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20.7.16

Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"

Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"
 
Hoje falaremos de algo um pouco diferente. Sexta feira que passou, após um dia de trabalho não extenuante (porque cancelado), dirigi-me à Oficina do Cego para o fabuloso lançamento de uma publicação altamente independente, de nome "Não Metas um Poeta Dentro de Água" .

Contexto? Ora bem, já no ano passado, fui fazer um Curso de Escrita Narrativa, com o autor e mestre Rafael Dionísio (publicado pela Chili com Carne). Participaram também a Patrícia M. Noronha e o Rodrigo Prista, sendo que ficámos grandes companheiros literários depois de todo este processo criativo. Ora, com este curso vinha um bónus! A publicação dos contos realizados nesse âmbito, num conjunto de fotocópias com aspecto muito agradável.

A Oficina do Cego é uma oficina de tipografia, sendo que foi lá que foi feita a capa, sob a mágica orientação da Patrícia (já que eu estava a trabalhar e o Rodrigo ausente sem licença). Foi feita em caracteres móveis, que incluem letras e um bonequinho a saltar para dentro de água. Onde arranjámos o título? Ora, estávamos falando sobre um poeta que gostava de natação e alguém, acho que eu, gritou... NÃO METAS UM POETA DENTRO DE ÁGUA! E, assim, ficou o nome.

Neste lançamento, com muita comida e bebida, falámos um pouco sobre os nossos contos, que foram ilustrados de forma bastante macabra pelo mestre João Feitor. Eu cá gostei bastante da ilustração do meu conto, embora não tenha percebido o tema da aranha ;)
 
 

Sobre os contos propriamente ditos, dissemos várias coisas. Farei mais um menos um resumo:


Em "O Sonho de Matilde", da Patrícia, um professor de pintura morre de inveja do talento da sua aluna idosa, sendo que posteriormente acontece um crime. 

Em "Carlos André ou Antifa", meu, um jovem metaleiro está dividido entre a sua paixão pelo moshpit e a sua paixão pelo jazz. Está sempre acompanhado pelo seu gato anti-fascista, o Antifa e, posso dizer, a história acaba bem. :)

Em "Bequadro", do Rodrigo, falei eu um pouco, já que o referido rapaz está ausente em terras africanas até notícia em contrário. O Rodrigo é poeta e é um conto poético, no universo da música clássica, em que se prevê uma desgraça (mas não é um crime).

Estive acompanhada pela minha mãe e pelo Rui (sua pessoa) e foi muito interessante estar com todos. Falei com muitas pessoas diferentes que me deram toda uma nova perspectiva sobre o mundo editorial, e para quem espero não ter parecido demasiado convencida sobre os meus talentos, que são quase nenhuns...

De resto, fiquei com vontade de praticar mais a minha escrita (que podem acompanhar no meu blog paralelo O Bentivi Urbano), participar em mais cursos e, no fundo, escrever mais coisas. :) Fiquei com 15 mini livros para mim. Foram fotocopiados 50, 15 para cada um e 5 para a Oficina. Dos meus, estou a oferecê-los às pessoas mais próximas de mim, sendo que até já mandei um para o Brasil, para sermos internacionais! Qualquer um de vós que queira ler estes contos, poderei enviar pelo correio um dos volumes. Peço depois é que partilhem com as pessoas. :)


7.12.15

Duas Publicações Oficina do Cego

Duas Publicações Oficina do Cego:
As Borboletas não têm Dentes do Siso
O Problema das Cerejas são os Caroços
Vários
2015
Contos

Como já terei informado algures, tenho agora um novo blog paralelo para as minhas aventuras escriturárias e literárias, de seu nome O Bentivi Urbano. Recentemente, iniciei na Oficina do Cego, uma oficina de tipografia, um curso de escrita narrativa com o formador João Rafael Dionísio e a companhia de mais duas pessoas fofinhas. :) O João deu-nos, então, os volumes anteriormente publicados relativos aos cursos anteriores. Demorei algum tempo a chegar a eles, mas finalmente dei-lhes uma leitura e, por isso, deixo aqui um breve comentário.

Para começar, é curioso tentar ver a forma como estas histórias foram criadas, que terá sido pelo mesmo método que estamos nós a experimentar agora. Mantive-me sempre atenta a todos os traços dos personagens, de forma a tentar incluí-los naquela "ficha informativa" que também eu fiz.

De resto, houve histórias que gostei muito, outras que gostei mais ou menos, mas não houve nenhuma que achasse terrível (ao contrário dos meus colegas, que leram apenas o segundo volume. O primeiro terei de lhos emprestar, pois tirámos à sorte quem ficaria com o único exemplar :p )

Relativamente aos contos, vou deixar algumas notas sobre aqueles que me marcaram mais:

Conversas de Esquina - Disse-me uma borboleta que este conto foi escrito por um médico, no entanto não está medicamente informado sobre o uso recreativo da ketamina.
Visões de Um Cego em Terra de Reis - Sem dúvida o conto mais estranho, acho que foi o que gostei mais (apesar de toda a gente odiar a ilustração e de eu também não a compreender). Gostei imenso da forma como o personagem, que nunca é totalmente caracterizado, vê um mundo confuso e desregrado, com uma mistura de memórias e da realidade presente.
As Incríveis Aventuras do Sherlock do Cacém - O Caso da Vanda - Ao início estava a detestar, mas depois entrei na história e queria mesmo saber quem era o misterioso perseguidor! Uma história cómica e cheia de detalhes.

Zé, Joaninha, Ivone - Adorei a forma como a perspectiva das pessoas passa para os objectos. A narrativa do carro foi fofinha e fascinou-me um pouco! Na verdade, comecei a pensar que tipo de conversas o Bequi (o meu carro) teria com outros carros :)

De resto, estas são edições modestas, manuais, mas ainda assim exalam uma aura de carinho e dedicação! Ainda não sabemos qual vai ser o nome da nossa, nem como vai ser a capa, mas prometo que estamos todos os três a trabalhar em histórias bem catitas! Visitem O Bentivi Urbano se quiserem saber um pouco mais sobre o processo. :)