13.1.15

Fate/stay night: Unlimited Blade Works

Fate/stay night: Unlimited Blade Works
Miura Takahiro - ufotable
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10

Para saberem sobre a primeira versão deste trabalho, por outro estúdio, cliquem aqui. Para saberem sobre a prequela Fate/Zero, cliquem aqui e aqui.

Baseado na Visual Novel de mesmo nome, que nunca irei jogar, este anime é uma versão revista e melhorada do argumento daquela, com uma animação merecedora que a primeira versão - acima - não lhe conseguiu dar. Infelizmente, apesar de todos os fãs acérrimos gritarem o contrário, ainda não é desta que temos um trabalho perfeito.

Em termos de história, já conhecíamos as bases da guerra em questão por causa de Fate/Zero. Assim, o interesse principal encontra-se nas personagens e nas relações entre elas. Ora, a partir do momento em que os próprios entendedores reduzem as personagens a números, estatísticas e valores, como se fossem meros peões, todos os traços de personalidade se perdem. Para mais, existem muitos factos que passam ao lado de quem está simplesmente a ver o anime e não tem qualquer interesse na novela visual.

Ainda assim, os servants - classe de personagens que luta entre ela - têm um certo fascínio inerente que não posso deixar de ignorar. Na verdade, a curiosidade de saber quem são, qual o seu passado e porque stão aqui, é que me motiva a ver este anime. Entre os Masters, temos dois personagens principais que, no âmago da sua adolescência, não conseguem ultrapassar o estigma do género. Para uma segunda season espera-se uma evolução mais patente de todos os elementos, pela qual espero ansiosamente. Afinal, é nas relações entre os personagens que se vai decidir o resultado desta guerra.

Em termos de animação, temos gráficos ao nível que o estúdio já nos habituou. No entanto, a insistência em cenas nocturnas com uma paleta de cores escuras difíceis de distinguir (pelo menos para os meus olhos partidos) não foi uma opção artística muito bem conseguida. Ainda assim, o detalhe dos cenários e a utilização de fontes de luz torna tudo bastante agradável. Em termos de cenas de acção, a maior parte delas passa-se durante a noite o que, como disse, não é a melhor coisa para quem é cegueta. Acho que o talento destes animadores seria muito melhor demonstrado se tudo se passasse com cores mais vivas.

Musicalmente, não encontrei nada de extraordinário nem na OP nem na ED. No parênquima temos algumas peças corais que dão valor às cenas em que estão inseridas.

No geral, um anime inferior à sua prequela, sobretudo pela falta de diálogos interessantes e pela redução dos personagens a momentos conceptuais. No entanto, ainda falta uma segunda season, pelo que teremos que aguardar para tecermos as considerações finais.

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