30.9.13

Yami Shibai

Yami Shibai
Kumamoto Hiromu - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
5 em 10

Claramente o vencedor de "anime mais bizarro da season". E o último. Também vi a segunda season de Hakkenden mas achei que não vale a pena escrever um comentário, não tenho nada a dizer. Adiante!

Não sabia da existência deste anime até que de repente começaram a aparecer episódios no site que costumo usar para os meus downloads. Fui ler a sinopse e "histórias de terror japonesas" pareceu-me interessante. Não me lembrei que eu tenho um pavor absoluto de histórias de terror. Assim, logo ao primeiro episódio, pus isto a passar ao lado, porque se me focasse especialmente nisto não iria conseguir dormir à noite. Porque é realmente perturbador.

As histórias são muito estranhas e não são exactamente as histórias de terror tradicionais que conhecemos do Japão. Por acaso gostaria de as explorar um bocadinho, mas talvez um livro fosse melhor do que um filme ou anime, porque ler não me causa tanto medo. Se alguém tiver uma recomendação... Agradeço! Enfim, são histórias simples que mexem com as nossas cabeças. Se olharmos para elas sem o ambiente que as circunda, não são nada assustadoras, mas misturado com os visuais e com a música o efeito é horrendo.

Os visuais, esses, são muito simples, quase uma animação de faculdade. São apenas desenhos recortados que se mexem muito pouco. Mas estão bem pintados, com texturas e o efeito de recortes em cima de recortes é muito interessante.

Os efeitos sonoros são os típicos do terror (aquele crescendo e o culminar). Nota para a ED que é da minha querida Hatsune Miku, oferecendo ainda mais estranheza mas servindo também como situação anticlimática, quase a dizer "isto são apenas histórias, histórias para crianças".

Como cada episódio tem três minutos, acho que qualquer um pode ver isto e experienciar a bizarria também.

Fantasista Doll

Fantasista Doll
Saitou Hisashi - Hoods Entertainment
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10

Do meu grupo de conhecidos, creio que fui a única a acompanhar este anime. Gostei muito, era o meu anime relaxante da season. Porque simplesmente é tão amoroso e bem humorado, foi um prazer acompanhá-lo.

Uzume é uma menina que jogava cartas competitivamente mas que se deixou dessa infantilidade ao ir para o quinto ano. Nesse momento, recebe outras cartas: Fantasista Doll, bonecas feitas de dados que lutam umas com as outras. O anime tem uma história que une os episódios, mas também tem uma natureza episódica, em que é explorada a personalidade de cada uma das bonecas e elas estabelecem laços fortes com Uzume. Todas elas têm uma personalidade simples mas definida (a minha preferida foi a Shimeji), tal como os outros personagens que aparecem, nomeadamente as colegas do clube de cartas - que também têm bonecas - e a directora do "Grupo".

É refrescante ver um anime de luta em que em vez de sangue temos florzinhas. A arte é muito brilhante, colorida, com designs de bonecas extremamente originais e fáceis de gostar. A animação não está nada má e temos muitas cenas de acção que têm um brilho especial, com muito fumo cor de rosa e - está claro - muita florzinha por todo o lado.

A música é fácil e entra na cabeça, mas os efeitos sonoros não têm nada de extraordinário.

Apenas gostaria que as regras do "jogo" tivessem sido estabelecidas e explicadas, é um pouco difícil de seguir as lutas quando não sabemos as regras.

No geral, um anime muito simpático e relaxante.

29.9.13

Porco Rosso

Porco Rosso
Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
Anime - Filme
1992
7 em 10

Um excelente filme para ver numa noite de chuva. Oferecendo o melhor que o Estúdio Ghibli tem para nos dar, apresento-vos o magnífico porco voador!

Este filme fala sobre aviões e os seus pilotos. Marco é um porco que caça piratas do ar no seu hidroavião e acaba numa competição com um outro piloto que um dia lhe deitou o avião abaixo. É um filme muito simples, mas que está muito bem contado. O diálogo está cheio de momentos preciosos, sobretudo relacionados com suínos.

Existem muitas cenas de aviões que estão excelentemente animadas. São emocionantes, originais e muito bem feitas. Mas, o mais importante, é que estão integradas no contexto da história e não aparecem apenas por acaso, não é uma acção injustificada. As paisagens mediterrânicas são muito bonitas e este filme merece ser visto em boa qualidade.

Uma banda sonora original bastante adequada, oferecendo leveza à acção, com uma canção sobre cerejas que será inesquecível.

No entanto, senti que houve dois elementos que não foram explorados suficientemente, pelo que o filme apresenta essa falha. São esses elementos a perseguição fascista, que poderia ter dado pano para mangas, e a magia que transformou o porco num porco. Isto daria um filme mais longo e quiçá menos apropriado a crianças, que é a demografia indicada para ele, mas acho que são temas importantes, sobretudo o político, que poderiam ser tratados de forma bem humorada como o foi o resto do filme.

Uma nota especial para a cena dos aviões por cima das nuvens, que foi uma das metáforas mais bonitas que vi para a morte durante a guerra.

Um filme recomendado, para todas as idades e para todos os gostos.

Uchouten Kazoku

Uchouten Kazoku
Yoshihara Masayuki - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Muita gente considerou este anime como único e especial. A mim... Não me cativou.

É um anime sobre uma família de tanukis (acho que é um guaxinim) e as suas relações com outras criaturas misteriosas que vivem em Kyoto. Existe uma história que se arqueia sobre estas interacções, que é quase uma coisa sobre a máfia, mas sobrenatural. É uma história simples, leve, com a sua graça, mas poderia ser mais interessante se fosse apoiada pelo personagem principal. Está tudo bem com os outros personagens, têm a sua personalidade. Mas o principal é simplesmente execrável, começando logo pelas roupinhas. Talvez tenha sido por ele que não consegui entrar a fundo dentro da série e não a apreciar devidamente.

A arte é original, muito geométrica e com cores vivas. No entanto creio que o design dos tanukis (não dos outros animais) ficou demasiado infantilizado. No entanto o efeito, aliado ao efeito sonoro, é interessante.

Falando no sonoro, se a OP pode ser considerada dentro do normal, achei a ED muito boa, sobretudo quando associada à imagenzinha bonita. Muito bonita.

Enfim, um anime que se calhar eu deveria ter apreciado melhor, mas que não consegui.

Shingeki no Kyojin

Shingeki no Kyojin
Araki Tetsurou - Production I.G.
Anime - 25 Episódios
2013
6 em 10

Aconteceu há muito tempo. Era Maio, Maio de 2013. Estávamos nos fórums, nos fórums de anime, Portugueses, estrangeiros. E diziam. Diziam coisas sobre este anime. Diziam "o melhor da season". "Não há nada assim tão bom hoje em dia". Agora... Agora estamos em Setembro. E o que digo eu? Que isso é mentira.

Então vamos ver. Este anime tinha tudo, efectivamente, para ser o melhor da season. A história é simplesmente fascinante: o mundo foi invadido por titãs, criaturas enormes que se parecem com humanos. E que os comem. Por isso, a humanidade resguardou-se atrás de três muralhas. Seguimos o caminho de três personagens muito interessantes, Erin, Mikasa e Armin, na sua luta contra os titãs. Ora, isto ao início é extremamente interessante. Conseguimos ver as emoções dos personagens e sentir realmente alguma coisa com as suas atitudes.

No entanto, alguma coisa muda a partir do momento em que o Eren (spoiler). A partir do momento em que o Eren (spoiler) entramos numa onda bastante diferente da inicial. Que é a onda dos discursos longos e épicos. A onda das explicações longas e épicas. A onda de pessoas a falar de assuntos que simplesmente não interessam porque poderiam ser abordados de uma forma completamente diferente: com menos conversa e mais demonstração. É sempre mais fácil ver do que ouvir, daí que as aulas de faculdade hoje em dia tenham vídeos demonstrativos. Mas isso não tem relação. O que tem relação é que este anime, que tinha as ideias no sítio, começou a tentar ser... Bem, eu não gosto desta palavra, apesar de já a ter usado vezes demais. Ser "épico". E talvez o visionante menos avisado acredite que isto é "épico". Para mim, que estou bem avisada, é apenas chato.

