Mostrar mensagens com a etiqueta robert de niro. Mostrar todas as mensagens

  • Heat

    0

     

    Heat
    Michael Mann
    1995
    Filme
    6 em 10


    A televisão do hotel estava sintonizada para filmes de 1995.

    Este é o primeiro filme em que Al Pacino e Robert DeNiro estão juntos, e fala sobre assaltos a bancos. O autor revela uma grande capacidade de pesquisa para mostrar assaltos realistas, e temos um conjunto de personagens bem caracterizado e forte para suportar esta caça de gato e rato, em que Pacino tenta apanhar DeNiro como se fosse o seu arqui-inimigo, nemesis mortal.

    Apesar de o filme ser bastante inteligente, a personagem de DeNiro acaba por ser frustrante na sua sede de vingança, e a sequência de raparigas mortas e violadas acaba por não acrescentar nenhum elemento importante à narrativa.

    Fiquei com pena de o confronto final ser tão definitivo.

  • The Irishman

    0
    The Irishman
    Martin Scorcese
    2019
    Filme
    7 em 10
    O novo filme de Martin Scorcese nasceu envolto em problemas. Acabou por se tornar uma produção Netflix, com todas as consequências associadas. Mas nem por isso deixa de ser um filme marcante, com excelentes interpretações, e uma história fascinante.

    É um épico sobre a máfia ao longo dos tempos e das eras, protagonizado por Robert de Niro no papel do "Irlandês", um homem que "pinta paredes" e, quase por acaso, se vê como braço forte da máfia italiana, fazendo contactos, amigos e ganhando protagonismo no meio. Acompanhamos a sua ascendência e depois a quebra final, avançando e recuando no tempo para encontrarmos a velhice e a juventude de mãos dadas. Por isso, é um filme que requer alguma habituação, pois são utilizados efeitos digitais para tornar os actores mais velhos ou mais novos do que realmente são para que eles participem nas várias fases da vida das suas personagens.

    Apesar de surgir de forma aparentemente aleatória, com cortes e mudanças, temos uma narrativa relativamente simples, que pode pecar por ser demasiado longa e por vezes cheia de detalhes que não significam muito nem para a história nem para o verdadeiro desenvolvimento das personagens.

    Talvez o aspecto mais marcante deste filme seja precisamente a auto-crítica e auto-contemplação da idade, com a conclusão de que no final todos estamos sós por mais que tenhamos feito em vida. Podemos criar um paralelismo entre este filme e a história do próprio cinema. Outra coisa de que gostei muito foi o olhar do autor, que nos mostra o filme como um puro observador, sem criticar, com uma frieza dissecante, como se fosse apenas um olho que vê os acontecimentos sem se envolver.

    Recomendo este filme, embora seja muito longo e um pouco desafiante.
  • Awakenings

    0
    Awakenings
    Penny Marshall
    1997
    Filme
    7 em 10

    Um sensível filme, baseado numa história real, sobre a relação entre um médico e os seus pacientes.

    Robin Williams é Dr. Sayer, um médico neurologista a quem lhe é atribuída uma ala hospitalar em que residem doentes catatónicos. Através da observação, Sayer descobre que estas pessoas ainda possuem algum tipo de sensibilidade e experimenta novas drogas para os fazer "despertar". O paciente escolhido para os testes é Leonard Lowe, aqui Robert DeNiro. O seu despertar e o dos outros doentes é revolucionário. Agora querem recuperar todo o tempo perdido.

    Um filme que nos mostra um pouco sobre a descoberta da humanidade nos pacientes mais complexos e da humildade no médico, o detentor do saber que terá de explorar todas as possibilidades para os manter. E, neste caso, não tanto salvá-los, mas sim o mantê-los o mais confortáveis possível na sua situação. Esta perspectiva é tocante e palpável, fazendo a narrativa ir mais além do que a sua interpretação.

    Fazendo uso de imagens simples mas muito belas, tanto trágicas como familiares, e um trabalho de actor pleno de sensibilidade e cuidado, é um filme que se eleva no seu contexto e traz mesmo uma certa paz a quem o vê.
     
    Um filme que me ficará por algum tempo na memória.

  • Raging Bull

    0
    Raging Bull
    Martin Scorcese
    1980
    Filme
    7 em 10

    Tarde de Domingo, pouco que fazer, que tal ver um filme? :)

    Este filme é baseado na autobiografia de LaMotta, um boxer peso médio que chegou ao estrelato e depois entra numa espiral descendente, devido aos seus terríveis hábitos de violência, ciúme e gula descontrolada.

    O filme está a preto e branco, excepto uma curta secção de breve felicidade, sendo que esta técnica fornece um excelente efeito visual para os combates que, sendo extremamente violentos muitas das vezes, passam desapercebidos e tendo em si uma aura quasi-artística.

    A narrativa é bastante simples (ascendente, topo, queda), mas nunca teria sido possível sem o excelente trabalho de actor de Robert de Niro, que nos transmite uma pessoa extremamente desagradável, mal educada e, sobretudo, muito violenta. Esta personagem está em constante mutação, e o actor consegue encontrar um equilíbrio perfeito entre a sua própria anatomia e a pretendida para o papel.

    É um bom filme desportivo e, para além disso, é bastante diferente do habitual, na medida em que não nos identificamos em nada com os personagens retratados. Talvez não a melhor obra que vi de Scorcese, mas ainda assim plena de validade.

  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan