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22.7.20

The Uncommon Reader

The Uncommon Reader
Alan Bennet
2007
Novela
Um livro muito divertido que recebi pelo BookCrossing, e que li num instantinho!

Um dia, a Rainha de Inglaterra encontra uma biblioteca itinerante no seu palácio. Por mera obrigação, decide requisitar um livro. A partir daí, vai descobrir um novo prazer: a leitura. No entanto, este hobbie não é apreciado por toda a gente no palácio...

Escrito de forma simples, com discursos adequados mas divertidos, este livro representa precisamente o prazer que esta "leitora incomum" tem: o prazer de ler, de ter um livro entre mãos e de nos perdermos na sua narrativa, acreditando nela e torcendo pelos que estão nela.

Este livro é um exemplo perfeito de uma história bem contada, inesperada e encantadora. 

Recomendo vivamente!

Nami yo Kiitekure

Nami yo Kiitekure
Minamikawa Tatsuma - Sunrise
Anime - 12 Episódios
2020
5 em 10

Que raro a Sunrise fazer um anime que não é mecha!

Uma empregada de balcão é gravada por um director de rádio quando se queixa da vida. Ai descobre o seu novo talento: vai ser locutora de rádio. Irá ter o seu próprio programa, onde irá contar histórias bizarras. Neste ponto o anime começa logo por falhar: o facto de o programa de rádio não ter um tema definido, e de a locutora não ter nenhum papel na sua realização sem ser a sua voz torna tudo muito pouco realista e quase desrespeitoso para os radialistas que tanto trabalho têm a trazer-nos programas originais e informados.

Na pesquisa por estas estranhas histórias, a personagem encontra várias aventuras, que têm o seu efeito cómico mas que apesar de tudo são inconsequentes. Por isso, mais uma vez nos perguntamos qual o papel desta pessoa na rádio sem ser a sua voz, que nem é assim nada de extraordinário.

Existem alguns momentos em que a animação procura exceder-se, mas são incoerentes com o resto da narrativa.

Por isso, apesar de me ter divertido a ver este anime, não lhe posso dar uma boa classificação.

Handi-Gang

Handi-Gang
Cara Zina
2017
Romance

Uma espécie de romance autobiográfico que foi desafiante para mim por estar em francês. Fala sobre a militância de um grupo de pessoas com limitações físicas e psicológicas, que encetam pequenas manifestações contra o facto de não existir suficiente acessibilidade e representação para o seu grupo social.

O livro é um pouco confuso porque o texto varia entre a narração da mãe e do filho (numa cadeira de rodas, com espinha-bífida), que têm uma linguagem tão semelhante que por vezes é difícil de distinguir. O discurso também é muito agressivo, cheio de calão, e com uma posição de descontentamento generalizada que não nos permite uma identificação concreta com os personagens.

No entanto, teve algumas passagens muito divertidas, como quando o pessoal de cadeira de rodas vai por aí a colocar cartazes em braille à porta das lojas.

Um livro que me deixou dividida e que propõe um debate interessante.

Predador 2

Predador 2
Stephen Hopkins
1990
Filme
5 em 10
Sempre tive medo de ver o filme do Predador, qualquer um deles, porque tenho medo de filmes de terror. Mas afinal este não é um filme de terror, mas um filme de acção puro e duro que não mete medo nenhum.

Os predadores são criaturas alienígenas que caçam outras espécies. São basicamente invencíveis e, desta feita, há um à solta em Nova Yorque. O predador é a grande estrela do filme e é fantástico o trabalho de caracterização, porque ele é mesmo feio. Gostei imenso do lore à volta da criatura e de como esta tem um certo sentido de justiça, por muito estranho que pareça.

Agora, achei bastante bizarro que os predadores tenham vindo à Terra caçar um bicho tão fraco como o ser humano, quando caçam o Alien e tudo. Por isso, toda a narrativa à volta dos seres humanos é muito pouco interessante, sobretudo porque as personagens não são menos que absolutamente irritantes em todos os aspectos.

Por isso, é um clássico mas, mais uma vez, um filme absolutamente mediano.