30.9.12

The Good Witch of the West

The Good Witch of the West
Masayuki - Hal Film Maker
Anime - 13 Episódios
2006
5 em 10

Ok, quem é que ao ler o título deste anime pensou que isto era sobre o Feiticeiro de Oz? Pois, eu também. Por isso preparem-se para se desapontarem. Muito.

Essencialmente isto é mais um shoujo de fantasia, igual a todos os shoujos de fantasia. A história e personagem possuem vários elementos base, que - para facilidade de consulta - passarei a enumerar:
  1. Rapariga com família misteriosa
  2. Jóia misteriosa
  3. Complô político
  4. Princesas
  5. Rainhas
  6. Crianças assertivas que são princesas
  7. Triângulo amoroso
  8. Aventura escolar
  9. Espadas
  10. Rogue misterioso
  11. Poderes mágicos fenomenais e a destruição do mundo
  12. Dragões (triangulares, pterodáctilos quadrúpedes)
  13. Mascote fofa
Tendo isto em conta, temos tudo para ter um anime igual a todos os outros! Viva! Temos todas estas coisas super-originais num universo fantástico mal definido, tanto politicamente como socialmente. Tem uma fauna própria muito mal caracterizada e aparentemente algumas tradições que têm que ver com a rainha do mundo, que também aparecem muito a martelo. Em resumo, nada de especial.

Os designs de personagens são coloridos e brilhantes, mas nada de original. Também não temos uma animação especialmente sólida, apesar de longas cenas com espadas e cabelos esvoaçantes. No início os longos cabelos ruivos da personagem principal davam algum charme às situações, mas com o tempo ela torna-se demasiado... "Especial". Sim, esse é um defeito grande destes personagens. São "especiais". Não são! São completamente normais. Síndrome de floco de neve especial em personagens de anime, é quase mais triste do que com pessoas reais.

Todas as músicas são abaixo da média, excepto talvez a ED que até é engraçada.

Um anime que comecei a ver com elevadas expectativas por causa do título e que me desapontou profundamente. Mais uma vez, lição de vida: nunca ter expectativas.

29.9.12

Mortes Naturais

Mortes Naturais
Michael Palmer
Policial
1994

Recebi este livro num Bookray do BookCrossing! Escolhi-o porque é um policial de hospital e, bem, é essa a minha área (mais ou menos). Quando recebi o livro não fiquei muito feliz. Este volume já passou por muitas mãos, tem folhas soltas, letrinhas minúsculas e parece que nunca mais acaba. Mas é uma leitura alucinante.

Dra. Sarah Baldwin é obstetra e faz medicina holística, com acupunctura e auto-hipnose. Mas estranhos acontecimentos estão acontecendo! As suas grávidas têm CID (Coagulação Intravascular Disseminada)! E morrem! Dun-dun-duuuun~~~~ Evidentemente que eu também me pus a quebrar a cabeça a tentar diagnosticar a doença. Foi super divertido, mas o "assassino" é totalmente surpreendente e do arco da velha, como é que o homem se foi lembrar de uma coisa tão... Improvável? Bem, leiam e surpreendam-se também.

O livro está escrito de uma maneira simples e está recheado de acção. Temos tudo, desde tiroteios com gangs chineses a perseguições de carros. No entanto estas cenas muito intensas são intercaladas por momentos de conversa morosos e que por vezes não adiantam grande coisa. Neste livro abordam-se muitas coisas debatíveis na medicina: a utilização de práticas holísticas, processos por negligência médica, competitividade entre médicos, o império das farmacêuticas, a modificação de vírus. Acho muito interessante o autor, que é médico (e pelos vistos competente) abordar estes assuntos que, digamos, são quase internos. Também tem história de amor, que achei um pouco desnecessária. A caracterização dos personagens é um pouco básica, mas a descrição das práticas no hospital torna tudo mais vivo e tingido de vermelho e encarnado.

Estas Mortes Naturais (confesso que não percebi o título, mas ok) prenderam-me do início até ao fim. Fiquei a gostar deste autor, gostaria de ler mais livros dele. Sobretudo porque são sobre doençaaaas. =D

27.9.12

Parabéns para Mim (e um Dar Embora)

Hoje, dia 27 de Setembro, é o meu aniversário. Assim, faremos celebrações neste blog! =D


E então no que vai consistir esta celebração?

Num

*~*DAR EMBORA*~*
(ou Giveaway)

Vamos primeiro ver os LINDOS, MARAVILHOSOS, SUPER GOSTOSOS.....

*~* Prémios *~*

São três prémios, para ser dados a três pessoas diferentes!

1. Primeiro volume do Manga Yonen Buzz
Um manga muito fixe sobre uma banda (tem gajos giros, mas não é Boyslove hihihi)


2. Livro Sailor Moon, Diamond's not Forever
Comprei-o e gostei tanto dele que quero que outra pessoa o leia! Podem ver a review aqui



3. Colecção de DVDs gravados (ups, isto é ilegal)
Isto vem das eras em que eu gravava DVDs. Gravei estes repetidos para uma amiga, que deixou de ser minha amiga, então não lhos dei e agora vou dá-los a um de vocês 8D Os títulos que se encontram nesta caixa são: Kamikaze Girls (Live Action), Dash, Sekai Ichi Hatsukoi, Ojiisan no Lamp, Night on the Galactic Railroad, Marine Express, Astro Boy, Kaitei Chouytokki Marine Express, Shiki, Ookiku Furikabutte, Golgo 13, Togainu no Chi, Gokujyou no Koibito, Overdrive, Full Metal Alchemist Brotherhood, Durarara!, The Tatami Galaxy, Jwousei, Princess Arete, Uragiri wa Boku Namae wo Shitteiru, Yokohama Kaidashikikou E Kiseki. Se acharem poucos posso acrescentar mais uma caixa mas aí... Vão ter pano para mangas xD


Como Participar

Uno. Seguir este blog
Dos. Ou então seguir-me no Twitter (ladyxzeus)
Tres. Os seguidores do blog estão automáticamente inscritos!
Catorze. O sorteio será feito no dia 7 de Outubro

De preferência deixem mensagem aqui a dizer o que fizeram :)

De resto, informo que faço uma conta redonda. Enfrento esta conta redonda como um início de um novo ciclo e de uma nova era, em que sou elevada pelo Rafiki a receber a luz do sol na minha linda testa felpuda. Pensei em fazer aqui um resumo dos meus anos de vida e planos para o futuro, mas não vale a pena. 8D Posso adiantar que tenciono que a minha vida profissional e académica seja muito interessante, tenciono fazer as pessoas rirem muito e tenciono fazer muitos bichos (humanos e inumanos) felizes. :3 
Espero continuar a ver-vos cá para o ano! =D




26.9.12

Jinrui wa Suitai Shimashita

Jinrui wa Suitai Shimashita
Kishi Seiji - Sotsu Agency
Anime - 12 Episódios
2012
6 em 10

"A Humanidade Declinou" (não as declinações do latim, claro). Sugeriram-me que visse este anime, não pensei vê-lo tão cedo mas assim foi. Ora bem, estamos num mundo meio pós-apocalíptico, mas cheio de plantas, em que por falta de recursos a humanidade tem vindo a decrescer drasticamente. E temos uma personagem "Eu", de airosos cabelos cor de rosa, que trabalha como funcionária de Auditorias em geral, para garantir a segurança dos produtos que recebemos e fazer investigações sobre a humanidade que possam revelar algo de interessante, sobre a alçada de "Avô", o seu avô. Ocorre que neste universo existem umas pequenas criaturas: Fadas. Que gostam de açúcar. Que não há. E assim se desenrola uma surreal comédia baseada em slice of life.

Infelizmente, fiquei desapontada. Os dois primeiros episódios foram geniais. Ri-me imenso, muito wadafak, muito divertido. Depois morre. Não havendo uma história de suporte, além das aventuras de "Eu", o anime parece que se esforça demasiado para ser bizarro. Falta-lhe aquela magia negra de Zetsubou Sensei ou Excel Saga. Falta-lhe naturalidade.

"Eu" tem algum desenvolvimento, por ordem não cronológica, mas no geral parece apenas aceitar a sua existência de uma forma perfeitamente zen. Isto é pontuado por um estranho comportamento cínico e calculista que, sendo potencialmente muito engraçado, corta com a caracterização da personagem.

