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15.4.16

Cinema Paradiso

Cinema Paradiso
Giuseppe Tornatore
1988
Filme
7 em 10

Há muitos anos (mesmo imensos), o Stepfather ofereceu-me o DVD de um dos filmes preferidos dele. Mal sabia que eu raramente vejo filmes com pessoas por mim própria. Assim, o DVD ficou a apanhar pó estes anos todos e nunca tinha visto o filme. No entanto, a semana passada, o Qui sugere-me vê-lo! E, assim, acabei por cumprir o pedido com tantos anos de idade :)

Este é um filme sobre amar o cinema. Numa pequena vila italiana, um rapazinho (Toto) tem uma paixão pelo cinema. Assim, acaba por se tornar amigo do projeccionista, que lhe conta histórias sobre o cinema e sobre o seu pai, que desapareceu na guerra. Graças a esta amizade, o pequeno Toto ganha um amor inusitado sobre filmes e todo o ambiente que os rodeia, acabando por habitar este cinema tão popular entre as gentes da aldeia: Cinema Paradiso.

O filme pode ser dividido em três partes, correspondentes às fases da vida deste rapaz. Na primeira parte, devo dizer que não gostei da actuação infantil (apesar de ser muito aclamada): achei que o miúdo era demasiado infantil para a idade que tinha. Na segunda parte, vemos o rapaz adolescente e o primeiro amor, que eventualmente não corre pelo melhor. Finalmente, vemos a derradeira parte. Em cada uma delas, o mais interessante é ver a evolução do cinema, do tipo de fita ao conteúdo dos filmes que passam.

De resto, as outras personagens são a parte mais interessante do filme. Temos um conjunto muito colorido de pessoas que ilustram perfeitamente o que é viver numa pequena aldeia italiana nos anos 50, sempre com muito humor e candura. Os diálogos são muito complexos e por vezes emocionantes. E, na parte final, é realmente triste ver como todos mudaram, assim como o cinema.

Em termos visuais, o filme tem algumas paisagens bastante características, sendo sobretudo patente o resultado da passagem do tempo. A banda sonora é um pouco repetitiva, embora a peça original seja interessante.

Enfim, um excelente filme para um serão com a família! Vou sugerir que o vejamos na Véspera de Natal do próximo ano :)

28.5.12

A Janela em Frente

A Janela em Frente
 Ferzan Ozpetek
Filme
2003
6 em 10
 
Um filme Italiano que a minha mãe comprou com o jornal ou outra coisa semelhante. Pelo resumo na caixa, pela capa e pelo título imaginei logo que fosse uma imensa e grandessíssima seca, mas - felizmente - não é. É um filme calmo, mas é interessante.
 
A cena inicial é misteriosa e dá o mote para o resto do filme. Vemos um padeiro a assassinar outro padeiro e a correr por Roma afora nos anos 30. Depois vemos, na era actual, um casal a discutir e a encontrar um velhote perdido na rua. O que o público quer saber, então, é qual a relação desta gente com a cena inicial. É uma relação bonita, que explora temas como a guerra, a aceitação social e a homossexualidade. Neste aspecto o filme é bastante bom.
 
No entanto, temos uma história paralela que me pareceu completamente desnecessária. A mulher que pertencia ao casal anteriormente referido, sente-se infeliz com o seu casamento e sente-se atraída por um homem que vê na janela em frente. Este é o tema do filme, mas apresenta-se como um tema secundário que não ajuda em nada. Giovanna, a mulher, não evolui como personagem graças à relação platónica com o homem da janela em frente, mas sim graças à sua interacção com o velhote que apanha da rua. Em termos de personagens só a principal é que tem uma evolução evidente, que também está bastante realista.
 
Os actores não fazem nada de especial, especialmente ela que passa o tempo todo a gritar e a zangar-se com toda a gente.
 
Tem uns elementos de comédia no texto que estão muito bem aplicados para tornarem o filme um pouco mais leve e fácil de ver.
 
E fiquei a aprender que em italiano uma cabra é uma estronça. Haha.