Ele não cresce nem física nem psicologicamente. O facto de ser um gato azul com voz de homem não ajuda em nada.

Para compensar, a arte é lindíssima. Não tanto a animação e design dos personagens, tão brilhantes que perdem realismo como caricatura de pessoas que poderiam existir numa versão humana, mas sim os fundos. A primeira metade do filme é passada no campo e temos visões de luxuriantes florestas e campos cheios de coisas verdes. A segunda parte é em Ihatov e foca-se um pouco mais na maquinaria, original no design mas falha pela utilização de CG para a construir e animar.

A OST tem peças bonitas, numa onda clássica, que se integram bem nas cenas.

Mas no todo o filme é bastante insatisfatório. Amam muito o autor original no Japão, mas se os livros forem como os filmes, terei de me questionar "porquê".

Spice and Wolf (1)

Spice and Wolf (1)
Isuna Hasekura
Light Novel
2006

Comprei este volume no evento passado. Ele tinha olhado para mim no primeiro dia e eu disse "se ainda cá estiver amanhã compro-o". E estava. E só custou cinco euros! Viva! Agora vou ter de fazer a colecção. Eu pensava que eram seis volumes, a Hota disse-me que eram catorze e descobri agora que são dezassete. Vai ser bonito, vai...

Já tinha visto o anime e este volume cobre grande parte da primeira season. Ler o livro foi como recordar o anime.

Está bastante bem concebido, sobretudo o que respeita o universo e a sua economia, que é bastante complexa. Acredito que iremos perceber mais sobre ela nos volumes seguintes e desejo que isso aconteça, porque é um elemento muito interessante.

Mas sem dúvida que o mais interessante são as personagens. Eu já planeava cosplayar a Holo, mas neste momento estou ainda mais convencida. É uma personagem fascinante e misteriosa, com uma humanidade ao mesmo tempo decidida e delicada. Por outro lado, Lawrence - até agora - é uma pessoa simples mas com traços bem definidos. Estou ansiosa por saber mais sobre eles!

Gostei muito, vou continuar a colecção e recomendo a quem quiser um pouco mais de desenvolvimento ao anime (que já de si é bastante bom)

19º Super Bock Super Rock

19º Super Bock Super Rock
(Sábado)
Festival de Música

A verdade é que eu queria muito ter ido ao Optimus Alive ver Green Day e Depeche Mode, mas estava no Porto na Central Comics Con. Então para compensar, e porque gosto bastante de Queens of the Stone Age, fui a este!

Chegámos cedo, fomos de carro (não o meu) e descobrimos que se podia entrar no acampamento à toa. Coisa que fizémos, pois outros amigos estavam acampados. Logo no acampamento, montes de passatempos e coisas inúteis. Passatempos era o que mais tinha, o festival. É algo que me irrita um pouco, porque eu quero é ir ver os concertos. E porque me parece que os festivais se começam a perder um bocado no mundo da publicidade e são mais acerca dos patrocinadores do que da música.

Mas enfim, uma volta dada e vimos que havia muitos sítios onde comer (que eu não aproveitei, pois nunca tive fome durante a noite toda), muitos sítios onde beber (mas apenas Super Bock), onde brincar e poucas casas de banho. Sobretudo ao pé do palco principal, não encontrei nenhuma próxima o suficiente para poder lá ir quando verdadeiramente precisei, mesmo antes do concerto que queria ver... Foi difícil, mas foi fixe à mesma. Mas antes disso ainda passámos nos outros palcos.

Primeiro vimos um par de músicas de Surveillance na tenta electrónica. Um som cru mas bastante interessante, gostaria de explorar mais esta banda mas não encontro. No site dá para comprar a EP em formato digital pelo preço que quisermos, acho que o vou fazer porque gostei mesmo dos sons. Era só um baixo e uma bateria, mas parecia bem complexo!

Depois seguimos para o palco secundário, onde vimos um bocado de Tara Perdida, Asterisco Cardinal Bomba Caveira e We Are Scientists.

O primeiro, apesar de ser um culto... Bem, eu acho que nunca tinha ouvido. Não apreciei por aí além, pareceu-me tudo muito igual a si próprio. E o vocalista estava a assustar-me, porque fazia caretas!

Os segundos, não percebi bem o que se passava com eles e também só encontrei para download a sua participação no Fnac Novos Talentos. Tenho de investigar melhor...

Finalmente, os cientistas, era um som bem interessante, mas também não vi com atenção redobrada porque estava cansada de estar de pé: pus a minha toalhinha freak no chão e foi assim que eu passei o concerto. Já estão aqui uns albunzitos para ver o que é que é como deve ser.

Seguimos para o palco principal. Ainda apanhamos um bocado de Gary Clark Jr., que me pareceu um pouco lamechas... Mas vamos admitir que o senhor canta muito bem, por isso também o vou explorar.

Público começa a apinhar-se, consigo um lugarzinho ao pé da grade dos técnicos. E começa!

Queens of the Stone Age!

E de repente aquele momento em que "epah, eu curto bué disto, mas não me lembro de música absolutamente nenhuma apesar de as ter estado a ouvir ontem para estar preparada!" Por isso no-singing-along-for-mi. Mas fartei-me de dançar. Adoro os sons dos Queens porque são pesados e sensíveis ao mesmo tempo. É o Metal com o Indie tudo misturado, mas misturado de uma maneira excelente!

