26.5.15

Mad Max: Fury Road

Mad Max: Fury Road
George Miller
2015
Filme
7 em 10

Tinha um grande furo no meu horário de trabalho, portanto decidi ir ao cinema em Santarém. Repare-se que era Sábado e que não havia nada que fazer nesta cidade, pois todas as lojas, todos os cafés, todas as coisas... Tudo fechado. Até a biblioteca. Só o centro comercial estava aberto. Enfim...

Eu sabia muito pouco sobre o Mad Max original. Apenas que inspirou o clássico do anime "Hokuto no Ken". Sabia que por alguma razão o mundo se tornou num deserto e que havia guerras para obter gasolina. Nesta versão do franchise, o ambiente é o mesmo, mas há algumas diferenças. Agora a luta é pelas pessoas e pela água.

Max é um tipo meio louco que anda pelo deserto. Quando se vê capturado por um grupo de gente ainda mais louca que ele, faz tudo para sobreviver. Acaba por se juntar a Furiosa, uma entidade importante nesta sociedade, numa perseguição e fuga por uma estrada infinita, de forma a tentarem salvar as mulheres do líder desta comunidade, uma espécie de profeta religioso que tem em si tudo o que pode ser mau.

É um filme de acção do início ao fim. Na verdade, o filme pode ser considerado como uma longa perseguição de carros por um deserto sem fim. E esses carros, camiões, motas, coisas motorizadas em geral, estão muitas vezes em chamas e explodem constantemente. É um filme quente, metálico e altamente viciante. Mas, apesar de ser um blockbuster recheado de acção, este filme tem uma grande dimensão feminina: as personagens são muito fortes e estão todas muito bem caracterizadas, apesar de nunca sabermos muito sobre elas.

Isto foi, para mim, um aspecto que podia ser melhorado. Na verdade, estamos neste universo, assistimos a flashbacks, assistimos aos vários aspectos de uma sociedade sem nunca saber bem o que se passa, porque é que as coisas são assim. Entramos dentro do filme, mas está tudo fora do contexto e fiquei com muita vontade de saber mais, muito mais, acerca do mundo e das personagens. Para mais, algumas cenas de luta pareceram-me demasiado longas, o que pode ser um pouco fastidioso.

Mas, no geral, valeu muito a pena ir ao cinema sozinha. É raro desejar isto, mas até quero que façam sequelas sem fim para podermos saber mais sobre este universo fantástico!

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