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7.6.16

Mad Max: The Road Warrior

Mad Max: The Road Warrior
George Miller
1981
Filme
7 em 10

Por sugestão de Qui, vimos este filme no fim de semana. Por alguma razão, nenhum de nós se conseguia lembrar do nome dado a este tipo de cenário pós-apocalíptico (deserto com carros), sendo que até ao momento não me lembro também. Portanto fui pesquisar: continuo sem encontrar. Quem me ajuda? É o mesmo género que o Hokuto no Ken, se virmos anime.

Adiante!

Este filme do início dos anos 80 mostra-nos uma aventura de Max, um condutor errante por um universo destroçado onde apenas importa uma coisa: a gasolina. Com ela, poderemos chegar a qualquer outro lugar, salvar as nossas vidas, começar uma vida diferente. No entanto, nem sempre é fácil consegui-la. Existem bandos e gangues mais ou menos organizados que se reúnem para roubar gasolina aos passantes, que se organizam em grupos para se poderem defender. Max, no meio disto tudo, é um solitário com um passado triste: ele procura isolar-se, mas acaba por se ver envolvido com variadas pessoas e, devido à sua própria natureza, não pode ignorar os seus apelos por ajuda.

O elemento mais curioso deste filme será, sem dúvida, todo o ambiente em que é passado. O cenário de desolação é cativante, sendo que a forma como a civilização deste futuro está retratada tem as suas nuances que nos levam a dar asas à imaginação. Tudo isto é ajudado por um espectacular guarda-roupa com uma inspiração muito livre, que poderá simbolizar uma série de coisas.

A história é simples, apesar de termos bons actores, com destaque para Mel Gibson que, quase sem falar, consegue demonstrar todos os pequenos detalhes do seu personagem. Se bem que, para mim, o melhor actor é mesmo o cão (de nome "cão"). Tendo isto em conta, trata-se de um filme que se foca sobretudo em carros e camiões em diversas corridas e perseguições. Que explodem frequentemente. E isto é tudo o que poderíamos querer!

Repare-se na data deste filme: 1981. Os efeitos digitais eram pobres nesta altura, e muito caros. Os efeitos especiais deste filme são todos feitos com modelos, com objectos, com um excelente trabalho de edição. Isto é admirável, pois é uma arte que se tem vindo a perder nos dias de hoje.

Gostei muito deste filme e fiquei com bastante vontade de ver o resto da trilogia (o primeiro e o terceiro que, segundo consta, tem a Tina Turner a cantar) :)

26.5.15

Mad Max: Fury Road

Mad Max: Fury Road
George Miller
2015
Filme
7 em 10

Tinha um grande furo no meu horário de trabalho, portanto decidi ir ao cinema em Santarém. Repare-se que era Sábado e que não havia nada que fazer nesta cidade, pois todas as lojas, todos os cafés, todas as coisas... Tudo fechado. Até a biblioteca. Só o centro comercial estava aberto. Enfim...

Eu sabia muito pouco sobre o Mad Max original. Apenas que inspirou o clássico do anime "Hokuto no Ken". Sabia que por alguma razão o mundo se tornou num deserto e que havia guerras para obter gasolina. Nesta versão do franchise, o ambiente é o mesmo, mas há algumas diferenças. Agora a luta é pelas pessoas e pela água.

Max é um tipo meio louco que anda pelo deserto. Quando se vê capturado por um grupo de gente ainda mais louca que ele, faz tudo para sobreviver. Acaba por se juntar a Furiosa, uma entidade importante nesta sociedade, numa perseguição e fuga por uma estrada infinita, de forma a tentarem salvar as mulheres do líder desta comunidade, uma espécie de profeta religioso que tem em si tudo o que pode ser mau.

É um filme de acção do início ao fim. Na verdade, o filme pode ser considerado como uma longa perseguição de carros por um deserto sem fim. E esses carros, camiões, motas, coisas motorizadas em geral, estão muitas vezes em chamas e explodem constantemente. É um filme quente, metálico e altamente viciante. Mas, apesar de ser um blockbuster recheado de acção, este filme tem uma grande dimensão feminina: as personagens são muito fortes e estão todas muito bem caracterizadas, apesar de nunca sabermos muito sobre elas.

Isto foi, para mim, um aspecto que podia ser melhorado. Na verdade, estamos neste universo, assistimos a flashbacks, assistimos aos vários aspectos de uma sociedade sem nunca saber bem o que se passa, porque é que as coisas são assim. Entramos dentro do filme, mas está tudo fora do contexto e fiquei com muita vontade de saber mais, muito mais, acerca do mundo e das personagens. Para mais, algumas cenas de luta pareceram-me demasiado longas, o que pode ser um pouco fastidioso.

Mas, no geral, valeu muito a pena ir ao cinema sozinha. É raro desejar isto, mas até quero que façam sequelas sem fim para podermos saber mais sobre este universo fantástico!