3.11.14

A Letter to Momo

A Letter to Momo
Okiura Hiroyuki - Production I.G.
Anime - Filme
2011
7 em 10

Este filme passou no grande ecrã, durante o festival de animação (Monstra). Mas não tive oportunidade de ir ver, portanto tive de esperar até que saísse o blu-ray e ocorresse ao Ni que era boa ideia vê-lo numa das nossas Double Sessions. :)

Uma Carta para Momo retrata um drama familiar, com um pequeno toque de fantasia. Momo é uma menina que é arrastada pela mãe para viver numa ilha remota, depois de o seu pai ter falecido. Do seu pai, conserva o início de uma carta. Apenas tem escrito "Querida Momo," e mais nada. O que será que o pai queria escrever? Com essa dor dentro dela, Momo abre um livro para crianças muito antigo. E de dentro dele, três misteriosas gotinhas transformam-se em Youkai, espíritos da natureza com uma certa maldade própria (mas não é por mal!) que a vão ajudar no caminho para crescer um pouco e compreender a mãe, família que lhe resta.

A história é charmosa e delicada, com momentos extremamente comoventes que, sim, fizeram saltar muitas lágrimas (mas pequeninas). É um conto sobre a vida, sobre o crescimento e sobre a família. O fantástico está muito bem integrado, sendo que as aventuras de Momo com os seus novos amigos não podiam ser mais encantadoras.

Estes pequenos momentos são ilustrados numa animação de qualidade variável. Por um lado, os cenários e fundos são lindíssimos, apesar de não terem muito de espectacular. Estão pintados em cores muito suaves e são altamente detalhados, quer nos aspectos da natureza quer no respeitante à arquitectura do local. No geral, parece ser uma ilha agradável para se viver. Se realmente existir, seria um sítio a visitar (como sabemos, muitos animes funcionam como spot publicitário. Se for o caso, está muito bem conseguido). As personagens têm um design simples mas realista, que por vezes não se integra bem no cenário: são demasiado fortes contra a suavidade das cores, sobretudo em cenas passadas na floresta ou com verde. Nas cenas marítimas, ou com azul, isto não se nota tanto. Também temos um uso bastante grande de CG, que por vezes se encontra muito carregado para o que seria expectável. Há alguns momentos de elevado teor tripanário, com cogumelos a andar, que são muito giros e variam bastante do resto do ambiente. Esse sim, é um universo fascinante.

Quanto aos personagens, são todos bastante realistas, se bem que a paixão à primeira vista do moço seja um pouco exagerada. Os reis da parada são, claramente, os youkai. Eles preenchem o filme com momentos de muita graça, com as suas atitudes bem estabelecidas e muito pouco humanas. As suas asneiras constantes são o que dão um toque de aventura ao filme, trazendo a energia necessária para nos levar ao culminar da história.

Em termos musicais, nada a apontar dentro do parênquima do filme, mas uma nota para a música final que é do pop mais gostoso que pode haver.

Um filme bastante bom e muito simpático. Fiquei com pena de não ter visto no cinema.

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