A arte é um ponto interessantíssimo, sobretudo no que respeita aos fundos. Pintados em traços fortes, coloridos e muito brilhantes, trazem um ambiente de alegria a todo este universo, o que acaba por ser um pouco irónico. Dado que a humanidade está a morrer e tal.

Em termos de música nada de especial, OP e ED transmitem o mesmo sentimento alegre mas não são da minha preferência (vozes que parecem miados...)

Dizem que este anime trás grandes questões filosóficas sobre o sentido da humanidade, mas não captei isso. Resta analisar se foi por as questões serem demasiado subtis ou demasiado irrelevantes para mim.

Midori II

Isto é uma bebida chamada Midori, que é verde. Mas o post é sobre o evento que decorreu neste fim de semana (ou no outro).

Antes de começar vou fazer um esclarecimento sobre a minha pessoa: parecendo que não, eu pertenço à ciência. A ciência rege-se por hipóteses e por factos que sustentam ou detêm essas hipóteses. Os factos são obtidos através da revisão de bibliografia, da experiência própria e da experiência controlada, sendo que a experiência própria não tem muito crédito excepto na partilha anedótica. Eu costumo fazer as minhas avaliações aos eventos segundo a experiência própria. Desta vez vai ser diferente. Porque eu não estive no evento. Em vez disso estive num congresso profissional que me ensinou montes de coisas giras. Então porque escrevo um post sobre o Midori II? Essencialmente porque quero comentar os vídeos do cosplay. No entanto, eu sou uma pessoa de sorte. Alguns dos meus "espiões" estiveram presentes no evento e fizeram-me o favor de me manter actualizada sobre os acontecimentos a que assistiram. Muito obrigada, pois creio que será divertido. Através de mensagens e encontros nocturnos, tirei algumas notas (no bloco que me ofereceram no congresso). Por isso vamos começar por colocar a hipótese:

O Midori II foi um bom evento

E agora vou apresentar as minhas notas. Estou a escrevê-las exactamente como me disseram (talvez mais delicada). Lembremos que eu não estive lá. Os olhos que usei para a obtenção destes dados não foram os meus. Assim, por mais que me pareça que há situações no limite do surreal dentro desta lista, vou apenas assinalar os dados que me pareceram positivos, a verde. Estão pela ordem pela qual recebi as informações e não por ordem cronológica dos acontecimentos (que não posso estabelecer, por não ter visto o horário).

  • ECG ao sol
  • Obrigados a ficar de pé
  • Pelo menos duas pessoas sentiram-se mal, incluindo uma pessoa que desmaiou. Facto minimizado pela organização em anúncio público em que disseram, passo a citar, "só desmaiou"
  • Espaço velho, paredes a cair aos bocados
  • Poucas lojas sem nada de interesse
  • Exposição de modelos de Gundams e demonstração da montagem
  • ECG sem vídeo
  • Banda muito atrasada, foram vistos os membros à espera de Godot
  • Concurso de ramen com ramen picante, o que levou uma das concorrentes a um ataque de choro e desconforto
  • Crianças pequenas
  • Sessão de apalpamento de seios pela parte de grupo feminino (aparentemente jovem) não identificado
  • No caminho para o local foi ouvido, passo a citar, "Sinto-me o Seya a subir ao Monte Olimpo"
  • No final do ECG membro do júri abraçou-se aos beijos a um dos classificados
  • Domingo não foi colocada qualquer música ou entretenimento no palco durante tempos mortos
  • Vocalista da banda, convidada a subir ao palco, referiu que o concerto "estava às moscas". Quando se inquiriu o público sobre quem tinha ido ao concerto apenas uma pessoa levantou o braço
  • Concurso de cosplay só com três skits, que ganharam os três prémios. Tudo o resto terá sido um "desfile de modelos"
  • Concurso atrasou-se porque três concorrentes estavam ausentes
  • Em relação ao Quizz, as inscrições podiam ser feitas até à última da hora, sendo as equipas compostas de quatro elementos. Cada elemento teria de responder a uma pergunta sobre os seguintes temas: One Piece, Naruto, Bleach e Dragon Ball
  • Dois gajos à porrada por causa de uma figura. Não se sabe que tipo de figura é que era. 
  • Uma pessoa vomitou-se nas escadas para a casa de banho
Eu não vou comentar. Eu não vou rejeitar ou aprovar a hipótese. Vou deixar-vos que reflictam sobre estes dados e, juntamente com a vossa experiência pessoal, a rejeitem ou aprovem. Gostaria também de ter os vossos comentários, já que os fóruns e grupos que frequento ainda não teceram considerações (e se calhar não as vão fazer)

Assim passemos à parte essencial, que são os comentários dos concursos de cosplay!

 Um bocadinho de alegria para todos, weee

ECG (European Cosplay Gathering OU Electrocardiograma)
Ora bem, o melhor que se conseguiu foi tudo no mesmo vídeo. Por isso vamos lá por ordem!

1. Sakura - Ok, então estamos a andar à roda com umas fitinhas que - as estúpidas - se enrolam todas umas nas outras. Isto deve ter tudo que ver com a série, mas como eu não vi a série não faço ideia do que se está a passar aqui, não é visualmente agradável e não parece ter um objectivo definido. Desculpa.

2. Saya e Diva de Blood + - Serie que eu amo muito. Gostei bastante mas em minha opinião podia ter sido um pouco mais expressivo, sobretudo no audio e na segunda parte da luta. Also, um truque: quando estiverem paradas não mexam os pés, carreguem essa energia para a parte de cima. ;)

3. Não Sei - Gostei mesmo muito! Movimentos exactos, bem ensaiados, boa marcação e excelente intensidade. Se há alguma coisa a apontar não é culpa vossa mas sim das vossas roupas, que são muito grandes e não devem dar jeito nenhum para se mexerem. Parabéns!

4. Touhou (é assim que se escreve?) - Gostei da ideia e gostei do audio que, apesar de tudo, poderia ser um pouquinho mais assustador. A expressão facial não se coaduna muito bem com o que o audio exprime. Aplica-se o mesmo conselho do truquezinho dos pés. :)

5. Suzaku e Euphemia de Code Geass - Houve uma vez que a Catarina me disse "cosplay não é teatro". Ora bem, aquilo que eu acabei de ver aqui... Foi teatro! História do anime, mas com boa expressão e boa intensidade. Parte final quiçá um pouco confusa, mas eu também já não me lembro muito bem do que se passou. Uma dica para a Alice e todas as crossplayers: estudem o comportamento masculino, sobretudo a maneira de andar. Não só é divertido como dá um efeito muito mais sólido ao cosplay depois. :3

6. Sakura, também é a Sakura? Não sei - Muito, muito expressivo mas, confesso, não percebi NADA do que se estava a passar. Não entendi a mensagem, tá com medo, depois apanha uma rosa, depois tá com medo, depois põe uma máscara, se calhar tenho mesmo de ver este anime @.@

7. Não sei - Ok, a ideia é *gira*. A ideia é muito *gira*. Mas quando metade do tempo da ideia é a fazer poses, nã funciona, sorry.

8. Artemis (?) - No início do audio nota-se que se está a ler de um papel e isso é chato. Mas depois melhora. Parece-me uma boa introdução ao personagem, mas requeria desenvolvimento.

No Geral:
Fiquei bastante agradada com este concurso em termos de apresentações. O ECG valoriza bastante o skit e nota-se que na maioria houve um esforço para a preparação e concepção. Fossem todos os concursos assim e eu ficava mesmo feliz. Foram mais pessoas do que o habitual, apesar da variedade de personagens continuar na mesma (Sakuras hão-de ser sempre as predilectas) e essa aderência é muito bom sinal. Existem alguns detalhes que podem ser burilados em cada uma das apresentações, mas no geral não houve erros e pareceu-me tudo bem ensaiado. Parabéns a todos, fizeram um bom trabalho, foi divertido (para variar! Muito!) e pareceu que a maioria de vós também se estava a divertir. Faltou uma pitada de loucura, mas prometo que brevemente vos oferecerei razões para se rirem muito. :3 

Concurso de Cosplay
Nota: devido ao facto de apenas três apresentações serem, portantos, apresentações, vou apenas comentá-las a elas. Como vêm conhecendo, por mim as pessoas podem estar apenas com uma meia a tapar as partes baixas: eu só avalio a performance. Deixo a avaliação dos fatos para quem realmente o sabe. ;)



O audio percebe-se muito pouco. Boa coreografia, por vezes um pouco repetitiva. Bem ensaiada, eficiente. Foi a minha favorita.