Esta palavra que gosto de evitar está presente tanto na música como na animação. A música, caracterizo-a como "sou um shounen, olhem para mim! =D". A animação... Inconsistente. Tanto temos cenas que parecem saídas de uma visual novel, pessoas paradas só com as bocas a mexerem-se (ou a famosa perseguição interminável, em que descobrimos que o Maneuver Gear dá a capacidade de voar), como temos cenas fascinantes com excelente uso de perspectivas e lutas bem coreografadas e originais.

E, assim, termina o anime que não foi o melhor da season. Mas não se preocupem que vai haver mais de certeza. Talvez nessa altura se possa candidatar outra vez ao lugar.

Danganronpa

 
Danganronpa: Kibou no Gakuen to Zetsubou no Koukousei - The Animation
Kishi Seiji - Geneon Universal Entertainment
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Pois bem, de onde veio a minha decisão de ver este anime? Uma explicação simples: os fórums de cosplay estavam completamente doidos. "Este jogo vai ser a nova moda de cosplay!" "As convenções vão estar cheias disto!" Pois que não. Como veremos, são designs demasiado complicados para serem instantâneamente populares. Mas enfim, isto era um jogo e eu não jogo jogos. Não jogando jogos, foi com grande prazer que recebi a notícia do anime. Não esperava absolutamente nada disto, pelo que me apresentei a ele como tabula rasa.

A minha primeira impressão adveio da arte. A arte é muito engraçada, apesar de a animação ser bastante fraca. Tem cores e texturas interessantes e o estilo permite que haja muitas mortes violentas sem que elas sejam agressivas para os olhos. No entanto, o que se passa com estes designs? Parece que pegaram em todos os estereótipos do anime de há dez anos atrás, lhes deram um estilo facial definido mas bizarro e os decoraram com cabelos impossíveis perante a gravidade. Ao início detestei, mas à medida que me ia envolvendo na história, pareceu-me que poderiam, talvez, fazer sentido na medida em que cada personagem é um "super duper qualquer coisa" e que os seus designs funcionariam como crítica, oferecendo o exagero e a impossibilidade desta história existir.

A história é, como digo, impossível e ilógica. Quinze adolescentes estão fechados numa escola e têm de se matar uns aos outros. Assim, entramos num jogo de detectives em que o nosso cérebro entra em actividade sináptica para tentar, juntamente com os personagens sobejantes, descobrir quem matou quem e quem irá morrer a seguir. A solução final foi muito inteligente e surpreendente, apesar do "apocalipse" cair do céu e não ter continuidade.

Música electrónica pouco variada, mas gostei da OP das pouquíssimas vezes que apareceu.

Não é um anime que recomende fortemente, mas é divertido. E se quiserem muito fazer cosplay de uma coisa que toda a gente viu nos últimos tempos e tem designs difíceis... É o anime para vocês!

Genshiken Nidaime

Genshiken Nidaime
Mizushima Tsutomu - Production I.G.
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Informação sobre as duas primeiras seasons pode ser encontrada aqui.

Ora bem, a minha experiência com Genshiken é um pouco estranha. Não gostei da primeira season, gostei bastante da segunda season e agora encontro-me dividida com a terceira. Relembremos: isto é um anime sobre um grupo de faculdade dedicado a pesquisar sobre a cultura pop japonesa. Isto é, aquilo a que usualmente chamamos "otakus". Pois que nesta "segunda geração" temos uma variação diametral do que se passava nas duas anteriores: desta vez temos um grupo de fujoshis, ou "raparigas podres". O personagem principal, aquele sobre o qual o anime se foca mais, é Hato, um jovem que se veste de rapariga para poder apodrecer com os seus pares. 

Ora bem, esta perspectiva tem uma faceta boa e outra menos boa. Por um lado, é refrescante esta visão adulta das fãs de anime e de BL, nas suas variantes, do cosplay ao mangaka. Por outro lado, a visão oferecida nem sempre corresponde à realidade e o exagero é pecador, vezes demais. Nomeadamente, todo o foco dado ao Hato poderia ter sido resumido e poderia ter havido uma estratégia em que as outras personagens fossem contempladas e conseguíssemos perceber um pouco as razões para a sua podridão. Se já percebemos isso com as personagens das seasons anteriores, as que apareceram aqui pela primeira vez ficaram pobres e mereciam um pouco mais de contexto. O "quase-amor" Hato x Madarame, pairing provável devido às circunstâncias, acabou por se tornar em atum, coisa que não é carne nem peixe, foi uma história muito pouco focada. No entanto, foi bastante bom ver a conclusão de Saki x Madarame.

A arte está renovada, se bem que o aumento de seios não passou desapercebido. A modernidade atingiu este anime em cheio e está cheio de referências muito modernas. Por vezes pareceram-me demasiadas e demasiado evidentes. Parte do charme das seasons anteriores estava na fandom que eles seguiam, que era um anime inventado. Aqui temos fandoms que todos conhecemos perfeitamente, tão recentes que atingem mesmo os animes da season passada, o que facilita muito um anime que era (ou deveria ser) para um grupo restrito se identificar. Agora até o jovem de "eu vi Naruto mais cem animes" percebe perfeitamente o que se está a passar. Agora que leio o que escrevi, soa tremendamente elitista. Mas acho que é verdade.

Detestei que tivesse havido uma mudança nas vozes. Como vi a segunda season recentemente, isto atingiu-me muito, parece que os personagens mudaram de personalidade. Em termos musicais, um pop muito leve ao longo de toda a série, apropriado e discreto.

Ainda assim, é uma série para a qual eu gostaria de uma continuação, porque é muito divertido vê-la.

28.9.13

Servant X Service

Servant X Service
Yamamoto Yasutaka - Aniplex
Anime - 13 Episódios
2013
5 em 10

Hoje vou falar um pouco de expectativas. A expectativa é aquilo que esperamos que vá acontecer se produzirmos um certo comportamento ou se o ambiente expuser um certo elemento. No caso do anime de cada season, é aquilo que esperamos de uma sinopse ou de um PV. Se eu visse PVs. Enfim, a expectativa é muito importante, porque traz com ela um nível de excitabilidade. Vai acontecer algo bom. Quando isso não acontece, a reacção é de frustração. Gritamos! Ganimos! Fazemos excesso de grooming! Bem, isto foi o que eu aprendi hoje à tarde. Mas mais ou menos aplica-se àquilo que eu sinto sobre este anime: não correspondeu às expectativas. Agora, será que a expectativa em relação a um anime é importante para a sua avaliação objectiva? Creio que a sua importância se deve ao facto de que se o anime não corresponde ao que esperamos dele, de uma forma negativa, não conseguimos suportá-lo e vamos acabar por lhe dar uma nota baixinha. No meu caso, queria que ela fosse ainda mais baixinha, mas não seria justo.

Eu estava convencida que este seria um anime para pessoas crescidas, sobre actividades de pessoas crescidas, isto é, pessoas que trabalham numa repartição de finanças - ou algo do género - e fazem a sua vida de adultas. No entanto, este anime trata os adultos como se fossem crianças. Lembra aquelas séries para crianças atrasadas mentais que dão no Nickelodeon e no Disney Channel: adultos que fingem que são crianças que fingem que são adultos.

Esta infantilidade traduz-se numa repetição infinita de gags que, por si só, não têm muita graça (relekmbrando sempre que a graça é subjectiva). Há um limite para as vezes que há um dilema com o nome comprido. Há um limite para o coelho cor de rosa. Há um limite para os mal-entendidos de desamores. tudo isto é muito repetitivo, muito aborrecido. Não tem conteúdo. E gostaria que pensássemos todos juntos... Ultimamente não vos parece que todas as comédias têm um "ota-cu" escondido que faz coisas geeks tããão engraças? Parece que de repente este estereótipo do fã de anime ganhou uma dimensão cómica. Mas é uma dimensão cómica estúpida, porque o presonagem é adimensional.

Enfim, safa-se a arte. É muito colorida e alegre. Safa-se a OP e ED, cheias de bolhinhas. Safa-se, sobretudo, a animação da OP e ED, essas sim são curtas de animação engraçadas.