Tiveram muitos momentos de jam, mas que não deixaram de funcionar, apesar de não terem algum objectivo. Desapontante não ter havido encore, quando estava toda a gente à espera de mais: foi curto.

Mas fixe!

Observem!


Terminei o concerto bem contente!

Depois à saída é que os senhores cops mandaram fazer um desvio brutal, quando nós só queríamos voltar para casa (fiquei na outra banda)... Isso também foi chato.

Ah, e ao menos este ano havia mais relva no recinto, consequentando menos pó pelo ar. Melhorias, yay!

19.7.13

O Evangelho do Enforcado

O Evangelho do Enforcado
David Soares
2010
Romance

Livro que veio na promoção da Saída de Emergência. Escolhi-o porque pensei que fosse sobre pintura e, mais ou menos, é. É sobre os Painéis de S. Vicente, mas com um twist.


Tudo começa com o nascimento de Nuno, o pintor. Ele nasce com espinhos, como um ouriço-cacheiro. À medida que cresce, descobre a paixão pela pintura mas, sobretudo, pelas coisas mortas. Até que um dia enfrenta a criatura de onde veio.

Assim temos um romance fantástico, um romance histórico e um policial, tudo ao mesmo tempo. Porque esta é a história de uma pintura e de um psicopata. A história está extremamente realista e bem concebida, devido a uma extensa pesquisa bibliográfica, muito cuidada também, de fazer inveja à maioria dos romancistas. O assunto torna-se muito interessante e dá realmente vontade de ler as referências bibliográficas seleccionadas todas. Mas não o farei, que não tenho orçamento para comprar cinco páginas de lista de livros. Talvez alguns, os sobre a peste.

O que mais me fascinou no livro foi a maneira como está escrito: parece mesmo que foi escrito no século XV! A linguagem é muito rica e muito apropriada, com utilização de um vocabulário muito extenso que está bem aplicado ao longo de toda a narrativa.

Os momentos fantásticos são aterradores, de fazer arrepios na espinha, mas o que mais gostei foi quando Nuno trabalha na pintura. A história paralela dos Infantes foi menos interessante para mim, talvez porque não conheço muito bem a história de Portugal (não tomei muita atenção nas aulas de história dessa parte, gosto mais da história a seguir a essa secção e da história do mundo em geral. Mas terei de pesquisar melhor, porque é indecente não saber a história do meu próprio país!)

Um livro que recomendo. Parabéns ao autor, passarei a segui-lo com atenção e irei com toda a certeza ler os seus outros livros!

15.7.13

Simoun

Simoun
Nishimura Junji - Studio Deen
Anime - 26 Episódios
2006
6 em 10

Demorei bastante tempo a ver este anime, o que me desregulou o esquema de visionamento de todos os outros, por causa do cosplay. E porque, por uma vez, quis ver o anime com atenção. Já há algum tempo que não apanhava um tão interessante. Estava com um certo receio pois o anime estava classificado como yuri, e eu sempre me mantive de pé-atrás com esse género. Mas, finalmente, decidi por de lado o meu preconceito, até porque é um preconceito que não faz qualquer tipo de sentido e é idiota. Valeu a pena.

Este anime passa-se num planeta com dois sóis que tem três países conhecidos. A narrativa passa-se em Simulacrum, uma teocracia que acredita em Tempus Spatium. Neste país existem sacerdotisas, sybillas, que conduzem os simouns, carruagens dos deuses. No entanto, o país entra em guerra com os países vizinhos e as sybillas vêem-se obrigadas a usar os seus simouns para fazer a guerra. Os simouns fazem desenhos no céu, que têm várias funções e alguns são altamente destrutivos.

A história acompanha a vida do Chorus Tempest, um grupo de doze sybillas. Pareceu-me que eram demasiadas personagens, sendo que algumas tinham muito pouco conteúdo e eram bastante desnecessárias. Existe uma história de amor que só se revela no final. Esperava que falassem mais sobre a guerra e suas causas, mas o anime preferiu focar-se nas aventuras e desventuras das meninas. Note-se que estas meninas não são realmente meninas, pelo que os frequentes beijos não farão assim tanta confusão a pessoas mais fóbicas: elas ainda não têm sexo definido. Em Simulacrum, as pessoas podem escolher o seu sexo aos dezassete anos, visitando uma fonte para esse efeito. Para mim a parte que mais me agradou foi precisamente o último episódio, que mostrou o que cada uma das personagens escolheu. Não é que as aventuras e desventuras sejam más, a verdade é que até são bastante interessantes. Mas como são muitas personagens é difícil manter o foco e por vezes perdi-me (sobretudo quando ainda não sabia o nome das raparigas todas)

O mundo está muito bem construído e, mais do que os dramas pessoais das moças, é isso o que torna este anime extremamente interessante.

A animação é inconsistente. Os designs estão bem concebidos, sobretudo para a maquinaria (que se baseia nos chamados "helical motors") mas esta é feita em CG. O CG integra-se bem na maior parte das vezes, mas cansa. Por outro lado, a animação das pessoas está um pouco descuidada em alguns momentos, o que corta o efeito de belo que poderia ter.

