25.7.13

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain

Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2013
8 em 10

Quando falamos de regressos de séries ou filmes, há sempre um certo medo inerente. "Será que vão estragar?" "Será que vai ser bom?" Eu confesso que tinha esse medo. Quando vi os novos designs das personagens, com mais medo fiquei. Isto é, faz todo o sentido que Makoto Kusanagi tenha um design diferente, pois como sabemos (pelas outras instâncias de GitS), ela muda de corpo como quem muda de camisa, mas mesmo assim este design jovial não me agradava profundamente.

Veio a revelar este primeiro filme da série "Arise" que tudo faz sentido.

Tudo se passa antes da fundação da Section 9, era Kusanagi ainda uma menina no exército. São introduzidos outros personagens da Secção, mas não como pertencentes a ela: eles fazem parte de outras equipas e reúnem-se por força das circunstâncias. Essas circunstâncias são uma história muito bem contada, dentro do universo de GitS, um mistério cibernético com uma tonalidade surreal, envolvendo memórias e o dilema do "ghost" ao qual já nos tínhamos habituado, considerando que vimos todo o material anterior (coisa que recomendo) antes de pegar na prequela.

O que mais gostei foi a caracterização da Major, pois tendo-a em conta e tendo em conta o que sabemos do que vimos anteriormente, nota-se uma caracterização profunda e uma evolução espantosa. Espero que nos próximos filmes de Arise fiquemos a saber mais como esta "menina", inexperiente e quase com uma aura de inocência e candura, passou para a Major profissional e sem escrúpulos que todos conhecemos e amamos. Também gosto deste novo design porque com ele já posso fazer cosplay de uma das minhas personagens preferidas, pois se adequa mais ao meu corpo (o design original não se adequa de todo, demasiado alta, demasiado musculada, demasiado dotada, demasiado para mim...)

A animação está perfeitamente exemplar, com o CG muito bem integrado e cenas de luta que roçam o espectacular. As coreografias das lutas estão muito interessantes e tornam-nas agradáveis de ver, sendo que é muitas vezes difícil perceber quem vai sair vencedor, dado que as forças estão quase sempre muito equilibradas.

A música é adequada e bastante variada, mas gostei sobretudo da aura dada pela OP e pela ED (se é que num filme temos OP e ED), que é calma e abstracta, numa tonalidade tecnológica muito apropriada ao tema que estamos a tratar.

Recomendo e fico ansiosa à espera do próximo filme!

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