De resto, um anime para esquecer muito rápido.

Rozen Maiden (2013)

Rozen Maiden (2013)
Omata Shinichi - Studio Deen
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Olá, boa noite e feliz outono! Antes de começar, gostaria de informar que tenho passado o fim de semana num maravilhoso congresso de bem estar e comportamento animal (onde tive um poster exposto). Além disso, ontem foi o meu aniversário! Este ano não vai haver dar-embora, devido à pouca adesão do ano passado. No entanto, podem contar com sérias novidades para este espaço (algumas engraçadas, outras mesmo sérias e não tão boas, dependendo da perspectiva) que informarei assim que estiver tudo organizado.

Agora, vamos passar para Rozen Maiden!

Rozen Maiden foi um dos meus animes preferidos quando me estava a iniciar no universo do anime legendado e downloadado. Dei-lhe um nove em dez, o que seria impossível e estranho para os parâmetros de hoje em dia. Assim, foi com grande excitação que recebi a notícia de um novo anime desta série. Segundo os conhecedores do manga, que não li (mas que estive quase para comprar uma vez), poderia ser um remake - o que eu achava muito boa ideia - ou poderia ser uma animação da versão alternativa do manga. Seguiram a última opção. O resultado final é bastante interessante.

Nesta história observamos a vida de um Jun paralelo: aquele que ao receber a boneca decidiu não lhe dar corda. Devido à acção nefasta da sétima boneca, Kirakishou, ele vê-se envolvido na guerrilha do Alice Game do outro universo, aquele do Jun que deu corda à boneca. Isto mantém toda a estética do Rozen Maiden original, mas tem um pouco mais de maturidade, uma perspectiva um pouco mais adulta.

A estética mantém-se a nível de design, desenhos e sonoros. O som é mais uma vez patrocinado por Ali Project, a banda perfeita para um anime sobre bonecas de porcelana, se bem que por vezes tem momentos muito anticlimáticos. Estes também aparecem sempre que existe comédia, com desenhos simplificados. 

A animação não tem nada que a distinga, se bem que as perspectivas manietadas por CG dão um aspecto muito pobre ao cenário. No entanto, é interessante ver como a indústria evoluiu, sendo que há muito pouca diferença de anos entre um anime e o outro. As cores são intensas e gostei muito das texturas que por vezes eram aplicadas nas roupas das bonecas, em momentos de luz mais melancólica.

As personagens mantém as suas características, cada boneca com a sua personalidade muito própria mas sem grande desenvolvimento. Ainda assim, Jun (adulto) recebe desenvolvimento pela sua interacção com as bonecas, com uma evolução discreta mas firme com a qual me identifiquei bastante. Os temas abordados por esta personagem também são muito actuais (amigos, emprego, a vida futura).

De resto, a história pede uma segunda season, que com certeza teremos (se o senhor for grande e o Studio Deen o permitir). Gosto muito destas bonecas e até gostaria de fazer cosplay de Suiseseki (vide o meu Cosplay Portfolio). Assim, deixo-vos aqui uma coisa muito engraçada: a marca de roupa lolita Innocent World deu vida aos vestidos de Rozen Maiden! E podem comprá-los aqui por um preço exorbitante! =D

26.9.13

Free!

Free!
Utsumi Hiroko - Kyoto Animation
Anime - 12 Episódios
2013
7 em 10

E agora sejamos objectivos para observarmos aquele que foi claramente o vencedor em termos de anime da season.

Tudo começou com um PV (que eu não vi), que levou um Tumblr e outras redes sociais feministas ao desespero. TANTO GAJO BOM ISTO TEM DE SE TORNAR REALIDADE. E, não graças às feministas tonhós, isto estava na calha para ser realidade. Uma variação do estilo moe a que a KyoAni nos habituou, exploração de um género diferente que, aliado ao fatia-de-vida despreocupado, funcionou muito bem.

Free é, antes de mais, um anime de desporto. Sobre natação. Quem me conhece sabe como eu gosto de anime de desporto. Motiva-me, faz-me sentir bem. Free contém todos os elementos típicos e outros que o distinguem dentro do género. A história é muito simples (somos uma equipa e vamos vencer), mas a sua nuance são os personagens. Apesar de cada um se inserir num estereótipo que encontramos tanto no anime de desporto como no anime fatia-de-vida, o desenvolvimento das suas relações traz uma variante: somos uma equipa e vamos unir-nos como equipa, fortalecendo as nossas amizades e estabelecendo laços. O resultado é engraçado, comovente, uma série de emoções que não consigo definir. Mas a verdade é que nos ligamos aos personagens como se eles fossem pessoas vivas e torcemos realmente por eles, apesar de sabermos que há outras equipas melhores e que ganhar não é o mais importante.

A arte é exemplar. A animação tem uma fluidez apenas comparável à da água propriamente dita, com uso de perspectivas interessantíssimas para nos interessar por um desporto que prima pela sua simplicidade. É mais pela animação que lhe dou uma nota acima da minha média, porque é realmente um exemplo para qualquer anime.

Em termos musicais, achei a OP despropositada, demasiado trágica para o teor da série. A ironia de ED ficou bem. E nas músicas do parênquima, adicionavam sentimento às cenas, calmante nos momentos trágicos, electrizante nas corridas.

Um anime original que explora as fronteiras entre os géneros, com excelente animação. Não posso deixar de o recomendar.

Nota: isto não tem nada de BoysLove. Fanservice é fanservice quando eles têm de estar despidos para poder nadar? Aproveito para deixar aqui a nota do meu post que explora um pouco os significados do género BL, para se informarem.

24.9.13

Gin no Saji

Gin no Saji
Arakawa Hiromu - Aniplex
Anime - 11 Episódios
2013
7 em 10

Mais um anime da season. Este foi sem dúvida o meu preferido, apesar de ainda faltarem alguns para terminar todos os que estou a seguir. Porquê? Porque é um anime sobre a MINHA ÁREA! Siiim!

Hachiken decide ir para uma escola profissional de agricultura e tecnologia alimentar de maneira a fugir de um ambiente doméstico opressivo. Lá, aprende muitas coisas sobre produção animal. E devo dizer, como conhecedora do assunto (e acreditem, conheço mesmo muito bem) que o que ele aprende está bastante correcto. Causou-me uma certa confusão ver que toda a produção que eles mostraram era intensiva, quando existem alternativas igualmente boas e que oferecem um maior bem-estar aos animais, mas assim tiro a conclusão de que a produção animal no Japão é assim. O que até faz sentido, dado que eles não têm muito espaço. Até os dilemas pelos quais o Hachiken passou, nomeadamente o do porco, são dilemas reais com os quais nos deparamos na nossa área de estudos. Eu deparei-me com exactamente o mesmo problema e, bang, deixei de comer porco. O objectivo é deixar de comer carne de todo.

A animação é muito simples, mas funciona para o efeito, que é apenas um fatia-de-vida passado no campo com animais de produção. Os animais, apesar da simplicidade do seu design, estão correctos anatomicamente, coisa que é muito importante para mim (devido ao meu problema com anatomia, resolvido ao vigésimo quinto exame) A comida que aparece tem um ar divinal e dá vontade de a comer a toda a hora (excepto os bacones e esses coisos).

A música é divertida e agradável, com nota especial para a ED que é simplesmente deliciosa.

E vem aí segunda season, viva! Espero que este anime nunca acabe, para sempre, porque o adorei!

Kamisama no Inai Nichiyoubi

Kamisama no Inai Nichiyoubi
Kumazawa Yuuji - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10

E à medida que termina a season, começam a aparecer os respectivos animes neste espaço. Este foi especial, de certa forma.

"O Domingo em que Não Há Deus". Um dia, deus abandonou o planeta terra e as pessoas deixaram de morrer. Assim, existem coveiros para enterrar as pessoas que morrem mas que se continuam a mexer. Esta série segue as viagens de Ai, filha de uma coveira e de um humano. Considero este tema muito interessante, e nos primeiros episódios foi muito bem conseguido. Depois perdeu-se.