A banda sonora é muito completa e original, mas a sua aplicação é errónea e anti-climatiza imensos momentos, com uma ironia que não se aplica à história em causa.

Mas, no geral, um anime muito bom. O culminar da história (Aeru - A maior forma de amor) é uma maneira muito bonita de acabar. O universo é fantástico. Não lhe dei melhor nota por causa da animação e música, mas recomendo vivamente, sobretudo para quem  - como eu - se venha a iniciar neste universo do shoujo-ai.


A Oeste Nada de Novo

A Oeste Nada de Novo
Erich Maria Remarque
1929
Romance

Livro que li na viagem para o Central Comics Con e durante o próprio evento, enquanto esperava pelo concurso.

É um clássico intemporal, que comprei por acaso porque tinha um desconto (leve 3 pague 2 + 10%) no site da Saída de Emergência. Estava em falta, este clássico, por isso ainda bem que o li. Durante toda a leitura estava um pouco aborrecida, porque o livro só falava sobre a guerra.

E é essencialmente isso o livro. O narrador, Paul Bäumer, é um soldado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Ele fala sobre a vida nas trincheiras e há momentos em que filosofa um pouco sobre a vida e sobre a guerra.

As descrições são brutais e objectivas: os soldados deixam de ter sentimentos, são apenas máquinas programadas para fazer a guerra. É essa despersonificação do soldado que impressiona mais nesta narrativa. O livro está muito bem escrito e quase sentimos os horrores que eles vivem (que para eles não são horrores, mas apenas a vida tal como ela é), as dores e os cheiros. O que me impressionou mais foi quando um dos soldados foi tentar salvar um cão mensageiro e quando foram atacados por ratazanas nas trincheiras.

No final, não há bons nem maus. O livro não analisa quem é o verdadeiro vencedor da guerra nem as suas causas. Ele não fala do "inimigo". Diz sempre "aqueles" ou "os outros". Demonstra como a guerra é uma coisa verdadeiramente feia, apesar de a adorarmos nos jogos de computador ou quando são outros países a fazê-la, a ponto de toda a gente delirar quando aparecem pessoas a morrer em directo na têvê.

Impressionou-me de sobremaneira, apesar de não ter gostado por aí além. Mas não é preciso gostar-se para se recomendar.

Central Comics Con

Central Comics Con
Evento
E mais uma vez, seguimos para o Porto. Tenho ido muitas vezes, porque estou a fazer uma pós-graduação por lá (em Comportamento Animal), estou quase uma pró no Porto! Pelo menos já percebo melhor o metro (mas o nosso continua a ser mais melhor bom!) Foi bem divertido este ano, por isso vou contar-vos a aventura em todos os detalhes, mesmo aqueles que não interessam! =D

Tudo se inicia com uma viagem de comboio que parecia interminável. Vimos que a NERV está instalada em Pombal e partir desse momento passámos grande parte da viagem na carruagem-bar, comigo a olhar para tudo e a querer comer tudo. As árvores. As casas. Os arbustos. As nuvens. A Hota teve de me levar embora, ou teria começado a enlouquecer por querer comer todas as coisas. Isto até dá um bom poema!

Ficámos instaladas num hostel diferente desta vez, o Pilot Hostel (Hostel Piloto). Estava cheio de turistas e a moça da recepção ficou positivamente espantada quando lhe falámos em Português. O nosso quarto estava ocupado por coreanas, mas eram mais ou menos sossegadas. Tinha uma boa esplanada e um bom bar - apesar de um pouco inflaccionado - pequeno almoço bem servido e conterrâneos meus a fumar um chimarrão. Só não gostei das casas de banho, que eram muito poucas e estavam um bocado badalhocas e eram muito pequenas e eu preciso de muitas casas de banho, limpas e grandes. No entanto, era mesmo no centro, pelo que deu para ir a pé para todo o lado. Era mesmo ao pé da CedofuckingFeita, a rua que aparece e desaparece. Jantámos num restaurante Wok bastante bom, vegetariano (temos limitações alimentares)

Observemos então o primeiro dia.

Chegamos pouco passado das dez da manhã, desejosas de despejar o meu saco do Pingo Doce cheio de cosplay e a armação do saiote. É que as ruas eram íngremes e aquilo estava mesmo pesado! Mas lá chegadas dizem-nos que só abre às onze! Mas se no horário estava às dez... Depois percebemos que o que abria às dez era a exposição de comics. A zona comercial, ie. o evento, só às onze. Ainda assim o Hugo - organizador - fez-nos o favor de nos deixar pousar as coisas no backstage. Tinhamos planeado ver uma sessão de anime que ia dar na sala 2 (onde não estivemos em nenhum momento durante todo o evento, diga-se de passagem), mas acabámos por a perder porque o café é mais importante (muito mais). Demos uma volta às lojas sem muita atenção. Depois vimos com mais detalhe, por isso vou falar já delas.

Estavam muito fixes! Eram bastantes e variadas. Havia imensos comics muito baratos, e manga bastante barato também, malas e carteiras mesmo giras, uma revista de banda desenhada estranha, uma banca com artistas e coisas caseiras muito bonitas. O meu loot deste evento foi:

- A revista Cru - Revista Rasca e Vadia (para dar de souvenir ao meu bicharoco)
- O primeiro volume da novel de Spice and Wolf (e agora vou ter de a coleccionar, mas não pude resistir!)
- Um phone-strap com a Suiseseki de Rozen Maiden
- Um desenho de Utena

Pedi este desenho porque era o cosplay que eu estava a usar e a artista parecia gostar mesmo da personagem.

