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6.1.17

Romance of the Three Kingdoms

Romance of the Three Kingdoms
Yano Hiroyuki - TV Tokyo
Anime - 47 Episódios
1991
6 em 10

O "Romance dos Três Reinos" é uma obra literária épica da China que tem vindo, desde sempre, a ser adaptada para o formato de anime, sendo que esta já é a terceira adaptação que vejo. Esta, no entanto, baseia-se num manga de mesmo nome ("Yokohama Mitsuteru Sangokushi"), que na época (finas de 80s-início de 90s) foi muito popular. Talvez tenha sido a melhor adaptação da história que tenha visto, se bem que a minha opinião está mal direccionada porque já conhecia a história muito bem.

Trata-se de um épico da luta pelos reinos da China, nos séculos III e IV. Um homem, Cao Cao (que se diz "Sou Sou") decide que vai ter a China toda para ele. E assim se processa uma guerra imensa, cheia de momentos de pura estratégia de combate e cheia de batalhas que nos levam à ponta do assento, por serem tão emocionantes.

No entanto, estas cenas de batalha são imensamente prejudicadas por uma arte medíocre, cheia de repetição de frames ao longo de todos os episódios, com cores pouco precisas e sombras mal detalhadas, que retiram muito da complexidade das batalhas. Também os cenários não têm qualquer tipo de detalhe e, a não ser pelo design dos personagens, seria difícil de adivinhar que esta história se passa na China antiga.

Também a banda sonora está bastante fraca, sendo algo repetitiva nos momentos de acção e apresentando uma OP muito épica que calha um pouco fora do contexto.

Um anime que vale muito pela excelente adaptação da narrativa, mas que em termos técnicos deixa muito a desejar.

15.2.16

Non Non Biyori Repeat

Kawatsura Shinya - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios
2015
6 em 10

Depois da Primeira Season talvez não fosse inesperado que esta segunda instância aparecesse para ver no meu clubezinho elitista. No entanto, fiquei extremamente desapontada com o que fizeram: porque esta segunda season não é uma sequela, mas antes um reinventar da primeira, com novas situações e alguns personagens diferentes.

No entanto, em imitação das típicas séries americanas dos anos 90 (10 seasons e nada acontece), não há qualquer tipo de desenvolvimento narrativo ou das personagens que faça esta série valer a pena. São todos exactamente iguais ao que conhecíamos e não existe nenhuma nova situação inusitada neste anime da vida diária que demonstre que os personagens crescem de alguma forma durante as suas actividades. Não há nenhuma nova descoberta ou aprendizagem que seja extremamente diferente da primeira instância e, assim, o anime vive exclusivamente das belas imagens reveladas pela arte.

Esta, continua exemplar, mas não há nenhuma diferença nas paisagens que demonstre que houve uma evolução, física ou outra, o que acaba por tornar a beleza e o brilho obsoletos.

Musicalmente, temos temas semelhantes que são evocativos de uma vida em paz no campo.

Assim, posso garantir que esta segunda season é bastante inferior à primeira, na medida em que é exactamente igual. Por isso, aquando a nossa votação, será um rotundo não.

29.10.15

Peach Girl

Peach Girl
Shibuya Kazuhiko - TV Tokyo
Anime - 25 Episódios
2005
6 em 10

Finalmente aparece-me um shoujo para ver! Já tinha saudades! Talvez por isso tenha perdoado tanta coisa neste anime...

Momo Adachi é uma rapariga que sofre muito com mal-entendidos. Ela é muito morena porque estava na equipa de natação e, também por causa disso, tem o cabelo descolorado. Isso leva a que pensem que ela é uma moça da má vida e por aí em diante. Pois bem, ela gosta de um rapaz e pensa que ele só gosta de miúdas pálidas. A partir daí sucedem-se mal entendidos atrás de mal entendidos, até um final feliz e muito adolescente.