Os primeiros episódios, o primeiro arco e parte do segundo também, tinham uma aura de por-do-sol, um ambiente melancólico em que os sorrisos de Ai eram quase comoventes. Mas depois passámos para um tema completamente diferente, até na arte. Passámos para Ai em escolas a conviver com pessoas da idade dela, com pessoas vivas, todas cheias de humor que não correspondiam àquilo que esperava - tendo em conta os primeiros episódios.

A história e as personagens, com tanto potencial, acabam por se perder numa narrativa inconsistente, mais dedicada a apresentar novos personagens do que a explicar o que se passa neste universo e como é que as pessoas vivem com isso no geral. São-nos apresentados pequenas comunidades todas muito diferentes umas das outras, em que o tema de "não se pode morrer" passa a ser praticamente ignorado. As pessoas que ao início são muito interessantes, revelam-se como estereótipos sem grande conteúdo. Safa-se Ai, que age realmente como uma criança de doze anos - o que é raro no anime, crianças a comportarem-se como crianças.

A arte é muito bonita no que respeita aos fundos e à paleta de cores. Desapontou-me que tivesse passado a ser muito mais alegre e colorida, com excepção do momento do "nascimento" dos coveiros, em que foi criado um ambiente realmente surreal, estranho e gelado.

A OP não tem nada a ver com nada, mas a ED aplica-se bastante bem ao sentimento que a série parece querer transmitir.

Fico com muita pena que o painel final seja um "Fin" e não um "Continue", porque ficaram ainda muitas coisas por explicar e que me deixaram muito curiosa. Era uma história com grande potencial para ser desenvolvida em algo com um pouco mais de maturidade.

Fairy Tail

Fairy Tail
Ishihira Shinji - TV Tokyo
Anime - 175 Episódios + 5 OVAs + 2 Specials + Filme 
2009
6 em 10

Finalmente, depois de muito tempo de luta, terminei Fairy Tail. A minha experiência foi desagradável. Sugeriram-me um cosplay desta série (Cana Alberona, como podem ver no meu Cosplay Portfolio), por isso pus-me a vê-la e passei a acompanhar. Nesta altura eu ainda não acompanhava as seasons, então tinha uma certa dificuldade. Depois cheguei ao episódio cento e vinte e qualquer coisa e parei. Fiquei cerca de ano e meio sem ver nada e há pouco decidi que ia terminar nem que a vaca desse café com leite. E aqui estou eu, para falar deste anime.

Sinceramente, acho que a série peca por ser demasiado longa. Porque simplesmente não tem conteúdo válido que justifique tanto tempo de antena. Quando parei, só desejava "que apareçam os dragões para acabar com isto, que apareçam os dragões!" Mas nada... Eu que costumo aturar e até gostar de fillers, achei que nesta série foram demasiados. Essencialmente, uma série para fazer dinheiro, enquanto der leite vamos continuar a ordenhar. Isto é desapontante, sobretudo porque ao início eu estava a gostar bastante.

Depois de tantos episódios, sobretudo com tanto tempo de intervalo, é difícil de avaliar todos os outros aspectos que constituem o anime. No entanto, pareceu-me que a animação foi consistente ao longo de todo este tempo. Ainda assim, o seu nível de qualidade, no geral, não é especialmente bom. Temos lutas, lutas sem fim, ou não fosse este um simples e vulgar anime de batalhas. E, como sabem, eu só as aprecio quando contribuem em algo para a história. A história, essa, divide-se em vários arcos em que vão descobrir um mistério novo e lutar pelos seus nakamas e pela paz no mundo e tudo o mais. Não tenho um arco preferido, mas tenho um arco menos preferido que foi quando deram "desenvolvimento" à "minha" personagem, a Cana. Alterou completamente a minha visão da personagem e depois disso estou sinceramente a pensar reformar o fato. Porque deixou de ser a bêbada divertida para passar a ser algo meio amorfo, com uma série de emoções que não validam a minha interpretação. Se tivesse de escolher um arco para mostrar a alguém, talvez mostrasse o do Jellal, porque foi o mais emocionante para mim.

De resto, todos os personagens são memoráveis, únicos na sua génese. Cada um deles tem um elemento de comédia que é usado ad nauseum, acabando por se perder no conceito inicial. Por exemplo, gostei muito da Juvia assim 3que apareceu, mas a partir do momento em que sempre que ela aparece é para se babar para o Gray-sama... Achei escusado. Outro elemento que foi exagerado... Os exceeds. Quando era só o Happy era muito divertido, porque o gato é amoroso. Depois chegou a Charla (Charle? Carla? Cada sub tem uma coisa diferente) e ainda se aceitava. Depois um universo inteiro cheio deles? A explicação dada fazia sentido, mas o facto de a cada arco seguinte se adicionarem mais gatos foi desnecessário.

Musicalmente, é uma série bastante completa. O tema principal, o da gaita de foles, é memorável e gostei bawsstante dele, mas já cheguei àquela fase da vida em que para mim a OP de anime tem de ser mais do que um roquezinho mal enjorcado sobre lutar pelo bem e proteger nakamas.

Enfim, uma série que poderia ter sido muito melhor se tivesse tido uma conclusão, se tivesse seguido o seu fio condutor com lógica, se não tivesse cedido ao exagero, quer em termos numerais quer em termos qualitativos. Uma série que se perdeu por querer fazer dinheiro. Dinheiro não é tudo na vida e talvez tivesse tido mais sucesso e não tivesse sido cancelada (ou interrompida) se se tivesse limitado a contar uma história.

o nosso reino

o nosso reino
Valter Hugo Mãe
2011
Romance

Este foi um dos livros que sobrou da Convenção do BookCrossing e um que eu queria mesmo ler. Porque depois da experiência deste autor com a Revista Granta 1, fiquei muito curiosa com ele.

É um livro curioso e muito interessante. Muito bem escrito, num estilo original e denso. Facto é que Valter Hugo Mãe recusa-se a utilizar maiúsculas. Isto é, de certa forma, uma valorização da palavra, um pouco marxista digo eu, mas que torna a leitura numa experiência diferente. Porque parece que o texto nunca tem pausas (nós não vemos os pontos finais, vemos é as maiúsculas) e isso traz um sentimento quase desesperante que associamos ao personagem.

E que personagem é este? Um miúdo de 8 anos que quer ser santo. Então, ele vê em tudo algum desígnio divino. E à medida que desgraças vão acontecendo na sua pequena aldeia ao pé do mar, ele entra numa série de explicações surreais e estranhas, quase assustadoras. Gostei sobretudo do êxtase final, o sonho em que todos morrem.

Um livrinho excelente, um prazer de ler.

21.9.13

Anifest 2013

Anifest
Convenção
Tenho de me controlar. Não por uma razão má. Passo a explicar:

Tenho um vaso na sala. Tem terra. Não tem flores. Tem só terra. Acho isto uma espécie de art noveau abstracta. É absolutamente hilariante e não consigo parar de me rir.

Adiante!

Como não podia deixar de ser, Lisboa volta a ser palco de um evento de anime, jogos e cosplay. Este ano o título é "Anifest" e realizou-se na ETIC, escola profissional de artes e design. Vou primeiramente falar dos aspectos gerais e depois passar para os dias.

No que respeita ao espaço, achei excelente e muito bem aproveitado. Estava ao nosso dispor o rés-do-chão do que aparentava ser o edifício admnistrativo. Ao entrar, podíamos logo encontrar os artistas (que são bons artistas) e não havia maneira de escapar deles. Isto é um aspecto muito positivo, pois realça a importância cada vez maior que eles têm num evento, para comprar coisas originais, boas e baratas. Seguia-se uma sala para jogos (onde estive não para jogar, como explicarei adiante), balneários masculinos e femininos, um pavilhão onde estava instalado o palco e uma zona com stands profissionais. Falando no palco, bastante bom, com espaço suficiente para o que eu queria. Além do mais, ar condicionado! Que salvação!

Infelizmente, a música estava sempre demasiado alta nos momentos mais inoportunos.

Cosplays variados, com uma tendência para as séries desta season.

Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores

Na rua, pouco espaço para sentar. E as pessoas, meu deus, porque é que tem de falar toda a gente AOS GRITOS inopinadamente, vocês magoam-me. E porque é que falam em Inglês!? A VOSSA LÍNGUA É O PORTUGUÊS E SIM EU ESTOU A GRITAR PODE SER QUE AOS GRITOS PERCEBAM CHIÇA PENICO (sem ofensa, no offense, sans ofence, é assim? PT-PT, por favor, sim? Vá lá? Sejam amigos, I parlez no engrish I only talkate portuguish)

Passemos agora ao importante (as fotos já vêm aí, esperem)

Primeiro Dia

Cheguei às dez e três, precisamente. Ainda tive tempo de comprar o almoço (uma sande de peru com ervas finas do sweet drop, bem boua) e cheguei. Ora bem, cheguei a esta hora matutina para ter tempo de me vestir. Pois, como já estão a adivinhar, fui para participar no ECG (electrocardiograma) E, assim, fiquei à espera que chegasse uma lista. Até que desistiram da lista e deixaram os ECGianos entrar. Ainda me tentei afinfar a um bilhete grátis, por causa do concurso de skits do segundo dia (no qual participarei, com a Hota), mas com um par de respostas menos agradáveis lá desisti. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Então boca.

Maravilhosos camarins cheios da luzinhas e de ares condicionados. Vesti-me, uma das minhas bolinhas partiu-se, despi-me, colei-a, vesti-me, ai caralho, ai filha da puta, pára quieta ai caralho, e o pior é que isto ficou tudo gravado pela filmadora/jornalista que lá estava a ver as nossas preparações. Cortem isto, por favor. ;__; A minha coroa estava meio frouxa de a ter atirado tantas vezes ao chão durante os ensaios mas pensei... Não há-de acontecer nada.

Passado algum tempo de espera (sempre e sempre, todos os concursos, em todo o lado, para sempre, já me devia ter habituado) dirigiram-nos para a sala das pré-seleccções, onde o júri nos ia avaliar. Mais espera. Falando do júri, só pessoas largamente conhecidas e que aprecio e uma astrangeira. Shappi de seu nome. Agradeço o meu auto-controlo por (quase) não ter cantado isto sempre que ela aparecia. Correu bem, acho eu, ainda me deram alguns conselhos interessantes. Vou tentar lembrar-me deles antes de faltarem dois dias para o próximo evento. :) Entretanto uma das concorrentes ficou ligeiramente acidentada com o seu fato e o meu estojo de primeiros-socorros de cosplay foi útil para alguém, pela primeira vez na sua curta vida! =D Bendita seja a cola quente!

Cirandei por aí um pouco na esperança que me tirassem fotografias. Mas sou muito feiosa, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-eclair ;_________; Por isso deixei de cirandar e corri para tirar umas fotos com os fotógrafos na sala dos fotógrafos das fotografias. Pensava que era na rua, por isso cheguei um pouco atrasada. Estavam sempre a ralhar comigo por estar muito austera e fixa, mas a minha interpretação da Utena com o Rose Bride Gown é como alguém que está desconfortável naquele papel. Pediram-me para voltar lá, mas não voltei, já estava muito cansada e queria ver o resto do evento.

Concurso? Parece-me que correu bem. Em breve, quando estiverem todos os vídeos online (agradeçam à Hota), farei um comentário a cada um e um comentário maior a mim própria. Se quiserem mais detalhes, irei colocá-los em pouco tempo, no meu Cosplay Portfolio. Só tive muita pena de uma coisa: o público. O público não se sabe controlar. Não sabe estar quieto, não sabe estar calado. É muito (mesmo muito) desagradável fazer uma performance para um público que não está nem aí. A performance é para vocês, é para vocês verem.

Depois de, finalmente, me livrar dos sapatos que me atormentavam, seguiu-se um longo período de tempo morto. Não tinha interesse no workshop de desenho nem nos karalhokes nem nos bailados, por isso... Muitos cigarros. Isto foi uma falha, porque poderiam ter tido alguma coisa mais interessante para nos entreter. Por exemplo, passar o quizz para o palco principal, fazer aqueles concursinhos de comer coisas, qualquer coisa que não fossem pessoas cantando, que mal se percebia de tão alto estava o som.

E finalizamos o dia com um concerto dos The Penny Traitors. Começou mal. Testes de som, testes de som que nunca mais acertavam, pensávamos que o concerto já tinha começado e népia, eram testes de som, lambda. Tocaram uns clássicozinhos, se bem que - e, como banda nova que são, pelamordasanta levem isto de forma construtiva - me pareceu que necessitam de mais técnica em todos os instrumentos e sobretudo na voz. Tive de sair a meio do concerto, pelas 19 horas, porque me lembrei de que tinha uma coisa importante para fazer.

Gravar o skit para o Iberanime OPO. Mas como o farei se não consigo parar de me rir? Bem, passemos às fotos!

(Algumas) Fotos do Primeiro Dia



 Klein Crocodile *___*


 É uma senhora, tão fofinha! Cosplay não tem idade! Tão fofinha, meu deus!

 Os outros estrangeiros que por lá andavam, fiquei com um cartão!



E assim termina o primeiro dia! No geral gostei bastante e fora aqueles pontinhos de menor importância acho que correu tudo bem! Mas até ao lavar dos cestos ainda é vindima, por isso não vou já brindar à organização. ºvº Agora tenho de gravar as falas de uma série de gente! Até amanhã! E lembrem-se, quando a gente pedir para gritarem, gritem! 

Segundo Dia

Esta mensagem já vem um pouco atrasada. Fui passar a ressaca do evento a outro lugar bem mais agradável que a minha casa e não pude actualizar, mas já cá estou para falar sobre o que se passou no segundo dia do Anifest! Falando em ressaca de evento, também vos acontece a mesma coisa? Eu estou cheia de energia os dias todos e de repente parece que cai um cansaço e só quero ver anime e dormir. No caso, ver anúncios Japoneses durante horas e dormir entre outras coisas...

Mas bem. Desta vez apanhei a Hota pelo caminho (ou ela apanhou-me a mim) e fomos as duas para a ETIC. Chegámos um bocadinho mais tarde que a hora de abertura, não tínhamos de trocar de roupa. Fomos logo vestidas, para grande gáudio de um menininho que ia no autocarro com a gente.

A primeira actividade do dia era o workshop de Props com o Klein Crocodile (a Shappi). Apesar de me ter inscrito assim que soube da notícia, não estava lá o meu nome. O que me remete para um certo problema de comunicação. A informação é bastante difícil de procurar no facebook do evento, pelo que contamos sempre com o site para nos actualizarmos. No entanto, o site não estava actualizado. Por exemplo, a situação da entrada grátis para os cosplayers, depois o organizador esteve a explicar-nos o que aconteceu, mas estávamos convencidas de que era real e afinal não era por causa das informações no site. E os workshops, que estavam quase cheios quando me inscrevi porque no site ainda estava a informação de "para breve". Mas acabou por correr tudo bem, fica apenas a nota para se conjugar melhor o site com os mails com o facebook para a próxima. :)

O workshop foi muito interessante, aprendi algumas dicas que não sabia e coisas muito complicadas passaram a ser simples. Tenho alguns projectos com armadura (ou fatos de astronauta, ou coisas para a cabeça) e agora já me sinto mais confiante para os começar. Isso foi o mais importante para mim, porque tenho muitas ideias para esses cosplays e sentia-me limitada por não saber por onde começar.

Como o workshop atrasou a começar, também atrasou a acabar. Saí antes, quando iam começar a falar de asas (que já sei fazer, tenho uma série delas), par obter algumas informações sobre o concurso de skits em que ia participar com a Hota, em modo Misa suicida e Raito semi-gay (equipado com Déte Nóte e pochete). No e-mail que me tinham mandado estava com a impressão que era para lá estar às 13:30, mas depois informaram que era às 14:45. Ainda assim, por segurança, faltámos ao workshop de cosplay para o qual estávamos inscritas, porque atraso menos atraso ainda perdíamos o mais importante. Por mero acaso, também nos inscrevemos para o desfile, estava uma voluntária a perguntar se queríamos participar e... Porque não?

