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20.7.16

Picnic BookCrossing de Portugal

Picnic BookCrossing de Portugal

Sábado foi dia de ir a um picnic muito especial. Já há muito tempo que não havia um encontro oficial dos membros do BookCrossing e esta foi a motivação para nos reunirmos para beber umas jolans e comer coisas. Bem, eu não comi coisa alguma, mas dá para perceber. :)
Tudo isto foi organizado pelo membro joaquimponte, que também é o mentor da Conchas Little Free Library. Assim, o nosso picnic foi ao lado da casinha dos livros, no Jardim da Quinta das Conchas, em Lisboa. Cheguei um pouquinho atrasada com o meu barco insuflável, onde se colocariam livros diversos para todos tirarem. Depois de cheio, serviu muito bem para tudo. Claro que o deixei lá, para o Joaquim poder ir navegar. :)

Depois, foram chegando mais pessoas e começámos amena cavaqueira sobre livros e papagaios e outros temas que tais. Pus à prova os meus conhecimentos sobre psitacídeos, que ainda são alguns (por causa da pós-graduação em comportamento animal, lol). Depois, mostrei um livro erótico pavoroso que tinha levado e aproveitei para escolher alguns para mim.

Retirei do barquinho os seguintes livros:

  • Quantas Madrugadas tem a Noite, de Ondjaki
  • A Identidade, de Milan Kundera
  • O Século Primeiro depois de Beatriz, de Amin Maalouf
  • A Última Dona, de Lídia Jorge
Entretanto, fizemos um jogo de rifas que consistia em retirar uns papéis de um saquinho e responder ao que estava lá escrito. Havia perguntas como "com que escritor gostarias de jantar", o que deu azo a muitas respostas curiosas. A mim calhou-me para recitar um poema de um livro ou cantar uma canção de outro livro, mas eu recitei um poema muito lindo da autoria do meu pai. Havia também uma pergunta que era para ler um poema do Vinicius de Moraes sobre signos, o que foi um pouco aterrorizante, porque o homem sabe cenas!

Havia outro elemento no programa que não fizemos,  que era escrever uma história em conjunto. Sugeri na altura fazermos um outro "Caderno de Recordações", como já havíamos feito anteriormente. :)

Entretanto, agradeço não terem colocado balões, que me aterrorizam, e terem escolhido uma decoração mais tradicional com garrafinhas e fitas. :) Depois de beber tantas cervejas seguidas, comecei a ter de ir à casa de banho repetidamente, sendo que numa das viagens encontrei uns amigos do universo cosplaico! Assim, lembrei-me de distribuir pelos presentes os meus cartões de cosplay. :p Também lhes deixei um exemplar do "Não Metas um Poeta Dentro de Água", que espero que partilhem entre todos no futuro! =D

Finalmente, ainda não falei da presença de um elemento externo, que nos brindou com uma história. Tratava-se da autora de livros infantis Manuela Ribeiro. Para começar, ela ofereceu um dos seus livros a cada um de nós, sendo que gostei imenso das ilustrações, que me fizeram lembrar uma colecção de livros da minha infância! Depois, ela contou-nos a história do Senhor Sisudo (que sabia tudo, tudo, tudo) e foi muito engraçado. Realmente, quem sabe contar histórias tem outra arte!

Depois, tive também de partir um pouco mais cedo, depois de trocar de roupa, pois deveria estar presente no Parque das Nações para assistir aos concertos do Super Bock Super Rock. Ainda assim, tivemos tempo para tirar uma fotografia. :)




Até à próxima! =D

19.9.15

Quando Fores Mãe Vais Ver

Quando Fores Mãe Vais Ver e Outras Pérolas do Folcore Materno
Ana Saragoça
2012
Livro

Depois de Todos Os Dias São Meus estava muito excitada para ler o outro livro de Ana Saragoça, nossa querida coleguinha do BookCrossing. Este livro foi-me emprestado pela mesma pessoa, obrigada! :)

Com muito humor e candura, a autora conta-nos um pouco sobre aquelas frases feitas que todas as mães usam mais tarde ou mais cedo ao longo do seu percurso materno. Coisas como "Aqui está a chover imenso!" ou "Estás tuberculosa!", pequenos momentos que todos os filhos ouvem de suas mães em qualquer altura da sua vida. Assim, segue-se um relato das aventuras e desventuras de infância, sempre recheadas de preocupações diversas e todas as reclamações que um filho tem todo o direito a fazer. Pois, está claro, embora sejamos adultos as nossas mães continuam a falar desta maneira, como se fôssemos pequeninos.

