24.7.11

A Rapariga com Brinco de Pérola

A Rapariga com Brinco de Pérola
Peter Webbler
Filme
2003
5 em 10

 Depois de ler o livro, tinha curiosidade em saber como seria o filme. Já tinha visto algumas imagens e pareceu-me ser bom, por isso lá fui eu. E eu sei que não é certo comparar filmes com livros, porque são coisas diferentes, mas eu estava - sinceramente - à espera de outra coisa.

 A quem já leu a review do livro, a história é exactamente a mesma. Griet, uma moça, vai trabalhar como criada para a casa sobre-populada de crianças irritantes de Vermeer, um pintor de retratos.

 Vou começar pelo ambiente. Antes de mais, era cinzento de mais. A única imagem luminosa foi de umas nuvens que não tinham nada a haver com nada. Eu estava à espera de um filme em tons de dourado, mas ele parecia exalar uma humidade e um cheiro a mofo incontornáveis. A música, que deveria ter ajudado a recriar um bom ambiente para a história, era completamente desapropriada. Em vez de melancolia, fazia lembrar um thriller dos anos 80.

Formam omitidos alguns detalhes importantes da história, como a família de Griet, o que contribui muito para a falta de desenvolvimento dos personagens ao longo do filme. A progressão do tempo e a evolução não são acentuadas e parece que as relações entre os personagens são completamente estáticas.

 Os actores, terríveis. Imagino o porquê de terem escolhido Scarlet Johanson para o papel, afinal de contas precisávamos de alguém semelhante à verdadeira rapariga do brinco de pérola para ser pintada. Mas a sua prestação era tão má, mas simplesmente tão má... Não tinha conteúdo absolutamente nenhum e parecia que a única coisa que ela sabia fazer era hesitar e beijar. É certo que o papel não era muito complexo, mas a personagem ficou tão apagada que não deu força motriz ao filme. O mesmo se aplica aos outros actores "principais", que parecem não ter agarrado as personagens e estarem a fazer tudo de alma vazia.

A única coisa que aprovo sinceramente neste filme foi a recriação histórica, que deve ter dado uma trabalheira. Os detalhes das vidas das criadas não são tão ricos como no livro, mas serve para o efeito.

 Um filme bom em termos de produção e caracterização, mas insuficiente nos outros aspectos. Se forem fãs do romance histórico, como a minha mãe, com certeza que vos recomendo este filme.

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