Se isto ao início tinha a sua dose de diversão, a partir do meio da série começa a ficar extremamente aborrecido. Isto porque as personagens estão concebidas de forma um pouco errática e acabamos por não perceber o porquê das suas atitudes. Afinal, porque é que Sae (a arqui-inimiga deste anime) gosta tanto de arruinar a vida de Momo? E porque é que Momo é tão passiva que troca de um namorado para outro e ao mesmo tempo salva Sae das forças do mal? Quanto aos rapazes, porque é que não são, pura e simplesmente, honestos perante o que está a acontecer e os seus sentimentos? Todas estas dúvidas levam a que a narrativa seja uma sucessão de problemas que nunca se resolvem plenamente ou, quando se resolvem, passam imediatamente a ser outro problema. Isto acaba por ser cansativo e leva-nos a desejar que, ao menos, acontecesse alguma coisa normal de vez em quando ou que as relações entre os personagens evoluíssem de alguma forma.

Em termos artísticos, a animação é infeliz na maior parte das vezes, sobretudo nas partes que puxam para a comédia em que os personagens são reduzidos a sombras ou versões chibi de si mesmas. No entanto, fique a nota para o excelente trabalho de design dado aos personagens, que têm uma grande variedade de estilos e roupas que torna cada episódio numa grande surpresa. É um pouco estranho, apesar de tudo, que Momo tenha o corpo *todo* bronzeado, quando a causa do seu tom de pele é a natação: não deveria ter marcas do fato de banho?

Musicalmente, temos OP e ED com bastante energia que se adequam ao teor da série. O resto da banda sonora é bastante típica do género.

Foi um bom anime para variar dos estilos que tenho visto, mas não posso dizer que tenha grande qualidade.

16.10.15

Hayate no Gotoku!

Hayate no Gotoku!
Kawaguchi Keiichirou - TV Tokyo
Anime - 52 Episódios
2007
4 em 10

Quando penso que já não é possível odiar tanto uma série, aparece mais uma para me surpreender! Fantástico! Hayate no Gotoky!, ou "Hayate The Combat Butler" é possivelmente a comédia menos bem conseguida do último milénio.

Mas permitiu-me compreender uma coisa: parece-me que, em anime, uma comédia se baseia sempre na paródia. A paródia de alguma coisa, seja música ou filmes, a paródia das situações entre os personagens, a paródia de lugares comuns. No caso deste anime fazem-no através de referências a outros animes. E isto é, possivelmente, a coisa com menos piada que poderiam fazer. Porque as referências aos outros animes são tão básicas, tão acessíveis, tão simples, que qualquer pessoa que tenha olhado para a televisão nos anos 90 as consegue perceber. E isso não tem piada. Porque não se refere a um nicho e as referências para serem bem usadas têm de pertencer a um nicho, isto é, a um grupo específico de pessoas a quem são dirigidas. Este anime tenta agradar a todos e acaba por não me agradar a mim.

De resto, não existe uma linha narrativa condutora digna desse nome. Não existe uma história, não existe uma evolução. Só existem gags seguidos de gags, que têm a esperança de provocar gargalhadas seguidas de gargalhadas mas que, para mim, só me fazem levar as mãos à cabeça e pedir que acabe depressa. Mas não acaba, porque são 52 episódios de piadas tão secas como um pão cheio de bolor.

As personagens são uma espécie de subversão do estereótipo de anime. Isto, em si, é mais uma paródia mal conseguida. Porque os personagens parecem existir em função da piada (que não existe) e não sofrem qualquer tipo de desenvolvimento, evolução ou mesmo caracterização. São completamente desprovidas de personalidade e tudo o que que conseguiram foi irritar-me profundamente e desejar que morressem todas de forma altamente violenta. Se este anime fosse guro, teria tudo corrido melhor.

A arte é menos infeliz do que poderia parecer à primeira vista. Podemos admitir que algumas cenas estão capazmente animadas e que os designs dos personagens são originais e distinguíveis (na medida do possível). Os cenários, esses, são completamente inexistentes. É um anime sem qualquer tipo de beleza ou conteúdo artístico, apoiando-se numa simplicidade que poderia ter funcionado caso os personagens existissem de todo.

A música foi a parte que mais me perturbou. É possível haver música tão surpreendentemente má como a deste anime? As OPs e EDs são exasperantes, causam falta de ar, são um happy-pop pastilhado que nem sequer dá vontade de mexer, apenas vontade de nos enrolar num canto e morrer. E quanto às músicas do parênquima... Onde é que eu já ouvi isto? Que tal em... Todos os animes de comédia das últimas duas décadas? Músicas repetitivas, pouco originais e totalmente recicladas. Ouvimos estes temas no Doraemon, pelo amor de deus...

