28.4.17

La La Land

La La Land
Damien Chazelle
2016
Filme
4 em 10

Considerando que este foi o filme que mais nomeações recebeu para os óscares do ano passado, arrebatando não poucos, considerámos necessário vê-lo pare percebermos o que se passou. Aquilo, então, que eu percebo é que ou Hollywood gosta muito de cheirar o seu próprio ânus ou alguém pagou muito bem aos críticos para falarem deste filme. Porque é a coisa mais inana que vi nos últimos tempos.

A história é vulgar: uma aspirante a actriz apaixona-se por um pianista de jazz que tem o sonho de abrir um bar. Fartam-se de cantar e dançar, corre tudo mal mas depois corre tudo bem. E então? Temos personagens sem conteúdo: a caracterização é fraca e o desenvolvimento é praticamente nulo. Não se compreende como Emma Stone ganhou um óscar perante uma personagem tão plana.
 
Existe um esforço para caracterizar o mundo Hollywoodesco, utilizando para isso referências infinitas a outros filmes do passado, clássicos com demasiada qualidade para serem simplesmente colocados aqui às três pancadas, quer através do jogo de cores e luzes quer pelo próprio diálogo. Este é infeliz, pois - tal como as personagens que o dizem - não tem conteúdo mental e é, simplesmente, corriqueiro.
 
Salvam este filme as partes musicais? Não. Apenas o perturbam ainda mais. As músicas são repetitivas, exageradas e existem demasiadas a toda a hora. As danças não estão especialmente bem coreografadas. Sobretudo, os momentos em que as canções aparecem não fazem sentido dentro do contexto.
 
Ia dar um 6 a este filme, que é o que eu dou ao que me deixa indiferente. Mas o Qui convenceu-me a mudar a nota: afinal, não gostei nem de uma gota deste filme. Na verdade, só queria que ele terminasse rápido para poder ir dormir.

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