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8.11.16

Swiss Army Man

Swiss Army Man 
Daniel Scheinert & Daniel Kwan
2016
Filme
6 em 10
 
Vimos também este filme, uma comédia americana que tem por característica ter o Harry Potter (Daniel Radcliffe) como actor.
 
Conta a história de um homem que está perdido numa ilha do Pacífico, prestes a enforcar-se, quando encontra um cadáver na praia. Este cadáver é muito prático e útil, e movido a puns leva-o para fora da ilha até uma floresta. Lá, descobre-se que este cadáver faz uma série de coisas e que, para além disso, fala. Apenas não se consegue mexer muito.
 
É um filme bizarro, cómico, uma espécie de humor negro pairando sobre toda a narrativa. No entanto, existem algumas coisas que ficam por explicar e que teriam dado um pouco mais de cor ao filme.
 
A melhor parte são mesmo os actores, que fazem um trabalho excelente e funcionam perfeitamente como duo dinâmico. Radcliffe tem um papel extraordinário, porque fazer de morto requer uma técnica requintada de biomecânica que não é para qualquer um. Já Paul Dano conjuga o adolescente tímido com o louco destemido.
 
Há uma ligeira aura de paixão neste filme, mas em conclusão não passa tudo de uma grande piada de mau gosto. Mas que faz rir.
 

Doctor Strange

Doctor Strange
Scott Derrickson
2016
Filme
7 em 10

Fomos ao cinema com o pessoal! Devo dizer que ao início não queria ir ver este filme, porque estava a ficar demasiado popular para o meu gosto. Lol. Mas entretanto, uma amiga brasileira (a Paula Genkai) fez um cosplay de "Doutora Estranha" e curti tanto, mas tanto, do cosplay dela que quis ir ver o filme para ficar a conhecer o personagem. Ainda bem, porque foi imensamente divertido!

Strange é um neurocirurgião muito convencido dos seus talentos, até ao dia em que num acidente de carro perde o uso das mãos. Após experimentar todo o tipo de tratamentos, acaba no Nepal em busca de uma ajuda perto de um grupo de pessoas de uma "seita". Lá, descobre que existem poderes mágicos ocultos e que, com algum trabalho, ele os poderá conhecer e tornar-se um mestre. Para além disso, existe uma força maléfica que se esforça por destruir o planeta, mas isso é outra história.

A história é engraçada e está cheia de pequenos detalhes no argumento que a tornam muito gira. A minha parte preferida foi os treinos lá no santuário, o que também deu oportunidade para o personagem evoluir. Também adorei a capinha fofinha e gostava de ter uma para mim a fazer-me festinhas. <3

Este actor, o Benedict Cumbercoiso, tem um problema recorrente em muitos grandes actores: dão-lhe sempre o mesmo tipo de personagem para fazer. É sempre o jovem um pouco autista mas que é muito inteligente. Ora, uma pessoa pode ser excelente a actuar, mas se lhe derem sempre o mesmo papel torna-se bastante difícil mostrar o que vale. Neste caso, deram-lhe - finalmente! - um papel um pouco diferente. Ainda assim, não me convenceu plenamente. Faz um bom trabalho, mas nada de extraordinário (também não havia potencial para isso no argumento e direcção, penso). Deve dizer-se, claro, que todos aqueles gestos mágicos são fascinantes e que passei o tempo a imitá-los mais tarde. =D

Finalmente, fale-se dos efeitos especiais. Estão alguma coisa de.... Bem... Especial! Está tudo muito bem feito, com uma boa integração do digital, sendo que a forma como a arquitectura se move ao longo de todo o filme é muito visual e psicadélica. As cenas de acção são um pouco apressadas e o vilão final é uma cara às ondinhas, mas parece-me que isso se pode perdoar.

Psicadélica é também a banda sonora, mas confesso que não lhe dei muita atenção. Talvez a deva ouvir à parte.

Um filme de super-heróis um pouco diferente e que, finalmente, parece funcionar!

Black Mirror Season 3

Black Mirror Season 3
Charlie Brooker
Série - 6 Episódios
2016

Foi com grande alegria que descobrimos que a série Black Mirror havia sido comprada pelo Netflix, o que significa que temos mais episódios, com maior valor de produção, novas ideias e, sobretudo, muitas novas pessoas a acompanhar uma das coisas mais brilhantes que apareceu por aí nos últimos tempos.

Como anteriormente (cliquem no link acima), temos um conjunto de episódios que nos mostram uma diferente perspectiva da utilização das novas tecnologias, sendo que tudo é um pouco - bastante - pessimista. São conceitos impressionantes na medida em que a qualquer momento se podem tornar reais. Tudo o que pode correr mal, irá sempre correr mal, já dizia o outro. Portanto, vejamos o que acontece em cada episódio.