Enfim, um anime terrível que não recomendo a ninguém. Sei que tem uma legião de fãs, mas não me interessa, odiei isto com todas as minhas forças e ninguém me pode negar esse direito!

6.8.15

Cyborg 009: The Cyborg Soldier

Cyborg 009: The Cyborg Soldier
Kawagoe Jun - TV Tokyo
Anime - 52 Episódios
2001
6 em 10

Remake de série dos anos 60, esta versão de Cyborg 009 ficou popularizada por passar na Cartoon Network na década passada. Esperava muito pouco dela, mas foi uma surpresa interessante.

Conta a história de nove cyborgs experimentais, pessoas com alterações a vários níveis que lhes conferem certos poderes e daqueles que os perseguem tendo em vista a sua destruição. É uma história muito simples, dividida em arcos, cheia de acção. A narrativa não está especialmente bem feita, variando espectacularmente de cada vez que mudamos de arco, e aparece apenas de forma a introduzir uma série de personagens, para além dos nove cyborgs que já conhecemos.

Este é o lado mais curioso do anime: os personagens. São muitos, e muito variados, tendo em si uma série de questões e dúvidas sobre o significado de se ser humano, aproveitando para falar de outros aspectos fascinantes, como a necessidade de lutar e da guerra. Achei apenas que teria feito falta haver um pouco mais de pessoas "reais": à medida que o anime se vai desenvolvendo, descobrimos que praticamente todos os intervenientes, que vão aparecendo e desaparecendo, são também cyborgs. Senti que se houvesse mais seres humanos não robotizados, os factores colocados em debate teriam tido toda a uma outra intensidade.

Surpreendentemente, a arte está bastante boa. Existem cenas de acção muito bem animadas e muito interessantes, sempre com um toque de comédia, sendo que os designs se mantêm puros em relação ao estilo original dos anos 60.

Devido a vários factores acabei por ver bastantes episódios com a dobragem americana, que me pareceu bastante satisfatória. De resto, a música e um pouco repetitiva e bastante vulgar, adicionando muito pouco em termos de efeito emocional.

Um anime interessante, mas creio que teria preferido ver o original. Eu sei que nunca o vou encontrar disponível, é do tempo do preto e branco...

15.5.15

Non Non Biyori

Non Non Biyori
Kawatsura Shinya - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios
2013
7 em 10 

Foi sugerido pelo meu clube. Na verdade, tinha as expectativas muito baixas. Quando olhei para o cartaz e li a sinopse, fiquei um pouco de pé atrás. Mas logo aos primeiros minutos juntei-me de novo ao clube do "nunca tenhas expectativas sobre nada", porque percebi logo que ia gostar. :)

Este anime conta a vida diária, uma fatia de vida, de quatro meninas numa aldeia isolada nos confins do Japão rural. Elas, mais um rapaz que não tem relevância para a história (infelizmente) são os únicos alunos da escola da aldeia. A sua vida processa-se de forma muito calma, com pequenas coisas que a distinguem de outros animes do género passados em meios urbanos, desde as paisagens ao comportamento dos personagens.

Estas, são simples mas caracterizadas de forma a podermos identificar os seus traços gerais, cada uma com um dilema específico e factores que as distinguem facilmente das outras. Assim, a sua interacção torna-se bastante interessante e é uma experiência relaxante assistir às suas conversas e brincadeiras que, no fundo, são apenas jogos de crianças. Aliás, a criança presente está muito bem caracterizada como tal, o que é uma coisa bastante rara. Talvez o design não tenha sido apropriado, sobretudo nos episódios em que as roupas são mais justas, mas acho que se pode perdoar isso tendo em conta os elementos emocionais constantes no resto da abordagem.

A arte é um dos melhores aspectos: brilhante, detalhada, de uma beleza extraordinária no que respeita a fundos e cenários. É ela o espelho da vida rural no Japão e o que demonstra que viver aqui pode ser uma experiência de pura paz e felicidade.

Finalmente, também não podemos descurar a música. Com peças muito bonitas, por vezes melancólicas, com um toque de solidão, encerram em si o ambiente bucólico e afastado da realidade presente em todo o anime.

