16.9.12

Falemos de Politiquices

Porque eu fui à Manif. Logo tenho de escrever uma crítica sobre a qualidade da Manif. Ou não. Não estudar não é só ver anime. Também se pode falar de coisas sérias. E é isso o que eu vou fazer hoje.

Vou colocar aqui as minhas tendências políticas e a minha opinião sobre o balde de merda que praí vai.

Entretanto, fotos da manif:

Assim ficam mais ou menos a ver a dimensão da coisa.

Mas enfim, vamos proceder a uma explicação. Eu não era suposto estar na manifestação. Eu era suposto estar a ser ignorada fortemente na Festa de Apresentação do Novo Spot Publicitário da Kingpin Com Doritos Picantes. Mas a vida acontece e acabei por ficar alojada no Monte da Caparica de ontem para hoje e fui parar à Manif. Eu não sou de Manifs. Porquê? Porque muda alguma coisa? Não muda, então para quê ir. Mas agora eu percebi que ir vale a pena. Ya, podia ter ficado em casa a ver anime ou estar a comer doritos picantes, isto nem tem nada a haver comigo, eu nem sequer trabalho, eu nem sequer desconto. Mas a verdade é que isto interessa. Interessa a todos nós. Vale a pena sair à rua. Eu nem gritei nada. Mas só estar lá, só ser mais um, vale a pena. É com a força da união que se consegue alguma coisa. Neste momento em que escrevo o pessoal tá todo passado a mandar pedras à polícia. Pode ser que ainda se passem completamente e partam aquela merda toda.

Já agora, desculpem os palavrões, mas quando se fala de política há que chamar os bois (e outros animais) pelos seus correctos nomes.

Dizia eu, eu não sou muito por manifestações pacíficas. Gritamos e nada acontece. Mas a situação é: ao menos gritamos. Ao menos temos o direito de gritar.

Agora vou fazer um esclarecimento sobre a minha veia política. Eu não sou de esquerda nem de direita. Eu não sou de nada. Por enquanto, sou pelos competentes. Que são nenhuns. E acredito que num futuro longínquo a humanidade terá força interior suficiente para conseguir viver numa anarquia sustentável. Por isso quando vou votar, vou votar pelos competentes. Que são nenhuns.

Era isso o que fazia falta. Uma pessoa competente. Uma pessoa com fibra. Já olharam bem para o Coelho? Um coelho anão é mais convincente que ele. Observem:


Como podem observar, este coelho demonstra mais espinal medula do que o nosso actual primeiro ministro. Quanto ao senhor das finanças, o desgraçado parece que esteve a noite toda a chorar cada vez que aparece. E o resto dos meninos do PSD, bem... Há-de haver lá gente de jeito, mas não aparecem. Não se querem queimar. Quanto à oposição, temos um PS liderado por um homenzinho com cara de lombriga e com a mesma composição hídrica. Homem tal que tem a lata de dizer "quando o PS for governo". Meu menino, se depender de mim o PS nunca mais há-de ser governo. Então com você a liderar, nem nos Camarões o vão deixar ser governo. Temos um Partido Comunista do periodo Jurássico. E temos um Bloco de Esquerda que não aparenta saber bem o que há-de fazer à vida. E depois temos uma série de partidos cuja voz é tão fininha e tão pequenina que estarem ali ou não é praticamente o mesmo que nada. Isto para dizer: Portugal enfrenta grave crise política. No meu mundo ideal, teríamos um primeiro-ministro tipo Obama ou Lula, alguém que chegasse lá e nos desse esperança no futuro por mais sacrifícios que tivéssemos de fazer ao início. Teríamos alguém que nas suas declarações públicas não usasse palavras eruditas e dissesse simplesmente as coisas como elas são. Para não terem de ser interpretadas pelos serviços de imprensa, claro está. Uma pessoa directa, que fizesse o que tem de ser feito sem ter medo.

Mas isso é o meu mundo ideal e toda a gente diz que eu vivo numa utopia. E eu respondo: sem sonhos é que não se faz nada.

Para mim a solução ideal seria aumentar a produção de coisas úteis. Tipo comida. Porque, realmente, o que é que interessa saber programar em C se não há comida? Vamos produzir para ser auto-suficientes. A fruta Argentina é mais barata, e todas as laranjas são iguais umas às outras, mas vamos tentar usar os nossos próprios produtos. O resto que se venda para Angola ou para Cabo Verde ou para qualquer sítio onde faça falta. Aposte-se na qualidade, vamo-nos distinguir por sermos bons e não por sermos muitos. Porque muitos não somos nem nunca vamos ser. E legalize-se a erva, pelo amor da santa, que não há país melhor para a produzir. E eu não digo isto por gostar muito, mas sim porque é verdade. Imaginem os campos do Alentejo todos cheios de maconha, tantos turistas a vir para cá, tanta exportação que se fazia para a Holanda onde fazem isto crescer em adegas... Ai ai... Mas sim, a produzir acho que a gente chegava lá. Mas está toda a gente tão viciada no sector terciário que por as pessoas a trabalhar no campo ia ser uma complicação. E ensiná-las a plantar uma cenoura também. E ter os agricultores habituados a receber dinheiro para fazerem casas e comprarem carros também é complicado. Corte-se isso. Obrigue-se as pessoas a produzir algo de jeito para receberem por isso! E assim seríamos um país competitivo e assim podíamos pagar as nossas contas e assim gerava-se emprego e assim tinhamos dinheiro para fazer obras públicas, que geram mais emprego e assim estava toda a gente empregada a fazer alguma coisa de útil.

Mas ok, isto não é a realidade. Há muitos factores de que estas coisas dependem e longe de mim ter essa informação toda. Então vou-vos contar o que seria uma boa solução imediata:

Uma revolução.

A sério.

Pegue-se fogo a esta merda toda e que vá para lá alguém como a pessoa de quem eu falava ainda há pouco. Depois essa pessoa olha para as contas públicas e faz o seguinte: mete-as na net. E toda a gente contribui para solucionar o problema. Sem partidos. Sem clubismos. Sem lutas de interesses idiotas. Visto assim o universo político Português assemelha-se muito ao universo dos eventos de anime... Ah, e sem corrupção.

Ah e aquela cena de meter o pessoal rico e das grandes empresas a pagar, também se podia pensar nisso. Não sei bem como, porque aquela gente também se mata a trabalhar e há-que ser justo, mas não era mal pensado.

De resto, fica aqui o meu confuso manifesto.

Saim para a rua. Manifestem-se. Há-de haver o dia em que deixa de haver internet e aí estão todos lixados, né? Mexam-se. Pelo amor da santa. Façam alguma coisa. Nem que seja mandar faxes para a Assembleia de República a dizer "BAKABAKABAKA".

Porque isto é o nosso futuro. Se ficares sentado, eles podem fazer o que lhes apetece.

3 comentários:

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    Como é que faço pra comunicar contigo?
    Estivemos ontem a beber copos e a falar, sou o amigo do Claudio.

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    1. Por acaso estava mesmo a pensar nisso, que dar o blog não era muito boa ideia para comunicar. xD Estava um bocado taralhoca no Sábado, mas já tive umas ideias sobre o que estavas a falar. Manda-me mail para ladyxzeus@yahoo.com.br (afinal foi boa ideia dar o blog, que é mais fácil de escrever xD)

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