8.4.15

Reservoir Dogs

Reservoir Dogs
Quentin Tarantino
Filme
1992
7 em 10

E já que Domingo é o dia do Pasco (uma pessoa interessantíssima que conhecemos durante as nossas micro-férias), decidimos dedicá-lo a filmes do Quentin Tarantino. Sendo que o Qui já os viu a todos, eu continuo com o meu visionamento bastante incompleto. Aqui, então, se apresenta o primeiro filme deste autor, que iniciou com força o seu estilo e movimento e o catapultou para o sucesso.

Um grupo de criminosos assalta uma loja de jóias. Eles têm nomes às cores. Porquê? Porque sim! Enfim, o assalto à loja corre muito mal, porque um dos assaltantes - Mr. Blonde - se passa da marmita e mata toda a gente e polícias e tudo. Os sobreviventes acabam por se reunir num armazém, onde discutem o que fazer uns com os outros, com um polícia, com os chefes e com um pobre infeliz que se está a esvair em sangue (Mr. Orange).

Apesar da intensidade dos diálogos, é irónica a forma como ninguém chega a conclusão nenhuma e tudo se transforma numa enorme confusão, com sangue e balas à mistura. Apesar dos personagens terem receio uns dos outros, também querem sobreviver com estilo e não se deixam sublimar pela presença mais ou menos forte dos seus pares, as outras cores.

O curioso neste filme é toda a aura minimalista que o rodeia. Os cenários são apenas os essenciais: um par de carros e um armazém. Os personagens são os essenciais. O sangue é o essencial. No fundo, está tudo muito condensado, sem abusos, sem exageros e limitado apenas àquilo que o espectador necessita para ter o seu espectáculo. Assim, em vez de um filme recheado de acção e tripas, como se veio a tornar um costume, temos um aspecto psicológico muito vivo, caracterizado por personagens de quem não gostamos mas que acabamos por aceitar como nossas.

É o tipo de filme que se acaba com aquele sorriso culpado. O que é sempre uma coisa boa.

Nota com Spoiler: Eu acho que morre no fim.

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