Nosedive - Numa guerra por quem tem mais likes, todas as pessoas são classificadas numa escala de 0 a 5 pela sua interacção social, através dos seus smartphones. Quanto maior for a classificação, mais privilégios temos nesta sociedade. Uma rapariga precisa de mudar de casa e está ansiosa por ter uma classificação superior a 4.5 para que possa ir para o melhor sítio de sempre e conviver com as pessoas mais populares. No entanto, tudo acaba por correr mal quando ela se descontrola e começa a receber más classificações de todos os que a rodeiam. Neste episódio, o trabalho da actriz é simplesmente fabuloso, sendo que a resolução do conflito acaba numa nota bastante positiva relativamente ao contexto.

Playtest - Um americano foge de casa para ver o mundo e, essencialmente, fugir da mãe. Quando se vê perdido em Inglaterra sem dinheiro, aceita um trabalho que consiste em testar um jogo de terror. Este jogo irá ler o seu cérebro e assustá-lo com as coisas que mais o aterrorizam. Este foi o episódio que me assustou mais e me deu mais pesadelos, porque eu iria morrer num instante se jogasse este jogo. A ideia de que pode existir algo que nos assuste com as coisas que mais medo nos dão é algo que me aterroriza um pouco.

Shut Up and Dance - Um rapaz ainda não aprendeu que não se deve fazer nada na internet que nos envergonhe na vida real e sofre as devidas consequências, quando é perseguido e obrigado a fazer uma série de coisas maléficas por "alguém" que lhe manda mensagens. Parece-me que isto é uma crítica aos anónimos originais e ao que eles podem fazer. O twist do final é brilhante. Este episódio recordou-me um pouco o "The National Anthem" da primeira season.

San Junipero - Este episódio é muito mais complexo do que aparenta à primeira vista. É uma história de amor, que acaba de forma bastante positiva, mas cujo conceito é mais assustador do que podemos pensar. Não posso explicar muito mais sem fazer o spoiler, mas digamos que é amor feminino nos anos 80.

Men Against Fight - Um grupo de soldados deve lutar contra monstros horríveis a que se chamam "baratas". Até estas aparecerem eu estava num pânico completo, com medo que fossem mesmo esses bichos. Mas eram apenas monstros. É um episódio que fala um pouco da lavagem cerebral dada às forças armadas para que matem indiscriminadamente, mesmo que as vítimas não sejam tão culpadas como aparentam. O final pode ser um pouco confuso.

Hated in Nation - Um episódio um pouco mais longo, com uma veia de policial. Duas polícias investigam crimes de homicídios realizados a pessoas que receberam ódio na internet nos últimos dias. Vêm a descobrir que qualquer pessoa que seja vítima de uma hashtag de ódio bem específica pode ser uma vítima. Para mim, a melhor parte deste episódio são as personagens. As duas estão muito bem caracterizadas e têm uma personalidade extremamente definida, sendo que são absolutamente realistas dentro do contexto. A ideia das abelhas também me surpreendeu e parece perfeitamente possível de acontecer brevemente. O twist final é aterrorizante, mas também não me senti muito afectada por ele (são coisas que não faria).

Enfim, mais uma season fabulosa que deixa vontade de ver cada vez mais. Será que teremos uma quarta oportunidade? Esta season foi um pouco mais assustadora que as outras, para mim, sendo que as ideias talvez tenham sido um pouco menos fortes. Mas no conjunto, tudo funciona muito bem.

Está tudo bem e recomenda-se :)

Ondas e Outros Poemas Esparsos

Ondas e Outros Poemas Esparsos
Euclides da Cunha
1880s
Poesia

De seguida, li este curto livro de poemas. Detestei.

Este é um importante poeta e autor brasileiro que esteve envolvido em movimentos revolucionários, na sua época antiga. Este livro reúne alguns dos seus poemas da juventude. Mas o problema dele é precisamente isso: são poemas da juventude.

Nunca confiem nos vossos poemas adolescentes. Não são especiais, mesmo que vocês sejam o Euclides da Cunha. Especialmente se tiverem vivido em finais do século XIX.

Porque estes poemas são exagerados, foleiros, lamechas, plenos de uma linguagem desactualizada mesmo dentro da sua própria época, sem qualquer tipo de modernidade ou objectivo lírico sem ser um exibicionismo fremente e um mostrar de todos os talentos rímicos plenos de imaturidade.

Nem sequer escolhi um para vos citar, porque odiei todos em igual medida.

Nada mais tenho a dizer.


