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  • Suburbicon

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    Suburbicon
    George Clooney
    2017
    Filme
    5 em 10

    Tinha ouvido falar sobre este filme na rádio e, só por isso, fiquei com vontade de o ver. :) E foi curioso porque, já que estávamos numa onda de direitos civis, este filme também trata um pouco sobre isso. Mas a sinopse que deram na rádio é completamente diferente!

    Suburbicon é uma cidade maravilhosa, em que toda a gente vive feliz e contente. Quando uma família de negros se muda para lá e um crime estranho acontece na casa do lado, todos relacionam uma coisa com a outra. Mas há mais mistério do que se possa imaginar.

    Este é um argumento dos irmãos Coen, que tinha ficado na gaveta por muitos anos apenas para ser recuperado por George Clooney, agora tornado realizador de cinema. A tentativa é boa: o argumento tem aquele humor típico dos irmãos, a crítica social, o americanismo intenso. Mas a execução fica um pouco aquém das expectativas.

    Para começar, toda a cidade, todo o ambiente, as personagens, até mesmo os actores, tudo parece falso, construído, exagerado. Uma caricatura de um estereótipo que poderia servir bem como uma piada social se fosse simplesmente um pouco mais realista. Isto faz com que muitas cenas supostamente violentas sejam muito engraçadas e cenas supostamente muito engraçadas não nos toquem de todo.
     
    Assim, acaba por ser uma experiência muito estranha, embora divertida. Clooney ainda tem muito caminho a percorrer.

  • Os Descendentes

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    Ainda na QUINTA DIMENSÃO: 3/16

    Os Descendentes
    Alexander Payne
    Filme
    2011
    6 em 10

    Mais um filme de avião, mas já me encontro na terrinha. Neste momento a minha família encontra-se discutindo o sentido da vida e a formação do universo e eu estou aqui. Não tenho, por alguma razão, ligação à internet.


    Mas adiante, o filme! A única razão pela qual tinha uma certa curiosidade em relação a este filme era "George Clooney". E, efectivamente, ele faz um excelente trabalho de emoções contidas mas verdadeiras.

    O filme em si é mais simples do que aparentava ser pela publicidade. Este amigo tem uma família bastante infeliz, com duas filhas problemáticas e uma mulher mimada, Esta tem um acidente de barco e fica em coma e vai morrer quando se descobre QUE ela tinha um amante. Então vamos confrontar o amante e reformular a nossa família. E é isso.

    O argumento não permite um crescimento das personagens enquanto família, pois os elementos problemáticos (filhas) são estáticos. Assim, o interesse que poderia ter é mínimo.

    De resto, mostra-nos uma perspectiva diferente do Hawaii. Estranhamente, parece ser uma terra absolutamente cinzenta e deprimente.

    Um filme que vale a pena só pelo George Clooney, porque o resto é muito desinteressante.

  • Destruir depois de ler

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    Destruir depois de ler
    Joel Cohen e Ethan Cohen
    Filme
    2008
    8 em 10

    Filme de ano novo.

    Bem, eu já tinha visto isto, mas não me lembrava o quão giro era! Visto uma segunda vez sob efeitos verdes, todo o filme me pareceu uma experiência ainda melhor. Bem, mas antes de começar esta review vou fazer o caro leitor prometer que cada vez que ler "Osbourne Cox" o vai dizer com a voz do Brad Pitt.

    A história de base é sobre um agente da CIA, Osbourne Cox, que é despedido por ser um bêbado de merda. Para libertar a sua raiva Osbourne Cox decide escrever umas memórias. Só que, bem, Osbourne Cox não é exactamente uma pessoa relevante no universo da CIA, por isso as suas memórias são, digamos, uma bela merda. Ora, essas memórias de merda são encontradas por Chad e pela Linda Litzke, dois empregados de ginásio. Eles, coitadinhos, acham que estas memórias são documentos secretos da CIA e tentam fazer chantagem com Osbourne Cox para obterem dinheiro. Enquanto isso o George Clooney tem uma almofada triangular e corre regularmente.

    Toda a história se une a pouco e pouco, com um detalhe e uma precisão incríveis. Existem várias pequenas histórias que se reúnem todas na confusão que se tornou a vida de Osbourne Cox (ainda estão a ler isto com a voz do Brad Pitt?) Está muito bem pensada e tudo encaixa perfeitamente, sem qualquer hesitação. Achei também que foi muito boa ideia colocar uns "comentadores" à história louca, os responsáveis da CIA. Eles dão um toque de realidade a esta história impossível (mas que até podia acontecer, reunidas as condições ideias)

    Mas o mais delicioso deste filme são as personagens. Cada qual com o seu excelente actor, têm todas uma personalidade incrível e um desenvolvimento fantástico. E cada uma diz um palavrão diferente. Osbourne Cox, aka John Malkovitch, é um frustrado, um incapacitado psicológico, um homem furioso com a vida, cuja fúria se transforma numa raiva alucinada que ninguém percebe bem o que é mas que aceitamos (ou ele pode fazer-nos mal). Harry Pfarrer, aka George Clooney, é o personagem perfeito para o George Clooney, um fodilhão sem remorsos, um conquistador, cuja segurança se transforma em terror e paranóia. Linda Litzke é perfeita, a mais fina crítica à mulher de meia idade que está desesperada. E Chad é um encanto. Não tem conteúdo nenhum, mas o Brad Pitt fá-lo tão bem que o personagem se torna em mais um motivo para ver o filme.

    A imagem e música, no entanto, não são dignos de nota. Mas fazer este filme como se estivéssemos a assistir aos acontecimentos por acaso funciona muito bem.

    Sem dúvida um recomendado.



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