No concurso éramos muito poucas. Poucas, éramos só meninas. Dois grupos e três solos e viemos a descobrir que havia prémios para solos e para grupos. Então ganhámos todos. =D Quando aparecerem por aí os vídeos (desta vez não tinha ninguém infiltrado par nos gravar) irei falar um pouco mais deles. Mas pelos vistos o nosso deve ter corrido bem porque ganhámos o Primeiro Lugar! Fizemos uma paródia de uma paródia, o Melga Shop do Herman Enciclopédia, chamada de "Kira Shop". E ao demonstrar o nosso produto, o Déte Nóte, pensámos... Quem é que toda a gente quer matar? E pelos vistos confere. Hihihi.

No desfile enganámo-nos nas poses que tinhamos combinado, mas tudo bem.

Logo a seguir, trocar de roupa porque estava assassinada com o calor e ala para o Painel de Dobradores. Desta vez não estava só o João Loy, Vegeta, mas também outras pessoas (Mário Bomba, Bárbara Lourenço e Sandra de Castro) que fizeram animes que eu conhecia e que eu não conhecia. Era uma variedade muito grande. Gostei muito de ouvir algumas coisas que eles disseram, como por exemplo a necessidade de fazer formação, e o facto de os workshops serem apenas um "approach" ao assunto e não uma verdadeira formação. A dobradora Bárbara Lourenço é fã inveterada de anime desde o tempo em que não havia fansubs e adorei a partilha da experiência dela, pois ainda me identifico (também eu recebi uma cassete, de Ai no Kusabi, com legendas coladas, em Espanhol). Também gostei muito da dica dela de que a comunidade do agora precisa de um bocadinho de humildade. Tive de sair a meio, aliás, quase no fim, porque atrás de mim estavam umas criaturas que a cada palavra que algum dobrador dizia BERRAVAM HISTERICAMENTE. Eu estava a passar-me da caixa dos pirulitos, cheia de dores de cabeça, estavam-me a vir as lágrimas aos olhos. Qual é a necessidade de GRITAR, questiono de novo. Há momentos para berrar, há momentos para bater palmas, há momentos para estar quieto. Aprendam isto, miúdos: é tudo uma questão de timing. Guardem os berros para quando forem ver um concerto dos vossos coreanitos, aí está toda a gente preparada para eles.

Enfim, fui dar uma volta, comprar umas bolachinhas para lanchar, uma garrafinha de vinho para mais logo... Voltei para ver o concerto. 

Achei este concerto, dos Ryuusei, uma experiência bastante positiva. Pareceu-me uma banda unida e humilde e não estou a dizer isto porque conheço o gajo das teclas, o Pedro. Tocaram músicas um pouco diferentes do habitual. Adorei a garra do baterista, mas - desculpa Pedro - acho que o teclado precisa de mais técnica. A voz também, mas no caso da vocalista, acho que lhe fariam bem umas aulinhas de teatro, para aprender a soltar a franga. Muita timidez em palco é muito (mesmo muito) limitativa, até no efeito que a voz tem. Tive pena de estar tão pouca gente a assistir ao concerto.

E assim terminou mais um evento. Vamos às fotos, que é o que toda a gente quer! =D

(Algumas) Fotos do Segundo Dia







E assim se passou mais um evento. Agora, esperemos pelos skits para os vermos. :> Gostei bastante deste evento, os aspectos positivos ultrapassaram largamente os negativos. Por isso, até ao próximo!

19.9.13

Noite da Alma

Gaea - Noite da Alma
Sophia CarPerSanti
2011
Romance Fantástico

E com este livro, finalmente termino os prémiso que recebi no concurso da Nanothron. Já não era sem tempo!

Pois bem, este livro é uma coisa enorme. Oitocentas páginas. Oitocentas páginas de demónios. E vou confessar: ao ler este livro eu só conseguia pensar num anime, daqueles shoujos góticos em reverse harem... Bem, quem lê este blog por causa dos livros não sabe do que estou a falar, mas é uma coisa gira. Por isso, admitamos desde já, o livro é giro. Vou começar por dizer as razões pelas quais o livro é giro.

Os personagens, que dão vida à história. A história é muito simples, mas aceitável, e o que lhe dá brilho são as personagens. Mari, o centro das atenções, pareceu-me (muito ligeiramente) uma auto-inserção. Mas , ao contrário das auto-inserções mais vulgares, ela tem uma personalidade própria. Ela é capaz de tomar decisões, ela tem dúvidas coerentes com o contexto da história, ela tem atitudes, que se vão desenvolvendo à medida que ela vai compreendendo os seus sentimentos. E depois, o harem. Todos eles têm alguma coisa para contar e é através do que eles contam que ficamos a saber como funciona o mundo dos Deiwos (que os "Humanos" chamam de "Demónios"). E, este mundo, é curioso e fascinante e queremos sempre saber mais sobre ele até ao fim do livro.

E agora, as razões pelas quais o livro perdeu-se no meio de tanto potencial.

É demais. É demasiado longo. É demasiado detalhado em detalhes que não importam. Não é relevante descrever todas as refeições todos os dias. Não é relevante descrever o que Mari veste todos os dias e de que cor é a camisa de Gabriel. A história não avança porque está presa em detalhes da vida normal. É certo que algo da vida normal é importante, para sabermos como os personagens se dão uns com os outros, mas é demasiado detalhe, um fatia-de-vida que não contribui em nada para a história.

Além disso, o que são aquelas citações de Crowley? Pensava a autora que nos ia impressionar muito ao citar o senhor? Sobretudo com citações que não têm relação nenhuma com a história, com o desenvolvimento, com os personagens, com nada? E aquele glossário? Cheio de palavras que não figuraram uma única vez durante toda a narrativa?

E aparentemente isto vai ser uma série... Se forem todos tão grandes como este, não há prateleira que aguente!

Um livro que me causa uma certa pena, porque é mesmo giro mas que se torna aborrecido. Gostaria de o ter partilhado no BookCrossing, nomeadamente num BookRay, mas como era demasiado grande para por no correio, decidi libertá-lo "ao vento", deixando-o à espera de novo dono num dos bancos da praça em frente ao Continente do Colombo. Espero que encontre alguém que goste dele, tanto como eu gostei (porque gostei mesmo muito, apesar de tudo)

´Searching for Sugar Man

Searching for Sugar Man
Malik Bendjelloul
Filme
2012
8 em 10

Quarta-feira, dia de mais uma sessão de cinema ao ar livre no Martim Moniz. Cheguei mais cedo, na esperança de comer alguma coisa, e já só havia lugares soltos. Muito rapidamente, até os lugares soltos ficaram ocupados. Graças a algum poder sobrenatural, conseguimos sacar umas cadeiras aos cafés-restaurantes-bares que agora decoram a ex-Chinatown Lisboeta. Ainda assim, tinha um senhor cabeçudo que me tapava as legendas (ele por sua vez também tinha um senhor cabeçudo a tapar as dele). Mas vamos ao filme.

Infelizmente, quero recomendar este filme. Por isso, não vou poder falar sobre NADA do que se passa nele, porque o que tem mais graça é a surpresa que ele nos mostra. Fala sobre um músico dos anos 70, Rodriguez, uma espécie de Bob Dylan que nunca conheceu o sucesso. Então... Então, vão ter de ver o filme.

Apesar de não ser muito conhecedora de cinema documental (ou de cinema em geral), acredito que este filme esteja muito bem feito, porque mantém o interesse sem nunca aborrecer. Conta com vários relatos de pessoas que conheceram (conhecem? Quiçá...) Rodriguez, imagens, fotografias dele e dos seus álbuns, e gravações antigas.

Mas o que dá o brilho ao filme sobre o Sugar Man, é a música do Sugar Man. Eu já tinha ouvido a banda sonora antes de ouvir o filme, mas no filme faz muito mais sentido. É surpreendente que Rodriguez não tenha  tido o sucesso que merecia, porque a música é mesmo de qualidade. Mesmo que não vejam o filme, recomendo que explorem este artista, porque é realmente interessante.

Tenho pena de não poder falar muito sobre o filme, para não estragar a graça que ele tem. Avanço apenas que quase chorei naquele êxtase final.