Apenas gostaria que, talvez, tivessem insistido mais nos problemas decorrentes deste isolamento social, que certamente existe nestas aldeias tal como existe nas nossas. De resto, um anime excelente que merece a minha recomendação.

8.4.15

Kamisama Hajimemashita◎

Kamisama Hajimemashita◎
Daichi Akitarou - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios
2015
6 em 10
 
Depois da Primeira Season, foi com grande alegria que recebi a notícia de que iria haver um novo anime para esta série tão divertida. E aqui está ela, estreando no Inverno de 2015!
 
Em comparação com a season anterior, esta tem histórias diferentes e com uma estrutura um pouco mais longa. Isto é muito bom, pois fornece mais tempo para o desenvolvimento narrativo e das próprias personagens. Desde o início que estas não tinham nenhuma força especial, mas com esta season é-lhes dada uma outra voz, com mais detalhes e com melhor utilização dos momentos em que estão umas com as outras para desenvolver as suas relações para além do platónico.
 
A arte é muito simpática, com tonalidades suaves e boas sequências. Infelizmente os cenários não têm qualquer tipo de complexidade, muitas vezes limitando-se a painéis em branco ou com um ligeiro padrão. Também não é feliz a utilização de chibi em momentos mais leves, pois retira o foco do assunto em questão.
 
A música é muito interessante, mantendo a linha de leveza e pop que caracteriza todo o anime. São músicas doces e muito apropriadas, gostei muito delas.
 
Digamos que este foi o meu "anime leve" da season, uma coisa simpática, fofinha e que não requer muito pensamento. Para descansar. :)

18.2.15

Zettai Karen Children

Zettai Karen Children
Kawaguchi Kaiichiro - TV Tokyo
Anime - 51 Episódios
2008
6 em 10

Há algum tempo que não via uma série tão longa. Porque norlmalmente séries deste tamanho acabam por ser bastante medianas e com pouco interesse. Esta não varia muito desse parâmetro.

Num universo onde há "espers", pessoas com poderes especiais como o teletransporte e a telequinese, três meninas são do mais poderoso que há. Por isso, lutam contra as forças do mal, todos os episódios. O problema aqui é que os poderes dos "espers" não se limitam a poderes psíquicos no geral, mas passam por toda uma gama de super-poderes e super-vilões que fazem tudo e mais alguma coisa. Assim, o conceito acaba por se tornar num inimigo-da-semana perfeitamente vulgar, um qualquer shounen de batalha com o seu quê de comédia à mistura. Não achei graça.

Temos um trio de personagens que começa por ser interessante, pois são crianças. No entanto, não estão caracterizadas como crianças, transformando-se muito convenientemente em adultas mamalhudas conforme é necessário fazer as pessoas rirem-se ou não. Para mais, como em todo o trio num shounen em anime, só a que está no meio quando se faz a pose é que é importante. É ela a especial, a que tem os poderes mais fortes, de tal forma que sem ela as outras não se lembram de usar os seus próprios poderes. Isto é, se tens o poder do teletransporte, porque vais a correr atrás do mau em vez de... Te teletransportares? Existe um antagonista que aparece logo ao início e que está simplesmente ali, quer do lado certo quer do lado errado, sem muita coisa a prendê-lo à terra. Passa por pouco convincente e apenas como mecanismo narrativo, já que a história acaba por se limitar em "como a miúda do meio tem mais poderes que toda a gente".

Em termos de animação, temos episódios em que mal se repara nela e outros, aqueles com lutas mais importantes, em que é bastante boa. Os cenários não são muito detalhados, mas o design dos personagens está realista dentro do contexto.

Musicalmente, temos muito pouca coisa com OPs e EDs muito dentro do género.

Mais um anime igual a todos os outros.

29.10.14

Yuru Yuri♪♪

Yuru Yuri♪♪
Oota Masahiku - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios
2012
5 em 10 
 
Aquele momento da vida em que há tão pouco para fazer que se arruma uma série de 12 episódios num dia. .___.
 
Para verem a minha fraca opinião em relação à primeira season, clicai aqui.

