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27.7.16

Zatoichi

Zatoichi
Takeshi Kitano
Filme
2003
6 em 10

Sábado, dia para trabalhar e, posteriormente, ver um filme do Takeshi :) Este filme é uma nova versão, modernizada, de uma figura lendária do universo da ficção japonesa: Zatoichi, o samurai cego.

No entanto, este filme mostra-nos o personagem numa perspectiva um pouco diferente: porque a versão de Zatoichi de Takeshi Kitano é mais um (apenas mais um?) filme de yakuza, disfarçado de filme de época. Todos os elementos estão presentes, a família vingativa, a família que deve ser protegida, as lutas entre gangs, os maus tratos às pessoas. Mas, como tudo se passa numa época passada, não há armas de fogo presentes (digamos...): é tudo à base da espada.

Tendo isto em conta, o efeito do filme acaba por ser mais cómico do que outra coisa. Os personagens estão plenos de gags que, em conjugação com a narrativa, retiram qualquer potencial de seriedade ao filme. No entanto, o objectivo de Takeshi parece ser precisamente esse: pegar no personagem mais sério da cultura popular japonesa, um mito literário intocável, e desconstruir a sua história para uma realidade actual com a qual nos podemos identificar.

Ajuda a caracterizar tudo isto, um guarda roupa que busca exactidão histórica na forma, mas que a ignora na utilização, padrões e cores: apesar de todos usarem trajes típicos, a forma como estão usados é reminiscente da moda yakuza vigente no final dos anos 90.

Apesar disto, a forma como os arcos narrativos dos personagens se interligam na ligação com Zatoichi, acabam por tornar o filme numa viagem muito interessante. A interpretação de Takeshi é única: para um actor que se caracteriza pelo uso do olhar, o facto de ter sempre os olhos fechados acaba por não ser uma limitação: antes, uma libertação do modelo.

Assim, é um filme interessante em certos aspectos, mas que não consegue desviar-se muito do lugar comum. Guardemos Takeshi para outras ocasiões.


4.1.16

Sonatine

Sonatine
Takeshi Kitano
Filme
1993
7 em 10

Começa agora a enchente de comentários sobre todas as coisas que foram observadas durante as festividades de Ano Novo. Estas, foram passadas em companhia do Mr. Brown, aquele Oficial da Earth Federation a quem eu fiz mal na MCM Expo. Mas bem, confesso que não poderei falar de tudo o que vi, porque não me lembro de algumas coisas... Foi por causa dos chocolates licorosos, creio eu.

Mas falemos de Sonatine. Depois de Hanabi tinha ficado bastante curiosa com o cinema de Takeshi Kitano, pelo que fiquei bastante feliz quando o Qui se apresentou com este filme no seu disco rígido. É um verdadeiro filme da Yakuza, a máfia do Japão, mas com uma atenção ao detalhe emocional invejável. Murakawa, um yakuza antigo e respeitado no seu meio, é enviado para Okinawa para resolver uma escaramuça entre gangs rivais. Lá, conhece um grupo de pessoas e, por força das circunstâncias, acaba isolado numa praia sem acessos.

Se por um lado a história aparenta ser muito simples, há nela muito mais do que um pequeno conto sobre a máfia. É uma análise soberba e comovente da emoção humana e daquilo que leva as pessoas a fazerem coisas que, em princípio, não seriam moralmente aceites. O personagem de Takeshi tem uma evolução curiosa: ele não cresce em direcção à conclusão, antes regride. O isolamento a que o grupo é obrigado leva-os a entreter-se com jogos diversos, brincadeiras de criança, em que o personagem é revelado como pessoa involuntariamente sádica, uma pessoa condenada à violência mesmo que esteja fora do contexto. A sua infantilização acaba com a cena final, em que há o abandono completo de si próprio e do mundo, a única solução possível para um sofrimento que poderia ter sido evitado se a escolha inicial (aquela que não vemos no filme) tivesse sido diferente.

A violência é rápida e eficiente, fria, sem chocar ou emocionar. Emocionam, sim, as imagens paisagísticas de praias e falésias, o retrato da solidão. Mas o que me impressionou, sobretudo, foi a forma de actuar de Takeshi Kitano: um génio. Dizem que tem pouca expressão, mas quem precisa de expressão quando consegue transmitir todo o tipo de sentimento apenas com o olhar?

Agora sinto-me pronta para ver ainda mais filmes deste autor!

3.12.15

Battle Royale

Battle Royale
Kinji Fukasaku
2000
Filme
6 em 10

Assistimos a este filme no passado Sábado. Inspirado numa Light Novel com o mesmo nome, é um filme muito animesco que me deixou entusiasmada por essa razão. Apesar de ter muitas mortes e sangue, não me assutou nem perturbou (o que é costume neste tipo de filme) porque está feito de uma forma que me é muito familiar: uma forma pop.