De certa forma senti que o livro era bastante pessoal e houve algumas coisas que me passaram ao lado, simplesmente porque não conheço as pessoas em causa e é, para mim, difícil de as visualizar. Não me consegui identificar plenamente com a posição de filha reclamante, porque a minha mãe nunca diz a maioria das coisas que as mães dizem neste livro. Isto parece-me mais uma mãe de uma outra geração, que não a da minha, que não se adaptou aos tempos modernos como... Bem... A minha. Ainda assim, é uma leitura leve e engraçada, que deu para grandes momentos de riso intenso e, sobretudo, muitos sorrisos rasgados. :)

Tomei também conhecimento que a autora do livro é minha confessa arqui-inimiga, pois andou nos Maristas de Carcavelos (eu andei nos de Lisboa, muahahahaha)

Apesar de ter gostado mais do livro anterior, este também é muito engraçado e vale a pena dar-lhe uma olhadela. Nem que seja para recordarmos coisas para nunca dizermos aos nosso filhos, num futuro muito longínquo. =D

10.9.15

Todos os Dias São Meus

Todos os Dias São Meus
Ana Saragoça
2012
Romance

Foi-me emprestado por uma amiga do BookCrossing e.... A autora também é uma amiga do BookCrossing! Fico muito feliz por conhecer uma autora. :) Na verdade, estava com algum medo de ler os livros dela e de não gostar, porque depois teria de o dizer aqui e seria muito desagradável... Mas na realidade gostei imenso deste curtíssimo romance, que li de fio a pavio numa viagem de autocarro. =D

Este livro conta a história de um assassinato. Uma rapariga é encontrada morta no elevador de um prédio e a polícia interroga todos os seus habitantes de forma a obter informações que os levem ao assassino. Assim, há uma sucessão muito rápida de narrativas de pessoas muito diferentes, cada um deles escrito de forma única. Intercalado com isto está uma espécie de "diário" da vítima, que também tem uma voz muito presente na história.

Assim, temos um desenvolvimento desta personagem muito coerente e interessante, uma caracterização e uma pessoa inadaptada na vida moderna com a qual me identifiquei bastante. A pessoa que todos acham apagada e desinteressante tem muito mais que se lhe diga, o que é verdadeiramente surpreendente. Também o é o final, que ao início me pareceu um pouco previsível mas que, lá chegada, me espantou bastante de maneira positiva.
 
Cada uma das personagens acaba também por caracterizar um pouco das "personagens" que vivem numa grande cidade no hoje em dia, apesar de poderem cair um pouco no estereótipo. De qualquer forma, as suas visões da vida são muito engraçadas.
 
É um livro simples e rápido, cheio de humor e um sarcasmo delicioso. Ansiosa por ler o outro livro da autora, que também me emprestaram! :)

9.9.13

Convenção do BookCrossing 2013

Convenção do BookCrossing 2013

Como sabem, pertenço ao BookCrossing e farto-me de receber livros. Quando colocaram o desafio de fazer uma convenção para este ano (creio que é a quinta ou a quarta) e vendo que ninguém se oferecia... Coloquei a cabeça a prémio, desde que tivesse ajuda. Juntaram-se a mim a Vanessa (vcrazygirl) e a Lia (LiaCorreia) e juntas organizámos isto... Bem, que caos! Aproximava-se o dia e os autores que tínhamos iam desaparecendo, precisávamos de mais, depois os prémios, e a piscina, que é feito da piscina? Ohmeudeus será que não vai ninguém? E agora? Nem a Vanessa nem a Lia podem ir no único dia em que a biblioteca que nos acolheu tinha a sala disponível, e agora? Agora, agora... Correu tudo bem! Uma história com final feliz!

Cheguei ainda antes da biblioteca abrir, para montar tudo. Em vez de uma piscina, consegui um magnífico barco, o Explorer 200, que serviu como Cacilheiro de Livros. O que é isto? Bem, cada pessoa à entrada deixaria um livro, para depois tirar outro. Na verdade, cada pessoa deixou 800 livros e tirou três, pelo que me sobrou um saco do Pingo Doce a abarrotar de livraria (que ficou em casa do boy, vou trazendo aos poucos, leio-os todos e vou libertando-os ao acaso :p) Vejam só o meu portentoso cacilheiro!