15.9.13

A Fórmula do Amor

A Fórmula do Amor
Alex Rovira e Francesc Miralles
2009
Romance

Um livro que recebi no BookCrossing. Estava expectante para ele, porque a sinopse e o primeiro comentártio pareciam muito interessantes, mas depois fui ler mais comentários e nenhum BookCrosser parecia ter gostado do livro... Fiquei com um certo medo.

A verdade é que me peguei a ele e só o larguei quando terminou. É quase um policial, com um pequeno twist: um homem que não tem qualquer relação com o assunto une-se a uma misteriosa mulher para encontrar o último segredo de Einstein. O título em Português é um spoiler para a descoberta final, mas ainda assim o livro está bastante bem conseguido.

Cada capítulo deixa-nos num precipício, temos sempre de ler o seguinte para tentarmos perceber o que se passa.. E só percebemos mesmo no fim. Isto por vezes era um pouco irritante, mas quando meti na cabeça que o livro era para terminar rapidamente, passou a ser motivador. Ao longo das descobertas, que fazem os personagens viajar pelo mundo ocidental quase todo, vai-se desenvolvendo uma história de amor que dá o mote para a revelação final.

Também é demonstrado neste livro um bom trabalho de pesquisa, com muito "trivia" sobre o Einstein que, sendo bastante acessível, também é muito interessante. A explicação simplificada das teorias ajudou muito.

O final foi um pouco desapontante, porque não foi a "fórmula" a ganhar, mas ainda assim gostei bastante do livro.

Tenshi Nanka Ja Nai

Tenshi Nanka Ja Nai
Ai Yazawa
Manga - 40 Capítulos/8 Volumes
1991
7 em 10

Este manga tem uma história engraçada por trás. Bem, pelo menos eu acho-a engraçada! Estava com a Hota em Espanha, naquele evento a que fomos, e queria comprar um manga. De repente ela mostrou-me este e disse-me que era da autora de Nana e de Gokinjo Monogatari e eu achei por bem comprá-lo. Foi quando ela me disse que tinha 8 volumes. Oh bem, agora já está, vou coleccionar o resto. Após alguma investigação, descobri que esta edição, da Planeta Agostini, era uma edição condensada em 4 volumes. Viva! Então vi o OVA. Como podem ver, detestei-o. E a Hota disse-me "isso é daquele manga que compraste em Espanha!" E eu vi a vida a andar para trás... Pensei em vendê-lo, mas quem quereria um manga em Espanhol? Então decidi dar-lhe outra oportunidade e comprar o resto da colecção. 

Valeu a pena.

Conta uma história de amor adolescente muito simples. O que é único neste manga são os personagens e a visão que eles têm sobre a vida. Se um romance adolescente normalmente tem uma rapariga negativa que se apaixona por um rapaz positivo, aqui acontece precisamente o contrário. Os personagens são absolutamente fascinantes, pois é com o bom humor e com uma perspectiva boa da vida que eles resolvem os problemas que se lhes aparecem. No final, é o amor que acaba por vencer. A simplicidade é o seu forte. Gostei tanto da personagem principal, Midori, que a vou adicionar à minha lista de planos de cosplay (que podem consultar no meu Portfolio)

O traço é delicado e sonhador, muito feminino. E a minha parte preferida da autora, as roupinhas, está bem presente, apesar de discreta. Também é muito engraçado ver como se vestiam as pessoas normais nos anos 90 Japoneses.

As ilustrações da capa desta edição deluxe, sobretudo as da capa de dentro, são absolutamente deliciosas. é nelas que basearei o meu cosplay, a versão "Anjo Saejima".

Um manga muito agradável e positivo que só trará sorrisos a quem o ler. E em Espanhol é sempre mais divertido!

12.9.13

Black Dynamite

Black Dynamite
Scott Sanders
Filme
2009
6 em 10

Filmes ao ar livre no Martim Moniz? Bora! Fora as baratas, tudo bem. Venho redescobrindo a minha baratofobia... Este foi o filme ideal para ver no meio da rua, rodeados de sangria de frutos vermelhos e estrangeiros. Porque é simplesmente hilariante.

O filme é uma paródia, uma parvoíce pegada. Fala sobre Black Dynamite, um preto (fora o racismo) do kung-fu que este no Vietname e é da CIA. Por causa da morte do seu irmão, acaba por limpar o seu bairro da droga, que afectava ATÉ OS ORFANATOS e descobrir os terrores chineses por detrás da cerveja Anaconda (makes you go Ooooo) Por isso o filme tem tudo: roupa dos anos 70, funk manhoso, kung-fu, muitos tiros, montes de mortos, gajas nuas (mas poucas), palavrões, tudo o que se possa imaginar. O resultado é de chorar a rir.

Isto não seria possível se não fosse o diálogo que, sendo bizarro e ilógico, está bem escrito o suficiente para quase tudo rimar, o verdadeiro hip-hop ainda antes de ele aparecer.

O filme tem muitos erros, que parecem ser propositados, que apenas acrescentam à hilariedade.

De resto, lembrem-se sempre que os donuts não usam sapatos de crocodilo.

A Rapariga que Roubava Livros

A Rapariga que Roubava Livros
Markus Zusak
2006
Romance

Recebi este livro no BookCrossing. Um livro que não sendo enorme, me pareceu, nunca mais terminava. Não era muito pesado, mas era muito volumoso. Uma história realista e tocante.

Fala sobre a Segunda Guerra Mundial, mas de uma perspectiva diferente. Para começar, o narrador é a Morte. Isto torna todo o livro em algo que, desde si, é naturalmente pessimista. Isto não é feito de forma forçada para puxar o horror, mas de uma forma inócua, quase matemática. Porque a Morte não liga nenhuma a ninguém, apenas cumpre com a sua função. 

O outro lado da perspectiva é que, pela primeira vez que eu tenha lido, o livro não fala da perspectiva das vítimas, os judeus, mas sim daqueles que estão a salvo e que optam por os ajudar. A personagem principal é Liesel, uma menina que vai crescendo numa Alemanha em guerra. Na vida dela há muitas pessoas que se relacionam, o seu melhor amigo, os seus pais adoptivos, os seus vizinhos, um judeu pugilista... E livros. Liesel adora livros. Por isso rouba-os. Mas ela não é uma ladra normal, ela só rouba quando existe a necessidade pessoal e emocional de ter um livro. São os livros que a salvam neste universo desesperante, mas - devido à distância que o narrador tem da história - isto só se torna verdadeiramente comovente e horrendo mesmo no final.

Quase chorei nesse final, mas estava no autocarro e chorar com livros no autocarro dá mau aspecto, por isso controlei-me. É agri-doce, querendo isto dizer que acaba tudo mal, mas que dá para viver depois disso.

Gostei muito deste livro e recomendo-o, se bem que talvez não seja apropriado à faixa etária do programa Ler+. Porque é violento, triste e profundamente realista.

10.9.13

Blood Lad

Blood Lad
Miya Shigeyuki - Brains Base
Anime - 10 Episódios
2013
6 em 10

O primeiro desta season a terminar! Demorei mais tempo a chegar a ele porque tenho os semanais todos atrasados... Mas já me vou actualizar. Porque em breve deixarei de o poder fazer.. Bem, isso serão outras novidades! Voltemos a Blood Lad!

Parece que esta história de vampiros apareceu quase para substituir a da season passada, mas não podiam ser mais diferentes. Esta história fala de Staz, um vampiro que curte de animes e que encontra uma rapariga humana. Que morre e se torna num fantasma. Então ele envolve-se numa demanda para a ressuscitar, encontrando outros personagens igualmente engraçados pelo meio. Existem duas tramas principais, a ressuscitação e a do irmão de Staz, Braz, que apesar de simples estão bem concebidas e entretêm. Existe um certo elemento de comédia, que foi bastante discreto, com elementos que poderiam ter sido melhor aproveitados (a otaquisse do vampiro) e elementos que foram usados em demasia (roupa interior).