Uma turma de 40 estudantes é levada para jogar o "Battle Royale": deixados numa ilha, cada um com uma arma, têm de se matar uns aos outros até sobrar apenas um. Acompanhamos momentos da vida, com recuso a flashbacks, e as mortes de quase todos os estudantes, cada uma com as suas características e com o interregno das variadas armas que são apresentadas. Curiosamente, todos eles sabem usar as armas perfeitamente, o que me deixou um pouco duvidosa. Apesar de, logo ao início, se estabelecer que todos pertencem a uma espécie de gang, a sua destreza com o armamento pareceu-me um pouco improvável.

Numa espécie de interpretação de um "Deus das Moscas" modernizado, podemos ver os estudantes a regredir na sua humanidade até se tornarem simples máquinas que destroem sob o jugo de uma pressuposta sobrevivência. As lutas estão muito bem conseguidas e mantêm o visionante sempre concentrado, à espera da próxima morte. Existem cenas muito bonitas, com recurso a cenários naturais muito belos, mas o foco essencial é dado à forma como cada um se despede da vida, com mais ou menos violência.

No entanto, a narrativa acaba por se tornar confusa. Como numa novela, todos os personagens estão relacionados uns com os outros, amizades, amores, coisas de adolescentes. Assim, formam-se grandes poliedros amorosos que levam a vinganças e alianças, mas que - devido à falta de caracterização dos personagens - acabam por se tornar numa grande amálgama e é difícil seguir as relações entre eles.

Achei também curioso um aspecto nos actores: pela primeira vez reparei como nos filmes japoneses parece haver uma imensa influência da biomecânica teatral. Talvez seja por isso que os filmes nipónicos e as suas telenovelas nos parecem tão exageradas e fora do contexto. Com este elemento em conta, talvez experimente ver uma dessas novelas (vocês chamam-lhes doramas, pois...) e talvez... Até a aprecie. :)

De resto, um filme cheio de acção que se acompanha bem com uma jola.

Nota: fiquei com vontade de ler a novel e ver o anime, diga-se de passagem

14.7.15

Hanabi

Hanabi
Takeshi Kitano
Filme
1997
7 em 10

Há muito que o Qui me tentava explicar quem era o Takeshi Kitano e o que era o programa "Takeshi's Castle". Bem, eu não vejo televisão e não fazia ideia. Então, fiquei sabendo que Takeshi Kitano (ou só Takeshi) é um actor de filmes hard-boiled, sobre a máfia, gangsters e bandidos, também fazendo ele sempre papel de bandido. Para o confirmar, mostrou-me este filme, escrito e realizado também por ele, que se relevou uma bonita obra.

"Hanabi" significa "fogo de artifício", o que tem ligação com uma das cenas mais intensas de toda a narrativa. Esta fala de um polícia corrupto que deve uma série de dinheiro aos yakuza. Enquanto isso, a sua mulher aproxima-se do fim de vida com um linfoma no corpo. E a sua filha morreu. Numa mistura de memórias com o presente, este personagem procura afastar a máfia do seu caminho para poder viver uns últimos momentos de felicidade com aquela que ama. Numa outra perspectiva, um polícia seu amigo sofreu um acidente de trabalho e está preso a uma cadeira de rodas, dedicando-se à pintura e procurando uma nova maneira de viver. As duas histórias interligam-se de forma emocional, enquanto uma vida se aproxima do fim e outra procura recomeçar.

Os estados de espírito são ilustrados pelos desenhos que nascem das mãos do tal amigo (na realidade pintados por um amigo do realizador). Desenhos estranhos, cheios de animalária surreal, que simbolizam muito mais do que aparentam e têm um efeito quase alucinogénico no espectador. Por outro lado, senti que as cenas de memórias são um pouco confusas, sendo difícil de distinguir o que se está a passar na realidade do que se passou anteriormente.

A música é bela e coaduna-se com as cenas, que têm um efeito pictórico, como se observássemos fotografias em movimento em vez de uma série de fotogramas. A utilização da luz é fascinante e muitos destes "quadros" transmitem uma sensação de calma profunda e também de uma tristeza inabalável.

Mas o que mais me impressionou foi sem dúvida a interpretação do actor, Takeshi Kitano. Segundo consta, ele tem "sempre a mesma cara". E é verdade. Tem sempre a mesma cara. Mas, na sua condição singular, é um actor extremamente expressivo, transmitindo os sentimentos com subtileza e exactidão, sem necessitar quase de dizer qualquer palavra. Achei um trabalho de actor impressionante.

Por isso, está aprovado o Takeshi do Takeshi's Castle. Talvez hoje em dia seja mais uma personagem cómica do imaginário televisivo do Japão, mas neste filme fez um trabalho extraordinário.

