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  • Mazinkaiser: Shitou! Ankoku Dai Shogun

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    Mazinkaiser: Shitou! Ankoku Dai Shogun
    Murata Masahiku - Brains Base
    Anime OVA - 1 Episódio
    2003
    4 em 10
     
    Meu deus, mas que mal fiz eu ao mundo para ter isto na minha Plan to Watch (antiga) e me forçar a mim própria a vê-lo? Talvez com a esperança que fosse um pouco melhor que a prequela. Não é. Nunca poderia ser.

    Neste OVA de um episódio, o nosso herói foi de férias mas é na mesma atacado por robots maléficos. Há robots de todos os géneros, à escolha para o menino e para a menina, bons e maus. Tudo num episódio de 50 minutos. A história não faz sentido, aparenta ser apenas "olha aqui umas coisas para tu lutares" e, de resto, é um anime tão infeliz como a sua primeira instância.

    Não temos personagens de todos (de novo "olha aqui umas coisas para tu lutares") e a animação continua tão terrível como antes. Os designs não têm nexo, sendo cada robot uma mistura de elementos que não têm nada que ver uns com os outros, uma espécie de amálgama de tudo o que se puderam lembrar encaixada num OVA.

    A música é de bradar aos céus, pedindo que pare, incluindo uma estranha cover do "Final Countdown" logo no início (com um efeito especial cheio de chamas feitas com um filtro do Power Point)

    Gostava de ter um comentário maior e muito mais completo, mas realmente não há muito a dizer. Mazinkaiser é cócó.

  • Tonari no Kaibutsu-kun

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    Tonari no Kaibutsu-kun
    Kaburaki Hiro - Brains Base
    Anime - 13 Episódios
    2012
    6 em 10

    Vi este anime por sugestão de um jovem num dos grupos portugueses, num jogo de "sugere um anime à pessoa acima".

    É um shoujo, anime romântico, que trata da relação entre uma rapariga que só pensa em estudar e de um jovem perdido em atitudes delinquentes que se recusa a ir à escola sem ser sob a influência daquela. Entretanto fazem mais amigos e têm pequenos momentos simpáticos e amorosos. É uma história muito simples que vive totalmente dos seus personagens. No entanto, estes poderiam ter um desenvolvimento mais patente e uma caracterização um pouco diferente. Tal como está, a rapariga principal - Shizuko - parece não sofrer qualquer tipo de evolução, servindo apenas como alavanca para a de Haru (o rapaz). E este... Bem... Não o posso considerar como o rapaz ideal para aparecer figurado num inspirador e romântico anime shoujo. Simplesmente tem atitudes demasiado violentas e abusivas dentro da relação (batendo em pessoas e tudo isso, apesar de muitas vezes se tratar de um "acidente"), que não abonam nada em seu favor e que tornam o anime num retrato de uma relação fragilizada e nada ideal como ponto de controlo de uma juventude desorientada, que é a que vê estes animes.

    Os outros personagens aparecem mais como fonte de elementos narrativos do que como personalidades em si, pelo que o anime perde rapidamente o interesse e acaba por se instalar numa profunda mediania.

    Temos uma arte moderna e colorida, com bons designs (como convém a alguma coisa já produzida nos nossos anos 10) mas sem grandes cenas que elevem a animação. Também os cenários são simples, apesar de terem algum grau de detalhe e uma certa textura que lhes dá profundidade.

    A música é vulgar, com honrosa excepção da ED que é muito querida.

    Um anime que será rapidamente esquecido, apesar de ter sido simpático vê-lo.

  • Shin Getter Robo

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    Shin Getter Robo
    Kawagoe Jun - Brains Base
    Anime - 13 Episódios
    2004
    5 em 10

    Aparentemente este anime é uma versão alternativa de uma coisa do antigamente, de nome Getter Robo. Porque é que eu tinha este na Plan to Watch e não o original é um mistério para mim e pura responsabilidade de quem me recomendou.

    Porque é realmente uma coisinha má.

    O mundo, presente, passado e futuro e todos misturados, está a ser invadido pelos Oni, criaturas maléficas e demoníacas que têm intenções destrutivas de razão não clarificada. Para lutar contra eles, um grupo de maluquinhos reune-se para conduzir um robot, tipo um Megazord mais redondinho com um machado e um raio laser no umbigo. A história não chega a ser um monstro da semana porque os episódios são poucos, mas a verdade é que eles estão num futuro em que há robots e depois vão à época Edo em que há casas voadoras com metralhadoras incorporadas e depois têm de lutar contra Onis cada vez maiores e mais feios até os vencerem. Pelo meio morre um tipo que se transforma em Oni, mas depois renasce dentro do robot, o que significa que o robot é super... Bem, uma confusão pegada. Em termos narrativos, não tem ponta por onde se lhe pegue.

    O ponto forte serão as personagens, que são sem dúvida uma trupe bastante original para combater demónios gigantes. Entre um tipo que sabe o que está a fazer, um monge budista e um chefe de um gang, o nível de psicose eleva-se a um píncaro que é consumado pelo banho de sangue e tripas decorrente de todas as lutas. Fora a sua caracterização inicial, não há mais nada nestes personagens que nos faça dizer "epah, que gente tão interessante!" São assim e já está.

    A arte é bastante forte, com traços a negrito e um estilo altamente masculinizado, como um shounen no final da adolescência. A animação, no entanto, não é o ponto mais positivo, pois tem partes muito simplificadas e pouco fluídas, assim como muitas cenas em que estão simplesmente parados à espera do próximo movimentos.