Depois de almoço - umas pizzas ao pé do rio - decidi por logo o meu cosplay, cheio de saiotes e coisos gerais. A Hota teve de me ajudar. Aliás, como minha ajudante ela teve desconto de 50% no bilhete! Eu entrei grátis! Viva! Viva! Fui na versão Princesa de Utena, de Revolutionary Girl Utena. Gostei muito de usar este cosplay, apesar de pouca gente me reconhecer. Uns senhores velhotes que eram fadistas disseram-me que eu estava bonita e fiquei mesmo feliz! Falarei mais deste cosplay no meu Cosplay Portfolio, a quem quiser saber. :) Mas aviso desde já que foi praticamente todo feito em uma semana, pelo que o resultado não foi muito brilhante.

Com o fato posto não tinha tanta mobilidade como queria, sobretudo por causa dos sapatos. Como não encontrei imagens de referência dos sapatos desta versão, usei umas Melissas rosa que combinavam. Ora, o problema das Melissas é que, sendo giríssimas, começam a matar o dedão do pé depois de 10 a 20 minutos de uso. Eu estive cerca de quatro horas calçada com eles e tenho uma bolha gigante a demonstrá-lo... E também estava a sofrer grandemente com o calor! Andei por ali a exibir-me que nem um pavão satânico, enquanto que a Hota guardava lugar no auditório para poder ficar numa boa posição para gravar os skits. Assim, não vi nada do que se passou. Estava tanto calor que decidi sentar-me no corredor, onde fazia uma corrente de ar, a ler o meu livro. Terminei o meu livro. Estava tudo meio atrasado (mas de duas horas e meia conseguiram passar para quarenta e cinco minutos, não foi assim tão mau!) e passado um bocado fui para o backstage, onde pude ouvir o João Loy. A conversa foi menos interessante e mais curta do que em Castelo Branco, no Enkai, mas foi porque estavamos com menos tempo e não deu para falar da vida. Além disso, a actriz da Navegante da Lua não pode ir, e estávamos a contar com ela para a interacção com o Vegeta, que havia de ser hilariante... Ainda assim é sempre bom.

Dando-me a fome, fui ao bar experimentar essa coisa fascinante que é a poptart. Comi uma de morango e aquilo é MESMO BOM. Diz que vendem no Liberty, em São Sebastião, vou lá comprar umas de chocolate para experimentar.

Finalmente começam a ordenar-nos no backstage. Começo ficando nerrrvosa. Insisto com o Hugo que quero ser eu a por os meus props no palco, porque se dessa forma a coisa correr mal a responsabilidade é minha. Mandei uma dica parva à moça que estava de coisa de World of Warcraft, mas é verdade ("pessoas desnudas são sempre de Warcraft"). Mas não era assim que eu queria dizer... Espero que ela não tenha levado a mal, sobretudo porque o fato estava mesmo fixe e eu pensava que ela ia ganhar.

Mas vamos ver e comentar, um por um, os

Sukitos do Eurocosplay

Éramos dez! Tantos! E éramos para ser onze, mas alguém desistiu... Mas ainda assim, tantos!

Twisted Fate - League of Legends
Movimentos pouco específicos, mas a primeira parte (a história das cartas) estava interessante. Depois demasiado tempo sem nada, com entrada no palco a seguir pouco espectacular por falta de luz. Ainda assim, boa ideia, segundo consta é exactamente isto o que o personagem faz. Para quê o cenário?

Gilbert - Pandora Hearts
Boa gravação, mas muito tempo parado com um resultado pouco expressivo. Anticlimático no final. Erro grave da organização por ter deixado o cenário antigo no palco, mas acontece sempre um problema em todos os concursos, é inevitável.

Utena - Revolutionary Girl Utena
Sou eu! Sou eu! Bem, acho que não me correu muito bem. O pessoal não estava claramente à espera que aparecesse fado no skit (mas apareceu, é A Naifa, recomendo que oiçam porque é um fado bem diferente) e também não perceberam bem onde acabava porque não bateram palminhas... Fiquei triste. Além do mais, fiquei presa na armação quando me levantei, o que nunca tinha acontecido nos ensaios (pelo menos nesta parte) o que deu um efeito muito pouco delicado. O skit era abstracto e simbólico e só quem viu a série é que poderá - eventualmente - perceber. Explica-lo-ei no Cosplay Portfolio porque é um MEGA-SPOILER (para quem não viu a série ou ainda não chegou a esta parte) Mas bem, não ficou assim tão mal e, segundo me disseram, o juri gostou bastante.

Harley Quinn - Batman Arkam City
Primeira parte bastante boa, movimentos seguros. Canção meio perdida. Esta moça ficou em Segundo Lugar! Por isso, parabéns!

