17.6.13

Toaru Majutsu no Index

Toaru Majutsu no Index
Nishikiori Hiroshi - J. C. Staff
Anime - 24 Episódios
2008
5 em 10

Estava numa grande expectativa para ver este anime, pois tinha ouvido falar tanto dele. Um desapontamento absoluto. Um anime que tem tudo e não oferece nada.

Tudo... Que tudo? Tem uma história que promete acção sem parar, como as pessoas gostam (eu não sou uma delas, apesar de tudo). Tem todos os estereótipos de personagens para se escolher. Mas a resolução é infeliz e o resultado final é um anime sem qualquer tipo de conteúdo. 

A premissa promete-nos um debate: ciência versus religião. Numa cidade em que oitenta por cento dos habitantes são estudantes, existem vários graus de poder científico, "espers" de 0 a 5. Lutarão uns contra os outros, como é evidente. Mas eis que aparece uma freira que é uma biblioteca de livros proibidos. Por razão cientificamente palerma, se não lhe apagarem a memória de tantos em tantos anos ela morre. Enfim. Prometem-nos um debate. Não temos debate nenhum. Apenas lutas contra o tal inimigo (cantar isto com voz de navegante da lua, por favor). E as lutas não têm grande graça. O personagem principal é um incapaz mas tem o fascinante poder de anular todos os poderes esperianos com uma das suas mãos, esquerda ou direita já não me lembro. Assim, as lutas resumem-se a "eu ataco-te, tu defendes-te" e pouco mais.

Aparentemente os valores de produção até eram bastante elevados para esta série, mas... Não se nota. Porque as cores estão esbatidas, os designs são vulgares e a acção não tem nada de extraordinário.

Mas voltemos ao que isto nos tinha prometido: personagens de todos os tamanhos e feitios. Temos freiras, temos lolis, temos tsunderes, temos ganguros lolitas (se imaginassem a falta de sentido que isto faz em termos de moda...), temos de tudo um pouco. Mas ninguém se desfaz do seu estereótipo e vai para além dele. Inimigos? Todos muito maus, com certeza. Mas razões profundas por detrás das suas acções? Ou das de qualquer personagem, diga-se... Nada. Rien de rien.

E a música? Nem se dá por ela. Não é boa nem má, nem se nota. Não adiciona nada, não tira nada, existir ou não parece ser indiferente.

Tanta excitação para nada.

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