25.11.14

Pacific Rim

Pacific Rim
Guillermo del Toro
Filme
2013
6 em 10

Pelos vistos o Guillermo del Toro é fã de mechas, portanto porque não fazer um filme de mechas virado para o mercado ocidental?

Neste universo, a civilização está a ser atacada a partir de dentro: uma fissura no Oceano Pacífico anda a libertar monstros, os Kaiju, e há duas opções para defender a humanidade. Robôs gigantes, os Jaeger, e uma parede. Não funcionando a parede, vamos aos robôs. Sobram poucos, é verdade, mas ainda servem.

Para conduzir o robô principal, que se vem a revelar essencial, chamado Gypsy Danger, temos dois pilotos com traumas na vida passada, que se vão conhecendo, apreciando e apoiando até conseguirem vencer todas as forças do mal.

O filme tem claras influências do anime Japonês e tokusatsus, da sua concepção à estrutura. As relações entre os personagens são muito previsíveis, apesar de serem emocionantes e de, no final, trazerem um sorriso.

A melhor parte do filme foi sem dúvida o alívio cómico (nome que passarei a dar a "comic relief"), protagonizado por dois cientistas meio malucos, que aparecem como antagonistas um do outro ao início e que - também de forma previsível - se unem para chegar a conclusões. É graças a eles que ficamos a conhecer mais sobre os Kaiju, que é a parte sobre a qual estava mais curiosa (o que são e ao que vêm). Se bem que segundo as suas explicações não faria sentido haver um Kaiju grávido. Mas acho que se perdoa.

Temos uma grande riqueza em efeitos especiais, que são apenas perturbados pela flagrante evidência da animação digital. De certa forma, acho que o filme teria funcionado muito melhor se tivessem sido utilizadas marionetas, fatos e maquetes. Mas isso gastaria mais dinheiro, certamente.

Mas é um filmezinho divertido. Boa pipoca.

Nota: para mim o nome será sempre o Rim Pacífico. Por outro lado temos o Rim Agressivo. Os dois juntos fazem o Sistema Renal Passivo-Agressivo.

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