8.7.13

Departures

Departures
Youjirou Takiro
Filme
2008
9 em 10

Uma obra de arte. O assunto da morte sempre me cativou, mas neste filme atinge o belo.

Um violoncelista desempregado acolhe no seu coração um novo emprego: tratar dos mortos para os funerais. Isto é uma tradição, metódica e exacta: limpar, vestir, maquilhar, pentear. Neste filme isto é feito com tal delicadeza e carinho que os mortos ganham uma vida, uma vida para além da morte.

Com este novo emprego, o nosso amigo descobre muitas pessoas e muitas maneiras de viver e acaba ele próprio por encontrar uma nova maneira de viver. Ele tem um dilema com um pai ausente, que se vem a resolver precisamente através deste emprego tão diferente.

É comovente em todos os momentos, pois não mostra a morte como algo horrível mas apenas como algo que acontece. O que vemos não é a tragédia, mas o amor que as pessoas sentem pelos seus entes queridos, todas as pessoas diferentes, todas as famílias diferentes, mas todas reunidas para se despedirem de alguém. O trabalho destas pessoas é tornar essa despedida mais bela.

Depois, o dono da agência funerária é um velhote cheio de carisma, um personagem inesquecível pela sua atitude de quem está sempre na boa apesar de ver mortos todos os dias.

A banda sonora, cheia de violoncelo (claro) é muito bonita e adiciona muita emoção às situações. Também o fazem as paisagens e longas cenas de cisnes a voar.

É um filme muito pacífico, muito bonito, que enfrenta um assunto difícil gentilmente e com uma delicadeza profunda. Não posso deixar de o recomendar.

 

1 comentário:

  1. Também considerei este filme muito bonito, delicado e comovente. Mereceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

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