O audio também se percebe muito mal, por isso talvez isto seja mesmo problema da gravação. Muito pouco expressivo, marcações difusas e sem objectivo. Cada vez que te mexes em cima de um palco tem de ser por uma razão.


Cirandar sem objectivo, pelo o olhar vê-se que estás muito insegura. A ideia parece-me fazer poses ao som da música, mas para isto funcionar elas têm de ter mais força e mais energia

Conclusão: Pois bem, este concurso não gostei assim muito. Primeiro porque só três pessoas se deram ao trabalho de fazer skits. Foram todas premiadas e ainda bem. Depois porque os skits, apesar de terem uma intenção clara têm no geral falta de intensidade do personagem. Mesmo assim fica o exemplo para todos, pode-se fazer skits de qualquer coisa, não é preciso ter medo do palco que o público não morde e fazer o que quer que seja é melhor do que não fazer nada.

E com isto me despeço. Por agora. Muahahahaha.

Sailor Moon: Diamond's Not Forever

Sailor Moon: Diamond's Not Forever
Lianne Sentar
Light Novel
1999

Um livrinho que comprei em segunda mão, muito divertido.

Aparentemente, circa 1999, fizeram uma colecção de "Novels" baseadas nos episódios de Sailor Moon. Acabaram no volume 8, que foi o que eu obtive e li.

Escrito de uma maneira muito simples, conta a história de três episódios. E é mesmo como se os estivéssemos a ver. Por isso, para fãs da série como eu, é uma leitura muito gira. Este volume cobre uma das minhas partes favoritas da primeira season (a correlação de Nephrite com o mundo em geral, apesar do meu general preferido ser sempre o Zoycite - o boiola).

Infelizmente, foi escrito por uma moça de 17 anos. Isto tem como consequência muitos erros de estilo e um sobre-uso de algumas palavras (exquisite, intricated e outras palavras referentes a complexidade). As descrições são muito parvinhas ("disse a loira" e coisas assim). É uma leitura fácil que se torna por vezes aborrecida devido à forma como está simples.

Ainda assim, gostei muito e acho que vou comprar o da Rita também! Porque este tem um destino reservado, que aprenderão amanhã. :)

E já que estamos a falar disso:

PROCURA-SE SAILOR MOON OU SAILOR VENUS (PRIMEIRA SEASON) PARA COMETER LOUCURAS, MONTES DE DIVERSÃO E GANHAR UNS TROCOS.

24.9.12

Supernatural The Animation

Supernatural The Animation
Miya Shigeyuki e Ichizuka Atsuko - Madhouse Studios
Anime - 22 Episódios
2011
7 em 10

Já toda a gente deve ter ouvido falar da série Supernatural, certo? Eu já tinha visto uns anúncios na televisão (com gajos não giros) e visto montanhas de fanart incestuosa, mas não fazia ideia do que é que era isto. Só me propus a ver porque Nosso Senhor Que Está Lá em Okinawa (Gackt para os amigos) faz a voz de um personagem.  Mas valeu a pena!

Tive de sacar isto duas vezes porque a primeira vinha só com audio em Inglês. A segunda veio com legendas para surdos, que são profundamente bizarras.

A série é episódica e segue a vida de dois irmãos, Dean e Sam, que são caçadores de monstros, espíritos e outras criaturas paranormais em geral. Existe um fio condutor e um boss final, que é nem mais nem menos do que o diabo. Desta forma o desenvolvimento baseia-se nos personagens. Eles estão muito bem definidos, numa dualidade de divertido-tímido / impulsivo-pensativo / físico-mental. Fazem um duo dinâmico interessante e ao longo da série, sobretudo no final, é demonstrado o amor fraterno. Infelizmente, talvez devido à natureza episódica da série (ou quiçá a factores inerentes da série original) não existe um desenvolvimento para o futuro. Existe um desenvolvimento do passado para o presente, num rodopio de traumas, poderes estranhos e situações adversas mas de resto são personagens que - sendo divertidos - são estáticos. Fica o bónus da demonstração do amor, que é quase novidade no mundo do anime na intensidade em que nos foi apresentada.

A arte é um ponto a reparar. Baseada em traços fortes e realistas com elevado jogo de sombras, é muito eficiente na transmissão de expressões faciais e corporais. As cenas de luta e confronto físico estão bem estruturadas, sem bem que - devido às tais sombras - podem ser um pouco confusas.

Sonoramente, gostei muito. A interpretação do actor de Dean é absolutamente deliciosa e extremamente completa, com um largo leque de emoções e até mesmo música. Evidentemente que o Gackt também esteve muito bem. <3 Não temos OP, mas a ED adiciona ambiente à série, situando-a nos Estados Unidos (apesar da dobragem japonesa)

Uma série muito interessante, até para quem não viu o original.

Brasil-Portugal Agora





Após esclarecedor e nutritivo jantar com a Hota, fomos ver dois concertos integrados nas celebrações Brasil Portugal Agora. São festividades que celebram a presença de Portugal no Brasil (e do Brasil em Portugal) e a amizade entre os dois países, tão longe mas ainda assim tão perto. Para mais informações podem clicar aqui.

Pois bem, vimos dois concertos, que passarei a comentar de seguida!

Ney Matogrosso

Vimos o concerto de longe e de mais longe. É de notar que, numa multidão, eu sou uma porta: onde quer que me encontre esse local torna-se local de passagem. Assim, devido ao desconforto provocado pelo contínuo corredor de passantes, eu e a Hota fomos para trás, para longe da multidão. Via-se o concerto perfeitamente à mesma. Ora, eu não conheço muito bem Ney Matogrosso. Os meus conhecimentos limitam-se à música do Lobisomem, que aparecia no Zip Zap aos fins de semana de manhã (e que, diga-se de passagem, eu adoro). O meu pai, que me cultivou para a música brasileira, nunca gostou do Ney porque, citando "era muito bicha". A minha mãe disse "não ia ver nem que me pagassem. Ele há 30 anos era novidade, porque tinha plumas e tal, mas agora não". No entanto a minha avó contou-me hoje que adora, porque "são músicas muito bonitas e é um homem que parece um pássaro". O concerto foi uma agradável surpresa. Apesar de ter uns 70 anos, o homem está excelentemente conservado, e mexe, remexe, requebra-se e ondula-se todo com uma pinta que só visto. E as músicas são, realmente, muito muito bonitas. São poemas lindíssimos. Deixo, assim, a música que mais me impressionou:

Letra no Bentivi Urbano

E para quem duvida, ele era assim há 30 anos:


Depois do Ney fizémos visita frustrada a Alfama. Ao regressar, deparamo-nos com o final de outro concerto!

Monobloco
 Uma banda animadíssima. Não percebi bem as letras, mas eram de uma energia fenomenal. TODA A GENTE a dançar feita maluca, um ambiente muito bom. Se calhar não é a música brasileira que é animada, mas os brasileiros que são animados. Ainda pude dar o meu pézinho de samba. :) Fica uma música para conhecerem:
Espero que gostem! Muito divertido! =D 

21.9.12

Tenshi Nanka Ja Nai

Tenshi Nanka Ja Nai
Hiroto Tokita - Group TAC
Anime OVA - 1 Episódio
1994
5 em 10

Tenshi Nanka Ja Nai (Eu não sou um anjo) é o OVA correspondente à obra homónima de Yazawa Ai. Que, se bem estamos lembrados, também é a autora da Nana, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Ora, o que eu gosto nesta autora são as histórias maduras e os designs de personagens, que têm muitas roupas interessantes. Neste OVA não há nenhum desses elementos.

Trata-se apenas de um vulgaríssimo polígono amoroso, com paixões fundamentadas em experiências das mais normais (como encontrar gatinhos abandonados). Para mais, é inconclusivo.

A arte é típica e não transmite propriamente os designs habituais da autora. Não há cenas de animação complexa, nem fundos (nenhuns), nem qualquer tipo de detalhe que o distinga.

A música é igualmente típica, podemos encontrar igual em qualquer shoujo dos anos 90.