Em resumo: um anime acéfalo. Um grupo de meninas com cabelos de cores diferentes (as únicas em toda a escola com estes cabelos, aparentemente) fazem coisas fofinhas e dão beijinhos umas nas outras. Graças a deus que não são tantos como na primeira season. O seu amor fraternal feminino é tão fofo, tão fofo, tão fofinho, que é adorável (quem me conhece sabe como eu odeio esta palavra na língua portuguesa). A arte é fofa, isso sim. Mas de resto...

Pode-se ser fofo quando não se tem densidade emocional e psicológica para suportar o facto de se ser uma personagem numa série de anime? Portanto, pode uma pedra ser fofa? Uma pedra pode ser muito fofa, contando que esteja coradinha. Mas será que é válido que num anime todos os personagens sejam pedras? Seria válido, se as pedras fossem realmente personagens únicas, com uma personalidade de pedra. Todas as personagens aqui existentes são umas massas amorfas às cores que não se distinguem umas das outras por nenhuma razão. Não têm traços específicos, não têm nada de único acerca delas. Nem sequer são seres umanos realistas.

BHistória não existe, não que precisássemos dela para um anime fatia de vida sem início nem conclusão, que passa pelas estações do ano sem que haja qualquer mudança naqueles que nisso intervêm.

A música é diabética ao extremo, ilustrando bem o que se espera disto.

Pena que não seja nada. Não é relaxante, pois apenas me abismei perante a tontice patente em todos os momentos. Não é interessante, pois não tem fala de absolutamente nada. Nem sequer tem uma aura de fascínio pelos momentos tendencialmente surreais que às vezes aparecem. Porque eles não têm qualquer tipo de graça nem nada de diferente que nos faça pensar que é único.

Ao menos não foi doloroso. Viu-se tudo num dia.

25.12.13

Miss Monochrome

Miss Monochrome
Iwasaki Yoshiyaki - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10

Não estava para ver este anime quando saiu, mas convenceram-me dizendo que só tinha três minutos por episódio. O que é verdade: três minutos num episódio e um minuto de ED.

Isto é quase um anime promocional da personagem de uma cantora, Horie Yui, que canta com a sua voz em autotune. Neste anime acompanhamos as aventuras de um adroid monocromático, Miss Monochrome, na sua luta para se tornar um aidoru.

É um anime muito simples, cujo ponto forte é o humor das situações da vida deste android que, não compreendendo a vida humana, faz coisas um pouco desviadas da norma e que acabam por ser muito engraçadas. Acompanhada do seu Manager e de Ruu-chan (um circulozinho robótico) ela vive muitas aventuras plenas de graça.

O anime é muito musical e a voz em autotune da personagem dá mais humor a todas as coisas. Em termos de animação, não acontecem muitas coisas, se bem que a coreografia da ED é muito interessante e - diria eu, que não sei dançar - feita para ser reproduzida.

Um animezinho que pode ser visto a qualquer altura e num instante.

30.9.13

Yami Shibai

Yami Shibai
Kumamoto Hiromu - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
5 em 10

Claramente o vencedor de "anime mais bizarro da season". E o último. Também vi a segunda season de Hakkenden mas achei que não vale a pena escrever um comentário, não tenho nada a dizer. Adiante!

Não sabia da existência deste anime até que de repente começaram a aparecer episódios no site que costumo usar para os meus downloads. Fui ler a sinopse e "histórias de terror japonesas" pareceu-me interessante. Não me lembrei que eu tenho um pavor absoluto de histórias de terror. Assim, logo ao primeiro episódio, pus isto a passar ao lado, porque se me focasse especialmente nisto não iria conseguir dormir à noite. Porque é realmente perturbador.

As histórias são muito estranhas e não são exactamente as histórias de terror tradicionais que conhecemos do Japão. Por acaso gostaria de as explorar um bocadinho, mas talvez um livro fosse melhor do que um filme ou anime, porque ler não me causa tanto medo. Se alguém tiver uma recomendação... Agradeço! Enfim, são histórias simples que mexem com as nossas cabeças. Se olharmos para elas sem o ambiente que as circunda, não são nada assustadoras, mas misturado com os visuais e com a música o efeito é horrendo.

