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  • Kidou Senshi Gundam: Suisei no Majo

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    Kidou Senshi Gundam: Suisei no Majo
    Kobayashi Hiroshi - Sunrise
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios + 3 OVA
    2022
    7 em 10


    Sendo que eu não confio muito em Gandamus paralelos ao UC, este surpreendeu-me bastante pela positiva.

    Suletta, uma menina de Mercúrio, vai para uma escola privada em que as decisões são tomadas através de grandes duelos de mechas entre os alunos. Ora, Suletta tem um Gundam, tecnologia perdida e proibida e que ela possui graças à sua mãe, uma famosa cientista. Isto vai por os pontos nos ii e vamos perceber que o facto de termos um Gundam não nos faz imediatamente boas pessoas.

    Com uma animação soberba, este Gundam distingue-se sobretudo pela história trágica e violenta, que não víamos praticamente desde os anos 80 do franchise. Os designs são muito interessantes, e as lutas variadas entre mechas nos vários espaços siderais são fascinantes.

    E a conclusão honraria Tomino: a guerra é feia, quer estejamos do lado dos Gundams ou dos Zakus, e fazer as coisas sem pensar nas consequências pode ser trágico.

    Gostei bastante.


  • Mobile Suit Gundam: The Origin

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    Mobile Suit Gundam: The Origin
    Yazuhiko Yoshizaku - Sunrise
    Anime OVA - 6 Episódios
    2015
    6 em 10

    Mais uma instância de Gundam, ao qual não posso resistir. Desta vez mantemo-nos em UC, o que é um alívio. E, ainda melhor, vamos explorar a história de Char e Sayla antes de a guerra começar. Esta é uma nova perspectiva no anime  e torna o entendimento da primeira saga de Gundam muito mais claro.

    Não me alongando muito na parte narrativa, que está excelente e cheia de detalhes deliciosos, devo dizer que este anime foi uma experiência estranha para mim. Se houve alguns momentos em alguns episódios que achei brilhantes, na generalidade é um OVA um pouco fraco e com muitos aspectos que poderiam ser melhorados.

    Para começar, existem alguns elementos que não fazem sentido, como existirem Gundams (quando sabemos perfeitamente que a sua estreia foi em UC 0079) e serem amplamente utilizados e por os Zakus serem mais fracos que estes. Outra coisa que me desagradou muito (mesmo muito) foi a utilização de um CG terrível, mal encaixado e com cores bizarras nos momentos de acção com robots. Isto tornou as batalhas em algo de muito ridículo e pouco emocionante.

    Por outro lado, temos uma trama política que poderá não aliciar alguns espectadores. Penso que este anime se torna sempre mais interessante tendo conhecimento de toda a saga UC.

    Foi um anime mediano, sempre salvo porque Char Aznable nunca é demais. :p
  • Mobile Suit Gundam - Confrontation

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    Mobile Suit Gundam - Confrontation
    Yoshiyuki Tomino
    1981
    Light Novel
     
    O último volume da novel de Gundam! E a prova final de que o anime é completamente diferente. Na verdade, uma versão muito infantilizada dos acontecimentos.

    Aqui, os personagens correm realmente risco de vida. E finalmente percebemos o que é realmente um NewType. As suas acções estão muito mais condimentadas com detalhes pessoais que dão toda uma dimensão emocional à história, sendo que as consequências das acções, os acidentes, as descobertas,, tudo isso contribui muito para a nossa percepção do que é a guerra no espaço.

    Noutra nota, a intriga política é altamente detalhada e muito atemorizadora, pois ficamos a conhecer um pouco das mentes perversas dos que estão por detrás das grandes tragédias. A famílçia Zavi é apresentada de forma muito mais aberta, sendo-nos possível participar activamente nos seus dramas internos e naquilo que significam para o desenvolvimento das batalhas.

    Desapontou-me um pouco o final, que me pareceu muito apressado e pouco detalhado.
     
    Mas, no geral das três novels, gostei imenso de ver esta versão desta história de que tanto gosto! 