Assim, este OVA foi um grande desapontamento. Mas ao menos agora posso dizer que já vi todos os trabalhos da autora em anime. Tenho ali um manga dela para ler, mas são 8 volumes e só tenho o primeiro (queria comprar o resto antes, mas isto está agreste)

19.9.12

Fuujin Monogatari

Fuujin Monogatari
Nishimura Junji - Production I.G.
Anime - 13 Episódios
2004
6 em 10

Aviso já que estou doente a morrer com febres e a tossir a laringe. Estive ontem no hospital (aventura surreal que irei contar noutro dia) e dentro de meia hora tenho de ir para uma reunião sobre a minha tese. Há-de correr muito bem.

Enquanto desfaleço e não vi Fuujin Monogatari, também conhecido por Windy Tales (ou "Histórias do Vento", em bom PT-PT) É um anime bastante interessante. Não o vou recomendar, mas digo a quem tiver bastante tempo nas mãos que isto é uma boa coisa para experimentar. 

Tudo começa quando duas moças do clube de fotografia digital vão ao telhado e vêm um gato a voar. Elas descobrem que um dos seus professores tem poderes para controlar o vento e, com ele, aprendem a utilizar esses poderes também. E então desenvolve-se um slice-of-life muito simples que explora a relação destas pessoas com o vento e com o céu. Não tendo personagens especialmente fortes para apoiar isto (as suas historiazinhas são o mesmo escola secundária de sempre) parece-me que o conceito tem qualidade suficiente para sobreviver por si só, na busca do belo e da união com a natureza do vento.

Mas agora vem aqui um busílis de questão muito relevante: a arte. Esta arte é diferente. É angulosa, é triangular. Para mim é absolutamente insuportável. Não há nuvens quadradas nem aqui nem no Japão nem em Júpiter! Por um lado esta arte funciona bem devido à transformação de formas, associada ao poder do vento que povoa toda a história. Mas por outro lado partiu-me os olhos aos bocados.

Apesar de a OP e ED não serem nada de invulgar, os sons do parênquima (continuo a amar esta palavra) transmitem calma e contemplação.

Seria um anime muito melhor se tivesse um céu sem quadrados. E se tivesse menos gatos, não percebo o fascínio de toda a gente com gatos.

18.9.12

Out of Sight

Out of Sight
National Taiwan University of Arts
Anime - ONA
2010
8 em 10

Gastem 5 minutos das vossas vidas a ver isto, por favor e pelo amor de tudo quanto é sagrado:


Agora que viram podem perceber o porquê do meu 8. Isto é só uma animação de graduação de estudantes, mas por vezes é nessas ocasiões que encontramos as melhores pérolas.

Primeiro vemos uma menina com um cão e alguém que lhe rouba a mala. Ela entra num mundo escuro, encontra um pauzinho e o mundo vai ficando colorido. Com recurso a uma animação bela e simples, cheia de cores suaves de efeito calmante, vemos a menina a andar por um mundo surreal. Até aqui nada de especial. Mas depois constatamos... A menina é cega.

O mundo que ela viu não é um mundo como o nosso. É um mundo feito dos outros sentidos. O primordial é o tacto, que vem associado ao ouvido e ao cheiro. As coisas que ela imagina correspondem ao que ela sente e ouve, mas não correspondem à nossa realidade. O mundo vai aparecendo à medida que ela o sente e o resultado é uma fantasia plena de felicidade e diversão. Não olhamos para a cegueira dela (passe a expressão) de forma pessimista, fatalista ou sequer com pena, mas é-nos dado a ver como pode ser a alegria da descoberta do mundo para ela.

Assim, acho que esta pequena animação transmite uma mensagem de optimismo muito importante. Está bem executado, é muito simples e trás sorrisos. Imperdível.

17.9.12

Kawamo wo Suberu Kaze

Kawamo wo Suberu Kaze
Yoshida Reiko - The Answer Studio
Anime - Special
2011
7 em 10

Mais um da série "coisas que a Lady tem no pc e não sabe o que são". Mas depois de uma observação da página na database percebi porque o tinha: porque é Josei.

Este anime fala de uma mulher que, após 5 anos a viver nos States, vem visitar a família ao Japão com o seu filho fofinho. Esta viagem transforma-se num regresso ao passado e num confrontar com uma situação amorosa inconclusiva. É uma história muito realista na sua concepção mas um pouco estranha na execução (se eu dissesse a um gajo "olha, dorme comigo", o mais provável era ele lançar-se à estrada com os braços levantados a gritar "kyaaa kyaaa". Hei-de experimentar a ver o que dá e acho que até já tenho uma vítima)

A arte é diferente do habitual. Com uma mistura de CG e de imagens reais, este pequeno special dá-nos imagens muito bonitas da cidade, aproveitando para transmitir as incertezas na mente da personagem principal.

Tudo isto pulverizado com lindas peças em piano e violoncelo, que adicionam melancolia e nostalgia.

É isso, é um anime sobre nostalgia, sobre o que poderia ter sido e não foi, sobre uma realidade humana e sobre a dúvida. Como são só 25 minutos, posso recomendá-lo com segurança de que não irá desagradar a muita gente.

O Evangelho Segundo Jesus Cristo

O Evangelho Segundo Jesus Cristo
José Saramago
Romance
1991

Ora bem, toda a gente sabe que Saramago é (era) Ateu. Então porque raios foi ele escrever sobre Jesus Cristo? Terá sido para criticar a igreja, terá sido para ofender, terá sido para irritar, isso ninguém vai saber (excepto, talvez, a Pilar) O que interessa, o essencial a retirar daqui, é que foi um bom resultado.

Este livro é mais denso e menos humorado do que os outros que tenho lido dele. É mais difícil de seguir, requer mais concentração. E enrola muito, mas no final percebemos o porquê de tanta enrolação. Vemos a vida de Cristo em detalhe, mas antes de Deus se lhe ter anunciado e só um bocadinho depois de ele se tornar messias miraculoso. Isto leva a uma construção do "personagem" extremamente detalhada e justifica os seus actos e a sua aceitação para carregar a palavra de Deus.

Deus e Diabo são outros "personagens" muito interessantes. Em conversas de Jesus com eles, Saramago dá a entender que Deus não é nada boa pessoa (se é que deus é pessoa) e está a exigir os sacrifícios dos homens pelo seu próprio egoísmo. Por outro lado, o Diabo parece ser uma pessoa sensata e ponderada, que não deseja ver o sangue que Deus profetiza.

Como sempre, extremamente bem escrito, com momentos muito belos que jorram amor por todos os lados.

Se isto não é crítica aos Católicos, parece. Mas, seja-se Católico, Protestante, Helénico Neoclássico ou Neopagão vale sempre a pena ler este livro.

16.9.12

3 Iron

3 Iron
Ki-duk Kim
Filme
2004
8 em 10

Como não gosto muito de ouvir coreano nunca tinha visto um filme coreano. Sugeriram-me este e, como até estava no mood de ver um filme com pessoas, decidi arriscar. E ainda bem.

É um filme lindíssimo.

Certo jovem com uma moto BMW entra na casa das pessoas quando elas estão de férias. Faz a sua vida, lava-lhes a roupa, arranja-lhes balanças estragadas e fica tudo em paz, nem se dá por ele. Até ao dia em que ele encontra uma mulher que é claramente vítima de uma série de abusos. E aí acontece amor.

Não sendo um filme mudo, este é um filme silencioso. é o verdadeiro "vamos ouvir o silêncio". Os actores fazem um excelente trabalho em transmitir palavras sem as dizer, palavras e sentimentos. São momentos de uma beleza indescritível.

É muito engraçado ver as casas das pessoas e conhecê-las sem elas lá estarem. É muito engraçado vê-los a viver a vida das pessoas, que não conhecem, nem nunca viram, nem nunca vão ver. São imagens muito simples mas muito interessantes.

A banda sonora, com várias peças muito bonitas, encaixa perfeitamente nos sentimentos que o realizador e os actores tentam transmitir, ajudando na compreensão do universo que estamos a ver.

E o final absolutamente inesperado quase me fez chorar. Seja realidade, seja fantasia, é felicidade.

Bastante recomendado e obrigada a quem mo recomendou.