Os visuais, esses, são muito simples, quase uma animação de faculdade. São apenas desenhos recortados que se mexem muito pouco. Mas estão bem pintados, com texturas e o efeito de recortes em cima de recortes é muito interessante.

Os efeitos sonoros são os típicos do terror (aquele crescendo e o culminar). Nota para a ED que é da minha querida Hatsune Miku, oferecendo ainda mais estranheza mas servindo também como situação anticlimática, quase a dizer "isto são apenas histórias, histórias para crianças".

Como cada episódio tem três minutos, acho que qualquer um pode ver isto e experienciar a bizarria também.

2.3.13

Yuru Yuri

Yuru Yuri
Oota Masahiku - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios + 1 Special
2011
5 em 10

Olá amigo! Gostas de meninas pequeninas? Gostarias de ser preso um dia? Tens um atraso mental? Então este é o anime ideal para ti!

Yuri é a arte do lesbianismo em anime. E normalmente, por estranho que pareça, é feito para um público feminino. Yuru Yuri não. É feito para o público ota-cu mais deprimente que existe. São 12 episódios mais três minutos de pura diarreia mental e é incompreensível para mim como é que alguém se pode sentir atraído por uma série como esta. Já é sabido que o ota-cu gosta bués de coisas sem conteúdo. Talvez não seja de admirar que gostem de coisas sem conteúdo em que as personagens são todas (quase)lésbicas.

Porque é isso, essencialmente. Temos uma personagem principal que serve como observadora, dada a sua absoluta falta de dimensão (e eles até admitem isso, caracterizando-a como "apagada" e "normal") e temos meia dúzia de outras meninas que têm relações de intensa amizade/quase amor umas pelas outras. Acham-se fofas umas às outras, por isso apalpam-se. Gostam umas das outras, por isso tomam banho juntas. Tentam beijar-se, na maior das purezas que uma amizade permite. Olham para a roupa interior umas das outras, mas por pura curiosidade, onde está a perversão nisto? E é disto que o ota-cu gosta? É isto que um ota-cu espera de uma mulher? De uma rapariga? De uma criança? Sim, porque estas personagens são crianças. Têm 12 anos, acabaram de entrar para a escola básica. Mas estão desenhadas como alunas de escola secundária e têm atitudes que seriam mais plausíveis numa outra idade. Não admira que exista um grupo de pessoas com ideias completamente distorcidas sobre a realidade. Ainda por cima o anime é produzido pela TV Tokyo! A TV Tokyo devia cingir-se a produzir coisas que não alterassem a visão do que é real e do que ´é fantástico de um grupo de pessoas perturbadas que podem ser potencialmente perigosas. E que obrigam adolescentes que cantam em grupos a rapar o cabelo por terem tido sexo.

A única coisa que se safa é a arte, que tem traços muito suaves e agradáveis à vista. A música também está mais ou menos, com OP e ED especialmente feitas para ilustrar isto.

Quem gostar disto tem de me dar mesmo uma muito boa razão para gostar disto, porque me parece impossível e anormal. Repare-se que ainda vou ter a dor de ver a segunda season, porque me enganei e fiz download dela. E como está aqui, terá de ser vista...

3.1.13

Kamisama Hajimemashita

Kamisama Hajimemashita
Daichi Akitarou - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2012
6 em 10

Mais um anime da season, mais um shoujo. Profundamente fofo.

Nanami tornou-se sem abrigo. Até ao momento em que salva um misterioso homem que tem medo de cães e... Se transforma numa deusa de um templo! E com a sua nova casa vem um animal de estimação muito especial, Tomoe. Uma raposa irritada.

O anime foca-se, então, no desenvolvimento da relação entre Nanami e Tomoe e no crescimento dela enquanto deusa, na descoberta das suas qualidades e dos seus poderes. Isto é, sem dúvida nenhuma, nada de especial. Mas é divertido! Os personagens são todos agradáveis e potenciam pequenos momentos de comédia muito digestiva. 

E vamos admitir, é lindo ver gajos tsundere.

Não temos cenas belas nem animação preponderante, mas os designs funcionam bem e não há grandes erros. No geral, está um trabalho regular, sem nada que o distinga do normal mas também sem nada que o torne mau.

