31.8.13

Lupin the Third: Mine Fujiko to Iu Onna

Lupin the Third: Mine Fujiko to Iu Onna
Watanabe Shinichiro - TMS Entertainment
Anime - 13 Episódios
2012
6 em 10

Esta é a minha primeira experiência no universo Lupin. Tinha de conhecer um pouco da personagem Mine Fujiko e recomendaram-me que começasse por aqui. Aviso desde que irá haver aqui uma pequena pesquisa de Lupin da minha parte e que, por isso, os posts neste blog poderão ser repetitivos até mais não (minto, só saquei mais dois filmes)

A primeira coisa que me atraiu foi a arte. É bastante original, com uma paleta de cores muito interessante e uso de muitos padrões e representações simbólicas (atentem nas corujas). A animação é rígida mas é gira e funciona bastante bem, tendo em conta o tema "policial" e "misterioso" da série. Mas perturbou-me a quantidade de maminhas e ainda mais as cenas de sexo pouco discretas (mas nada explícitas), que - se pensarmos bem na coisa - eram badalhocas como tudo.

O anime é episódico, excepto nos últimos quatro episódios em que adquire uma tonalidade muito surreal enquanto fala do passado de Mine Fujiko, focando-se nas aventuras desta personagem. Ela é uma ladra profissional, tal como Lupin, e a cada episódio rouba (ou tenta roubar) uma coisa diferente. As histórias estão bem pensadas e os mistérios e armadilhas em cada um são interessantes e originais.

Mas infelizmente, uma série episódica precisa de personagens extremamente sólidos para se basear. E nesta isso não acontece. Depois de ter lido um bocadinho sobre Lupin, vim a descobrir que a caracterização dos personagens desta série não corresponde à do resto do franchise. A mim pareceram-me todos muito parecidos uns com os outros, excepto Lupin que tem uma personalidade. Sobre Mine Fujiko, bem... Chamá-la de prostituta seria pouco, mas também não quero abusar nos palavrões neste espaço. Ela não é ninguém, ela não é nada, é apenas uma máquina sexual que rouba coisas. O tempo que ela passa de mamas ao léu supera largamente o tempo em que ela passa a fazer coisas úteis. Não tem o charme da femme-fatale. Aliás, não tem charme nenhum. É vulgar, no pior sentido da palavra. Por isso, uma série inteira sobre ela - por mais interessante que seja a arte - tem essa característica da personagem associada. Por um lado, podemos dizer que Mine Fujiko está caracterizada de forma coerente? Bem, depois dos últimos episódios duvidaria disso. Por outro lado, considerando que é coerente, este tipo de personagem seria mesmo necessário? Não seria melhor tê-la feito um pouco mais humana, com uma sedução de cariz menos sexual? Fica o debate.

Finalmente, em termos musicais, a OP foi muito interessante à primeira (sobreutdo pela sequência de animação), mas cansa rapidamente. A ED não tem nada a ver com nada. E o parênquima? A música é bastante boa, tonalidade jazzística, mas é repetitiva.

Podem passar esta série à frente, a menos que vos interesse especialmente este tipo de arte no anime.

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