31.5.15

Still the Water

Still the Water
Naomi Kawase
2015
Filme
6 em 10

Para variar um pouco, vimos um filme Japonês escolhido pela selecção de Cannes deste ano.

Numa ilha tropical Japonesa, passam-se coisas da vida normal. Há vida, há morte, há amor, há dúvidas, há depressão. Num equivalente ao fatia de vida do anime, assistimos ao desenrolar da relação entre dois adolescentes, numa ilha isolada onde os mitos e ritos da natureza ainda estão bem vivos.

O filme é emocional e tem um conjunto de cenas que, individualmente, carregam em si uma grande beleza. Podemos ver, então, a morte e o renascimento, assistindo a rituais que representam precisamente o facto destes momentos serem perfeitamente naturais. No entanto, o desenvolvimento da história acaba por parecer incompleto (afinal, quem é o homem morto) e a evolução da relação adolescente é pouco satisfatória, considerando aquilo que viemos a assistir durante todo o filme.

Com um excelente trabalho de fotografia, podemos ver vários cenários naturais desta ilha, com o mar - mais ou menos revoltado - sempre presente. Existem cenas que, aliadas a uma maravilhosa banda sonora, são extremamente belas e comoventes. Falando desta, é curiosa a utilização de músicas tradicionais e cantos simbólicos, que trazem bastante intensidade a alguns momentos.

Não gostei muito da violência impressa nas representações da morte: as cabras, a árvore, espero sinceramente que não tenham tirado vida a estas criaturas para simplesmente as por a aparecer num filme. Sobretudo a árvore.

Foi um filme agradável e bonito, mas que me recordou constantemente animes do género, quer pela narrativa quer pela qualidade do diálogo. Não diria que esta história, com estas frases, funcionasse bem em anime, mas a verdade é que me recordou bastante esse tipo de media.

4.1.15

Why Don't You Play in Hell?

Why Don't You Play in Hell?
Shion Sono
Filme
2013
5 em 10

Filme nocturno. Depois deste só vimos uns episódios soltos de anime, portanto é o último. Feliz Ano Novo! :)

Filme Japonês de maior sucesso no seu ano e na sua terra. Percebe-se porquê, mas a minha opinião geral é um non. Ie.

Temos várias histórias, que se cruzam entretanto. Um grupo de jovens procura fazer o filme mais genial de sempre. Uma senhora yakuza mata uma série de gente. Uma miúda faz um anúncio para uma pasta de dentes. No final, todos se reunem para fazer um filme que será uma obra de arte: o lançamento no grande ecrã da miúda da pasta de dentes, que agora é crescida e muito agressiva, os jovens terão o seu filme de génio e o grupo de yakuzas poderá invadir o grupo rival e matá-los a todos em frente às câmeras.

Até à parte final do filme, posso garantir que existem momentos absolutamente hilariantes. Sobretudo protagonizados pelo chefe yakuza rival, que em termos de trabalho de actor fez um excelente papel (especialmente nas expressões, que me fizeram rir histericamente) e pelo chefe da pandilha dos filmes, que é completamente obcecado pela ideia do filme de autor a ponto nada conseguir fazer.

Agora, toda a sequência final, a da invasão e subsequente filme, pareceu-me de um exagero demasiado. Soltaram a franga e ela foi por aí toda louca, mas este momento de psicose não me pareceu tão engraçado como o resto do filme. Para mais, o conjunto de efeitos utilizados não é nada realista dentro do contexto, o que teria contribuído para uma sequência de, pelo menos, melhor qualidadde. 

O filme poderá servir como uma estranha homenagem ao mundo do cinema e à paixão pelos filmes, mas autodestrói-se em termos cómicos quando se propõe a mudar a personalidade de todos os personagens para se obter uma cena altamente chocante no final.

9.12.14

Norwegian Wood

Norwegian Wood
Tran Anh Hung
Filme
2010
6 em 10

Neste fim de semana que passou não vimos double session. Em vez disso juntei-me ao Qui para (re)ver a segunda season de Space Dandy. Leiam sobre ela aqui! Quando terminámos já só deu para um filme, que foi este, Norwegian Wood.

Sobre este filme tinha uma expectativa muito baixa. Na verdade, já tinha ouvido falar dele, numa aula de Japonês. A minha Sensei não tinha gostado muito do filme e, por isso, tinha uma ideia completamente diferente dele. Afinal não foi assim tão mau, mas também não foi nada fora do vulgar, apesar de ter alguns aspectos interessantes.