A Wind Named Amnesia

A Wind Named Amnesia
Yamazaki Kazuo - Madhouse Studios
Anime - Filme
1990
7 em 10

Aviso antes de começar que eu li o conto (livro) que serviu de base para este filme. E que A-M-E-I. Por isso, assim que vi a imagem acima no MAL (MyAnimeList, não o "mal" per se) e constatei que estes eram os designs de Sophie e Wataru... Pensei... "Oh deus, vou odiar isto". Mas não. A verdade é que, para minha grande surpresa, o filme até nem é mau! 

É certo que os designs não correspondem em absolutamente nada com a ideia que eu tinha na cabeça, que foi fundada pelas ilustrações do livro. Cabelos brancos wat, fita na cabeça wat. Em termos de animação, temos uma produção bastante eficiente para a época. Não temos nada de fantástico, umas explosões aqui e ali, mas toda a arte é - no geral - muito cuidada e o efeito final está bem conseguido. As poderosas imagens paisagísticas do livro não foram transferidas para aqui, o que é uma pena.

Em termos de história e de personagens, em comparação, há pequenos erros narrativos mas nada que se note para quem não leu o livro. A coesão e a sequência foram mantidas e, o mais importante, todo o fio da história também. Esta é uma história poderosa, quase Saramaguiana mas com um toque de ficção científica: o que aconteceria se, de repente, toda a humanidade perdesse a memória? Isto levanta importantes questões sobre o valor moral da humanidade e sobre a ética que nós atribuímos como inerente à racionalidade (atributo que também só atribuímos a nós próprios) A mim parece-me um debate interessantíssimo e a forma como está exposto é bela. Critico o final que, bem, não tem nada a haver e corta completamente com o momento belíssimo com Bob Dylan que me fez apaixonar-me pela história. A sério, sexo em vez de Bob Dylan? Crime!

Em termos musicais, temos músicas apropriadas e efeitos sonoros bastante bons. Gostei muito dos actores de vozes dos selvagens, pois expressar-se em onomatopeias é bastante difícil.

No geral é um filmezinho bonzinho. Mas vou usar este espaço para recomendar o livro, novela ou conto, chamemos-lhe o que quiserem, porque é belo, é simples, está muito bem escrito e é genial e eu adoro-o às pecinhas pequeninas. <3

Nota: o realizador do anime é o mesmo gajo que fez Ninja Scroll (achei que seria interessante dizer)

Falemos de Politiquices

Porque eu fui à Manif. Logo tenho de escrever uma crítica sobre a qualidade da Manif. Ou não. Não estudar não é só ver anime. Também se pode falar de coisas sérias. E é isso o que eu vou fazer hoje.

Vou colocar aqui as minhas tendências políticas e a minha opinião sobre o balde de merda que praí vai.

Entretanto, fotos da manif:

Assim ficam mais ou menos a ver a dimensão da coisa.

Mas enfim, vamos proceder a uma explicação. Eu não era suposto estar na manifestação. Eu era suposto estar a ser ignorada fortemente na Festa de Apresentação do Novo Spot Publicitário da Kingpin Com Doritos Picantes. Mas a vida acontece e acabei por ficar alojada no Monte da Caparica de ontem para hoje e fui parar à Manif. Eu não sou de Manifs. Porquê? Porque muda alguma coisa? Não muda, então para quê ir. Mas agora eu percebi que ir vale a pena. Ya, podia ter ficado em casa a ver anime ou estar a comer doritos picantes, isto nem tem nada a haver comigo, eu nem sequer trabalho, eu nem sequer desconto. Mas a verdade é que isto interessa. Interessa a todos nós. Vale a pena sair à rua. Eu nem gritei nada. Mas só estar lá, só ser mais um, vale a pena. É com a força da união que se consegue alguma coisa. Neste momento em que escrevo o pessoal tá todo passado a mandar pedras à polícia. Pode ser que ainda se passem completamente e partam aquela merda toda.

Já agora, desculpem os palavrões, mas quando se fala de política há que chamar os bois (e outros animais) pelos seus correctos nomes.

Dizia eu, eu não sou muito por manifestações pacíficas. Gritamos e nada acontece. Mas a situação é: ao menos gritamos. Ao menos temos o direito de gritar.

Agora vou fazer um esclarecimento sobre a minha veia política. Eu não sou de esquerda nem de direita. Eu não sou de nada. Por enquanto, sou pelos competentes. Que são nenhuns. E acredito que num futuro longínquo a humanidade terá força interior suficiente para conseguir viver numa anarquia sustentável. Por isso quando vou votar, vou votar pelos competentes. Que são nenhuns.

Era isso o que fazia falta. Uma pessoa competente. Uma pessoa com fibra. Já olharam bem para o Coelho? Um coelho anão é mais convincente que ele. Observem:


Como podem observar, este coelho demonstra mais espinal medula do que o nosso actual primeiro ministro. Quanto ao senhor das finanças, o desgraçado parece que esteve a noite toda a chorar cada vez que aparece. E o resto dos meninos do PSD, bem... Há-de haver lá gente de jeito, mas não aparecem. Não se querem queimar. Quanto à oposição, temos um PS liderado por um homenzinho com cara de lombriga e com a mesma composição hídrica. Homem tal que tem a lata de dizer "quando o PS for governo". Meu menino, se depender de mim o PS nunca mais há-de ser governo. Então com você a liderar, nem nos Camarões o vão deixar ser governo. Temos um Partido Comunista do periodo Jurássico. E temos um Bloco de Esquerda que não aparenta saber bem o que há-de fazer à vida. E depois temos uma série de partidos cuja voz é tão fininha e tão pequenina que estarem ali ou não é praticamente o mesmo que nada. Isto para dizer: Portugal enfrenta grave crise política. No meu mundo ideal, teríamos um primeiro-ministro tipo Obama ou Lula, alguém que chegasse lá e nos desse esperança no futuro por mais sacrifícios que tivéssemos de fazer ao início. Teríamos alguém que nas suas declarações públicas não usasse palavras eruditas e dissesse simplesmente as coisas como elas são. Para não terem de ser interpretadas pelos serviços de imprensa, claro está. Uma pessoa directa, que fizesse o que tem de ser feito sem ter medo.

Mas isso é o meu mundo ideal e toda a gente diz que eu vivo numa utopia. E eu respondo: sem sonhos é que não se faz nada.

Para mim a solução ideal seria aumentar a produção de coisas úteis. Tipo comida. Porque, realmente, o que é que interessa saber programar em C se não há comida? Vamos produzir para ser auto-suficientes. A fruta Argentina é mais barata, e todas as laranjas são iguais umas às outras, mas vamos tentar usar os nossos próprios produtos. O resto que se venda para Angola ou para Cabo Verde ou para qualquer sítio onde faça falta. Aposte-se na qualidade, vamo-nos distinguir por sermos bons e não por sermos muitos. Porque muitos não somos nem nunca vamos ser. E legalize-se a erva, pelo amor da santa, que não há país melhor para a produzir. E eu não digo isto por gostar muito, mas sim porque é verdade. Imaginem os campos do Alentejo todos cheios de maconha, tantos turistas a vir para cá, tanta exportação que se fazia para a Holanda onde fazem isto crescer em adegas... Ai ai... Mas sim, a produzir acho que a gente chegava lá. Mas está toda a gente tão viciada no sector terciário que por as pessoas a trabalhar no campo ia ser uma complicação. E ensiná-las a plantar uma cenoura também. E ter os agricultores habituados a receber dinheiro para fazerem casas e comprarem carros também é complicado. Corte-se isso. Obrigue-se as pessoas a produzir algo de jeito para receberem por isso! E assim seríamos um país competitivo e assim podíamos pagar as nossas contas e assim gerava-se emprego e assim tinhamos dinheiro para fazer obras públicas, que geram mais emprego e assim estava toda a gente empregada a fazer alguma coisa de útil.

Mas ok, isto não é a realidade. Há muitos factores de que estas coisas dependem e longe de mim ter essa informação toda. Então vou-vos contar o que seria uma boa solução imediata:

Uma revolução.

A sério.

Pegue-se fogo a esta merda toda e que vá para lá alguém como a pessoa de quem eu falava ainda há pouco. Depois essa pessoa olha para as contas públicas e faz o seguinte: mete-as na net. E toda a gente contribui para solucionar o problema. Sem partidos. Sem clubismos. Sem lutas de interesses idiotas. Visto assim o universo político Português assemelha-se muito ao universo dos eventos de anime... Ah, e sem corrupção.

