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  • Janela Indiscreta

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    Janela Indiscreta
    Alfred Hitchcock
    1954
    Filme
    7 em 10


    Um fotojornalista está preso em casa: partiu a perna. A sua única companhia é a empregada, a namorada e os vizinhos que ele vê pela janela. Cada vizinho tem o seu quê de único e trágico, e ele entretem-se a observá-los.

    Até que uma noite sem conseguir dormir... Vê algo que lhe parece misterioso. Um crime! Com ajuda das suas amigas, irá fazer um grande esforço para o conseguir desvendar.

    O que eu achei mais interessante neste filme é como, sem falar com ninguém e apenas observando, conseguimos perceber todos os detalhes de cada uma das personagens, na sua própria casa, protegidos do mundo mas a descoberto do olhar de Hitchcock.

    Também achei muito giro que as personagens femininas tivessem um destaque tão grande, sobretudo num filme desta época.

    Gostei muito.

  • Vertigo

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    Vertigo
    Alfred Hitchcock
    1958
    Filme
    7 em 10


    Mais um filme apanhado na televisão, desta feita uma obra prima do cinema. O título em português de Portugal não vou por, porque é um mega spoiler.

    Então, um polícia desiste de ser polícia para se dedicar à actividade privada, depois da morte do seu parceiro numa queda. Devido a isso, ele agora sofre de vertigens, o que impede o seu trabalho. Nisto tudo, um amigo contrata-o para investigar a misteriosa história da sua esposa, que aparentemente está a canalizar vidas passadas. E nisto se forma uma história de amor e de obsessão, na qual as vertigens não irão ajudar.

    As cores saturadas deste filme tornam-no muito belo, mas o que é extraordinário é a forma como o actor principal passa de pessoa responsável e apaixonada para um doido obcecado com a figura do passado, violento e horrivelmente machista. Esta mudança entre as duas partes é profunda e estabelece a capacidade do autor para cortar completamente com um tema para pegar em outro.

    Assim, temos um filme surpreendentemente sólido, que certamente fica na história.

  • The Rope

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    The Rope
    Alfred Hitchcock
    1948
    Filme
    8 em 10

    Ultimamente estava um pouco cansada de ver filmes, sem vontade nenhuma. Sentia que precisava de um filme com bons actores e com uma boa narrativa, e que o que andava a ver não me estava a satisfazer neste aspecto.

    Eis que alguém especialíssimo me mostra "The Rope". E o meu amor pelo cinema voltou, palpitante e galopante. Este é um filme extraordinário, que tem tudo o que eu precisava na dose que eu precisava. Actores extraordinários a interpretar uma histórias simples mas cheia de suspense, com diálogos impecáveis e uma técnica cinematográfica impressionante.

    "The Rope" é quase todo passado na mesma sala, com um diorama da cidade por trás do cenário. E como podem fazer tanto com tão pouco, como cada elemento tem a sua função perfeita. Para além disso, os diálogos estão plenos de sarcasmo e humor, numa crítica social fortíssima e pontiaguda.

    Este filme salvou o meu estado de espírito. Recomendo vivamente!

  • O Homem que Sabia Demais

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    O Homem que Sabia Demais
    Alfred Hitchcock
    Filme
    1956
    6 em 10

    Mais um filme do dia da véspera de Natal. Também estava a dar num dos TVCines. Foi também (acho eu) o primeiro filme do Hitchcock que vi.

    Uma inocente família Americana vai passar umas férias a Marrocos. No entanto, encontram um misterioso homem que, a certa altura, lhes passa um segredo. O nome do filme induz em erro, porque não é o homem que sabe demais: o casal sabe demais e a mulher também tem um papel muito forte neste mistério. Não podem contar o segredo a ninguém, sob o risco de matarem o seu filho. Como irão solucionar o assunto? Talvez se o tomarem nas suas próprias mãos...

    A narrativa acaba por ser muito simples e o espectador consegue ter uma ideia bastante exacta do que vai acontecer, sendo que é tudo um pouco previsível. No entanto, é a forma como tudo está estruturado que torna este filme único (apesar da cotação que lhe dei, que conta pela narrativa um pouco fraca). Tudo está filmado de forma a dar uma grande tensão a todas as cenas, para além de toda uma aura de suspense e um pouco de medo. Em termos técnicos é feito com mestria, sendo sobretudo patente o uso da cor que - nestes momentos iniciais de cinema technicolor - é extraordinário.

    Achei curiosa a prestação dos actores, que é um pouco diferente do método de hoje em dia. Não sou grande conhecedora de filmes da altura, mas achei muito interessante a forma como cada pessoa está caracterizada dentro de um estereótipo, acabando por o ultrapassar através do seu exagero, de forma a conseguir solucionar os problemas apresentados sem nunca fugir da premisa inicial.

    O tema principal do filme, o que sera sera, é único, memorável e amável. Até agora estou a cantá-lo.

    Fiquei curiosa para ver mais filmes deste autor.



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