Inspirado no livro de Haruki Murakami (que ainda não li), conta a história de um jovem nos anos sessenta que perde o seu melhor amigo, que se suicida. Passados alguns anos, reencontra a amiga/namorada desse amigo e formam uma relação algo estranha. Depois a amiga passa-se, vai para a casa dos malucos no meio da floresta e ele acaba por formar outras relações com outras pessoas, nomeadamente uma rapariga de mente estranhamente poluída que se apaixona por ele.

em termos de relações entre personagens e trabalho de actor, não me pareceu mal. Talvez a loucura da rapariga, que se chamava Naoko, tenha sido um pouco exagerada demais, nos seus gritos e choros. O que é realmente estranho é o ênfase dado à actividade sexual. É um exagero e parece que os personagens o fazem simplesmente por instintos carnais, sem que haja qualquer relação com o facto de se gostarem emocionalmente ou não.

O lado mais interessante do filme é, sem dúvida, a cenografia e fotografia. São imagens muito interessantes, com um misto de cores nostálgico. As cenas exteriores são passadas em lugares muito curiosos, até mesmo a casa dos maluquinhos no meio do nada. Pareceu-me, no entanto, que algumas cenas vistas pela janela eram digitais, como se as casas fossem montadas em estúdio e pusessem paisagens animadas por computador.

Ainda assim foi um filme interessante. Sobretudo deixou-me curiosa para ler o livro. Assim, se não souberem que prenda de Natal me podem dar, estão à vontade. ;)

9.11.14

Enter the Void

Enter the Void
Gaspar Noé
Filme
2009
5 em 10

Se o primeiro filme até foi bastante simpático, este segundo foi uma experiência terrível. Gosto de filmes dignos de tripanário, mas parece-me que neste dia em que o vi... Bem, não foi o melhor dia. Não me encontrava mentalmente preparada.

Tudo começa com um conjunto de créditos altamente epilépticos. Depois, tudo começa. Com Oscar, um dealer e adicto às mais variadas drogas, a fumar um poucochinho de DMT. Rapidamente entramos num conjunto de animações alucinadas. Mas depois Oscar morre. Mas a trip dele continua. Conhecemos a sua vida passada, os eventos traumáticos e tudo o mais, e ficamos a saber o que acontece à sua família e amigos.

Tudo isto com muitos momentos de animação colorida e muitas cenas de sexo explícito. E muitas cenas do evento traumático, repetidas, repetidas. Música atemorizante. Grandes vistas da cidade de Tóquio por cima, pois isto se passa tudo numa Tóquio negra, neon e exasperante. E, o pior disto tudo, um truque de câmara recorrente em que ela anda à volta, gira, giratória, não para de girar.

Todo o filme se passa na primeira pessoa. Isto é, nunca vemos o personagem principal, excepto num espelho. De resto está sempre de costas. Isto é interessante ao início, mas - misturado com o psicadelismo constante e a música tensa - acaba por ser muito cansativo. Confesso que isto girava tanto que eu já estava cheia de dores de cabeça.

De resto, é altamente explícito em todos os temas sexuais. Como eu não tenho necessidade de ver estas coisas, acabei por me virar para o outro lado quase no fim do filme e perder estas partes essenciais. Já estava fartíssima. Porque na verdade, o filme nunca mais acaba. São quase três horas de trip, mas nem sequer é uma boa trip.

Só lhe dou cinco porque algumas animações estão muito bem feitas. De resto, foi uma experiência para esquecer (e tinha quase a certeza que ia ter pesadelos, mas ainda bem que não tive)

8.7.13

Departures

Departures
Youjirou Takiro
Filme
2008
9 em 10

Uma obra de arte. O assunto da morte sempre me cativou, mas neste filme atinge o belo.

Um violoncelista desempregado acolhe no seu coração um novo emprego: tratar dos mortos para os funerais. Isto é uma tradição, metódica e exacta: limpar, vestir, maquilhar, pentear. Neste filme isto é feito com tal delicadeza e carinho que os mortos ganham uma vida, uma vida para além da morte.

Com este novo emprego, o nosso amigo descobre muitas pessoas e muitas maneiras de viver e acaba ele próprio por encontrar uma nova maneira de viver. Ele tem um dilema com um pai ausente, que se vem a resolver precisamente através deste emprego tão diferente.

É comovente em todos os momentos, pois não mostra a morte como algo horrível mas apenas como algo que acontece. O que vemos não é a tragédia, mas o amor que as pessoas sentem pelos seus entes queridos, todas as pessoas diferentes, todas as famílias diferentes, mas todas reunidas para se despedirem de alguém. O trabalho destas pessoas é tornar essa despedida mais bela.

Depois, o dono da agência funerária é um velhote cheio de carisma, um personagem inesquecível pela sua atitude de quem está sempre na boa apesar de ver mortos todos os dias.

A banda sonora, cheia de violoncelo (claro) é muito bonita e adiciona muita emoção às situações. Também o fazem as paisagens e longas cenas de cisnes a voar.

É um filme muito pacífico, muito bonito, que enfrenta um assunto difícil gentilmente e com uma delicadeza profunda. Não posso deixar de o recomendar.