Ah e aquela cena de meter o pessoal rico e das grandes empresas a pagar, também se podia pensar nisso. Não sei bem como, porque aquela gente também se mata a trabalhar e há-que ser justo, mas não era mal pensado.

De resto, fica aqui o meu confuso manifesto.

Saim para a rua. Manifestem-se. Há-de haver o dia em que deixa de haver internet e aí estão todos lixados, né? Mexam-se. Pelo amor da santa. Façam alguma coisa. Nem que seja mandar faxes para a Assembleia de República a dizer "BAKABAKABAKA".

Porque isto é o nosso futuro. Se ficares sentado, eles podem fazer o que lhes apetece.

14.9.12

Kara no Kyoukai - Murder Speculation (1)

Kara no Kyoukai - Murder Speculation (Parte 1)
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2007
6 em 10

Por mais que eu gostasse de não fazer comparações, acho que neste caso são necessárias. Em relação ao primeiro filme da saga Kara no Kyoukai (Jardim dos Pecadores). A review do primeiro filme pode ser lida aqui.

Este filme fala do passado. Fala de Shiki e de como ela se tornou Shiki. Mas não chega a concluir-se, porque a Parte 2 é só o sétimo, e último, filme da saga. Começa bem, gaja a maquilhar-se com sangue da pessoa que acabou de matar. É útil, é prático, é válido, quando não há dinheiro usa-se o que há. E o filme desenvolve-se na exploração da amizade entre Kokutou e Shiki e no desenvolvimento da personalidade paralela SHIKI.

A arte é muito boa, com elevados níveis de produção, mas não possui aqueles momentos de romantismo complacente que davam  beleza ao primeiro filme. Da mesma forma, temos apenas um grande momento de acção, que consiste numa fuga pelo meio dos bambus. Isto não dá azo a que sejam usadas grandes técnicas. No entanto toda a arte é extremamente detalhada e cuidada.

O desenvolvimento da história é um pouco incompleto, pois trata-se apenas de um Prelúdio e Fuga para algo que vira a seguir. Os personagens têm uma boa base mas não há nenhum tipo de desenvolvimento de maior. Por vezes é confuso distinguir entre Shiki e SHIKI.

Também achei a música inferior, com mais ênfase a efeitos sonoros do que a peças completas.

Gostei bastante, é uma excelente peça introdutória, mas falta-lhe alguma coisa que o primeiro filme tinha, alguma coisa de belo. Esperemos pelo sétimo, para a conclusão da história! E agora vamos ao terceiro! =D

13.9.12

Revista Neo Tokyo

Ora, estava eu na Quinta Dimensão à espera de comer um churro quando entro numa papelaria e vejo ISTO! Uma revista de anime! Comprei logo! E, como variações são sempre giras, decidi enviar um e-mail para o Editorial com uma crítica construtiva a cada secção da revista (que só acabei de ler agora) Amigos brasileiros poderão achar isto útil, amigos portugueses poderão ter curiosidade e amigos de outras nações recebem um abraço para não ficarem tristes. Assim, fica aqui cópia do mail que mandei!

Boa tarde.

O meu nome é (Lady), sou Portuguesa e estive recentemente no Brasil, onde tive a oportunidade de comprar a vossa revista. Dado que uma publicação deste género não existe em Portugal fiquei extremamente curiosa em relação à vossa edição. Além de viajante entre os dois países, por razões familiares, também tenho um pequeno blog onde faço críticas e comentários a vários tipos de media, nomeadamente anime, manga e literatura. Por isso achei que seria interessante expor os pontos de crítica aos vossos artigos e enviar-vos. Caso não seja útil, poderá apenas servir como curiosidade ("como os olhos de um Europeu vêm a revista!", ou algo do género) Evidentemente que isto é uma crítica absolutamente informal e sem intenção de ferir qualquer susceptibilidade.

O fascículo que comprei é o Número 78. Seguem críticas individuais para cada um dos artigos:

Black Lagoon

Anime que eu não achei nada de extraordinário. Consequentemente a excelente crítica não abona nada em favor. Eu não confio na objectividade de pessoas que têm animes como Black Lagoon na lista dos favoritos. Mas isso é coisa minha. Neste artigo falta a objectividade necessária a uma crítica, se bem que foi de muito bom tom assumir que este é um dos "favoritos". Discordo em essencialmente tudo o que foi dito na review, como poderão confirmar pela crítica à segunda season neste mesmo blog. De resto, está muito mal escrito. Tem erros de tipografia, erros de ortografia, erros de gramática, tudo polvilhado com uma linguagem que, tentando ser informal, acaba por passar por arrogante.

Entrevista

Muito interessante e esclarecedora. Alguns erros de gramática, sobretudo vírgulas, e de tipografia

Sudden Death

EPA, SESTA ESCREVE-SE COM ESSE E NÃO COM CÊ! Fora isto, secção muito interessante. Escrita com bom humor faz um bom resumo da história, mas acaba por não referir o porquê da sua sudden death, nem mesmo uma opinião pessoal

Sailor Moon

Interessante, nada a apontar (engraçado ler os títulos dos episódios porque é quase como rever a série)

Gantz

Artigo muito completo e interessante, sobretudo porque foi um anime de que gostei. Fiquei com vontade de ver os live-actions. No entanto mantém-se o problema da gramática, sobretudo na utilização dos acentos na letra A e vírgulas. XD no fim também não fica nada bem para uma coisa profissional.

Ichigo Mashimaro

Em comparação com os outros artigos está muito bem escrito. Parabéns! :) Achei um artigo muito interessante, até porque detestei o anime. O manga parece ser bem melhor. Achei um pouco desnecessária a insistência na personagem de Ana Copolla, mas achei muito bem terem colocado as informações sobre adolescentes tabagistas.

Posters

Podiam ter posto uns mais bonitos...

Cosplay

Agora vou fazer uma crítica muito desagradável. Brace for the impact! Passa-se o seguinte: todas as revistas de cosplay que conheço (que não serão muitas) escolhem os cosplayers a ser apresentados (featured) por duas razões. São elas originalidade e qualidade do cosplay. E eu não vi disso nesta secção. Nem sequer qualidade da fotografia. A maioria das fotografias são tiradas em convenções e não em photoshoots, coisa que eu acho perfeitamente surreal dentro do contexto de "revista". As fotografias não são de muito boa qualidade e, por isso, não ficam muito bem impressas. Algumas estão pixeladas e tudo. No entanto agradou-me muito a secção dos sites recomendados, é uma grande ajuda.

The Green Hornet

Secção gigantesca sobre comics, que é assunto que me passa ao lado. Passei à frente. Talvez leia mais tarde. Que se lixe, li à mesma. Ora bem, achei interessantíssimo. Bastante bem escrito, fora algumas vírgulas, com uma opinião forte mas não forçada. Já estou a fazer o download da série original e de um filme do Bruce Lee!

Prancheta

Problemas com vírgulas. Recomendação bastante interessante e didáctica.

Vitrine

Pelo que eu percebi isto é uma sinopse para comprar um manga? Acho boa ideia, mas espero que variem nas lojas publicitadas, porque senão é um bocadinho injusto (e podiam ganhar mais dinheiro se fossem mais) Bem escrito e cativante.

Sete Samurais

Excelente artigo, bem escrito. Parabéns! :) Já tinha visto este anime há algum tempo e, portanto, não me lembro exactamente dos detalhes, mas confio no autor. De resto, fiquei com vontade de ver Os Sete Samurais de Kurosawa, que nunca vi. E o tal filme de faroeste.

InuYasha

Eu não vi este anime (muito menos li o manga), por isso li um bocado por cima. Mas está bem escrito e acho o tema da comparação interessante em certos aspectos

All Cheat

Heh... Bem, eu não jogo jogos. Por isso vou saltar. É que isto não tem mesmo interesse nenhum para mim.

Penguin Brothers

Bem escrito, achei o resumo interessante e fiquei com vontade de ler o manga (mas não o vou fazer, por razões minhas que toda a gente conhece). No entanto, há um erro, o artigo acaba solto em "força física para"

Fan Gallery

O mesmo que para a secção de cosplay

Letra Traduzida

Muito interessante a ideia, gostei!