  • Mobile Suit Gundam - Escalation

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    Mobile Suit Gundam - Awakening
    Yoshiyuki Tomino
    1980
    Light Novel
     
     O segundo volume da novel original de Mobile Suit Gundam. Para verem o que achei sobre o primeiro, cliquem aqui. :) 

    O que mais me surpeendeu neste segundo volume foi o quão alterada foi a história no anime. A novel é muito mais pesada e a história tem menos lacunas. A verdade é que todos os detalhes técnicos fazem mais sentido e que este livro é o relato de uma guerra com todas as características que a podem tornar realista.

    Os personagens também sofrem um tipo de desenvolvimento um pouco diferente. Existe aqui uma forte componente amorosa, quer dentro da Federation quer dentro de Zeon, sendo que os dois antagonistas agora se encontram numa situação emocional semelhante: não será possível as forças se encontrarem sem haver perdas muito importantes para qualquer um dos lados.

    Isto ajuda muito a caracterizar a ideia de Tomino sobre a guerra e sobre o trauma que esta pode causar. É a prova que Gundam sempre foi uma história séria, um manifesto que foi brutalmente abusado com o objectivo de vender brinquedos.

    Seria muito bom ver as novels adaptadas como deve ser.

  • Mobile Suit Gundam - Awakening

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    Mobile Suit Gundam - Awakening
    Yoshiyuki Tomino
    1979
    Light Novel

    Como sabem, Gundam é uma das minhas paixões. :) Assim, quando soube que - após a primeira série de 1979 - o Sr. Tomino tinha escrito uma série de livros sobre ela, com três volumes no total, achei que era absolutamente necessário lê-la. Finalmente chegou a hora.

    Este primeiro volume conta grande parte da história da primeira série, mas sem grandes sequências de monstros diários ou alívio cómico. É uma narrativa directa ao assunto, que explora em muito mais detalhe conceitos do universo de Gundam, como a estrutura das colónias, a influência das partículas Minovsky (que, confesso, nunca tinha entendido muito bem) ou  própria engenharia dos Mobile Suits.

    Para além disso, fala num detalhe fascinante dos assuntos da ascensão ao poder de Zeon (Sieg Zeon!) e do objectivo de Char Aznable que, mesmo em livro, é um personagem altamente cativante e com muito mais dúvidas, incoerências e juventude do que na série. A relação com Lala Sun também é explorada de forma um pouco diferente.
     
    Talvez o único defeito seja a descrição intensiva e um pouco excessiva das batalhas, o que se pode tornar um pouco aborrecido.

    Assim, com este primeiro volume, Tomino estabelece que Gundam em si é um universo que vai muito além da necessidade de vender bonecos a crianças. Tem uma vida própria, um encanto próprio e, mais uma vez, parece que ganhei o bichinho pelos meus queridos Gandamus. :) Ansiosa por ler o segundo volume!

  • Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans

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    Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans
    Nagai Tatsuyuki - Sunrise
    Anime - 25 Episódios
    2015
    6 em 10

    Tenho estado um pouco ausente deste espaço porque estou numa aglomeração brutal de trabalhos diversos. Na verdade, neste momento encontro-me um pouco enlouquecida de sono. Mas em breve colocarei aqui uma série de comentários (uma dúzia, para aí, a maioria de livros). :)

    Mais uma season e não perdi o novo Gundam. Mas acho que esta foi a gota de água que me fez perder completamente a esperança neste franchise. E acabo por detectar que o problema não é a timeline: IBO é UC. O problema é que as ideias são boas, mas a execução é tão frustrante que o resultado final acaba sempre por cair no limiar da mediocridade.

    Nesta instância, assistimos a uma rebelião num local onde as crianças são obrigadas a trabalhar em esforços violentos. Depois, há grandes revoluções políticas desregradas em que as crianças se tornam independentes. Ora, isto é tudo muito bonito mas o anime esquece-se que as crianças são efectivamente infantis. Como poderia um grupo de adolescentes e miúdos liderar uma revolta política se não num universo animesco pouco inspirado? Assim, as respostas para todos os males destes personagens são sempre limitadas a um conceito de "os adultos são maus, baw". E isto irrita-me, porque eu sou um deles.

    É certo que os personagens de alguma forma evoluem. Se ao início estão um pouco perdidos, encontram o rumo e percebem o que se está a passar. Mas a inclusão de novos antagonistas, uns a seguir aos outros, ao longo de toda a série, tornam o anime repetitivo e narrativamente incoerente, sendo que tudo isto parece acontecer para que grandes lutas entre robots gigantes possam brilhar. E estas... Bem, se não temos pilotos cativantes, como nos poderão interessar estes combates? Pela animação?