Apesar de se ter atrasado tudo um bocadinho, começámos apenas com 40 minutos de atraso, com um autor: Nuno Nepumoceno. Eu enganei-me a escrever o nome dele das primeiras vezes, por causa do livro do Senhor Napumoceno. :p Ele apresentou-nos o seu livro, O Espião Português, com uma apresentação de Power Point em que nos mostrou os vários locais onde a história é passada (por toda a Europa). Admitiu-se como um escritor comercial, o que não tem mal nenhum mas que eu não prefiro, vencedor de um prémio do grupo Sonae. Também tivémos uma longa conversa sobre o estado dos editores e editoras em Portugal, motivada pelo discurso de um dos nossos membros que tem o site Segredo dos Livros. Nunca consultei este site, mas se calhar devia juntar-me, haha. Enfim, foi uma conversa que se alongou até à hora de almoço e foi muito interessante, pois era um novo autor, jovem e muito acessível. Achei que por vezes o seu discurso poderia ser um pouco confiante demais, mas se calhar isso é que é preciso! Fiquei com bastante vontade de ler o seu livro, que Nuno teve a simpatia imensa de oferecer ao nosso Cacilheiro. Agora é esperar por um Ring ou por um Ray para ver se tenho oportunidade de o ler!


No horário tínhamos uma "Partilha de Experiências BookCrossianas", mas como já se aproximava a hora de almoço decidi que podíamos partilhar tudo isso a comer. Comemos no restaurante da mãe de um amigo meu, a Fonte da Pipa em Almada. Além da minha alheira vegetariana (que sabe mesmo bem, acreditem!) ainda me ofereceram uma salsicha de soja! Que simpáticos! Fiquei a conhecer melhor os outros membros, porque até éramos poucos e deu para falar com toda a gente. Tudo gente cheia de sentido de humor, todos muito diferentes uns dos outros mas muito divertidos!


Tinhamos saído dentro do horário, mas alheiras, grelhada mista, sobremesa e café tudo junto... Atrasou-nos 40 minutos. E à nossa espera estava a Milene Emídio, uma autora, também com apenas um livro publicado, que foi extremamente simpática na sua apresentação e ficou até ao fim do evento. Ainda tive a oportunidade de falar um pouco com ela e descobrir que conhecemos o mesmo crítico de livros pretensioso =D Enfim, voltando ao assunto, o livro da Milene chama-se "O Vestido" e é uma fantasia medieval que tem fantasmas. É apenas um conto bem grande, umas sessenta ou setenta páginas, que também fiquei com bastante vontade de ler, sobretudo depois de ela ter contado que a ideia veio de um sonho (muitas das minhas histórias também são sonhos, por isso identifico-me com elas). Além de falar do seu livrinho, que também teve a simpatia de oferecer para o BookCrossing, com autógrafo e tudo!, leu para nós o conto vencedor do nosso concurso de contos. Os classificados são conforme consta:

1º Lugar - ichigochi com "Excertos de Uma História sem Princípio nem Fim"
2º Lugar - fungaga com "Ricardo e Malaquias"
3º Lugar - kizmiaz com "Marselha"

Os prémios eram um livrinho destes, uma fita, que foi a Lia que fez, e um livro. A ichigochi, como foi a grande vencedora também recebeu uma caixa feita pela nossa membra Meg72, cheia de coisas boas para escritores!


O conto que eu tinha enviado, muito atrasada, pareceu ser vagamente apreciado pelo júri, que ficou de me enviar uma boa de uma crítica construtiva para eu saber onde devo melhorar. De qualquer forma, se o quiserem ler, está no meu deviantArt e chama-se História da Praia. ;)

Depois de um longo intervalo, chegou o nosso último autor, Miguel Miranda. Apresento mais uma vez as minhas desculpas por não o ter ido buscar, mas estava convencida que ele ia subir para a sala por isso em vez de esperar em baixo esperei em cima e ficou tudo fora de horas. Desculpe Miguel, foi sem querer! ;___; Este autor, que senhor autor!, fez o favor de vir do Porto falar da sua obra e foi uma conversa muito interessante, apesar de interrompida por uma música misteriosa que vinha do nada. Fiquei muito interessada em ler todos os livros de que falou, porque me pareceram extremamente originais nos seus conceitos e as suas origens também me pareceram muito bonitas. Tivemos uma conversa muito esclarecedora, em que ele falou sobre como conjuga a sua vida de médico com a de escritor (uma coisa que me fascina) e depois falámos da situação do mundo em geral. Acabei por ter de o interromper, porque tínhamos de sair mesmo às seis, mas a nossa vontade era ter continuado...