Young Connor - Assasin's Creed
A ideia está boa, mas carece de ensaios porque os movimentos estão muito inseguros. Mas o fato estava muito giro e muito bem feito (eu vi bem de perto) e a Ema vai a Inglaterra representar-nos! Muitos parabéns! Fico mesmo feliz que tenhas sido tu a ganhar! =D

Auron - Final Fantasy X
Tenho muita pena, mas não constitui skit de cosplay Entretanto contaram-me o que é o skit na verdade, que não se vê no vídeo: ela está a lutar contra o cacto. Ah! E o vídeo foi mesmo feito por ela. Válido, então.


Shredder - Teenage Mutant Ninja Turtles
História bonita, final engraçado, o discurso podia ter mais movimentos para ser menos aborrecido.

Rogue - World of Warcraft
Engraçado e muito simples, mas não percebo quem é o João...

Megurine Luka - Vocaloid
 Primeira parte expressiva, cenário muito pouco eficiente (para a próxima umas cortinhas maiorzinhas?), depois correu mal o final, mas foi tudo na boa. Acho?

Behamut - Final Fantasy X
Muita escuridão, não deu para ver bem o fato nem os movimentos. Não percebi o que se passou por causa disto.

No geral, um bom concurso. Obrigada à Hota por ter posto os vídeos todos.

No final o juri veio falar connosco e deram-me críticas muito construtivas. Tomar cuidado com os acabamentos, sobretudo, e melhorar o saiote, coisas que irei fazer a tempo do próximo, se houver próximo. Como digo, isto foi feito tudo aos trambolhões, tenho de aprender de uma vez por todas a fazer as coisas com tempo. Mas isto já sou eu a mandar vir comigo própria, adiante!

Não assistimos à entrega dos prémios porque tínhamos uma festa de anos para ir, da Marta, amiga da Hota e sua colega do Japonês. Pessoas fixes, boa comida, muita bebida, mas estava tão cansada que não fui eu própria e não aguentei até ao final, obrigando a Hota a vir embora para dormir... :( Fiquei mesmo com muita pena, porque queria mesmo ir conhecer a noite do Porto mais um bocadinho, mas estava praticamente a cair para o lado.

No segundo dia, coisas arrumadas, chegamos outra vez por volta das dez e mais uma vez esperamos. No Domingo estava muito menos gente e muito menos cosplayers, mas por uma vez pudémos assistir às actividades. Vimos o Quizz Musical, do qual eu só sabia as músicas correspondentes à animação, apresentado pelo João Loy. Foi bastante cómico, porque o senhor tem muita graça. Falando nele, foi muito bom porque o nosso colega cosplayer, que tinha perdido a sessão de autógrafos por causa do Eurcosplay, conseguiu no café um autógrafo! No manga de Dragon Ball! Que nice! Também almoçámos nesse café, um pouco mais caro mas muito agradável.

Participámos num passatempo para ganhar bilhetes para a ante-estreia do Wolverine, em que assistimos aos trailers e depois perguntaram "quem é de Lisboa? São 9? Todos ganham bilhetes!". Weee! Os do Porto tiveram de ir buscar copos. Já sei com quem vou ver o filme, hihihi.

Estávamos a entregar os nossos mails (espero que tenham percebido o meu...) quando descobrimos que o Nuno Markl afinal não vem... Fiquei mesmo chateada, porque queria mesmo vê-lo, estive o tempo todo a dizer "má onda má onda". Mas afinal ele não foi por motivos familiares e enviou um vídeo a compensar. Mas não vimos. Quando soubémos que também o concurso de cosplay de grupos iria ser cancelado (não sei se foi ou não) por falta de concorrentes, decidimos ir embora. Ainda estive à conversa com uma lolita, simpática e bem vestida (*inserir comentário mordaz sobre todas as outras*)

Na estação dos comboios encontrámos uma amiga que está a estudar música antiga no Porto e ainda fomos tomar um café.

E assim foi. Houve bastantes melhorias em relação ao Portusaki, sobretudo porque não houve muitos momentos mortos. Estavam sempre a haver passatempos para preencher o tempo e os atrasos não foram assim tão graves, apesar de terem havido. Mas explicaram-nos no primeiro dia que tinha havido uma glow party no Hard Club, ao lado de uma punk party, e que o punk e o glow se misturaram e viraram punlow e estava tudo cagado e tiveram de limpar. Logo, a culpa não foi da organização.

Gostei e é para repetir!

Ficam as fotos dos dois dias, espero que gostem (a minha câmara morreu a meio de Domingo, por isso a Hota tem as que não consegui tirar e que queria...)

 Oooh, é pikinina!



 Fantástico, encontrei o pessoal do Animania por puro acaso! A mascote está muita fofinha!


 Ó eu aqui!





Há algumas de coisas da cidade, não se esqueçam que sou turista!

12.7.13

European Cosplay Gathering (2013)

European Cosplay Gathering
Comentários (às performances)

Se já fiz isto no ano passado, porque não este ano também? Relembremos: o ECG (electrocardiograma) é uma competição de cosplay a nível Europeu, com a final na Japan Expo em Paris, que premeia três grupos e três solos, baseados na qualidade dos fatos e dos sukitos. Hoje, como habitualmente, comentarei a qualidade dos sukitos.

Falando nisso, tenho saudadinhas de comentar assim um concurso grande de sukitos. Como não consegui os vídeos da Anicomics ficou esse para trás, o que me atrofia solenemente. Mas não se pode fazer nada.

