12.1.15

Kaguya Hime no Monogatari

Kaguya Hime no Monogatari
Takahata Isao - Studio Ghibli
Anime - Filme
2013
7 em 10

Este filme da Ghibli baseia-se numa história do folclore Japonês, a história do apanhador de bambu. Conta essa lenda de que um apanhador de bambu, velhote, encontrou uma criança dentro de um pau de bambu. Essa criança cresce para se tornar numa princesa, mas depois - no dia 15 de Agosto - tem de partir para de onde veio: a lua.

É bom saber desde logo a história, porque este filme apenas a conta insistindo com algum detalhe na vida diária da Princesa Kaguya. Não existem grandes variações e as personagens continuam bastante simples, de uma maneira verdadeira para com a lenda original. Apenas Kaguya, a princesa, encontra dentro dela uma certa dúvida: ela ama a natureza e deseja viver livre, ao contrário dos seus pais adoptivos que se convencem que ela merece ser uma princesa de riquezas incomparáveis.

A história pode dividir-se em duas partes: a infância e a vida adulta. Durante a infância, vemos as maravilhas da natureza e o filme é bastante leve e alegre. O peso vem na segunda parte, em que a princesa vive encerrada num palácio. De todas as formas, ficamos a conhecer bastante a vida na época Heian, tanto no meio urbano como rural. Causou-me impressão, no entanto, a linguagem utilizada que - apesar dos meus parcos conhecimentos de Japonês - não aparentava ser nada apropriada à época retratada no filme.

O ponto forte da película é a arte e animação. É muito, muito simples, com traços directos e aguarelas, o que pode tornar-se um pouco cansativo. No entanto, existem algumas cenas, nomeadamente quando a mente da princesa foge para o campo, em que a animação se torna bastante experimental e numa visualização bastante curiosa e expressiva.

Noutra nota, aponto para a música. O mesmo tema é repetido em variações diversas, utilizando um instrumento de que gosto muito, o koto. É raro ouvi-lo no contexto de anime, pelo que a sua interpretação se torna dinâmica e refrescante.

Não é um filme que recomendaria à primeira, mas acho que não se perde nada em vê-lo.

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