    É luminosa, colorida, cheia de detalhes no respeitante a estes dados. Mas as coreografias parecem-me recicladas de outras instâncias Gundam (o que prova que há sempre uma reciclagem, em qualquer que seja o campo) e, tendo isto em conta, serão insossas para um fã mais antigo. Os designs dos personagens são um pavor, com cabelos que não lembram ao diabo mais velho e roupas que não fazem qualquer sentido dentro do contexto. Mais uma característica que infantiliza o franchise e o torna, mais uma vez, numa máquina de vender bonecos. O design da maquinaria não chama a atenção pela diferença.

    Musicalmente, temos uma banda sonora bastante normalóide que não traz nada de novo ao panorama.

    Portanto, acho que por uns tempos vou desistir do meu querido Gandamu.
  • Mobile Suit Gundam Unicorn

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    Mobile Suit Gundam Unicorn
    Furuhashi Kazuhiro - Sunrise
    Anime OVA - 7 Episódios
    2010
    7 em 10

    Como saberão, sou grande fã dos Gandamus. Posso orgulhar-me de ter visto (quase) todos. Faltava este, que era importante. Passado algum tempo depois da última instância do universo de United Century (UC), há um revivalismo de conceitos e de factos exemplares que tornam este conjunto de filmes um gosto de se ver. Porque isto não é um OVA normal: são sete episódios com uma hora cada um, exceptuando o último que acrescenta mais trinta minutos.

    A história é conclusiva no que respeita a UC: um jovem é confrontado com um Gundam especial, um super-robot activado pelas suas capacidades de Newtype. Entre querelas entre a Federation e Zeon, descobrimos o segredo da misteriosa "Caixa de Laplace", que detém um poder imparável que poderá tanto dar a vitória a um dos lados, como destruí-los ou mesmo unificá-los. No que respeita ao conceito, está aceitável, embora o facto de termos alterado o Gundam original para um robot super poderoso com uma certa dose de poderes mágicos (e muito glitter) seja um pouco perturbador. Na verdade, a minha classificação não foi mais alta precisamente por causa desta alteração, que me pareceu pouco natural pelas memórias que tinha dos factos anteriores.

    O que gostei mais foi sem dúvida o revisitar de personagens. Temos o Char, agora chamado de Full Frontal, com todo o seu charme a pulsar. Apesar do penteado estranho que lhe deram. Temos a princesa Mineva e temos Purus mais crescidas, fazendo-nos crer que afinal o ZZ não foi esquecido. Até temos o Bright Noa, que fica giríssimo com este design modernizado. No respeitante aos novos elementos do conjunto, temos um grupo de personagens interessante, apaixonado e com uma densidade bastante apetitosa. Rapidamente nos identificamos com eles e com os seus dilemas, que não são nada pequenos. Na verdade são bastante puros e respeitam muito todos os conceitos do UC original.

    Desta vez não há grande ênfase no aspecto da guerra e do flagelo que simboliza, ao contrário dos OVAs antigos passados nesta timeline. Apesar de Unicorn aparecer como conclusão, acho que teria sido mais digno se tivessem tocado nesses aspectos, que sempre foram importantes para o universo Gandámico.

    A arte está soberba. Os designs têm o estilo do Tomino, mas estão modernizados, o que dá um efeito muito giro. E as sequências de animação são do mais bonito que existe, com coreografias bem desenhadas, cores vívidas e efeitos explosivos espectaculares. Ainda assim, não se compreende como pode haver fogo no espaço, onde não há oxigénio (mas isso é defeito de todas as óperas espaciais).

    No sonoro, temos uma grande variedade. Os efeitos sonoros combinam bem, embora nem sempre as músicas do parênquima me tenham parecido as mais adequadas para cada situação. Em cada episódio temos uma ED diferente, sendo que muitas delas fazem lembrar o pop vintage do UC original.

    De uma forma ou de outra, com defeitos ou sem eles, foi uma conclusão bastante aceitável para um dos momentos mais significativos da história do anime. E lembrem-se: Gundam ainda vive e - se tudo correr bem - ainda viverá por muito tempo! 