Começo por anunciar os vencedores:

Solo
1º - Polónia
2º - Reino Unido
3º - Suiça

Grupo
1º - França
2º - Reino Unido
3º - Dinamarca

E agora vamos ver o espectáculo completo. Ansiosa por ver os Portugueses, porque baseados nas suas performances nos preliminares tinham grandes oportunidades.

Holanda - Grupo
Guild Wars 2
O prop está muito interessante, mas há uma falta de ritmo e intensidade nos movimentos. Não se percebe o que representam as fitas (primeiro pensei que fosse sangue?), talvez quem tenha jogado o jogo perceba melhor. Também não se compreende bem a relação entre as personagens. 

França - Solo
Soul Calibur IV
 Intenso ao início, mas pouco emocionante devido à falta de conteúdo.

Alemanha - Grupo
Code Geass
 Terrível. Contar a história do anime exactamente como no anime aborrece-me um pouco, mas é válido. Neste caso, não correu bem. Tudo cai, perucas incluídas (acidentes acontecem, mas terrível) e a coreografia estava muito flácida e demasiado longa.

Itália - Solo
Lady Oscar
Vamos ver, vamos ver, o que fizeram do meu anime preferido e do meu cosplay de sonho? Bem, achei de muito bom tom fazer o skit em Francês. Foi interessante a mudança de roupa, precisamente porque é isso o que caracteriza a personagem. E aparentemente o pessoal divertiu-se todo. Bom skit.

Suiça - Grupo
Soul Calibur IV
Coreografia excelente. Raro ver uma tão boa.

Espanha - Solo
Carmilla Atlantica Online
Não captei. Cantem a música do meu povo, mas é uma guitarra gigante? Nota para a própria: quando fizer um fato com armadura garantir que me consigo mexer lá dentro.

Portugal - Grupo
Aion Tower Eternity
Olá Paula! Olá Leandro! Portugali! Portugali! Pois bem, a história está engraçada e simples, mas se calhar está simples demais. A primeira parte está firme, mas a partir do momento da luta perde-se um bocado. Mas fatos fixes.

Polónia - Solo
Brunehilde Walkyrie
Bons props de palco, mas de resto não achei nada de especial. Os movimentos são específicos, mas qual o objectivo? Não percebo o prémio.

Dinamarca - Grupo
Once Upon a Time
Personagens muito, muito expressivos, fascinante. Luta coreografada de forma bela e efeito especial simples mais bem eficiente. Prémio merecido.

Reino Unido - Solo
Soul Reaver
Prop de palco inútil. Movimentos inespecíficos. Será que todas as apresentações de solo têm de consistir em pegar numa arma e rodopiar com ela? Recuso-me. Não compreendo o prémio.

Bélgica - Grupo
Lineage 2
Interessante, mas pouco expressivo. O skit morre quando a rapariga é enjaulada por falta de expressão dela.

Holanda - Solo
Hierarch Severius Warmachine
O audio está muito bom, mas fazer um discurso com máscara é difícil e requer uma certa dose de estudo.

França - Grupo
Monster Hunter 4
Terão voltado a funcionar os vídeos? :o
Muitos props interessantes, mas o problema é que se tapam todos uns aos outros. Se não fossem os props o skit não teria qualquer tipo de virtude e, com isto, não compreendo o prémio (ainda por cima o primeiro!) Talvez seja grande parte devido aos fatos, que estão realmente muito engraçados.

Alemanha - Solo
Tsubasa Reservoir Chronicles 
Bom texto, muito expressivo, mas aquele sotaque. Podia ter aproveitado melhor o palco, para quê prop?

Itália - Grupo
Alice Madness Returns
Cenário muito bem utilizado, história interessante e bem explicativa (até deu vontade de jogar o jogo. Isto é um jogo, certo?), boa expressão no final. Bom skit.

Suiça - Solo
Yukimura Sanada Samurai
Retiro o que disse: rodopiar com armas constitui skit de cosplay quando a coreografia é boa. Prémio merecido.

Espanha - Grupo
Tangled
Nunca vi o filme, mas pelo que conheço está aqui a história toda em dois minutos e meio. Nice. Ele está muito expressivo, e acho que (pelo que vi do personagem sem ter visto o filme) corresponde à personalidade.

Portugal - Solo
Tsubasa Reservoir Chronicles
Portugali! Portugali! Muito expressivo, mas mais uma vez não capto a história.

Polónia - Grupo
Berserk
História correspondente ao anime, mas Griffith muito molezinho.

Dinamarca - Solo
Cantarella
E lá estão os vídeos sem funcionar outra vez...
Percebe-se bem a história. No entanto, arrancar roupas não constitui skit de cosplay.

Reino Unido - Grupo
Senhor dos Anéis
Pois...
Frodo a fazer grande papel, luta pouco interessante. Spoiler. Não percebo o prémio.

Bélgica - Solo
Guild Wars
Estarão a voltar, mesmo no fim?
Boa coreografia, mas passou demasiado tempo atrás (dentro?) do prop cénico.


E terminou. Achei alguns prémios justos. Outros nem por isso. Mas no geral, um grande espectáculo! Espero um dia poder vê-lo ao vivo!