Hot Water Music

Hot Water Music
Charles Bukowski
1969
Contos

Li este livro na tradução brasileira, na qual o título era "Numa Fria". Optei por colocar o título original, porque o da tradução não me parece fazer muito sentido. De qualquer forma, dou os meus cumprimentos à equipa de edição, porque traduzir este livro deve ter sido uma empreitada e tanto e está muito bem feito. :)

Trata-se de um livro de contos e crónicas bastante curtos do autor beat honorário, Charles Bukowski. Todos os contos tratam de assuntos da decadência do artista, com muito álcool, sexo que corre mal e corridas de cavalos à mistura. A linguagem é crua e directa e existem aqui muitas coisas que acabaram sendo citadas pelas novas gerações, como exemplos de uma vida que pode ser vivida com alegria.

No entanto, quem pensa isso destes contos talvez não os tenha lido como deve ser, porque me parece a mim que o autor escreve um manifesto muito próprio contra a sua própria maneira de viver: ele sabe que tudo o que o rodeia é decadente, trata-o com humor, mas parece que tenta escapar deste ciclo, sem nunca conseguir.

Existem muitos personagens recorrentes nos contos, incluindo alguns momentos em que um personagem de um aparece em outro com outras pessoas. As ligações entre eles acabam por ser um pouco difíceis de constatar.

Ainda assim, gostei bastante deste livro, porque é muito divertido à sua maneira.

2.11.16

Kiss x Sis

Kiss x Sis
Nawa Munenori - feel.
Anime - 12 Episódios
2010
5 em 10

Ora então, um rapaz tem duas irmãs que vivem com ele na mesma casa, mas não estão relacionadas por familiaridade, só por acaso estão lá. Por esta razão, elas amam-no de uma forma bastante agressiva e fazem todas as tentativas para o seduzir. Mas, que pode isso interessar? Este é um espectáculo ecchi, de cuecas, de sutiãs. Quase um hentai, mas sem lá chegar, pois nunca se vê um seio, nunca se vê uma patareca, nunca se vê um peniche, nada.

Portanto, o que temos neste anime? Nada. O conteúdo é bola. Zero. A história é inexistente e segue-se numa procissão de gags que, supostamente cómicos, visam mostrar todo o corpo de todas as meninas envolvidas e relatar uma série de fantasias masculinas que se concretizam sucessivamente. Os personagens também não existem e poderiam ter-se limitado a mostrar corpos, sem faces, sem cabelos, sem diferenças.

No entanto, acho que há algo escondido neste anime que poderá ter o seu valor. Porque, enquanto material erótico, consegue ter o seu sucesso dentro do público-alvo. A arte é muito boa, apesar de não haver grandes cenas de animação, e a anatomia está coerente e muito bem feita, assim como os designs das fantasias do personagem principal e a sua concretização. São quase tudo imagens que fariam stills perfeitos para um taradito colocar no seu desktop.

Para mim, isso parece-me algo valorizável. Não sendo eu o público deste anime, percebo o que poderá atrair as pessoas para ele.

Quanto à música, temos temas que são repetidamente utilizados em animes de comédia e uma ED que não impressiona. As vozes são irrelevantes, porque as personagens não possuem conteúdo.

Portanto, se gostarem de ver cuequitas aos pulos, poderia recomendar-se este anime.

1.11.16

Neo Tokyo

Neo Tokyo
Vários - Madhouse Studios
Anime - 3 Episódios
1989
7 em 10

Este filme com três "episódios" apanhou-me completamente de surpresa! Estava na lista de nomeados do meu clube e acabei por o ver sem saber nada sobre ele. Trata-se de um especial da Madhouse, já de tempos idos (final dos anos 80), em que três realizadores criam uma secção. São todas diferentes e a conclusão é um pouco bizarra. Vejamos.

A primeira secção é do genial Rintaro e dá pelo nome de "Labyrinth Labyrinthos". Trata de uma menina que, com o seu gato, atravessa um espelho e se vê perseguindo um estranho palhaço por um labirinto pleno de coisas fantásticas. A animação é, simplesmente, brilhante. Extraordinária para a época, mostra coisas que nem hoje se vêm todos os dias.

A segunda secção, de nome "O homem que corre", é realizado por Yoshiwaki Kawajiri (que realizou Ninja Scroll, a título de exemplo). Esta é a história de um homem que sofreu um acidente numa corrida de carros e do jornalista que o investiga. Os processos mentais pelos quais o "homem que corre" passa são extraordinários, havendo também uma animação exemplar, um pouco mais moderna, mas nem por isso mais original.

Finalmente, na terceira secção - "Parar a Construção" - realizada por Otomo Katsuhiro (Akira) temos uma vertente um pouco mais humorística, com um homem enviado para uma cidade de robots para parar a construção da mesma mas que é impedido por estes. Os cenários são fabulosos e a história muito engraçada.

Para mim, o grande defeito deste conjunto é que não há uma união das histórias no final. Este deixa um pouco a desejar, apesar de dar que pensar. Assim, acabei por classificar este anime com um ponto a menos.

Ainda assim, recomendo-o vivamente, pois é uma espectacular experiência visual.