13.9.14

Yawara!

Yawara!
Tokita Hiroko - Madhouse Studios
Anime - 124 Episódios
1989
6 em 10

Sinto-me uma vencedora. Uma cãpian! Foi um ano, cento e vinte e quatro episódios... E terminei! Sinto sempre grande alívio quando termino séries tão grandes. Sobretudo quando são dos 80s. No caso, dos 80s e dos 90s, já que a série se passou no decurso de quatro anos. Tanto a história como a realidade, já que esteve na TV de 1989 a 1992.

É uma série sobre judo. Yawara é um prodígio do judo. O seu pai foi campeão e está desaparecido. O seu avô foi campeão e treina-a sob um duro regime de comédia. Mas Yawara não quer saber de judo para nada. Ela quer apenas ser uma rapariga normal, fazer coisas de rapariga, ir para a faculdade, apaixonar-se, essas coisas. Por isso é que ela é uma "Fashionable Judo Girl", subtítulo da série.

Durante todos estes episódios acompanhamos o seu crescimento enquanto pessoa e enquanto judoca. Se bem que no judo não há muito por onde ela melhorar, já que está estabelecido desde o início que ela é um génio. Na realidade, nunca a vemos perder. Por isso, os combates são todos um pouco previsíveis. Existem diversas histórias paralelas, nomeadamente um triângulo amoroso e a busca pelo pai perdido. Também as pequenas histórias sobre as vidas dos amigos. Estes amigos dão um pouco mais de tempero aos combates, porque no caso deles nunca sabemos se vão perder ou ganhar.

A animação sofre muito com as frames repetidas, problema recorrente em séries de longa duração. No entanto, são bem utilizadas e não aborrecem. A técnica em si está bastante aceitável. O que é realmente interessante são as expressões dos personagens, que têm um grande range e que trazem grande efeito cómico.

Em termos musicais, temos uma grande variedade de OPs e EDs, que ficam na cabeça e que são boa pop. Uma delas, especialmente, ainda agora a estou a cantar. Os efeitos sonoros durante os combates e tudo o resto são um pouco repetitivos, que é problema recorrente habitual.

No geral, uma série representativa da sua época, que se distingue dentro do género pelo seu realismo e pela faceta humana. Não fosse tão longa, recomenda-la-ia.

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