15.7.13

A Oeste Nada de Novo

A Oeste Nada de Novo
Erich Maria Remarque
1929
Romance

Livro que li na viagem para o Central Comics Con e durante o próprio evento, enquanto esperava pelo concurso.

É um clássico intemporal, que comprei por acaso porque tinha um desconto (leve 3 pague 2 + 10%) no site da Saída de Emergência. Estava em falta, este clássico, por isso ainda bem que o li. Durante toda a leitura estava um pouco aborrecida, porque o livro só falava sobre a guerra.

E é essencialmente isso o livro. O narrador, Paul Bäumer, é um soldado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Ele fala sobre a vida nas trincheiras e há momentos em que filosofa um pouco sobre a vida e sobre a guerra.

As descrições são brutais e objectivas: os soldados deixam de ter sentimentos, são apenas máquinas programadas para fazer a guerra. É essa despersonificação do soldado que impressiona mais nesta narrativa. O livro está muito bem escrito e quase sentimos os horrores que eles vivem (que para eles não são horrores, mas apenas a vida tal como ela é), as dores e os cheiros. O que me impressionou mais foi quando um dos soldados foi tentar salvar um cão mensageiro e quando foram atacados por ratazanas nas trincheiras.

No final, não há bons nem maus. O livro não analisa quem é o verdadeiro vencedor da guerra nem as suas causas. Ele não fala do "inimigo". Diz sempre "aqueles" ou "os outros". Demonstra como a guerra é uma coisa verdadeiramente feia, apesar de a adorarmos nos jogos de computador ou quando são outros países a fazê-la, a ponto de toda a gente delirar quando aparecem pessoas a morrer em directo na têvê.

Impressionou-me de sobremaneira, apesar de não ter gostado por aí além. Mas não é preciso gostar-se para se recomendar.

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