EM RESUMO

Gostei muito desta revista e gostaria muito que existisse uma igual em Portugal. No entanto, recomendaria uma edição de textos mais cuidada, porque há erros de Português imperdoáveis. Gostei muito do grafismo da revista, tanto na capa como dentro dos artigos, mas poderiam usar imagens de melhor qualidade (em termos de imagem, não de conteúdo) pois algumas estão desfocadas. Entretanto fui ver as capas das outras edições na Internet e creio que são capazes de falar demasiado sobre Naruto. Naruto não é tudo na vida! Eu, por exemplo, nunca vi Naruto e só hei-de ver quando terminar... De resto, excelente trabalho! Keep it up! Da próxima vez que for ao Brasil com toda a certeza comprarei mais uma das vossas revistas!


12.9.12

Souten Kouro

Souten Kouro
Luo Guanzhong - Madhouse Studios
Anime - 26 Episódios
2009
6 em 10

Este anime foi uma aventura: no site da aarinfantasy reuni-me com uma bacana, a suhi, para fazer subs de Switch. Então depois decidimos que poderíamos fazer subs de outros animes insubados. Ela sugeriu SK, porque tinha gajos montes de giros (...). Assim, juntei-me ao grupo Animanda para os ajudar com o QC das subs. Dois anos passaram e poucos episódios de SK a sair, puseram-me a fazer Night Raid. Um ano passou e nada a sair. Nada de nada. E entretanto eu descubro que alguém mais eficiente tinha pegado nisto e subado até ao final. E agora terminei, após um ano encalhada no episódio 11.

O anime baseia-se num manga que se baseia o Romance dos Três Reinos (Romance of the Three Kingdoms), escrito por Luo Guanzhong no século XIV sobre eventos passados no século III. É sobre um tal de Cao Cao (lê-se Sou Sou, graças a deus) que é um chanceler mas também quer dominar o mundo por razão tão obscura como "foram os céus que me disseram". Suponho que o livro, sendo chato como todos os livros dessa época têm por uso ser, seja bem melhor que o anime. Hei-de pedi-lo emprestado pelo BookCrossing para saber o que realmente se passou. Porque pela série é complicado.

A história é muito complexa, envolvendo muitos (muitos!) personagens com nomes bizarros. É difícil de acompanhar porque é muita gente, todos parecidos uns com os outros, mas essencialmente fala das conquistas bélicas e diplomáticas deste Cao Cao (que se lê Sou Sou). Apesar de ao início a história se desenvolver com calma, parece tornar-se num monstro semanal a partir do segundo terço. Também há uma certa mística que envolve uns dragões horrorosos, que até saem das testas das pessoas em momentos de grande prazer sexual. Dos personagens todos apenas Cao Cao (lendo-se Sou Sou) tem um desenvolvimento marcante. É um personagem bastante bom, que apesar de ter atitudes de todo o poderoso também tem alguns momentos de insegurança que revelam a sua humanidade, apesar de ter sido - aparentemente - escolhido pelos céus.

A animação é variável. Enquanto que existem momentos de animação muito bons (apesar de serem completamente surreais, à la Hokuto no Ken), todo o anime está polvilhado por um CG que mete nojo, sobretudo no que respeita aos dragões. Criaturas que merecem respeito por serem, bem, dragões que, bem, vieram dos céus, são transformados em bonecos de plasticina com lábios protuberantes. Isto ridiculariza a situação e retira seriedade ao ambiente, que é muito sangrento e muito macho.

Adoro tanto a OP como a ED, sendo a primeira um metal agressivote como eu gosto. Mas as músicas do meio, as vozes e os efeitos sonoros não contribuem para a ambiência pretendida.

Um anime bom para quem gosta de sangue e sexo e homens grandes (a quem nasce barba). E a quem se interesse por história, talvez. Isto tem alguns elementos muito fantasiosos...


10.9.12

Kara no Kyoukai - Overlooking View

Kara no Kyoukai - Overlooking View
Aoki Ei - ufotable
Anime - Filme
2007
7 em 10

Quando decidi que ia ver Kara no Kyoukai eu pensava que ia ser algo completamente diferente. Para ser sincera, eu podia jurar a pés juntos que isto era sobre meninas mágicas.

Afinal não é. E é muito fixe!

A arte foi o que me chamou a atenção logo nas primeiras cenas. Os fundos são extremamente detalhados e têm um toque de realismo muito bonito. Cenas de prédios abandonados chegam a ser quase românticas. As próprias mortes têm um toque de belo. A animação também é de excelência, com algumas cenas muito bem planeadas.

O filme corre com calma, quase numa contemplação. A história é bastante simples e, olhando só para ela, não é nada de novo. A maneira como as coisas são ditas também é um pouco "simples a tentar ser complicado", mas gostei dos pequenos momentos de filosofia e da "moral" (mais ou menos) que a história imprime. 

Os personagens não têm muito que se lhe diga. São claramente misteriosos e nada é explicado sobre eles (excepto que Shiki é artificial, se é que eu percebi bem?) Tenho esperança que nos próximos filmes, apesar de tudo são sete mais dois!, mais nos seja contado sobre este trio. Quem são, o que fazem e porque é que o fazem. Quem é que lhes paga. Os designs são interessantes, gostei sobretudo da combinação kimono+casaco vermelho+botas de montanha.

A música está muito, muito apropriada. Algumas peças de coral muito bonitas adicionam mais à contemplação artística.

Um filme curtinho, só 50 minutos, bastante bom. Agora quero ir ver o resto! :)

Festa do Avante!





A melhor Festa! Parece um festival de música, mas é muito mais que um festival de música. Pura alegria. Pura liberdade. Isso sim é o Avante. Como todos os anos, lá estive eu. Desta vez acampada na casa do Ricardo, pelo que não há experiência do Acampamento. E agora, enquanto recupero da ressaca brutalíssima que me atingiu esta manhã (e ainda fui ao dentista), falarei sobre alguns momentos de renome. Nomeadamente os concertos. Aviso desde já que este foi o Avante menos agressivo a que fui, por isso não vai haver histórias na mesma linha daquela em que eu me enfiei dentro da fonte, calçada, e estive lá a chapinhar. Nem daquela em que eu vi os peixinhos da terra. Nem daquela em que se encontrou a Maddie. Nem daquela... Bem, não vai haver dessas.

A vida são dois dias. O Avante são três. Vamu lá! =D

Ora portantos, por alguma razão iniciámos as festividades na Quinta Feira à noite e - consequentemente - eu não tinha as condições necessárias para ir para o Avante reunidas em conformidade com as necessidades do meu estômago. Que estava, portantos, a derreter. Mas logo que me instalei e começámos a beber Crustáceos tudo ficou maravilhosamente bem! Que bueno! E assim foi o princípio da aventura. 7 de Setembro passou a ser o dia do casamento do Don Simon com a Santa Quitéria (um vinho verde encantador que encontrámos no Pingo Doce). 7 de Setembro também é o primeiro dia do Avante. E o dia de anos do meu cão Infeliz. E Dia do Brasil! Não há dia melhor para se casar alguém. Também chegámos a conclusões interessantes sobre a vida das árvores: as árvores na realidade são estruturas equivalentes a nós e possivelmente têm uma consciência, inteligência e forma de comunicação a nível completamente diferente do nosso, que somos animais; assim é possível de avaliar se elas são inteligentes ou estúpidas. Por exemplo, uma palmeira é uma árvore claramente estúpida. Está ali, toda airosa, a apanhar sol. Já um carvalho daqueles do meio da floresta, nota-se que é uma planta sábia. As árvores que estavam connosco nessa altura são um grupo bacano e devem ter ideias sobre a vida muito interessantes, já que estão viradas para um campo de ténis.