Tanto a OP como a ED são bastante originais e conjugam-se perfeitamente com o teor da série. É uma série fofa, feminina, um pouco infantil, mas ainda assim com um ou outro laivo de sensualidade escondidos dentro de si.

Já fui fazer a minha busca por imagens do Tomoe. Quem quiser peça folder. Não arranjei nada de badalhoco, por isso não precisam de ter medo. :)

12.12.12

SKET Dance

SKET Dance
Kawaguchi Keiichiro - TV Tokyo
Anime - 77 Episódios
2011
6 em 10

Bem vindos a SKET Dance. Também conhecido (foram eles que disseram, não eu) por "Gintama dos pobres". Porque efectivamente é a mesma coisa, mas num setting diferente. Segue a aventura de três faz-tudo que resolvem problemas numa escola secundária. Excepto que não são nem de perto nem de longe tão carismáticos como o trio de Gintama.

Essencialmente é um anime sobre nada. Todos os episódios há um novo desafio, usualmente roçando o limiar do idiota, e - oh céus, oh céus, mal me contenho - tem montanhas de piada. Montanhas dela estão a ver? Assim do tamanho da Serra da Estrela. A única parte de interesse são os raríssimos arcos de história, que falam um pouco sobre os personagens, e Gackt. Sim, Gackt. Foi Ele a razão pela qual me pus a ver este anime. Ele canta uma das OPs e faz a voz de um personagem, Dante, que é o larilas do visual kei que usa batom roxo. Haverá personagem mais adequada para o meu Mestre e Senhor?

Em termos de personagens, comecemos pelo trio principal. Temos um genki bói amigo do seu amigo, com pequenos defeitos que o tornam imensamente divertido, hoho. Dão-lhe uma história pregressa sem qualquer tipo de relevância e está feito. Depois temos uma gaja extremamente forte que se enerva com facilidade, mas que também é muito divertida! Hoho. Também tem uma história pregressa que revela que ela também tem um coração e capacidade de perdoar, oh que boazinha que ela é afinal. E temos um gajo com a voz do Gintoki que nada mais faz sem ser teclar um computador que tem preso ao pescoço (o que aparenta ser uma coisa extremamente prática). Na sua história pregressa contam como chegou ao ponto de falar através do computador o que, vamos admitir, é uma coisa para lá de divertida. Hoho. E depois temos mais uma multitude de hohos, com uma série de personagens que nada mais fazem do que se enquadrar em estereótipos. A única de que gostei realmente foi, evidentemente, a do Gackt. Porque é, com toda a minha sinceridade, hilariante ouvir Gackt a dizer palavras desconexas e a cantar Enka. Foi uma pena que este personagem aparecesse tão pouco, porque foram as únicas ocasiões em que me matei a rir. Podiam ter-lhe dado um pouco mais de tempo de antena. Digamos, todos os episódios! Porque não?

A arte e animação não são nada de especial e muitas vezes há momentos bastante maus, com recurso a redemoinhos, linhas cinéticas e pessoal a abanar-se para a frente e para trás o que, convenhamos, já passou de moda há algumas décadas. No entanto o anime é muito vivo e muito colorido, o que trás um ambiente muito descontraído que poderá ser agradável a alguns (aqueles com vontade de aturar setenta episódios de conteúdo nulo)

Finalmente, a música. Temos uma grande variedade de OPs e EDs, mas as músicas parenquimatosas são sempre as mesmas. Bonus para aquela cantada pelo Gackt. Não sendo composta por Ele e, por conseguinte, não tendo nada a haver com a Sua Pessoa, está muito adequada ao espírito casual da série, tem um ritmo giro e fez-me ouvi-la todos os episódios em que passou. Mas prontos, também tinha a voz dEle e isso torna as coisas sempre muito mais interessantes.

Como poderão ter reparado, eu tenho um fascínio muito pouco saudável pela Pessoa de Gackt. Essencialmente é o meu adorado ídolo e o profeta de tudo o que é belo na terra (apesar de ser um humano, como pude constatar nos concertos, de tomar banho em Chanel, de ter ideias antiquadas sobre os relacionamentos e de ter feito plásticas, sim, EU SEI OS DEFEITOS DELE E É POR ISSO QUE É PERFEITO OK?) Por isso, para fechar as festividades, fica aqui uma foto do Senhor. Boa noite.