16.10.14

Shakugan no Shana

Shakugan no Shana
Watanabe Takashi - J.C. Staff
Anime - 24 + 24 + 24 Episódios + 4 OVA + 1 Special + 1 Filme
2005 - 2012
6 em 10

Aviso: encontro-me de "férias", portanto irei ver mais anime do que o suposto.

Há muito tempo ouvia falar da Shana. Waifu para aqui, waifu para ali, tinha curiosidade em saber quem seria esta criatura que partilha o cognome com a minha mãe. Saquei a primeira coisa que me apareceu e era um batch com todas as coisas enunciadas acima. Ainda faltam alguns elementos, mas - para ser sincera - não me apetece ver mais nada relacionado com isto durante muito tempo, talvez o resto da vida. Este comentário serve para todo este material em geral. Houve uma grande melhoria em todos os aspectos desde a primeira instância até à última, mas alguns pontos mantêm-se.

Para começar, é-nos introduzida uma história extremamente complexa, que envolve seres de outros mundos, organizações subespaciais em conflito umas com as outras e uma série de gente com nomes bizarros, como a Shana dos Olhos Flamejantes e a Pessoa que Sabe todas as Coisas, entre outros. A complexidade da história vai aumentando de forma um pouco confusa, para uma conclusão que, não sendo extremamente clara, é satisfatória e responde a todas as dúvidas. Na verdade, o anime balança entre a típica luta do bem contra o mal e momentos de fatia-de-vida que contribuem para o desenvolvimento das relações entre os personagens. Isto é mais evidente na segunda season, que parece existir como ponto de equilíbrio entre a introdução e a conclusão. Nesta, desenvolve-se uma história em que os papéis dos personagens estão invertidos, o que pode parecer estranho ao início.

Falando nos personagens, não são especialmente fortes ou interessantes. Sobretudo o personagem principal, é muito insonso, mesmo depois de virar a boneca e se passar para o outro lado. Shana, essa sim, aparenta ser bom material para waifu, não só devidoàs suas características físicas, mas também ao seu poder inicial (os olhos flamejantes). Talvez seja a única personagem a sofrer um desenvolvimento com carácter de interesse, pois existe um crescimento e materialização de sentimentos. É uma personagem que, apesar do poder físico, aparenta ter algumas fraquezas emocionais, que são ultrapassadas ao longo das seasons com recurso a muita descoberta interior. Nesse aspecto, é uma personagem interessante.

A arte começa por ser terrível, absolutamente horrorosa, sem atenção ao detalhe, com cores deslavadas e sequências de animação atrozes. À medida que o tempo passa, aparece uma produção mais cuidada, sendo a terceira season rica em grandes momentos de animação, com lutas muito brilhantes e extremamente bem coreografadas.

MMusicalmente, temos muito pouca variedade em termos de género, sendo todas as OPs e EDs aquele pop-rock no feminino pouco inspirado a que os meados dos 00s nos habituaram. Na primeira season há momentos de silência exagerados, colmatados à medida que o tempo passa com alguns instrumentais que, apesar de vulgares, calham bem dentro da sequência das lutas.

Concluo com o facto de que, realmente, compreendo porque esta série é tão amada. Apareceu na televisão americana e poderá ter sido o anime introdutório para muitas pessoas que hoje se orgulham de ser ota-cus. A personagem é forte e carismática e a história tem os seus detalhes que poderão captar a atenção. Não me cativou, mas não é nada de mau.

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