22.9.14

JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders

JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders
 Tsuda Naokatsu - David Production
Anime - 26 Episódios
2014
6 em 10
 
Jojo's Bizarre Adventure é uma aventura bizarra protagonizada por Jojo. Mas não há apenas um Jojo. Não. Não nos podemos limitar a isso. Há oito! E isso é por agora... Em manga. No anime já conhecíamos o primeiro e o segundo. Agora vamos conhecer o terceiro, enquanto viajam para o Egipto para enfrentar um nosso queridíssimo e amicíssimo DIO BRANDOOO~~~
 
Esta parte de Jojo já existia em anime. Um OVA. Um OVA do antigamente. Que tornava as coisas muito mais resumidas e que eu, na altura, adorei. Tendo isso e a primeira parte (e segunda) em conta, achei que esta season ficou um pouco aquém das expectativas. Tal viu-se em discussão com as pessoas (gosto de observar e dar o meu bitaite), mas também o senti. Apesar de ter gostado bastante, faltava-lhe um bocadinho assim.
 
Para começar, este Jojo não é nem de perto nem de longe tão carismático como o da parte 2, que aparece aqui mais velho para salvar a situação com um pouco de humor. Devido a isto, a série tem um ambiente mais negro, em que a comédia parece mais forçada e o exagero não funciona tão bem como anteriormente. Os outros personagens têm a sua personalidade distinta, sendo mais ou menos interessantes conforme o visionante. Por exemplo, eu adoro o Polnareff. E um tipo que vai aparecer na próxima season, já que partiram a série em duas. Conhecendo-me, é fácil adivinhar qual é. :>
 
Nesta parte é introduzido um novo conceito: os stands. Se nas partes anteriores o poder vinha todo do Hamon, que era treinado e tudo o mais, desta vez o poder está condensado numa figura mais ou menos estranha chamada stand. Algumas são antropomórficas, outras carromórficas, outras animalórficas, outras barcóficas, há de tudo. E cada uma tem o seu poder e as suas características. Assim, o anime apresenta-se num género de inimigo semanal que pode falhar em algumas semanas, pois nem todos os inimigos são assim tão interessantes ou particularmente difíceis de vencer. Ainda assim, segundo consta, o anime está a fazer um trabalho de adaptação extremamente detalhado, pois nada está a faltar em relação ao manga. Nem nada está a mais. Pois é, senhores: nem tudo o que é chato é filler.

Artisticamente, a animação não é especialmente boa, mas é altamente compensada pela paleta de cores e uso de sombras e brilhos. A arte adiciona ao efeito bizarro e espectacular.

Sonoramente, temos músicas muito variadas, coroadas por uma ED genial. Aliás, em relação a isso, gostaria de citar algo que escrevi num fórum e que explica a minha opinião generalizada sobre Jojo e a música em Jojo:
 
Anime de luta, Jojo não é só um anime de luta. É uma homenagem à música ocidental, é um inspirador e motivador de moda e alta-costura (ocidental), pode servir de crítica social, é uma obra que se distingue dentro do género e NÃO É porque tem lutas. É por causa da forma como tudo isto está construído. Jojo tem uma história grande para trás. Eu não leio manga, mas já li algumas entrevistas ao autor e se forem ver isso descobrirão como este universo é interessante para além das "lutas".

Rock é "acelerado com guitarras". As Bangles também fizeram parte do rock da sua era. Bem, pop-rock, não é nenhum metal ou nada. A situação é que, tal como Jojo, o rock tem muitas vertentes para além do "acelerado com guitarras." Agora que o Hatak colocou esta perspectiva, parece-me um debate extremamente interessante:

Jojo, como série marcante na cultura pop, é muito versátil. Isto é, aparenta ser uma história muito simples, mas está cheia de pequenos detalhes estilísticos que a tornam muito única. É esta plasticidade no detalhe que define Jojo, apesar de tudo ser - digamos - "móvel". Isto é, observando este anime (e manga, deve ser!) sob diferentes perspectivas, vemos sempre uma coisa nova. Estas perspectivas não são nada como mover a cabeça para o lado mas, digamos, estados de espírito diferentes. Por exemplo, o Sharinflan quer ver umas boas lutas; eu quero ver uns desenhos que me fazem sorrir; o José Mourinho (que frequenta este fórum em segredo) deseja ver alguns truques de estratégia para usar nos jogos. Aí cada um de nós vê uma coisa diferente, mas o todo está lá.

O mesmo se passa com a música, sobretudo esse termo tão abrangente. ROCK. O rock espalha-se em todas as direcções, do metal industrial ao glam rock e indie rock ao Elvis e por aí em diante. Uma pequena nota: eu ponho o metal dentro do rock porque as sonoridades mais antigas aparentam-me (eu não percebo nada de música) ao ouvido com a onda mais "power" do rock, se me faço entender. Bem, não faço, mas posso tentar explicar melhor. Enfim, tal como no anime, se olharmos para o Rock como um todo de diferentes perspectivas vamos encontrar muita muita muita coisa diferente. E se as coisas vêm do antigamente, onde não havia tanta separação, vamos encontrar diferenças mais demarcadas. Por exemplo, desde os Nirvana que todo o indie está numa escala pop. No antigamente a diferença das labels de rock, pop, indie, o circuito dos DJs, isso estava tudo bem dividido. E é para isso que temos de olhar bem.

Tanta letra para dizer que o rock e Jojo se relacionam de uma forma bem mais profunda do que a estética visual/sonora. A mim parece-me que, se lhe fizermos uma análise um pouco mais profunda, estão intimamente ligados por uma filosofia
Ficamos então à espera da segunda parte da terceira parte. Assim teremos o meu personagem preferido da terceira parte e o meu vilão preferido da terceira parte. :) Não que eu conheça bem as outras, mas tassbem
 

Sem comentários:

Enviar um comentário