Demorei mais tempo do que o esperado a escrever esta missiva porque eu própria estive a terminar o meu cosplay. Ainda falta um bocado (pequenino) que farei agora mesmo. E depois... Ala para o Porto! Desejem-me sorte! Ah e uma coisa: eu digo sempre "não constitui skit de cosplay" e vou fazer exactamente a mesma coisa... Não tive tempo para ensaiar. Enfim, seja o que Gackt quiser.


11.7.13

Kaoru Mori: Anything and Something

Kaoru Mori: Anything and Something
Kaoru Mori
Manga - 11 Capítulos/1 Volume
2012
6 em 10

O outro livro que a Hota me emprestou. Este volume é uma colectânea de histórias curtas e ilustrações de Kaoru Mori, autora de Emma - um anime de que gostei muito.

Quando digo "histórias curtas" quero dizer "histórias mesmo curtas". Algumas são quase uma descrição rápida de uma imagem, uma sequência.

As minhas preferidas foram:

Baggy-chan - Uma rapariga entra na escola e tem um uniforme demasiado grande. Com isso, torna-se única.
The Swimsuit bought long ago - Uma mulher experimenta um fato-de-banho que só usou uma vez e lembra-se como gostava dele e como gostava de o usar outra vez.
Maudlin Baker - Um rapaz quer ser tratado como adulto pela sua criada.

Existem dois temas recorrentes: criadas e óculos. Não sei qual o fascínio da autora, mas já em Emma se tinha visto a combinação dos dois.

Depois das histórias curtas existem uma série de ilustrações, que só vêm provar que a autora desenha mesmo muito bem. Ela parece apreciar a forma feminina, nomeadamente a parte traseira, mas as suas ilustrações não contêm erotismo implícito (o que é, de certa forma, algo estranho, pois parece que os rabos estão ali simplesmente por estar) Também existem uma série de strips a explicar coisas da vida da autora, seis páginas exaustivas sobre corpetes (mataram-me, detestei) e muitas divagações sobre Emma e o anime. Como apreciadora do anime, gostei bastante desta parte.

Apenas acho que a autora se devia coibir de escrever coisas cómicas, porque com este estilo não funcionam muito bem.

10.7.13

Carta de Uma Desconhecida

Carta de Uma Desconhecida
Stefan Zweig
1922
Romance

Um livro minúsculo (63 páginas) que nem por isso se lê muito depressa. Um escritor recebe uma carta de uma mulher que não conhece, mas que o amou e, assim, recebe memórias de momentos da sua vida.

A história seria trágica se não fosse motivada por um amor tão infantil. Esta mulher ama o homem em questão desde pequena, mas não evoluiu no seu amor, que continuou tão acriançado como no tempo em que o viu pela primeira vez, aos treze anos.

Acaba por ter um filho dele, mas nem por isso cresce o seu amor e atinge algum nível de maturidade. O facto de ela não se revelar nunca, excepto no momento da carta, demonstra uma imaturidade desconcertante. Tudo teria sido tão mais simples se logo ao primeiro encontro ela tivesse tido o discernimento de se revelar. É certo que o homem é incapaz de amar e ser amado, mas acho que isso lhe teria tirado desde logo um peso do peito e, se calhar, poderia ter avançado com a sua vida e sido alguém.

A personagem não tem qualquer tipo de personalidade sem ser o seu amor profundo (é isso algum tipo de personalidade?) e o homem que ama é muito mais interessante que ela. Apesar de ela dizer que o conhece muito bem, a verdade é que ela não sabe nada sobre ele. Porque, é claro, nunca o conheceu. Apenas o viu. Ah, e dormiu com ele.

O livro é bom, mas não como história de amor trágica. Sim como história de amor doentia.

8.7.13

Departures

Departures
Youjirou Takiro
Filme
2008
9 em 10

Uma obra de arte. O assunto da morte sempre me cativou, mas neste filme atinge o belo.

Um violoncelista desempregado acolhe no seu coração um novo emprego: tratar dos mortos para os funerais. Isto é uma tradição, metódica e exacta: limpar, vestir, maquilhar, pentear. Neste filme isto é feito com tal delicadeza e carinho que os mortos ganham uma vida, uma vida para além da morte.

Com este novo emprego, o nosso amigo descobre muitas pessoas e muitas maneiras de viver e acaba ele próprio por encontrar uma nova maneira de viver. Ele tem um dilema com um pai ausente, que se vem a resolver precisamente através deste emprego tão diferente.

É comovente em todos os momentos, pois não mostra a morte como algo horrível mas apenas como algo que acontece. O que vemos não é a tragédia, mas o amor que as pessoas sentem pelos seus entes queridos, todas as pessoas diferentes, todas as famílias diferentes, mas todas reunidas para se despedirem de alguém. O trabalho destas pessoas é tornar essa despedida mais bela.

Depois, o dono da agência funerária é um velhote cheio de carisma, um personagem inesquecível pela sua atitude de quem está sempre na boa apesar de ver mortos todos os dias.

A banda sonora, cheia de violoncelo (claro) é muito bonita e adiciona muita emoção às situações. Também o fazem as paisagens e longas cenas de cisnes a voar.

É um filme muito pacífico, muito bonito, que enfrenta um assunto difícil gentilmente e com uma delicadeza profunda. Não posso deixar de o recomendar.