Entremos. Em termos de Festa não há críticas a fazer. Isto, afinal de contas, não é um evento de anime. Os comunistas sabem realmente o que é fazer uma festa. E, falando neles, aí estão em massa! Cheios de bebés ou de rugas, há de todos os tipos! Yaaay! =D É o óptimo desta festa, é que há gente de todos os tipos, tamanhos, feitios, cores, credos e, quiçá, orientações políticas. E está toda a gente lá com o objectivo de se divertir. Se bem que este ano pude entrever no meio das gentes Avantásticas, jovens incautos que devem ter ido para ali a pensar que isto é o Rock in Rio. Também há gente com muita mau aspecto mas que não faz mal a ninguém. E, apesar de estar melhor que no ano passado, há gente com muita mau aspecto que faz mal às pessoas. Mas esses e os outros e toda a gente curtiu da mesma maneira o primeiro concerto do Avante:

Chullage

Isto é rap e é rap Português. Desconhecia completamente, mas fiquei curiosa de saber mais sobre este tipo depois do concerto. Ritmos bem estabelecidos, rimas complexas e poderosas e uma excelente presença em palco. Gostei tanto que vou já sacar (ou procurar, será que isto há em torrent?) Fica aqui a primeira música que aparece no youtube para verem como é:


Há em torrent, saquei o Rapresálias yo.

Depois fomos para o lago e deu a morte a um de nós que não fui eu. Só se regressou ao mundo dos vivos no momento da GRANDE! PODEROSA! MARAVILHOSA!............ CARVALHESA! Seis minutos de pura alegria. E depois não se deve ter passado nada de muito importante, excepto termos encontrado as pessoas que estavam connosco e de o Ricardo ter perdido o telemóvel.

Já agora, se alguém o encontrou por favor devolva-o. Nós tentamos telefonar e ele ainda chama, ainda está ligado. Por favor pessoa que o encontrou, quando puderes (e acabar o saldo) contacta-nos. (Mandámos uma mensagem semelhante para o telemóvel mas não surtiu qualquer efeito)

Avancemos para Sábado. Chegamos a boas horas, umas duas e meia da tarde, e a festa já está cheia de gente. Ala para o palco Primeiro de Maio.

Canto Daqui

Não tenho a certeza se isto é a coisa certa, mas pelo programa parece-me ser o que mais se adequa. Não era a coisa certa, mas já está corrigido. É um grupo de cordas e uma flauta que tocam músicas Portuguesas. Encontrámos a Ana durante este concerto. Tocaram músicas muito populares, algumas tão populares que eu nem sabia o que eram, mas foi um concerto com boa energia.

Melech Mechaya

Já é o quarto ou quinto concerto que vejo deles (por influências da Ana, que é namorada do André, que é o guitarrista da banda, que a leva para o backstage e lhe dá comida lá). É sempre o máximo. As músicas são muito animadas e a banda tem uma energia completamente louca. É fácil de interagir com eles enquanto público. E sabem tocar mesmo bem os seus instrumentos. Só me pareceu que os truques começam a ser um bocado repetitivos, mas eu também já fui a muitos concertos deles. Fica aqui uma música, para dançar. Aliás, citando-os "imaginem a dança mais patética de sempre. Dancem-na ao som desta música". Eu dancei o Ganganm Style.


Insira-se um intervalo em que nos perdemos de toda a gente e ficamos sem bateria no telemóvel sobejante (o meu). Tempo para partilhar um momento: quando ainda tinhamos telemóvel, ficámos com o número da Diana, que também estava no Avante. Assim, dizemos-lhe que nos venha buscar mais tarde ao sítio onde ficámos. Vendo-a tardar enviamos uma mensagem e desenvolveu-se uma pequena conversa que irei citar:


Tams ca n mm sitio *(Lady)
Ainda bem para ti :-) mas é melhor voltares a enviar a msg, pq para quem quer que tu quiseste enviar a msg enganaste-te no número lol :-)
Somos o ricardo e a (Lady) ^~^
Lol aqui é o ricardo e a ni. :D prazer, boa continuação
Tb tao n avante? *-*
Lol não :-) em Cbr. Boa continuação, bons concertos :-)

Neste intervalo também descobrimos que há um espaço desportivo, estavam lá umas pessoas a dançar e depois uns putos a jogar hóquei ao sol. Uma das pessoas que dançavam estava vestida com um fato de coelho justo, cor de rosa fluorescente.

A Naifa

Um projecto que me foi apresentado pelo Ricardo e que eu acho interessante. Mas também acho extremamente depressivo. Estava-me a sentir um bocado mal e queria-me sentar, por isso mais depressivo estava a ser. Mas o concerto teve um par de momentos muito bonitos e a voz dela é uma coisa poderosíssima ao vivo. Para mim foi uma experiência um bocado psicadélica. Ah, e uma coisa que adorei, disseram no início que eles usam poesias de poetas portugueses contemporâneos como letras. Por isso, fica aqui uma letra, no Bentivi Urbano (já sabiam dele? :3) e a música correspondente.



Passam-se coisas e mudamos de palco depois de dar uma volta enorme e de comprarmos mortalhas brasileiras aos freaks. Estamos agora no 25 de Abril e estamos a ver

Jorge Palma

Mas há aqui uma situação. Não é que eu não goste de Jorge Palma. É que me trás más memórias. Memórias do tempo em que escrevia cartas de amor (e me respondiam por carta). Então sentei-me no chão a pensar nessas coisas e devemos ter lá estado 10 minutos mas a mim pareceram-me horas e horas a fio. E como toda a gente já conhece Jorge Palma nem vou por aqui o vídeo.

Blasted Mechanism

Passei o concerto a falar com umas pessoas (eu não as estava a chatear, estava a FALAR. Foram elas que vieram falar comigo primeiro) e a dançar, que é o que se deve fazer em Blasted. Eu sempre que os vejo penso que eles podem ser realmente do espaço. Nesta fase eu já não me lembro muito bem do que estou a fazer, mas há-de ter sido um bom concerto e sei que tocaram a Nadabrovitchka. Quem   será a Nadabrovitchka?

Falando em aliens, imaginem um anúncio do azeite Gallo. Mas com aliens. A irem para a apanha da azeitona e depois a molharem o pão. Mas aliens.
Não sei que mais fizemos, mas estando incomunicáveis dependemos apenas de nós próprios para chegar a casa. Ainda estivemos à procura de uns quadradinhos interessantes, mas também não procurámos com muito afinco. Depois voltámos de taxi.

Finalmente Domingo. Não estou na ruína completa, isto nem parece o Avante. Ficamos a ouvir uns sons e a enveredar por caminhos negros enquanto arranjamos um esquema para a Sandra poder ir. Aprendo a seguinte música que, sendo genial, precisa de ser referida:


E de repente a Sandra aparece e seguimos. Só vi um concerto neste dia e nem foi bem um concerto. Estávamos em frente ao Palco Arraial a comer uns chocos fritos, começa a Carvalhesa, danço a Carvalhesa e enquanto isso estão uns pessoais no palco a experimentar os instrumentos. Então vêm todos, é uma banda, e ficamos a ver aquilo. Não sei quem eram, não encontro nada no cartaz que corresponda à descrição deles. Estavam a tocar umas músicas que até pareciam ser interessantes. Mas a gaja que lá tava.... Jesus... Que mal que ela cantava. A ideia das músicas era gira. Mas ela cantava completamente fora do tom. Que vergonha.

A meio de Peste&Sida fui ter com o Cuca e umas gentes do cosplay. Complaining ensues, eu estou mais alegre no Domingo que nos outros dias, que coisa bizarra, tenho a certeza que os atormentei com constantes "digam-me o que tenho de fazer para ganhar um concurso de cosplay nesta terra!", mas recebi informações relevantes e foi engraçado. ... <3 E nós devemos parecer weeaboos ao longe porque de repente, aparece um gajo... Um mitra. Daqueles blacks mitras todos mitrosos com o boné de lado, tão a ver? E ele aparece e vem na nossa direcção e junta-se a nós e começa "pa yo as Navegantes, as Navegantes da Lua é que era, eu curtia bué da cena delas, era o que eu via quando era puto, eu sou bué pelos valores, pelo amor e pela justiça, yaa as Navegantes é que eram, vamos fazer a revolução, a revolução com o amor e a justiça"

Não sei como cheguei a casa. Mas hoje estou aqui. Cheia de sede. E ainda fui ao dentista.

Em resumo, foi um Avante meio fracote em termos de tesourinhos, houve momentos Zen com fartura. E perdi o meu grinder. :< Para terminar, levantem-se e vivam.

Seis minutos.

De puro êxtase.


Para o ano há mais!

Se encontraram o telemóvel ou o meu grinder (rosa) por favor digam!

Ah, e a quem leu isto e não sabe o que é o Avante, está aqui um ensaio (em inglês), que escrevi há uns anos. :3 http://fav.me/d2dijvf