    Sieg Zeon!
  • Mobile Suit Gundam 00

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    Mobile Suit Gundam 00
    Mizushima Seiji - Studio Sunrise
    Anime - 25 Episódios
    2007
    6 em 10

    Pois bem, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e Gundam moderniza-se. Gundam 00 é a mais recente reciclagem de UC, feita para apelar às camadas mais jovens, com robôs todos giros para comprarmos modelos e com designs todos catitas para que todos percebamos que Gundam é uma coisa toda modernaça como às outras, que não é old-school e que é fixe gostar de Gandamu.

    Quando comecei a ver isto pensei que o fosse detestar tanto como o Wing, mas a realidade é que não está nada mal (se bem que não se pode comparar com UC, de maneira nenhuma). 00 está focado na política e em organizações terroristas. Engraçado como aqui os bons da fita, os heróis, são os terroristas (mas são bonzinhos!). Existem muitas personagens diferentes que pertencem a elementos diferentes da história. Alguns interagem uns com os outros e fazem a história andar para a frente. Outros estão ali só a, aparentemente, ocupar espaço. As várias histórias não se unem todas no fim e, por isso, não se percebe porque é que algumas existem. Mas, bem, ainda temos uma segunda season!

    Como disse, os designs são todos modernos. É o Gundam dos bishounens, tudo pejadinho de gaijos giros a pulular por todo o lado. Há um para cada fetishista (o que se reflecte na fanart. Por mim, o meu preferido é o Lockon Stratos, apesar de ter um nome idiota). As meninas dos cabelos cor de rosa também abundam. As cores são limpas. Em termos de maquinaria, os designs também se modernizaram. Agora temos máquinas de guerra mais ergonómicas e menos quadradonas. A animação é fluída e temos boas sequências. As lutas continuam a ter raios laser e granadas com fartura, o que se torna um pouco ridículo quando a arte não é dos 80s.

    Os personagens são para todos os gostos. Agradam a toda a gente, mas nenhum deles é especialmente interessante ou desenvolvido. Eles tentam, a verdade é que eles tentam. A dupla personalidade do Hallellujah (que raio de nome, outra vez), o passado infeliz de Setsuna e Lockon, e o facto do Tieria usar óculos, são tudo coisas que podiam ser interessantes. Mas no meio de tanta história cruzada e de tanta confusão perde-se a importância.

    Música completamente irrelevante. Após tantos anos continuam sem admitir que no espaço não se ouvem as explosões.

    Entretanto, como todo Gundam deve ser, morre toda a gente no episódio 24. Não é spoiler, é um dado adquirido. Tendo isto em conta, é um mistério para mim como vão fazer a segunda season. Mas alguma coisa se há-de arranjar.
  • Mobile Suit Gundam MS IGLOO 2: Gravity of the Battlefront

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    Mobile Suit Gundam MS IGLOO 2: Gravity of the Battlefront
    Yatate Hajime - História original de Yoshiyuki Tomino
    Anime - 3 episódios
    2008
    6 em 10

     ORA MAIS UM GANDAMU PARA A MINHA COLECÇÃO, HOHOHO.

     Dentro do universo Gundam, a série de MS Igloo distingue-se por duas coisas: pelo toque de realismo conferido à guerra e pelo CG. O primeiro, atrevo-me a dizer, é brilhante. O segundo nem por isso.

     Em MS Igloo 2 temos 3 histórias paralelas sobre soldados da Federação que são perseguidos pela morte (um shinigami com design bastante ridículo, diga-se de passagem. E completamente desnecessário) durante a One Year War em que são confrontados, pela primeira vez, com essas máquinas de guerra que são os Zaku Mobile Suits. Cada história individual é bastante intensa, mas também está pejada de clichés inúteis e facilmente evitáveis.

     A arte é triste. Os stills de CG são muito bons, mas os movimentos dos objectos são pouco realistas. Isto torna momentos de grande tensão em ocasiões ridículas.

     Os personagens são interessantes, mas o seu desenvolvimento é muito fraco. Todos eles têm uma linha comum, que é serem bons soldados cujo desespero os invade. E é só isso.

     O som não é memorável, apesar de haver uma canção por episódio.

     Um 6 em 10 pela tentativa. E porque os stills são mesmo bons.

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