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  • Ted Lasso

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    Ted Lasso
    Jason Sudeikis
    2020
    Série


    Esta série fala sobre futebol e muito mais. Ted Lasso foi contratado para treinar uma equipa de futebol inglesa em recessão, mas ele não sabe nada de futebol. Ele na verdade é treinador de futebol americano, e nem por isso muito bom. Mas ele tem uma característica única: é uma pessoa super bem-disposta, super motivadora e vai fazer de tudo para que - quer ganhem ou percam - todos se sintam bem. E isso é mais importante que qualquer taça.

    É uma série relativamente curta (três seasons), que é divertida e agradável, suportada pelo seu personagem principal e pelo actor que lhe dá vida. No entanto, os outros personagens também têm uma unicidade muito própria, e os pequenos dramas que vão acontecendo tornam a experiência muito prazerosa e engraçada.

    Ficamos a conhecer os meandros da indústria do futebol mas, mais que isso, ficamos a saber que os jogadores, os treinadores, os dirigentes, todos eles são - no fundo - pessoas como nós. Que precisam de amor, de motivação, de energia e de carinho, mais do que tudo. E esta série é importante porque mostra que isso é tudo o que é preciso para vencer.


  • The Challengers

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    The Challengers
    Luca Guadagnino
    2024
    Filme
    6 em 10


    Um filme sobre ténis que é um filme sobre um casal dividido em triângulo e desse triângulo vem o maior jogo de ténis da história, em que as consequências são gravosas para todos os envolvidos.

    Devo dizer que, pessoalmente, gosto de ténis. Desde Prince of Tennis que, agora que entendo as regras, gosto de ficar a ver um bom jogo de ténis. Este filme mostra sem dúvida um bom jogo de ténis, com todos os seus truques de câmara e toda a virtuosidade cinematográfica, mas isso não é suficiente.

    Simplesmente não me liguei com os personagens, e tornou-se-me irrelevante quem ganhava, quem deixava de ganhar, e com quem Zendaya ficava no final, porque a sua personagem era simplesmente execrável, movida por uma paixão desportiva que fica acima da paixão social - o que para mim é um pouco estranho.

    De resto, nota para a banda sonora, que temos ouvido incessantemente, que é um ponto forte do filme.

    Para mim, ficou apenas a meio-meio.

  • Ted Lasso

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    Ted Lasso
    Jason Sudelkis
    2020
    Série


    A esposa do dono de uma equipa de futebol divorcia-se e, como prémio, ganha essa equipa. Agora a sua missão é destruí-la, e para isso contrata como treinador o Ted Lasso, que teve muito sucesso na América mas em... Futebol Americano.

    Ted Lasso é um personagem cativante, daqueles que nos diz que os homens de bigode são sempre boas pessoas. Ele motiva os seus jogadores não se importando com a vitória ou com a derrota, ele trabalha com as emoções, é um mestre das soft skills. Mas isso será suficiente para competir na Premier League inglesa, tão desafiante?

    A série tem, então, vários elementos de comédia, mas também nos fala de pequenos dramas humanos que afectam as personagens de várias formas. O divórcio, a vingança. O amor, a amizade. Tudo isso é abordado de forma simples e bem disposta.

    Gostei bastante e aguardo para ver mais seasons.

  • King Richard

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    King Richard
    Reinaldo Marcus Green
    2021
    Filme
    5 em 10


    Ainda nos mantendo no universo dos biopics, este era um dos que estava mais ansiosa para ver da Oscar Wave. Revelou-se um exercício irritante e frustrante.

    Este filme aborda Richard, o pai de Venus e Serena Williams que - como sabemos - são as maiores estrelas de sempre do ténis mundial. No entanto, nesta altura ainda eram crianças, e Richard precisa de um treinador para que elas se elevem à qualidade que merecem. No entanto, esta figura paterna é altamente violenta, teimosa e volátil. Assim, porque tomamos esta pessoa como um exemplo a seguir? Porque fazemos um filme sobre um homem que, essencialmente, só pensa em si próprio e no plano que criou, muitas vezes chegando a ponto de impedir as filhas de brilhar?

    Para além disso, o filme é toda uma ode de comiseração por Compton, pelas pessoas negras de Compton, e pelas pessoas negras no geral. Penso que é por isso a nomeação que temos, porque realmente o filme fala da injustiça no mundo do desporto. Mas como o discurso é repetido várias vezes, acaba por ser algo cansativo.

    Fiquei desapontada.