O que dá o toque de charme a esta história simples, é a arte. É de um colorido muito estranho, com padrões bizarros e conjugações de cores que parecem absolutamente ilógicas. Ao início tinha mais texturas que davam uma tonalidade muito interessante, mas foram-se perdendo para algo mais próximo da pop-art, o que tornou o reino dos demónios num sítio muito bizarro e muito alegre. Isto, em minha opinião, conjuga-se bastante bem com o conceito de "reino dos demónios", um sítio bem parecido com o nosso mas completamente diferente. Os designs dos diversos demónios também eram engraçados, sobretudo os pombos.

Nada a apontar na música, nem de bom nem de mau. Poderia ter ganho com uma OP menos popalhosa.

No geral, um anime engraçado que cumpre com o essencial: entreter.

9.9.13

Convenção do BookCrossing 2013

Convenção do BookCrossing 2013

Como sabem, pertenço ao BookCrossing e farto-me de receber livros. Quando colocaram o desafio de fazer uma convenção para este ano (creio que é a quinta ou a quarta) e vendo que ninguém se oferecia... Coloquei a cabeça a prémio, desde que tivesse ajuda. Juntaram-se a mim a Vanessa (vcrazygirl) e a Lia (LiaCorreia) e juntas organizámos isto... Bem, que caos! Aproximava-se o dia e os autores que tínhamos iam desaparecendo, precisávamos de mais, depois os prémios, e a piscina, que é feito da piscina? Ohmeudeus será que não vai ninguém? E agora? Nem a Vanessa nem a Lia podem ir no único dia em que a biblioteca que nos acolheu tinha a sala disponível, e agora? Agora, agora... Correu tudo bem! Uma história com final feliz!

Cheguei ainda antes da biblioteca abrir, para montar tudo. Em vez de uma piscina, consegui um magnífico barco, o Explorer 200, que serviu como Cacilheiro de Livros. O que é isto? Bem, cada pessoa à entrada deixaria um livro, para depois tirar outro. Na verdade, cada pessoa deixou 800 livros e tirou três, pelo que me sobrou um saco do Pingo Doce a abarrotar de livraria (que ficou em casa do boy, vou trazendo aos poucos, leio-os todos e vou libertando-os ao acaso :p) Vejam só o meu portentoso cacilheiro!



Apesar de se ter atrasado tudo um bocadinho, começámos apenas com 40 minutos de atraso, com um autor: Nuno Nepumoceno. Eu enganei-me a escrever o nome dele das primeiras vezes, por causa do livro do Senhor Napumoceno. :p Ele apresentou-nos o seu livro, O Espião Português, com uma apresentação de Power Point em que nos mostrou os vários locais onde a história é passada (por toda a Europa). Admitiu-se como um escritor comercial, o que não tem mal nenhum mas que eu não prefiro, vencedor de um prémio do grupo Sonae. Também tivémos uma longa conversa sobre o estado dos editores e editoras em Portugal, motivada pelo discurso de um dos nossos membros que tem o site Segredo dos Livros. Nunca consultei este site, mas se calhar devia juntar-me, haha. Enfim, foi uma conversa que se alongou até à hora de almoço e foi muito interessante, pois era um novo autor, jovem e muito acessível. Achei que por vezes o seu discurso poderia ser um pouco confiante demais, mas se calhar isso é que é preciso! Fiquei com bastante vontade de ler o seu livro, que Nuno teve a simpatia imensa de oferecer ao nosso Cacilheiro. Agora é esperar por um Ring ou por um Ray para ver se tenho oportunidade de o ler!


No horário tínhamos uma "Partilha de Experiências BookCrossianas", mas como já se aproximava a hora de almoço decidi que podíamos partilhar tudo isso a comer. Comemos no restaurante da mãe de um amigo meu, a Fonte da Pipa em Almada. Além da minha alheira vegetariana (que sabe mesmo bem, acreditem!) ainda me ofereceram uma salsicha de soja! Que simpáticos! Fiquei a conhecer melhor os outros membros, porque até éramos poucos e deu para falar com toda a gente. Tudo gente cheia de sentido de humor, todos muito diferentes uns dos outros mas muito divertidos!


Tinhamos saído dentro do horário, mas alheiras, grelhada mista, sobremesa e café tudo junto... Atrasou-nos 40 minutos. E à nossa espera estava a Milene Emídio, uma autora, também com apenas um livro publicado, que foi extremamente simpática na sua apresentação e ficou até ao fim do evento. Ainda tive a oportunidade de falar um pouco com ela e descobrir que conhecemos o mesmo crítico de livros pretensioso =D Enfim, voltando ao assunto, o livro da Milene chama-se "O Vestido" e é uma fantasia medieval que tem fantasmas. É apenas um conto bem grande, umas sessenta ou setenta páginas, que também fiquei com bastante vontade de ler, sobretudo depois de ela ter contado que a ideia veio de um sonho (muitas das minhas histórias também são sonhos, por isso identifico-me com elas). Além de falar do seu livrinho, que também teve a simpatia de oferecer para o BookCrossing, com autógrafo e tudo!, leu para nós o conto vencedor do nosso concurso de contos. Os classificados são conforme consta:

1º Lugar - ichigochi com "Excertos de Uma História sem Princípio nem Fim"
2º Lugar - fungaga com "Ricardo e Malaquias"
3º Lugar - kizmiaz com "Marselha"

Os prémios eram um livrinho destes, uma fita, que foi a Lia que fez, e um livro. A ichigochi, como foi a grande vencedora também recebeu uma caixa feita pela nossa membra Meg72, cheia de coisas boas para escritores!


O conto que eu tinha enviado, muito atrasada, pareceu ser vagamente apreciado pelo júri, que ficou de me enviar uma boa de uma crítica construtiva para eu saber onde devo melhorar. De qualquer forma, se o quiserem ler, está no meu deviantArt e chama-se História da Praia. ;)

Depois de um longo intervalo, chegou o nosso último autor, Miguel Miranda. Apresento mais uma vez as minhas desculpas por não o ter ido buscar, mas estava convencida que ele ia subir para a sala por isso em vez de esperar em baixo esperei em cima e ficou tudo fora de horas. Desculpe Miguel, foi sem querer! ;___; Este autor, que senhor autor!, fez o favor de vir do Porto falar da sua obra e foi uma conversa muito interessante, apesar de interrompida por uma música misteriosa que vinha do nada. Fiquei muito interessada em ler todos os livros de que falou, porque me pareceram extremamente originais nos seus conceitos e as suas origens também me pareceram muito bonitas. Tivemos uma conversa muito esclarecedora, em que ele falou sobre como conjuga a sua vida de médico com a de escritor (uma coisa que me fascina) e depois falámos da situação do mundo em geral. Acabei por ter de o interromper, porque tínhamos de sair mesmo às seis, mas a nossa vontade era ter continuado...

Para finalizar, entreguei um Ballycomber daqueles mais um livrinho aos vencedores dos prémios do fórum, que foram como se segue:

Bookcrosser Energético: SironaCollin
Bookcrosser 3ª Idade: Conto
Bookcrosser Imaginação: Meg72
BookCrosser Palhacito: ivosousa
Bookcrosser Novato: LiaCorreia

Depois fomos para o café do Fórum Romeu Correia, onde toda esta aventura se passou, onde ainda estivemos à conversa ao sabor de coca-cola e imperiais. O meu ajudante veio ajudar-me a carregar todos os livros que sobraram do Cacilheiro (que graças a nosso senhor me ajudaram a esvaziar, foi mais difícil esvaziá-lo do que enchê-lo!). Como dizia antes, vou lê-los todos aos poucos e libertando-os aos poucos, estão em boas mãos por agora. ;)

Gostei muito desta convenção. Fui eu a organizá-la com a Vanessa e a Lia, mas também foi a minha primeira. Mas também foi uma carga de nervos durante algumas partes (não durante o evento propriamente dito, mas antes...) por isso acho que me vou desmarcar de me envolver numa próxima, lol Ainda assim, adorei conhecer todas estas pessoas maravilhosas e fiquei com 35234123 livros de oferta! E um barco!

Agora vou navegar e encontrar mais fotos para ilustrar este post: fiz um erro fatal e não levei a máquina... MAs muita gente levou, por isso estou à espera! Lá vou eeeeuuuuu!!!