Para finalizar, entreguei um Ballycomber daqueles mais um livrinho aos vencedores dos prémios do fórum, que foram como se segue:

Bookcrosser Energético: SironaCollin
Bookcrosser 3ª Idade: Conto
Bookcrosser Imaginação: Meg72
BookCrosser Palhacito: ivosousa
Bookcrosser Novato: LiaCorreia

Depois fomos para o café do Fórum Romeu Correia, onde toda esta aventura se passou, onde ainda estivemos à conversa ao sabor de coca-cola e imperiais. O meu ajudante veio ajudar-me a carregar todos os livros que sobraram do Cacilheiro (que graças a nosso senhor me ajudaram a esvaziar, foi mais difícil esvaziá-lo do que enchê-lo!). Como dizia antes, vou lê-los todos aos poucos e libertando-os aos poucos, estão em boas mãos por agora. ;)

Gostei muito desta convenção. Fui eu a organizá-la com a Vanessa e a Lia, mas também foi a minha primeira. Mas também foi uma carga de nervos durante algumas partes (não durante o evento propriamente dito, mas antes...) por isso acho que me vou desmarcar de me envolver numa próxima, lol Ainda assim, adorei conhecer todas estas pessoas maravilhosas e fiquei com 35234123 livros de oferta! E um barco!

Agora vou navegar e encontrar mais fotos para ilustrar este post: fiz um erro fatal e não levei a máquina... MAs muita gente levou, por isso estou à espera! Lá vou eeeeuuuuu!!!

3.7.12

A Ilusão de Eva

A Ilusão de Eva
Karin Fossum
Policial
2002

Estou muito feliz por me ter sido dada a oportunidade de ler este livro. Foi o meu primeiro livro de Bookcrossing e fico mesmo muito contente por terem a confiança de mo enviar. Agora estou só à espera da morada da próxima pessoa e é só ir aos correios!

No entanto... Este livro não é muito bom. Talvez seja por isso que está viajando, ninguém o quer... Isto é um policial bastante cru, passado na Noruega (uma terra bastante fria também). Segue a investigação de dois assassinatos, ligados por uma gaja que é pintora (a tal Eva) e vem-se a descobrir quem matou quem e porquê. No entanto a descoberta não é feita pelo detective nem pelos seus exercícios de dedução, mas sim por uma narrativa da perspectiva de Eva, personagem principal. Assim, o livro deixa de ser um policial para ser apenas mais uma história de acção, todo o mistério se perde e, com ele, toda a ansiedade do leitor em saber o que virá a seguir.

Existe um excesso de descrição que torna a narrativa um pouco confusa (sinceramente, quem quer saber por onde é que passa o carro durante o caminho todo? Basta dizer "foi do ponto A ao B") Além disso a personagem principal tem uma caracterização demasiado firme que depois não joga certo com a atitude final, a de matar. Aliás, qual a razão para matar? Não foi por vingança, não foi por medo, não foi por razão nenhuma, ela chegou lá, abordou-o sem razão aparente e matou-o. Não creio que haja uma mensagem escondida por trás disto, não acho que haja um lado secreto para a personagem. Está apenas mal pensado, o móbil é insuficiente, uma pessoa não mata outra só naquela.

Mas enfim, até é giro. E tem um cão muita fixe, que é o Kollberg.

26.6.12

Um Livro Negro sobre o Portugal do Século XVII

Um Livro Negro sobre o Portugal do Século XVII
Catarina Crespo Coelho Correia de Castro
Tese
2007

Encontrei este livro enquanto explorava as caves sinistras da Universidade Nova com os da Espherographica (se bem que, espero eu, agora também seja um deles). Havia montanhas deles todos iguais, por isso um não havia de fazer falta. Afinal, como iremos fazer com os lémures do zoo, "dá-me um... Tens tantos..." (com sotaque cigano)

Mas bem, isto não é bem um livro. É uma tese. E, sendo uma tese com quase 200 páginas, está escrito como tal e tem o seu valor. Não será um valor literário, mas sim um valor cultural pois dá-nos a oportunidade de conhecer, através de uma análise extensiva, o Portugal do Século XVII.

A análise é a de um outro livro, "Sketches of Society and Manners in Portugal", de James Ferrier, também conhecido pelo seu pseudónimo Arthur William Costigan. Esta tese explora não só a validade do pseudónimo como a vida real do autor e o que o levou a escrever um livro tão desagradável, que diz que Portugal é uma terra suja cheia de bárbaros e badalhocos que seduzem freiras. Demonstra como essa descrição está errada e compara-a com outros livros de viagem da mesma época. Também explica sobre a literatura de viagem e o que levava as pessoas a fazê-la.

Um livro que nos faz viajar de uma maneira muito técnica.

E também o livro com que me vou estrear no BookCrossing! Vou deixá-lo amanhã na Biblioteca Orlando Ribeiro em Telheiras, alguém que o venha buscar! :)