  • Ping Pong

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    Ping Pong
    Matsumoto Taiyou
    Manga - 55 Capítulos / 5 Volumes
    1996
    5 em 10

    Este anime foi sugerido na Roleta da Geringonça.

    Então, eu já conhecia o anime e não fiquei fã dele na altura. Gosto bastante de anime de desporto, mas nunca tinha lido um manga do género, então foi uma experiência nova. Infelizmente, não me cativou o suficiente. Os personagens têm uma caracterização forte, mas saem pouco dela, apesar dos dilemas que vão passando ao longo dos anos da narrativa. Esta, foi suficientemente aborrecida para me fazer adormecer no comboio (ontem) e quase que perdi a paragem e fui parar a Lisboa.

    A arte é curiosa, gostei do estilo cru e houve alguns momentos artísticos muito bons. No entanto, a falta de detalhe é flagrante, o que dificulta a percepção da leitura e, por vezes, a distinção de alguns personagens (de quantos carecas precisamos na nossa vida?) 

    De resto, acho que o aspecto mais positivo foi a disposição das vinhetas durante os jogos, que tornam a acção muito dinâmica, o que transmite bem o que é um jogo dePing Pong. 

      Por isso, não foi um manga que me enchesse as medidas e vou dar-lhe um 5/10


  • Baby Steps 2nd Season

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    Baby Steps 2nd Season
    Murata Masahiko - Studio Pierrot
    Anime - 25 Episódios
    2015
    6 em 10
    A primeira season deste anime não me cativou mas, apesar de tudo - e algum tempo volvido - decidi experimentar a segunda. Devo dizer que foi muito mais interessante e agradável do que na primeira season, talvez porque desta vez me sentia um pouco mais focada no tema.

    O tema é Ténis, o desporto com raquetes. Maruo é um rapaz que aborda o desporto de uma maneira original: ele analisa-o, tira apontamentos, estuda-o em detalhe. Depois, utiliza os valores alfanuméricos que concluiu para estrategizar os seus jogos. Tudo isso acontece no imediato, com o personagem oferecendo explicações exactas sobre o que está a fazer precisamente quando o está a fazer. No entanto isso acaba por não cortar com o ritmo do jogo que, não avançando ponto a ponto mas sim em grandes passadas, tem um efeito bastante divertido.

    De resto, a animação é um pouco incapaz, com designs de personagens muito simples e, no geral, pouco detalhe nas animações. É certo que não é o tipo de anime dado a grandes sequências de animação com músculos latejantes, mas gostaria de ter visto um pouco mais de jogging.

    Foi um anime interessante e talvez venha a ver mais eventualmente.
  • Eu, Tonya

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    Eu, Tonya
    Craig Gillespie
    2017
    Filme
    8 em 10

    Pode não ter sido o filme mais premiado dos óscares, mas a verdade é que - até agora - é capaz de ter sido o meu preferido. O que posso fazer... Eu tenho um fraquinho por patinagem artística! xD

    Esta é a história, baseada em factos que são reais e em outros que não são reais, de Tonya Harding. Esta campeã da patinagem artística, que conseguiu fazer coisas consideradas impossíveis no gelo, esteve - na sua época - envolvida num estranho escândalo em que foi acusada de planear um ataque à sua rival, lesionando-a num joelho.

    Mas este filme fala de muito mais do que o escândalo em si. Fala da vida de Tonya enquanto patinadora. Porque ela nunca foi mais nada do que uma patinadora. Não sabe mais nada, nunca fez nada de diferente. A sua mãe sempre a pressionou para que fosse a melhor, para que ganhasse, sempre a motivou da forma mais agressiva possível. E os resultados só se viram muito mais tarde... Realidade? Talvez.

    A história é emocionante porque nos fala de um lado deste desporto no qual nunca tinhamos pensado e, com isso, faz uma profunda reflexão sobre a segregação de uma maioria branca mas que, devido ao próprio ambiente das suas vivências, é extremamente pobre e ignorante. Tendo isso em perspectiva, as pequenas vitórias de Tonya Harding tornam-se cada vez mais importantes para o espectador, que não suportará as injustiças de que - constantemente - é vítima.

    Também aborda temas difíceis, como a violência na relação e no ambiente doméstico, caracterizando na perfeição o elemento abusador e manipulador, que acaba por destruir todos os sonhos com a sua ignorância e teimosia.

