15.6.16

Os Bandidos do Tempo

Os Bandidos do Tempo
Terry Gilliam
Filme
1981
6 em 10

Tinha requisitado ao Qui um filme com piada para vermos e ele trouxe-me dois. Acabou por escolher para mim este, que vimos primeiro (o outro veremos assim que possível). Infelizmente, fiquei um pouco desapontada: com Terry Gilliam e actores dos Monty Python esperava realmente algo um pouco diferente.

Um miúdo fascinado pelo passado e pelas guerras do passado vive com os pais que estão obcecados pelos últimos gritos da tecnologia dos electrodomésticos. Até que um dia, um grupo de anões sai do seu armário e ele descobre que, através de um mapa que indica as portas entre o espaço-tempo, ele pode viajar por todas as eras que sempre o fascinaram. No entanto, estes anões desejam apenas roubar as riquezas do passado: por isso são os Bandidos do Tempo.

O nosso grupo viaja por várias eras, sendo que alguns momentos acabam por ter a sua piada (como o do Napoleão, que gosta de coisas pequeninas a baterem umas nas outras). No entanto, a caracterização de cada era está demasiado amadora para o contexto do filme e acaba por parecer quase pouco fantasiosa. Em momento algum conseguimos realmente acreditar que eles viajaram realmente no tempo e que isto não se trata de um simples filme (tal como é). Apenas nos momentos finais, com o casal de ogres, o aspecto recupera um pouco daquilo que se propunha a ser.

Apesar de ser bastante curioso ver tantos anões juntos no mesmo filme, para mais com papéis tão preponderantes (muito bem interpretados, diga-se de passagem), a caracterização dos personagens acaba por parecer curta, sendo que há demasiadas pessoas neste filme para que qualquer uma delas seja digna de nota. Para além disso, o momento final torna toda a narrativa totalmente inconsequente, pois o miúdo acaba por não aprender nada com a sua aventura e não cresce enquanto personagem.

Foi um filme pouco satisfatório, mas ainda assim patenteia o estilo do autor.

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