15.5.13

Ghost in the Shell - Solid State Society

Ghost in the Shell - Solid State Society
Kamiyama Kenji - Production I.G
Anime - Filme
2006
6 em 10

Eu sou grande fã de GitS. Qual o meu espanto quando descobri no meu clubezinho que me faltava ver um filme! Infelizmente, desapontou-me.

Dois anos depois de Stand Alone Complex, Motoko já não está presente e Togusa tem uma posição de liderança dentro da Section 9. Começam a investigar um caso de crianças raptadas e a misteriosa Solid State Society. Depois de algumas reviravoltas, Motoko aparece para solucionar tudo com o seu talento para penetrar em cérebros alheios. Agora, a parte questionável deste filme é que toda a história é bastante previsível, à medida do seu desenrolar. Também lhe falta o ambiente negro cyberpunk a que nos habituámos no resto do franchise. Os personagens poderiam ter tido algum tipo de desenvolvimento mais completo, sobretudo no que respeita à interacção de Togusa com Batou (juntamente com a Major, os meus personagens preferidos), que estão colocados em posições no estrato militar inversas ao que se passava anteriormente. Isso poderia ter provocado algum conflito, que não foi suficientemente explorado.

A arte não está especialmente boa, sendo os únicos momentos dignos de nota aqueles que envolve tachikomas. Aliás, o seu regresso não pareceu fazer grande sentido, já que - se bem nos lembramos de Stand Alone Complex - o seu satélite da inteligência artificial tinha sido destruído num acto de suicídio altruísta. Assim, eles não deveriam existir (pelo menos da mesma forma) e tinha-me parecido muito bem que eles fossem substituídos por uchikomas. Eu gosto muito de tachikomas porque são muito fofinhos, mas aparentaram estar aqui para fazer gosto aos fãs. O CG é usado com parcimónia, sobretudo nas perspectivas de edifícios, mas nota-se bastante e destoa.

A música, cantada numa língua desconhecida qualquer vinda algures da Europa de Leste, soa demasiado a pop e não se conjuga com o ambiente de Ghost in the Shell.

Mas o que mais me desapontou neste filme foi a total ausência de questões implícitas, aquelas questões que nos fazem pensar e que nos deixam sem dormir durante pelo menos um bocadinho. É essa a essência de GitS e este filme não lhe faz jus.

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