    De resto, uma nota para as excelentes interpretações, para a magia que fizeram em todas as partes artísticas geladas e, também, para o guarda roupa fascinante (apetece-me fazer muitos daqueles vestidinhos :3 )

    Gostei tanto que fui investigar a vida da verdadeira Tonya Harding. Certamente que não é, de todo, tão estimulante como o filme...
  • Raging Bull

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    Raging Bull
    Martin Scorcese
    1980
    Filme
    7 em 10

    Tarde de Domingo, pouco que fazer, que tal ver um filme? :)

    Este filme é baseado na autobiografia de LaMotta, um boxer peso médio que chegou ao estrelato e depois entra numa espiral descendente, devido aos seus terríveis hábitos de violência, ciúme e gula descontrolada.

    O filme está a preto e branco, excepto uma curta secção de breve felicidade, sendo que esta técnica fornece um excelente efeito visual para os combates que, sendo extremamente violentos muitas das vezes, passam desapercebidos e tendo em si uma aura quasi-artística.

    A narrativa é bastante simples (ascendente, topo, queda), mas nunca teria sido possível sem o excelente trabalho de actor de Robert de Niro, que nos transmite uma pessoa extremamente desagradável, mal educada e, sobretudo, muito violenta. Esta personagem está em constante mutação, e o actor consegue encontrar um equilíbrio perfeito entre a sua própria anatomia e a pretendida para o papel.

    É um bom filme desportivo e, para além disso, é bastante diferente do habitual, na medida em que não nos identificamos em nada com os personagens retratados. Talvez não a melhor obra que vi de Scorcese, mas ainda assim plena de validade.

  • Walkure Romanze

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    Walkure Romanze
    Yamamoto Yuusuke - Lantis
    Anime - 12 Episódios
    2013
    4 em 10

    Como está a ser interessante esta véspera de Natal, a chuva está cada vez mais agressiva e nunca mais é hora de comer os trinta sonhos que a minha avó encomendou.

    Levanta-se, portanto, a questão: porque é que eu me pus a ver este anime? Porque sou estúpida, é essa a resposta. Quando olhei para a sinopse e para o design das personagens, a minha ideia foi "isto é tão parecido com Utena!" e pensei "se é parecido com Utena deve ser Utena!". E eu adoro Utena. Mas não podia ser nada de mais diferente. Fica a lição: nunca começar a ver animes da nova season sem antes ver os PVs. Estou, neste momento, à espera dos PVs dos animes que penso em seguir na season de Inverno.

    Esta coisa, este coiso - não há outro termo para o definir - é um harem ecchi sobre cavalaria. Lembram-se dos tempos do Rei Artur em que pessoas com grandes paus iam em direcção umas das outras em cima de cavalos? É isso. É um desporto muito antigo, cujo nome desconheço. Eles chamam-lhe "jousting". Em Português deve ter outro nome, suponho. Se é que semelhante coisa se fazia em Portugal nos tempos da cavalaria. Enfim, como anime de desporto, a ideia até está bastante boa. É muito original. O que é verdadeiramente terrível é a execução.

    Sendo um anime harem ecchi, o que mais há, por todo o lado, frequentemente e exageradamente, são maminhas e rabiosques, com muita lingerie mal desenhada. Isto seria aceitável se as possuidoras de tais atributos fossem mais para além deles. Todas as personagens e todas as situações parecem existir em função de se mostrar os momentos de estranheza do personagem principal, que se vê frequentemente confrontado com gajas desnudas. Presonagem principal, esse, que está completamente em branco. Apesar de ter uma variação do personagem principal de harem ecchi normal: ele até é uma pessoa com confiança. Não é um miúdo falhado. Mas essa diferença mal se nota devido às situações em que se encontra.

    A arte é qualquer coisa de muito horrível. Iniciemos pelos designs das personagens. Com toda a naturalidade, é suposto mostrarem os seus atributos anatómicos. Mas não faz sentido, sentido prático quero dizer, que as armaduras tenham maminhas e que não tenham protecção para o rabo. Em vez disso são cuecas ou saias. Mas a desgraça não se limita a isto. O CG. Os cavalos, as batalhas de "jousting", são todas feitas num CG pavoroso, sem solidez, sem fluidez e sem anatomia.

    A música mal se nota, se bem que podemos ouvir uma tonalidade um pouco épica que se adequa à história e à "época". A "época" está entre aspas porque aqui não há época histórica nenhuma, mas podemos inferir pelo desporto retratado que seria alguma coisa de medieval.

    Fica a lição, para todo o sempre. Ver sempre PVs antes de escolher o anime da season.
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