7.1.16

La Gloire de Mon Pére

La Gloire de Mon Pére
Marcel Pagnol
1957
Autobiografia

Recebi este livro pelo BookCrossing. Foi o último livro de 2015 e também a primeira leitura de 2016. Quando ofereceram a oportunidade de o ler, questionei se estava escrito em linguagem simples... Afinal, já há muito tempo que não lia nada em Francês! Apesar de algumas palavras que tive de ir consultar, consegui lê-lo até ao fim! Foi uma leitura com algum interesse, mas que não gostei por aí além.

Marcel Pagnol escreve este livro auto-biográfico sobre a sua infância. Conta como o pai é uma pessoa especial (um ateu) e conhece a mãe e como a tia se casa um um religioso fervoroso. Depois disso, conta sobre a relação entre o pai e o tio e entre estes e as crianças. O livro tem algumas passagens bastante divertidas e, de certa forma, caracteriza bem a infância na época (suponho que seja algo como os anos 10-20), com todos os seus momentos divertidos e também as suas limitações.

Mas a parte que não gostei começa a partir de meio da narrativa, em que as pessoas começam a caçar e começam a ensinar as crianças a mexer em armas e a caçar. Para além disso, o narrador parece ter um grande prazer infantil em maltratar animais, o que me faz sempre imensa confusão. O relato de vários tipos de armas e das suas munições é inútil e aborrecido, para além de demonstrar que nesta época as pessoas tinham ideias bastante retrógadas acerca da vida selvagem e da sua conservação.

De resto, foi uma leitura que até foi bastante rápida. Vim a descobrir que este é apenas o primeiro de quatro livros sobre a infância do autor. Agora, até que ponto é a infância do autor importante para nós?

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