    Musicalmente temos um épico típico, força para vencer o mal até ao dia da tua morte.

    O conceito poderia ter sido aproveitado de melhor forma, com uma história melhor contada e personagens mais carismáticos. Como está, não lhe posso dar melhor classificação.
  • Kurenai

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    Kurenai
    Matsuo Kou - Brains Base
    Anime - 12 Episódios
    2008
    6 em 10

    Ao primeiro episódio este anime pareceu-me extremamente interessante. Então, o que falhou?

    Um grupo misterioso rapta uma criança de sete anos que vive prisioneira no seu próprio lar. Entregam-na aos cuidados do jovem Kurenai Shinkurou, que trabalha para esta instituição. Ele é um jovem alterado, mestre numa arte marcial. Vivem num edifício com quartos, partilhando-a com duas mulheres estranhas. Vão à escola, onde há raparigas estranhas.

    Assim, temos dois pontos essenciais. Um deles é o fatia-de-vida, em que há um certo desenvolvimento dos personagens. Não são claras as relações entre estas pessoas, sobretudo as colegas da escola (partilham um passado, mas...?) e não posso dizer que a evolução de cada carácter tenha sido de excelência. Isto nota-se bastante em Murasaki, a criança, que só actua como membro da sua faixa etária de quando em quando. Por um lado tem birras e momentos próprios de menina de sete anos. Por outro lado, tem uma estranha maturidade que é impossível numa criança desta idade, assim como uma capacidade muito adulta de tomar decisões.

    O outro ponto é a história de Murasaki e a sua família, que aparentam ser muito importantes. No entanto, mais uma vez, isto não é suficientemente explorado em termos generalistas, sendo que a narrativa aponta mais para a relação da menina com a sua família incompreensível.

    Existem momentos sem lógica, sobretudo nas cenas de acção e de lutas. Kurenai é um mestre em artes marciais, mas quando é preciso nunca faz nada de valor. Depois cresce-lhe uma lâmina no cotovelo quando se enerva e não se sabe muito bem de onde ela vem. No entanto, a animação é bastante razoável e, não fosse a inutilidade do personagem principal, dá potencial para que as lutas sejam muito interessantes visualmente.

    Na música, nada de extraordinário se passa. OP e ED parecem-me pouco adequadas ao teor mais escuro da série, apesar da animação da OP ser muito engraçada. Isto do teor é outra coisa que estranhei, pois - para série violenta que trata de assuntos sérios - parece querer manter-se apropriada a menores de dezasseis. Nunca mostra sangue nem ferimentos, o que me parece estranho com tantas lutas. Se calhar sou eu que já não estou habituada.

    É um anime que tinha muito potencial para ser bastante boa, mas que perdeu rapidamente o foco em momentos irrelevantes para um quadro maior.
  • Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru.

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    Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru.
    Yoshimura Ai - Brains Base
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Pelos vistos pulei este anime na minha escolha de animes para ver. O que foi uma pena porque gostei imenso. Também conhecido por "My Teenage RomCom SNAFU", é um harem com um twist. Para eu gostar de harem tinha mesmo de ter um twist, né? Já agora, alguém me sabe informar o que é que é o "snafu"?

    Mas bem, temos aqui um harem igual a todos os outros: um adolescente está numa escola e vai-se rodeando de raparigas bonitas, cada uma com o seu problema. Onde está o twist? Nas personagens. O personagem principal é um jovem inadaptado e sem amigos, com uma visão pessimista da vida. Passa-se que ao longo de todo o anime ele se mantém consistente nessa sua visão, recheada de diálogos interiores que são uma delícia, o que é uma raridade dentro do género. É sem dúvida um personagem especial, que não tem nada de atractivo, nada de memorável e que nunca se torna memorável ao longo da série. Faz amigos? Talvez. As suas colegas são igualmente inadaptadas, cada uma de maneira diferente. Procuram-no para pedir ajuda, a ele e a Yukino. Yukino poderia ser considerada a personagem "tsundere", branca como o seu estereótipo, mas ultrapassa-o porque a sua tsunderice não advém de uma incapacidade de lidar com os seus sentimentos. Ela é por si só uma pessoa solitária que sabe perfeitamente quais são os seus sentimentos e coloca-os na mesa logo desde o início. Em contraste, temos Yui, que se vê perante a solidão precisamente porque não consegue falar daquilo que a atinge. E assim temos um trio implacável a resolver problemas pessoais dos seus colegas, todos eles relacionados precisamente com a sua incapacidade social.

    O resultado é uma crítica à sociedade em geral, à sociedade das escolas secundárias Japonesas e ao próprio género: nesta comédia romântica, tudo corre fora do esperado. Isto dá um certo teor humorista à série, mas de forma delicada: não é uma série que arranque gargalhadas a torto e a direito, é algo que nos faz sorrir com uma certa maldade. Sobretudo se forem como eu e se identificarem perfeitamente com a situação de não ter amigos e de todas as experiências passadas indicarem que o melhor é não os ter de todo (por experiência pessoal, posso admitir que isso é mentira, mas estes personagens ainda não o descobriram. Não vou ser eu a dizer-lhes).

    A animação é parca, dado que a série se dedica mais a diálogos do que a outra coisa. Ainda assim poderia ter sido feito uso mais original de perspectivas e de cores, se bem que as que estão presentes é que oferecem ao anime a sensação de que "isto é igual a tudo o resto mas... É diferente"

    OP e ED agradáveis, cantadas pelas actrizes de voz. Músicas do parênquima nem se dá por elas.

    Uma série pela qual eu não daria nada, mas que vale a pena pelas personagens.


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