 

Drive

Drive
Nicholas Winding Refn
2011
Filme
6 em 10

Tinha este filme na minha colecção de não vistos, que são filmes que tenho estado a sacar de uma lista de 100 recomendados que apanhei um dia na net. Pensei que para começar a ver filmes tinha de começar por algum lado e assim veio a ideia da lista. Também tenho alguns filmes que me vão recomendando e ainda são muito poucos.

Até agora têm sido todos filmes muito bons, mas este não corresponde aos outros que tenho visto. Isto é sobre um gajo que é duplo no cinema com cenas de carros, e é mecânico, e faz corridas de automóveis para a máfia (?) e é condutor (Driver) de assaltantes. Um dia uma cena corre mal e a gaja de quem ele gosta fica em risco. Então o que é que ele faz? Mata toda a gente envolvida. Qual a relação entre curtir de carros e matar pessoas fica por explicar.

Enfim, a história não é muito interessante. No entanto a maneira como está executada, em termos de ângulos e fotografia, é bastante artística (mas sem abusar) e, assim, o filme torna-se mais intenso. Grande nota também para a música, músicas dos tempos de agora que soam a retro. A banda sonora é a melhor parte.

Tanto que já a estou a sacar.

Léon, o Profissional

Léon, o Profissional
Luc Besson
Filme
1994
8 em 10

Uma jovem precoce e mal ajustada dentro da sua família pede auxílio a um vizinho depois de matarem toda a sua família a mando de um polícia corrupto e meio psicopata. Acontece que esse vizinho, Léon, é um assassino a soldo, um "cleaner". Então Mathilda, a jovem, convence-o a ensiná-la a matar profissionalmente, de forma a poder vingar o seu irmão mais novo.

É um filme tocante, apesar de violento. Os dois personagens têm uma grande sensibilidade, transmitida pelo trabalho dos actores, acabando por estabelecer uma relação muito estranha mas cheia de amor. Mathilda está constantemente a assediar Léon, num efeito tanto perturbador como cómico. E depois há uma planta, que é muito importante.

O vilão desta história também está interpretado de forma magnífica, passando para este lado um desconforto permanente e o medo da imprevisibilidade das suas acções.

O final é muito simples e demonstra a evolução das personagens, tendo cada um ficado com um pedacinho do outro. O culminar de tudo é muito triste e muito bonito.

Era um filme do qual não esperava nada, pelo título. Foi uma surpresa muito agradável e recomendo.

Chaparral Band

Chaparral Band
Festa na Aldeia (Claramente)
Pois que fui em retiro espiritual para a minha casa assombrada, com os planos de escrever uns contos e fazer uma espada para o meu novo cosplay. Acabei (acabámos?) por não fazer nada disso, mas em compensação vimos dois magníficos concertos nas festas em homenagem à Nossa Senhora da Penha da terrinha mais charmosa de Portugal: Moçarria.

Esta banda, a Chaparral Band, cantava um misto de covers e originais de um azeite virgem do melhor qualificado que anda por aí. Uma intensa animação que fazia o azeite que tenho a correr nas minhas veias fervilhar de emoção. Tão purificado ficou que depois cortei os pulsos para temperar a salada.

Com uma fascinante versatilidade, cantaram da kizomba ao funaná, passando pela Anca do Senhorio (ou Dança do Amor, eu é que vejo mal ao longe) , sem esquecer os sucessos zucas e as mais belas baladas. Toda a gente a dançar, mas talvez isso tenha sido devido a terem gasto cinquenta e cinco barris de cerveja logo na primeira noite das festas.

O que mais me impressionou foi o misto de espectáculo de ilusionismo que nos mostraram: os artistas (bons artistas) mudavam de roupa num ápice, aparecendo com outfits quase artísticos. E quantas pessoas tinha a banda? Continuo sem saber. Pois apareciam e desapareciam de música para música, sem se deixar apanhar. O único membro constante, e claramente o pilar da banda, era o guitarrista do metal, que se mantinha indiferente à magia que acontecia à sua volta e continuava a tocar com a devida concentração, provavelmente imaginando "estes acordes são quase os daquela música de Megadeth"

No dia seguinte apareceu uma banda com ainda maior produção: segundo o vice-presidente da junta, o Vitó, tinham o maior palco do país. Bem, eu não o quis desapontar, mas conheço pelo menos três palcos maiores. Esta banda passou por êxitos mais comerciais, ao contrário da Chaparral Band que nos apresentou uma variedade mais indie da música pimba. Alguns dos êxitos destes Hi 5 8 Low Energy Band - ou qualquer coisa do género - foram "É o Bicho", "Uma Casa Portuguesa", "Gangnam Style" entre outros que eu, na minha ignorância, não reconheci.

De resto, tínhamos vinho barato, o meu pai apareceu para jantar e era uma meia dose de grelhada mista bem servida, ganhei uma garrafa de coca-cola vintage numa rifa e assim por diante. Acho que vou passar a frequentar estas festas, pois apesar de serem no campo da bola têm um certo glamour pastoral. Não, não, estou mesmo a falar a sério.

Mas, na realidade, este mocho verde que é um vaso era o prémio que eu queria mesmo, mesmo ganhar na rifa.

Já agora, vejam a cena que nos atacou e que matámos à chinelada:

Alien? Fada? ... Kafka?

Ah, e vejam também o meu cão vintage:

O nome dele é Infeliz